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Analyse del 3

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4 Analyse

4.6 Analyse del 3

Os Cursos de Educação e Formação (CEF) para jovens são regulamentados pelo Despacho Conjunto nº 453/04 de 07 de julho 2004 retificado pelo nº 1673/04 em 07 de setembro de 2004, com entrada em vigor a partir do ano letivo de 2004/2005. [46] [47]

Estes cursos privilegiam uma estrutura curricular acentuadamente profissionalizante, tendo em conta a especificidade das respetivas áreas de formação sociocultural, científica, tecnológica e de formação prática. A conclusão de um Curso de Educação e Formação proporciona aos alunos uma qualificação profissional e a equivalência ao 6º, 9º ou 12º ano de escolaridade, podendo ingressar no mercado de emprego ou prosseguir estudos.

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A experiência da autora diz respeito a turmas de CEF Tipo 2 (destinado a alunos com a conclusão dos 6º ou 7º ano de escolaridade ou frequência de 8º ano de escolaridade sem aproveitamento, com duração de dois anos letivos) e CEF Tipo 3 (destinado a alunos com a conclusão do 8º ano de escolaridade ou frequência do 9º ano de escolaridade sem aproveitamento, com duração de um ano letivo). Qualquer uma destas tipologias permite o ingresso num dos cursos do nível secundário de educação: modalidade de educação e formação desde que os alunos cumpram o curso de formação complementar e modalidade geral de educação para os que realizem exames nas disciplinas de Português e Matemática.

No entanto, no decurso da sua experiência profissional, constatou que a frequência dos seus alunos teve, na maioria dos casos, um único objetivo, o cumprimento da escolaridade obrigatória com aproveitamento. Registaram-se casos pontuais do prosseguimento de estudos nos alunos da turma de CEF Tipo 2, em que à data de conclusão do curso a escolaridade obrigatória era até aos 15 anos de idade e o ingresso em vias profissionalizantes dos alunos do CEF Tipo 3, já abrangidos pela escolaridade obrigatória até aos 18 anos de idade.

A ideologia de que os CEF constituem “um desafio para a educação de hoje que sente a necessidade de generalizar uma escola inclusiva para todos que assegure o sucesso individualizado de cada um” [48] revelou-se para a autora uma utopia. Apesar destes cursos terem programas próprios, com conteúdos bem definidos, supostamente adequados à área específica de formação, não se revelaram adequados o suficiente. O elenco modular do programa de Ciências Físico-Químicas para as turmas de CEF exigia dos alunos um vasto leque de conhecimentos. O facto de estes alunos apresentarem inúmeras dificuldades conduziu-os a este tipo de oferta formativa, o que faz com que esta exigência seja um contrassenso e, por isso, não conduza ao sucesso individualizado de cada um. No primeiro ano, com uma turma de CEF, a autora viu-se confrontada com um programa que não respeitava a diferença entre os alunos, que impedia a adaptação do currículo à especificidade da turma, mas por outro lado, a escola tinha o objetivo de 100% de sucesso para a turma. Estas incongruências sentidas pela autora levaram-na a concordar com Meireles-Coelho (2009) quando afirma que “A crescente implementação dos CEF comprova que o ensino básico em Portugal, nomeadamente ao nível do 3.º Ciclo do Ensino Básico, não consegue dar resposta à diversidade de interesses e aptidões de cada aluno, tornando-se um ensino unificado excludente.” [49]

Apesar destas dificuldades a autora nunca desistiu de incentivar os seus alunos a empenharem-se e nunca deixou de se empenhar.

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Se a diversificação de recursos e de estratégias se revelou importante em turmas do ensino regular, no caso de alunos de turmas de CEF essa necessidade foi ainda mais evidente. Aliado às inúmeras dificuldades cognitivas de cada um dos alunos, a autora foi confrontada com uma total desmotivação e desrespeito pela escola enquanto transmissora de conhecimentos e de competências.

Para que as aprendizagens fossem mais eficazes, e na tentativa de envolver os alunos neste processo, a autora necessitou de recorrer a atividades mais práticas, interligando-as com o dia-a-dia dos alunos e com a especificidade do curso. Mas nem todos os módulos permitiram a interligação com a área de formação, como por exemplo o estudo da Tabela Periódica dos Elementos ou da Luz. Por outro lado, as unidades da Medida ou da Eletricidade permitiram desenvolver atividades de aplicação nas áreas tecnológica e de formação prática, que não só permitiram a aquisição de alguns conhecimentos como a participação efetiva em atividades propostas, pelo que foram valorizadas pela docente.

O trabalho desenvolvido com esta turma, apesar das dificuldades sentidas pela autora, tornou-se desafiante e permitiu criar laços com alguns alunos. Aspetos positivos foram a possibilidade de um trabalho contínuo por dois anos letivos, que permitiu a seleção das estratégias mais adequadas, e o efetivo trabalho cooperativo em conselho de turma.

Relativamente ao ano letivo de 2012/2013 em que foi responsável pela disciplina de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho (HSST), o principal desafio foi lecionar a disciplina pela primeira vez. A disciplina de HSST visa o desenvolvimento de uma verdadeira cultura de prevenção, considerando o contacto dos jovens com ambientes e contextos de trabalho, através do desenvolvimento de atitudes e competências, adequadas à transição e inserção no mercado de trabalho.

Apesar de dispor de informações sobre os conteúdos a lecionar, bem como de sugestões de atividades, grande parte através da internet, a autora sentiu maior facilidade em explorar conteúdos com ligação direta à disciplina de Ciências Físico-Químicas.

Um dos módulos do programa da disciplina incide no estudo de riscos profissionais associados a efeitos do ruído/som e a substâncias químicas perigosas.

Interligando estes conteúdos com algumas necessidades da escola foi possível dinamizar algumas atividades de cariz mais prático, como a caracterização da perigosidade de substâncias químicas disponíveis no laboratório da escola e respetiva rotulagem. Outras atividades propostas foram a construção de uma escala de níveis de ruído com exemplos reais, dando ênfase a situações perigosas e construção de sinalética de apelo ao silêncio a colocar no recinto escolar.

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No processo de avaliação destas turmas a autora utilizou diversos instrumentos de avaliação e de classificação, à semelhança dos utilizados em turmas do ensino regular.

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