4 Analyse
4.3 Hvordan utrykker de ansatte i politiet sin egen motivasjon under implementeringen
Desde o início da sua prática docente que a autora reconheceu a necessidade de tornar as aulas atrativas para os alunos. Daí a necessidade de incluir na planificação das atividades a utilização de diferentes recursos, que não permitissem apenas a compreensão dos conteúdos lecionados mas que também possibilitassem uma efetiva participação do aluno no processo de aprendizagem.
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Entre os vários recursos utilizados, a docente destaca aqueles que estão associados ao uso do computador. Aliando o computador à Internet foi possível criar diferentes situações de aprendizagem motivadoras para os alunos. Por exemplo, a utilização de simulações online apresentou como vantagens a possibilidade de manipulação de certos ambientes que permitiram aos alunos a visualização e compreensão de fenómenos que ocorrem a nível microscópico e sub-microscópico, bem como testar diferentes parâmetros experimentais. A possibilidade de repetição é outra das vantagens destes recursos que a autora destaca.
Um dos temas em que frequentemente a autora recorreu a simulações online foi o Som. Apesar de não ser sua pretensão a substituição de atividades laboratoriais por este tipo de recursos, estes revelaram-se extremamente úteis quando não dispunha de materiais/equipamentos adequados, como por exemplo um osciloscópio. Conteúdos como as ondas transversais e longitudinais, as características das ondas e de que forma se relacionam com as propriedades do som foram de fácil compreensão por parte dos alunos, recorrendo a este recurso.
Para além de várias aplicações, como as já referidas, as novas tecnologias disponibilizadas na sala de aula também tornaram possível a utilização de outro software
educativo, de jogos e de filmes disponíveis no âmbito da Física e da Química. Estes recursos
digitais revelaram-se essências para a ilustração de situações abstratas para os alunos e para a demonstração de atividades experimentais que, considerando as condições dos chamados “laboratórios” das escolas do ensino básico em Portugal, seria perigoso realizar. Estão disponíveis na Internet programas específicos para trabalhar temáticas como a Astronomia, a Energia, as Moléculas, entre outros. Estes programas estimulam o sentido investigativo e hipotético, possibilitando ao aluno testar as suas ideias iniciais.
O programa “Energia” tem sido utilizado ao nível do 7º ano de escolaridade. Este programa consiste num jogo de simulação que visa administrar os recursos energéticos da Terra durante um período de 150 anos. O jogo assenta num conjunto de relações entre variáveis que, em parte, podem ser controladas. O jogador, à medida que utiliza o programa, vai-se apercebendo do impacto que a sua gestão energética tem sobre a vida humana, permitindo a aquisição da meta geral: reconhecer que a energia está associada a sistemas, que se transfere, conservando-se globalmente, que as fontes de energia são relevantes na sociedade e que há vários processos de transferência de energia. (http://www.mocho.pt/search/local.php?info=local/software/fisica/energia.info).
Também o quadro interativo veio tornar o ensino mais atrativo, permitindo uma maior interação dos alunos com as aplicações utilizadas. A interatividade deste recurso
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permitiu uma melhoria nos níveis de concentração dos alunos e consequentemente uma melhoria nas suas aprendizagens.
A utilização de modelos tridimensionais, existentes nas escolas, também foi uma mais-valia para explicação de alguns temas da Física e da Química. De entre eles, a autora destaca a utilização de modelos do Sistema Solar para a explicação das consequências dos movimentos de rotação e de translação da Terra e a utilização de modelos moleculares para compreensão da geometria das moléculas.
O manual escolar também se revelou uma ferramenta indispensável no processo de ensino-aprendizagem. Nos primeiros anos da carreira este recurso foi utilizado como um guião das aulas, contudo, com a experiência adquirida pela autora, a sua utilização foi feita de forma cada vez mais crítica, valorizando algumas das orientações e até mesmo informações mas procedendo, por vezes, a algumas alterações na sequência dos conteúdos apresentados e à utilização de outras fontes bibliográficas, que, no conjunto, resultaram em aprendizagens mais significativas.
Um dos recursos valorizado pela autora foi a utilização da Biblioteca Escolar, não só pelo facto de este ser um meio de aprendizagem destacado nos diferentes Projetos Educativos mas também por ser um local propiciador da procura de informação por parte dos alunos e aberto à comunidade escolar. Para além de os alunos poderem realizar trabalhos neste espaço este foi utilizado pela autora como meio de divulgar os trabalhos realizados pelos seus alunos através de exposições.
Vários recursos estão disponíveis nas Bibliotecas Escolares. No entanto, a autora destaca a utilização de jornais e revistas. Inicialmente a utilização destes recursos cingia-se apenas à leitura de algumas notícias/artigos de cariz científico, pretendendo a autora que os alunos explicassem o teor dos mesmos, desenvolvendo um olhar crítico sobre a realidade e a sociedade. Porém, apesar de recorrer a materiais atuais, nem sempre os mesmos se tornaram motivadores para os alunos ou permitiram atingir os objetivos propostos. A autora sentiu necessidade de explorar as notícias apresentadas de uma forma mais abrangente e que permitisse um maior envolvimento dos alunos. Várias estratégias foram utilizadas pela autora partindo de uma notícia ou de um artigo. Por vezes um artigo foi utilizado como ponto de partida para novas pesquisas, ou como promotor de um debate, em que cada aluno teve de defender uma tese, ou até mesmo como meio de pesquisa de conceitos que permitiram aos alunos a elaboração de um glossário ou a identificação de grandezas físicas.
De extrema importância foi também a utilização de materiais e equipamentos de
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atividades foram realizadas recorrendo a materiais do dia-a-dia que permitiram a aquisição dos conhecimentos e possibilitaram aos alunos a repetição das atividades em casa. Alguns exemplos são: o estudo da velocidade das reações químicas, o caráter químico das soluções e o estudo de crateras de impacto. (Figura 2.1)
Figura 2.1 – Atividade “Crateras de Impacto”
Legenda: Material (balança digital, plasticina, tabuleiro, fita métrica, farinha e chocolate em pó)
Na sua prática letiva a docente recorreu a diferentes recursos escritos como fichas de
trabalho, guias de atividades experimentais, guias de exploração de filmes e de software educativo. Muitos destes recursos foram adaptados de outros já existentes, disponibilizados
pelos manuais escolares ou na Internet, alguns foram produzidos pela autora e outros foram construídos pelo grupo disciplinar.
Apesar da diversidade de recursos utilizados a sua seleção foi um processo criterioso que respeitou as características do grupo a que eram dirigidos bem como os temas a lecionar. A aplicação de cada um deles foi feita com controlo da docente, cabendo-lhe o papel de orientadora das diferentes tarefas e a responsabilidade de construção do conhecimento dos alunos. No fundo, estes recursos foram uma ferramenta ao serviço da pedagogia, apoiando a docente no processo de ensino-aprendizagem mas nunca a substituindo.