2 Digitaliseringsarbeidet ved de naturhistoriske samlingene
2.5 Hvordan organisere digitaliseringsarbeidet videre?
De acordo com Lakatos e Marconi (2008, p. 28), no processo de análise dos dados, passa-se de uma ideia-chave geral para um conjunto de ideias mais específicas. Em seguida, passa-se à generalização e, finalmente, à crítica. Segundo essa perspectiva, as respostas das entrevistas e dos questionários foram analisadas com foco na coerência entre os pressupostos teórico-metodológicos e o tipo de análise. Para tanto, foi empregada a técnica de Análise de Conteúdo Temática (BARDIN, 2002) aos questionários e às entrevistas, na busca pela inferência de novos conhecimentos advindos das respostas dos sujeitos. A autora define o termo análise de conteúdo como
um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objectivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens (BARDIN, 2002, p. 44).
Trata-se de qualquer iniciativa cujo objetivo seja analisar criticamente o conteúdo das mensagens, seja explícito ou não. É uma abordagem que tem a finalidade de deduzir lógica e sistematicamente as informações emitidas pelos sujeitos, levando em consideração o contexto em que eles se encontram e os possíveis efeitos das mensagens que emitem.
Especificamente no caso da Análise de Conteúdo Temática, são investigados os temas (categorias, subcategorias e unidades temáticas) que emergem das respostas dos sujeitos. Leva-se em consideração a frequência das ocorrências, enfatizando-se as falas, no caso das entrevistas, e os registros escritos, no caso dos questionários.
Com base nesses procedimentos metodológicos e considerando-se os objetivos do presente estudo, foi aplicada a análise de conteúdo, segundo a organização das etapas em três momentos: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados, a inferência e a interpretação (BARDIN, 2002). A pré-análise foi composta pelos momentos de escolha dos documentos analisados, da leitura flutuante e das codificações (ver figura 01).
Figura 01: Plano de análise
Figura 1: Plano de análise
a) Constituição do corpus: O corpus é o conjunto de documentos selecionados para a análise segundo os objetivos da pesquisa. Neste estudo, foram analisadas as respostas extraídas dos questionários devolvidos e as informações adquiridas por meio das entrevistas semiestruturadas.
b) Leitura flutuante: É o momento de familiarização do pesquisador com os documentos selecionados. Consiste em ler para conhecer o texto, formando as primeiras impressões e hipóteses.
c) Codificação: É a sistematização dos dados brutos do texto em unidades temáticas que descrevem suas principais características. Acontece em três momentos: o recorte das unidades, a escolha da regra de contagem e a classificação e agregação das unidades em categorias.
d) Categorização: Classificação dos dados em categorias e subcategorias emergentes. Neste estudo, o critério de categorização foi semântico.
e) Inferência: Momento que antecede a interpretação. Após toda a fase de descrição e classificação dos dados, deduzem-se, de maneira lógica, conhecimentos sobre os sujeitos e suas mensagens para, enfim, chegar-se à etapa final de interpretação.
A técnica de análise de conteúdo temática foi aplicada aos questionários distribuídos aos aprendentes, e às entrevistas realizadas com os professores e com membros da equipe de produção de material didático. Os resultados da análise estão distribuídos ao longo dos capítulos que seguem e de acordo com sua concatenação às teorias apresentadas. Ressalta-se que, no caso dos questionários, as unidades temáticas foram subdivididas em “positivas” ou
“negativas” para expressar a natureza das respostas (SIM ou NÃO, ver anexo D), de acordo
com o contexto dos discursos dos sujeitos.
Um ponto fundamental de qualquer pesquisa científica é a definição de categorias de análise. Nesse sentido, a análise categorizada dos dados foi organizada de acordo com as
Leitura flutuante Codificações
Categorias e subcategorias Inferências
Estratégias cognitivas e perspectivas de interação do aprendente com o material didático do Curso de Pedagogia da UFPB Virtual
teorias e os objetivos que fundamentam esta pesquisa. Para tanto, trabalhou-se com as seguintes classes temáticas:
As estratégias cognitivas subjacentes ao material didático de Matemática do Curso de
Pedagogia da UFPB Virtual;
As características do design instrucional praticadas no processo de produção do material didático em questão;
As perspectivas de interação que estão presentes nas atividades propostas no
material didático em estudo.
Analisando essas classes, ao longo da pesquisa, buscou-se encontrar respostas para questões como:
A interação do aprendente com o material didático do Curso é permeada pela prática
da aprendizagem colaborativa em rede?
As atividades propostas no material incentivam a autonomia do aprendente? As atividades propostas no material exploram a relação entre teoria e prática?
A primeira parte do corpus analisada foram as entrevistas com os professores dos componentes curriculares de Matemática. A combinação entre teorias sobre a nova ecologia cognitiva, aprendizagem significativa e design instrucional e as temáticas abordadas nas falas dos professores deu origem às categorias e subcategorias de análise para a classe temática Estratégias cognitivas. A tabela 04 apresenta um panorama geral, com a descrição e a classificação dos dados, indicando a frequência (f) com que as unidades temáticas emergiram nas falas dos professores.
CATEGORIAS SUBCATEGORIAS f %
Concepção de aprendizagem Conhecimento colaborativo 20 2,1
Conhecimento significativo 13 1,4
PARCIAL 33 3,5
Situações de aprendizagem
Abordagem teórica e prática 60 6,3
Estímulo à autonomia 43 4,5
Incentivo às interações 109 11,5
PARCIAL 212 22,3
Produção de material didático
Seleção dos conteúdos 162 17
Escolha das tecnologias 126 13,2
Domínio das linguagens 38 4
Características do material 158 16,6 Desafios do processo 148 15,5 PARCIAL 632 66,3 Expectativas futuras Utilidade do material 24 2,5 Uso do material 18 1,9
Reflexões sobre educação e tecnologia 33 3,5
PARCIAL 75 7,9
TOTAL DE UNIDADES TEMÁTICAS 952 100
Tabela 04: Classe temática: Estratégias cognitivas subjacentes ao material didático. Distribuição das
categorias, subcategorias e suas freqüências de ocorrência.
A discussão dos resultados está distribuída ao longo dos capítulos dois e quatro da dissertação, onde foram debatidas as estratégias cognitivas praticadas pelos professores e suas visões sobre as especificidades de cada material que produzem. Para tanto, foram apresentados os seus discursos que se coadunam ou se opõem em cada uma das subcategorias analisadas, aproximando-se da realidade da parte do processo de produção de material didático, cujo principal responsável é o professor.
A segunda parte do corpus analisada foram as entrevistas com as integrantes da equipe de produção do material. Tendo em vista que cada uma delas exerce diferentes funções, para cada entrevista, foi gerada, em separado, uma análise temática dos conteúdos. As discussões sobre as informações obtidas encontram-se ao longo dos capítulos três e quatro, com base nas teorias sobre design instrucional contextualizado (FILATRO, 2007), design de objetos de aprendizagem (WILEY, 2002), produção de material impresso para EAD (FERNANDEZ, 2008) e preparação de vídeos educativos (ARROIO, GIORDAN, 2006).
Na terceira parte do corpus, analisaram-se os questionários. A tabela 05 mostra o panorama geral da descrição e da classificação dos dados, indicando o número de vezes em que as temáticas aparecem nas respostas dos aprendentes (f). A emergência de tais temáticas,
combinadas à teoria da interação mútua, deu origem às categorias e subcategorias de análise para a classe temática denominada Perspectivas de interação.
CATEGORIAS SUBCATEGORIAS f %
Concepção de interação
Construção coletiva do conhecimento 23 6,5
Troca de informações 10 2,8
Incerteza sobre o significado 8 2,3
PARCIAIS 41 11,6
Motivações para interação
Quantidade de informação 59 16,7
Exercício da criatividade 30 8,5
Qualidade da linguagem 83 23,4
Organização do material 14 4
Contextualização entre teoria e prática 22 6,2
Tempo para realizar as atividades 48 13,5
PARCIAIS 256 72,3
Repercussão da interação
Reflexões sobre a aprendizagem 15 4,2
Participação na escolha dos conteúdos 39 11
Destaque para o papel do educador 3 0,8
PARCIAIS 57 16,1