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Hvite felter og videre forskning

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Há ainda ações que podem ser tomadas pelas empresas junto a seus consumidores, de forma a aumentar sua consciência acerca da sustentabilidade e sua importância quando da aquisição de produtos. As práticas encontradas na RSL encontram-se no Quadro 2, sendo discutidas em seguida.

Autores/ Práticas Rotulagem Compartilhamento de informação Certificação (produto) Design (embalagens) Design (Produção Mais Cooperação Limpa)

Programas de

Conscientização LR

Zhu, Sarkis, Geng(2005) X X X

Vachon, Klassen (2006) X X X X X Vachon (2007) X X X X X Zhu, Sarkis (2007) X X X X Dalmoro, Estivalete, Marconato (2008) X X X X Srivastava (2008) X Hartlieb, Jones (2009) X

Sarkis, Helms, Hervani (2010) X

Andino (2011) X X X X

Cambra- Fierro, Ruiz-Benitez

(2011) X X

Dey, LaGuardia, Srinivasan

(2011) X

Hazen, Cegielski, Hana(2011) X

Roheim, Asche, Santos (2011) X X

Wu, Ding, Chen(2012) X X X X X

Wolf (2011) X

Continua

Autores/ Práticas Rotulagem Compartilhamento de informação Certificação Design (produto) (embalagens) Design Cooperação (Produção Mais Limpa) Programas de Conscientização LR Azevedo et al. (2012) X Azevedo, Jabbour (2012) X X X X X Carrasco-Galego, Ponce-Cueto, Dekker (2012) X Dermajorovick et al (2012) X Green et al. (2012) X X X X X X Jabbour, Jabbour (2012) X X X Jayantt , Gupta(2012) X Klassen, Vereecke (2012) X X Liu et al. (2012) X X X Oliveira, Almeida (2012) X Santos (2012) X X X X X Shi et al. (2012) X X Styles, Schoenberger, Galvez-Martos (2012) X Voltolini, Lima, Manfrin (2012) X

Zhu, Sarkis, Lai

(2012) X X X

Total 10 10 4 9 8 12 5 17

Para a incorporação da sustentabilidade nas cadeias é fundamental a adoção de um pensamento sistêmico, com a integração de práticas sustentáveis desde fornecedores a consumidores. Nesse cenário, destaca-se que o estudo acerca das práticas sustentáveis que podem ser estabelecidas junto aos consumidores ainda é temática pouco explorada na literatura. No entanto, para que ocorra uma incorporação estendida e integrada da sustentabilidade, é fundamental a participação desses agentes, sendo importante que as organizações levem em conta suas exigências, buscando torná-los participantes da sustentabilidade por meio de uma série de práticas, conforme exposto a seguir.

 Rotulagem e Compartilhamento de Informações

Com relação a essas ações a jusante, muitos estudos tratam da elaboração de rótulos de produtos que tornem informações sociais e ambientais disponíveis aos consumidores (CILIBERTI; PONTRANDOLFO; SCOZZI, 2008; HARTLIEB; JONES, 2009; ROHEIM; ASCHE; SANTOS, 2012; STYLES; SCHOENBERGER; GALVEZ-MARTOS, 2012; ZAILANI et al., 2012). Essa prática é relevante uma vez que permite que os produtos confeccionados a partir de materiais e práticas sustentáveis fiquem visíveis aos consumidores, assim como instruções acerca da maneira correta de se realizar sua disposição (HARTLIEB; JONES, 2009; LIU; KASTURIRATNE; MOIZER, 2012). A presença desse tipo de informação na embalagem expõe os atributos ambientais e sociais dos produtos, permitindo que os consumidores o diferenciem de outros (ROHEIM; ASCHE; SANTOS, 2011).

Nesse sentido, destaca-se também a importância do compartilhamento de informação ao longo da cadeia de suprimentos, para que se conheçam as vontades e expectativas do consumidor com relação a suas exigências socioambientais, assim como sua percepção acerca dos produtos (VACHON; KLASSEN, 2006; LEHMAN et al., 2012; LIU; KASTURIRATNE; MOIZER, 2012; KLASSEN; VEREECKE, 2012; STYLES; SCHOENBERGER; GALVEZ- MARTOS, 2012).

 Programas de Conscientização e Certificações

A atuação das firmas também é importante no desenvolvimento de programas de conscientização junto aos consumidores, para que percebam a importância da realização desse tipo de ação. Nesse sentido, pode haver o estímulo a ações como reciclagem, descarte correto de embalagens e redução de desperdício (DALMORO; MARCONATO; ESTIVALETE, 2008; THUN; MÜLLER, 2010; VOLTOLINI; LIMA; MANFRIN, 2012), ou programas de conscientização social (VACHON, 2007; KLASSEN; VEREECKE, 2012).

Há ainda situações em que consumidores podem relatar falhas, propor melhorias aos produtos, ou ainda elogiar, fornecendo uma espécie de certificação aos produtos das firmas (KLASSEN; VEREECKE, 2012). Nesse cenário, destaca-se o exemplo exposto no caso de Cambra-Fierro e Ruíz-Benitez (2011), em que os consumidores podem realizar visitas às indústrias, e atestar a qualidade dos produtos confeccionados.

 Design de produtos e embalagens e cooperação para uma produção mais limpa

Dentre as práticas junto aos consumidores, há ainda aquelas que envolvem a cooperação com as empresas no design dos produtos, ou ainda de embalagens (VACHON, 2007; ZHU; SARKIS, 2007; JABBOUR; JABBOUR, 2012; ZHU; SARKIS; LAI, 2012). Dessa forma, o consumidor participa do processo de elaboração, sendo ainda capaz de auxiliar na melhoria dos produtos e embalagens, colaborando para seu melhor uso, descarte e transporte. Essa ação conjunta entre empresas e clientes também pode ocorrer na busca por produções mais limpas (GREEN et al.,2012; JABBOUR; JABBOUR, 2012; WU; DING; CHEN, 2012; ZHU; SARKIS; LAI, 2012). Destaca-se que essas três práticas (design conjunto de produtos, de embalagens, e cooperação para implantação de ferramentas de produção mais limpa) são mencionadas por diversos autores como Zhu, Sarkis e Geng (2005), Zhu e Sarkis (2007), e Wu, Ding, Chen (2012) como “Práticas sustentáveis de cooperação com clientes”.

 Logística reversa

Ações de logística reversa também são importantes, particularmente quando se consideram os consumidores. As empresas podem agir promovendo a coleta no pós consumo, de forma a recolher o produto quando devolvido por seus clientes. Dessa maneira, podem destinar ou realizar o descarte, e depois a reciclagem ou ainda remanufatura do que é possível (AZEVEDO; JABBOUR, 2012; JAYANTT; GUPTA; GARG, 2012; KUMAR; TEICHMAN; TIMPERNAGEL, 2012). As empresas podem ainda colocar pontos de coleta em locais estratégicos, incentivando os consumidores a adotar esse tipo de atitude. Destaca-se que, como os consumidores provavelmente não irão percorrer grandes distâncias para realizar essa devolução, e que o custo do transporte até os centros de coleta é responsabilidade deles, a distância máxima dos centros deve se ser estabelecida dentro de limites razoáveis (SRIVASTAVA, 2008). Dessa forma, destaca-se que o sucesso das cadeias reversas está firmemente apoiado na participação dos consumidores, que são capazes de participar ativamente da gestão de retornos (LIU; KASTURIRATNE; MOIZER, 2012).

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