5. Refleksjoner i lys av Senges teori
5.2. Hvordan møte motstand mot å kartlegge alle barn?
240 - 200 = 40
480 - 400 = 80
Observe que a soma da mais-valia é igual à soma dos lucros e a soma dos preços é igual à soma dos valores (teorema das duas igualdades).
A dificuldade enfrentada pelos autores que trabalharam com sistemas de equações lineares só surgiu porque eles perseguiam uma transformação simultânea. Como as transformações são históricas e, portanto, sucessivas, esse tipo de transformação só pode ser feito por meio de um algoritmo que considera as transformações em etapas, como é o caso das cadeias de Markov.
Observe que as primeiras quatro colunas do quadro são valores e são esses valores que são usados para a transformação. Para os críticos de Marx há uma mistura híbrida inaceitável entre valores e preços. Contudo é evidente que todo preço, inicialmente, é igual ao valor. É a concorrência que o afasta desse estado. Poderíamos simplesmente dizer que todo o quadro é composto de preços, sendo que nas três primeiras colunas os preços são iguais aos valores.
Vamos apresentar um novo exemplo:
=
= setores c v m W p ℓ desvio do preço com relação ao valorI
20 10 10
40
37,5
7,5
-2,50
II
30 15 15
60
56,25 11,25
-3,75
III
50 25 12,5 87,50 93,75 18,75 +6,25
100 50 37,5 187,50 187,50 37,50
zero
r
r
==
MM____
==
3377,,55
==
00,,2255
C
C
++
VV
110000
++
5500
p = (20 + 10) (1,25) = 37,50 p = (30 + 15) (1,25) = 56,25 p = (50 + 25) (1,25) = 93,75
lucro = preço – custo
ℓ
=37,50 – 30 = 7,50
ℓ
=56,25 - 45 = 11,25
ℓ
=93,75 - 75 = 18,75
Desvio dos preços com relação aos valores:
37,50 – 40 = -2,50
56,25 – 60 = -3,75
93,75 - 87,50 = +6,25
z e r o
Gorender diz, muito acertadamente, na excelente Introdução que escreveu para a tradução brasileira do volum e I de O Capit al (A- bril-Cultural, 1983) que “não é possível passar diretamente do con- ceito abstrato de valor à realidade empírica dos preços”.
Não se pode medir diretamente a mais-valia em fábricas e instalações industriais. Se isso fosse possível, não existiria o problema da transformação que levantou tanta polêmica no mundo acadêmico, desde o final do século XIX. No entanto, é por meio do valor que se pode compreender a origem do lucro e o algoritmo de Marx, desde que compreendido em termos de cadeias de Markov, mostra a trans- formação temporal de valores em preços.
No volum e I , Marx afirma que os lucros são proporcionais ao volume de trabalho empregado e não às quantidades de capitais investidos, mas esse fato, segundo afirmação do próprio Marx, contradiz toda a experiência conhecida. A solução dessa contradição aparece no volum e I I I no qual as relações estão modificadas pela
concorrência. A ampliação da concorrência gera uma situação na qual os lucros são proporcionais, não ao trabalho investido, mas ao capital. A teoria do valor de Marx é muito mais complexa que a de Ricardo e
de O Capit al.
Não podemos nos esquecer de que estamos falando aqui de modelos científicos. Um modelo não é uma reprodução fiel da rea- lidade. Nesse sentido, ele não é nem verdadeiro, nem falso. É apenas útil ou inútil para esclarecer determinados aspectos do mundo real. Portanto, o valor de um modelo depende de seu poder heurístico. E a- qui podemos dizer, com segurança, que o algoritmo de transformação de Marx, não perde em capacidade heurística para os numerosos dia- gramas simplificadores existentes nos livros-texto de economia neoclássica, keynesiana ou novo-clássica. Na realidade, é único modelo que explica a origem do lucro de maneira satisfatória.
Uma observação importante: houve um tempo, após o aparecimento do livro Produção de Mercadorias por m eio de Mer- cadorias, de Piero Sraffa(justamente aclamado como uma das gran- des conquistas da teoria econômica moderna), em que alguns autores achavam que o problema da transformação fora resolvido definitiva- mente sem necessidade de recurso aos valores. Sraffa trabalha apenas com preços e constrói um algoritmo para mostrar o compor- tamento da taxa de lucro, dos preços e do excedente no interior do sistema econômico. Maurice Dobb aplaudiu o livro com entusiasmo e parece ter-se filiado àqueles que consideravam essa a via para a solução do problema da transformação. Mas, é preciso dizer que a problemática sraffiana é outra. No caso de Marx, não podemos eliminar o valor e observar apenas o que ocorre na superfície da eco- nomia, instância na qual o sistema de preços reina soberano.
O modelo de Marx não é um modelo para explicar a formação dos preços relativos (ainda que seja também isso), mas um modelo mais ambicioso e mais amplo. No fundo, Marx quer mostrar como se
não era o problema de Ricardo nem dos neo-ricardianos, posição em que se situa Sraffa. Muito menos é o problema dos economistas neoclássicos que se preocupam apenas com a eficiência alocativa dos recursos.
O que pretendo dizer com toda essa discussão é que há no sistema, um mecanismo de transferência de renda de trabalhadores para capitalistas e que esse mecanismo só pode ser descoberto por quem tenta penetrar, pela análise e pela síntese além da superfície das coisas. Esse é o sentido do problema de transformação que fez correr tanta tinta naqueles velhos tempos em que ainda se escrevia com tinta.
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C
C
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NN
CC
LL
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SS
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Finalm ente, com o a hist ória nos ensinou, confirm ando um a int uição inicial de Marx, qualquer m udança prem at ura é efêm era e reversível. Por m udança prem at ura ent endo aquela realizada ant es de um m odo de produção t er esgot ado t odas as suas virt ualidades. O ca- pit alism o pode ainda t er m uit o fôlego. Hoj e, um dos problem as m ais graves enfrentado por ele é o ecológico, do qual não falei aqui. Por- tanto, a questão de com o será a sociedade fut ura est á em abert o. Ela não pode surgir da cabeça de um a pessoa ilum inada ou de um grupo de pessoas, por m ais brilhant e que sej a esse grupo. Sabem os apenas que essa sociedade deve ser eficient e, igualit ária e j ust a.
É pert inent e lem brar, nessa alt ura, um a dist inção essencial ent re igualdade e ident idade feita pela professora Saffioti. I gual- dade é um a const rução polít ica e faz par com desigualdade; ident idade faz par com diferença e radica na natureza ontológica do ser social. É preciso aceit ar a diferença sem aderir à desigualdade. Na int rodução de seu m ais recent e livro, Gênero, pat riarcado, violência( 2004,p.10) , a professora Saffiot i diz o seguint e:
cessiva ao m acropoder e se os autores que cham am a at enção para a relevância do m icro- poder não apresent aram um proj eto de transfor- m ação da sociedade na direção da dem ocracia int egral, est e livro propõe com binar m acro e m icroprocessos, a fim de avançar na obt enção dest e obj et ivo”
É exat am ent e disso que precisam os; cam inhar na direção da de- m ocracia int egral. Essa é a verdadeira revolução que exige luta const ant e pela elevação do nível escolar, cult ural e crít ico de um povo. Não é coisa para poucos anos. É preciso esclarecer conceitos e destruir m at rizes ideológicas ocult as em argum ent ação aparent em ent e cien- t ífica. A força da ideologia reside, prim eiro, no fat o de ela se ocult ar, isto é, não se apresentar com o ideologia e, depois, em ser parcialm ent e verdadeira. As m eias verdades são m ais perigosas que as m ent iras. Por outro lado, não há com o j ogar fora esse conceito, a ideologia é um a dim ensão essencial da vida societ ária. Não pode exist ir qualquer so- ciedade const ruída int eiram ent e sobre a razão cient ífica. Pret ender isso j á é cair na arm adilha do cient ificism o que é um a ideologia.
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