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In document GRA 19204 (sider 29-33)

RESPOSTAS NÚMERO DE INTERNOS

A fazer um coelhinho de origami 1

A colar e pintar direito 1

A fazer bolinha de papel 1

Questionamento relacionado à aprendizagem do interno por meio do projeto. Pelos depoimentos dos internos do Grupo 1 observamos que a “escolinha do hospital” tem conseguido amenizar os efeitos da internação aproximado à rotina hospitalar ao cotidiano da criança realizando práticas pedagógicas aliadas ao lúdico tais como brincar, pintar, colar, ouvir estórias possibilitando o desenvolvimento cognitivo, social e emocional.

4.2.2 Respostas emitidas pelo Grupo 2

Apresentamos os depoimentos do Grupo 2, representado pelos internos com faixa etária de 7 a 11 anos. Foram entrevistados 6 internos sendo 1 interno com 7 anos; 1 interno com 8 anos; 1 interno com 9 anos; 2 internos com 10 anos e 1 interno com 11 anos. Ao serem questionados sobre: O que você acha de sua escola? Você gosta de sua escola? Seis internos do Grupo 2 responderam que gostam de sua escola de origem e apenas 1 interno respondeu que gosta de sua escola só um pouco.

Escola

A seguir iremos apresentar as narrativas do Grupo 2 sobre a percepção que eles têm em relação a sua escola de origem.

- “Gosto porque tem professoras tão legais, do lanche, das tarefas são tão difíceis, mas são tão boas”. (BLS, 07 anos)

-“Sim porque ela é boa” (RSS, 08 anos)

-“Sim, porque tem professoras muito boas e explica muito direito, tem uma boa instrução”. (RD, 10 anos).

-“Sim gosto das professoras, gosto de tudo”. (AMPS, 10 anos)

-“Eu gosto só um pouco, porque tem meninas metidas O que eu gosto da minha escola são os meus amigos”. (MLTG, 11 anos)

Baseado nos depoimentos do Grupo 2 acima apresentados iremos demonstrar de forma resumida as respostas emitidas e a quantidade de internos que verbalizaram ao questionamento: O que você acha de sua escola? Você gosta de sua escola?

QUADRO DEMONSTRATIVO 7

O QUE VOCÊ ACHA DE SUA ESCOLA???? VOCÊ GOSTA DE SUA ESCOLA????

RESPOSTAS QUANTIDADE DE INTERNOS

Eu gosto das professoras 3

“Eu gosto de fazer tarefas difíceis; Eu gosto de estudar; Eu gosto porque estudo; Gosto da instrução”.

3

Eu gosto de brincar 1

Eu gosto do lanche 1

Eu gosto dos meus amigos 1

Questionamento a cerca da escola de origem do interno.

Diante dos depoimentos do Grupo 2, em relação à sua escola de origem em comparação com o Grupo 1, observamos que os internos introduzem as professoras como componente que os motiva a frequentarem o ensino regular além da aprendizagem. Outra questão abordada como positivo são as tarefas difíceis. Esse depoimento é relevante para o projeto porque demonstra a importância das professoras do projeto fornecerem aos internos, conteúdos escolares que estejam de acordo com a capacidade e necessidades dos internos, porém que impulsionem seu desenvolvimento cognitivo superando seus limites.

Hospitalização

Em relação à experiência da hospitalização, os internos do Grupo 2 narram da seguinte forma sua vivência:

-“A coisa melhor que me aconteceu no hospital foi eu melhorar e ir para a escolinha. Aqui não teve nada ruim só coisas boas”. (RSS, 08 anos)

-“No hospital a coisa melhor que me aconteceu foi a escolinha, o conforto do hospital, o elevador e os brinquedos”( VSL, 09 anos).

-“O que teve de bom foi à escolinha e só”. (RD, 10 anos). -”O que teve de bom foi à escolinha”. (MLTG, 11 anos)

Observamos pelos depoimentos expostos que o projeto tem conseguido diminuir o sofrimento inerente ao processo de hospitalização e à doença, modificando o cotidiano da internação promovendo à continuidade do desenvolvimento infantil. Além do mais a “escolinha do hospital” tem promovido o resgate a escolarização por meio de propostas psicopedagógicas demonstradas a seguir:

-“Eu gostei do hospital e da escolinha porque fiquei mais interessada em ler, eu vi que o livro é meu amigo, é o meu amigo do coração de todo dia, que eu devia ler mais. Por que eu não vi isso todo dia vi só agora no hospital. Eu fui lendo, lendo, gostei e vi que é meu amigo do coração. No começo quando eu cheguei aqui fiquei estranhando o hospital, depois que eu comecei a vir para a escolinha eu fui mudando e fui gostando”. (BLS, 7 anos).

Diante desse relato, percebemos que a interna aprendeu uma bela lição: à descoberta do prazer na leitura. A partir da experiência da leitura na “escolinha do hospital”, ela passou a conhecer e considerar o livro como um aliado, como um amigo nas horas difíceis, lição aprendida no hospital que levará por toda vida.

Sintetizando para os internos do Grupo 2 (internos de 7 a 11 anos), a experiência da hospitalização teve o seguinte fator positivo:

QUADRO DEMONSTRATIVO 8

O QUE VOCÊ ACHA DE ESTAR NO HOSPITAL???? O QUE TEM DE BOM????

RESPOSTAS NÚMERO DE

INTERNOS

A “escolinha do hospital” 5

A coisa melhor que me aconteceu foi eu

melhorar 1

O conforto do hospital 1

Os elevadores 1

Os brinquedos 1

Questionamento relacionado aos fatores positivos da hospitalização.

Observamos pelos depoimentos que os 6 entrevistados do Grupo 2 consideram a “escolinha do hospital” um meio eficaz de promover o bem-estar minimizando os efeitos traumáticos advindos da hospitalização.

No que tange aos efeitos negativos ocasionados pela hospitalização, os internos do Grupo 2 narraram que o sofrimento psíquico de maior monta é o afastamento da família:

-“Sinto falta do meu irmão da minha família. Mesmo meu irmão brigando com ele e aqui eu vi que ele é meu irmão de sangue é isso que sinto falta da minha família. Meu irmão tem um sinal igual a esse aqui no mesmo lugar é o meu irmão de sangue" (BLS, 07 anos).

Além do distanciamento da família, os internos sofrem pelo afastamento da escola:

-“Não gosto do hospital deixei de ficar com minha irmã, tenho saudade do meu pai, da minha tia, da escola e do meu padrinho. (VLS, 9 anos)

-“Não gosto fiquei longe das pessoas que eu gosto, minha família, meus amigos da rua, da escola”. ”(MLTG, 11 anos)

-“Sinto falta da escola, dos meus irmãos, do meu pai, dos amigos”. ( RD, 10 anos).Outra questão apontada pelos internos do Grupo 2 é que eles são obrigados a enfrentar no hospital o sofrimento de ordem física decorrente de procedimentos dolorosos:

-“O que teve de ruim foi que eu tive de tomar soro, porque tive que ser furada e ter que ficar no quarto”(MLTG, 11 anos)

-“Ficar no hospital é ruim dói o braço por causa do soro, dói à operação. (RD, 10 anos).

-“É a 3ª vez que fui internada e é a mesma coisa, não adianta nada porque é o mesmo problema. É ruim ficar no hospital porque tem de ficar deitada na cama, porque fica doendo meu braço por causa do soro e tenho que arranjar uma posição para ficar quieta. No hospital não tem nada bom”. (AMPS, 10 anos).

A interna demonstra em seu depoimento que, ao ser hospitaliza, ela tem de enfrentar uma realidade que para ela não é nova. Precisa encarar fatos já conhecidos em hospitalizações anteriores, como o de sentir e ver seu corpo ser invadido e, além disso, ter de suportar essas agressões de forma passiva.

No quadro a seguir apresentamos a concepção dos internos do Grupo 2 em relação à hospitalização os fatores adversos percebidos:

QUADRO DEMONSTRATIVO 9

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