Spørsmål 13.................................................................................................................................... 64
4.2 P RESENTASJON AV KVALITATIVE DATA
4.2.1 Hvordan konstruerer vi kjønn?
A sociedade atual busca, cada vez mais, a presença de uma educação pautada em valores. Buscam-se em todos os espaços sociais os valores éticos, morais e também religiosos. Na escola não poderia ser diferente. O que se pede do professor é a excelência, mas quando tratamos aqui a excelência, não é só a empresarial, o compromisso apenas com os resultados financeiros, estamos falando da excelência humana. Terminamos a página anterior com o José Policarpo Junior apresentando a educação como aquela capaz de desenvolver um ser humano melhor. Um aluno melhor significa dizer que também temos professores melhores. Seres humanos mais humanizados, mais solidários, mais sensíveis, mais autônomos. Percebe-se que
a tarefa do professor é muito grande, junto com as atividades práticas que estão relacionadas ao ensino, ele precisa ter uma vigilância contínua das suas próprias ações, é um processo permanente de auto avaliação. De acordo com os parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Religioso (2009, p. 43):
O educador é alguém que naturalmente vive a reverência da alteridade e leva em consideração que família e comunidade religiosa são espaços privilegiados para a vivência religiosa e para a opção de fé. Assim, o educador coloca seu conhecimento e sua experiência pessoal a serviço da liberdade do educando.
Embora, os PCNs tratem especificamente do Ensino Religioso, essa é uma realidade de qualquer professor que vive os desafios da sala de aula. Que entende que o ato de educar, de ensinar é muito maior que as condições materiais da escola e muitas vezes o seu salário. Lembramos que como profissional, o professor precisa encontrar as condições necessárias para o exercício da sua profissão, bem como, ter um salário justo, digno. Mas sabemos que em muitas situações é o professor responsável até pelo alimento que chega a sala de aula para o lanche dos alunos. Então, já encontramos nesse exemplo a prática da solidariedade no fazer do professor.
O reconhecimento que o seu fazer é total, que tudo que permita e facilite o processo ensino-aprendizagem passa necessariamente por ele, até a merenda. Podemos dizer que existe uma identidade no ser professor assim, partimos do entendimento que a identidade, “é o conjunto de caracteres próprios e exclusivo com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uma das outras, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes”. (KRAVICE, 2007, p. 225).
Para nós, é importante ressaltar que essa identidade é também religiosa, o professor pauta a sua prática a partir do que ele acredita. E o crescimento do aluno vai ser estimulado em todas as frentes, pois formar uma pessoa de forma completa faz parte da sua missão. Então, professor que entende que seu aluno precisa ser cidadão, ele investirá e criará todas as oportunidades para o exercício da cidadania e para a responsabilidade social, ele é comprometido com as mudanças na sociedade. Acreditando na ética e na justiça, esses serão os princípios que nortearão a sala de aula, por isso, criar regras e normas de convivência, decidir sobre os critérios de avaliação, não significa mais um quadro de decoração na sala de aula. Significa viver o
correto, atuar na sua profissão de forma correta, pois é missão, é o seu talento sendo colocado no mundo, e não sendo enterrado, sem ser multiplicado. O professor sabe que a partir da realidade experimentada em sala de aula muitos dos seus educandos acabam interferindo positivamente no seu contexto social, mudam velhos hábitos, são capazes de modificar as antigas relações em casa.
A prática pedagógica do professor que vive a sua religiosidade é cotidianamente integrativa, pois promove uma relação de parceria em meio a toda diversidade que se apresenta na sala de aula. É uma abertura constante aos desafios do ser diferente, do pensar diferente, do agir diferente e também viver uma fé diferente. Por isso, como já foi dito, o professor não tem medo do tema religião, ao viver plenamente a sua religiosidade e pô-la em prática, a religião do outro não é problema. Vivendo a certeza da sua responsabilidade na construção de um mundo, o professor também pautará o seu fazer pedagógico, a partir da criação de espaços onde o acolhimento e o respeito às diferenças sejam de fato uma realidade.
Uma escola inclusiva, passa pelo respeito às dificuldades de alguém que, por exemplo; é mais lento, não ouve, não enxerga, mas que precisa viver as mesmas situações, ter as mesmas oportunidades que os demais alunos. Poderíamos até pensar que qualquer professor ético teria o mesmo compromisso, mas aí encontramos um diferencial, para o professor que vive a sua religiosidade em sala de aula, o aluno é muito mais que ser humano. Ele é uma alma e as almas são cuidadas para Deus. Cuidando dessas almas novas espera-se um mundo novo e melhor. Yus apud Scussel nos leva a refletir:
Que construiremos um mundo melhor para vivermos quando formos capazes de mergulhar em nosso próprio interior, compreendermo-nos e compreender o outro, seus medos, seus sonhos, seus ideais. Uma viagem que é capaz de (re) significar a vida e o destino de cada um. Construir vivências significativas capazes de dar sentido à vida passa pelo ambiente escolar, pois a escola é o espaço privilegiado de construção do projeto de vida pessoal e comunitário. É ali que o sonho de uma vida mais humana se arquiteta e começa a ser vivenciado. Para isso, precisamos, não de provedores de informações, mas de “educadores do espírito”, que são todos aqueles que hoje estão ajudando seus alunos a encontrar conexões significativas em suas vidas. Educadores capazes de transcender o espaço-tempo da escola. (SCUSSEL, 2007, p.130)
Esse olhar diante das responsabilidades da escola nos chama a atenção, pois diante da realidade conteudista vivenciada pela educação, frente a todos os processos seletivos que os alunos são anualmente submetidos, é interessante alguém, o professor, que tem compromisso com a formação integral do aluno, ou seja, reconhece as diversas dimensões que fazem parte da vida do ser humano. Os valores tão necessários atualmente passam pela opção da família, mas também precisa ser valor na escola.