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Hvordan arbeider teksten for å overbevise leseren gjennom etos, patos og logos?

10. Partienes kulturforståelse og kulturbegrep

11.1 Hvordan arbeider teksten for å overbevise leseren gjennom etos, patos og logos?

A entrevista é um processo de interação social entre duas pessoas na qual uma delas, o entrevistador, objetiva obter informações do outro, o entrevistado. As informações são coletadas por meio de um roteiro de entrevista que deve possuir uma lista de tópicos previamente estabelecidos de acordo com o que se quer saber ou estudar.

Segundo Haguette (2000), para a realização dessa técnica de coleta de dados, deve-se considerar as seguintes premissas: busca da objetividade e tentativa de captação do real, sem contaminações indesejáveis nem por parte do pesquisador nem por fatores externos que possam modificar o real original. O entendimento de que a ciência historicamente não tem sido marcada pela neutralidade não quer dizer que a objetividade não deva ser buscada. Além disso, sabe-se que o que se capta de uma entrevista não é a realidade e sim uma releitura do real relativizada. (53)

Em que pese à costumeira crítica de que a metodologia qualitativa impede generalizações, os pesquisadores Beaud & Weber (2014) defendem que as entrevistas “não visam produzir dados quantitativos e, portanto, não precisam ser numerosas. Não tem por vocação ser ‘representativas’”. De acordo com Dean e Whyte (1969) citado por Haguette (2000) “As informações do informante representam meramente sua percepção, filtrada e modificada por suas reações cognitivas e emocionais relatadas através de sua capacidade pessoal de verbalização”. Ainda assim, essas compreensões não eximem o pesquisador de dedicar a atenção a todas as possíveis limitações e vieses inerentes ao método e ao dado coletado que podem ter origem tanto no entrevistado como no entrevistador. (53,55)

No estudo em questão, foi utilizada a entrevista individual do tipo semiestruturada aplicada a partir de perguntas abertas às educandas e

educadoras. Os questionamentos para as educandas estavam relacionados às expectativas iniciais com relação ao processo educativo, suas avaliações com relação à condução, espaço, materiais e atividades desenvolvidas, aspectos que poderiam ser aperfeiçoados, seus aprendizados e as repercussões e mudanças que aconteceram após as oficinas. Para as educadoras, procurou-se saber a motivação para elaboração do projeto e suas expectativas, como se deram os processos de definição dos sujeitos, do lócus de pesquisa e o planejamento das atividades que seriam desenvolvidas, suas percepções com relação à execução das oficinas e à participação das educandas, possíveis diferenças e semelhanças entre os dois grupos, suas avaliações do projeto como um todo, seus aprendizados e as repercussões e mudanças que vislumbraram após as oficinas.

O roteiro de perguntas, apresentado no apêndice A, foi o parâmetro utilizado pela entrevistadora para conduzir os dois grupos de entrevistas. Não sendo um instrumento monolítico e estático, sua elaboração considerou os referenciais teóricos adotados na pesquisa e envolveu a pontuação dos tópicos que seriam abordados, a fim de que a discussão fosse bem direcionada e nenhum assunto deixasse de ser mencionado, servindo, pois, como meio de orientação.

Esse roteiro pôde ser apreciado na banca de qualificação do projeto desta dissertação e foi encaminhado, em seguida, para avaliação de especialista na área de ciências sociais para adequação e aperfeiçoamento do instrumento. Contudo, não foi realizada sua validação, uma vez que a literatura sobre o tema entende que o roteiro de uma entrevista semiestruturada é um instrumento de apoio e orientação à conversa com o entrevistado, podendo ser flexível às demandas que surgirem da interação entre entrevistado e entrevistador. (55,56)

Para a realização das entrevistas, foi feito o agendamento prévio por telefone com cada participante, momento em que foi compartilhado brevemente os objetivos do levantamento e definido local propício para a conversa.

Em dia anterior à coleta de dados, era feita a confirmação da entrevista com as participantes e todos os materiais necessários eram organizados e separados (roteiro, gravadores digitais, pilhas extras, Termo de Consentimento

Livre e Esclarecido – Apêndice B e Termo de autorização de Uso de Imagem e Som - Apêndice C).

Todas as entrevistas foram realizadas pela pesquisadora-autora desta dissertação, que também participou das ações de EAN. As entrevistas foram gravadas em áudio após consentimento das interlocutoras e foram transcritas integralmente, sendo devidamente checadas quanto à fidedignidade do relato. Para isso, o gravador era ligado no início da conversa, mediante autorização da entrevistada, e desligado somente após sua conclusão.

No primeiro grupo de educandas, de sete mulheres que participaram até o final do processo educativo, cinco concordaram em realizar a entrevista. As outras duas não foram localizadas por mudança de endereço e telefone. Já no segundo grupo, as oito educandas, que também participaram até o final, consentiram participar. Todas preencheram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A caracterização das participantes encontra-se disponível no Quadro 03. Seus nomes foram substituídos por códigos e nomes fictícios para preservação das identidades.

Quadro 3 - Caracterização das educandas entrevistadas - Recanto das Emas/DF - 2015 Caracterização das participantes

Momento Participantes Idade (anos) Ocupação

1 P1.1 - ZAIRA 42 Do lar 1 P1.2 - DIANA 43 Do lar 1 P1.3 - TÂNIA 50 Do lar 1 P1.4 - BÁRBARA 52 Do lar 1 P1.5 - GEANI 60 Do lar 2 P2.1 - GRAZIELA 29 Do lar 2 P2.2 - ELOÁ 32 Do lar 2 P2.3 - CAMILA 34 Do lar 2 P2.4 - OLGA 38 Do lar 2 P2.5 - MARIANA 43 Do lar 2 P2.6 - RENATA 45 Do lar 2 P2.7 - LÚCIA 46 Do lar 2 P2.8 - MÔNICA 65 Do lar

Todas as educandas eram do sexo feminino, donas de casa, com idades entre 42 e 60 anos no grupo 1 e entre 29 e 65 anos no grupo 2.

Todas as quatro educadoras concordaram em realizar a entrevista. A caracterização de cada uma encontra-se disponível no Quadro 04. Seus nomes também foram substituídos por códigos e nomes fictícios para preservação das identidades.

Quadro 4 - Caracterização das educadoras entrevistadas - Brasília/DF - 2015 Caracterização das educadoras

Momento Participantes Idade (anos) Ocupação Área de formação 1 e 2 E1 - ESTER 55 Docente Nutrição – ênfase em

saúde coletiva 1 e 2 E3 - ALICE 47 Docente Nutrição – ênfase em

nutrição clínica

1 e 2 E2 - JÚLIA 38 Docente Direito

2 E4 - GISELE 23 Estudante Ciências Sociais – ênfase em nutrição clínica

Todas as educadoras eram do sexo feminino, três eram docentes e uma estudante, de diferentes áreas de formação (direito, ciências sociais e nutrição – uma com ênfase em saúde coletiva e outra em nutrição clínica) com idades entre 23 e 55 anos.