2 Hvordan omtales og defineres ulike deler av privat tjenesteyting i næringspolitiske
2.1 Hvilke virkemidler er tatt i bruk i varehandelen for å imøtekomme definerte
A única figura (figura 1) que aparece no livro “Origem das espécies” de Charles Darwin é uma árvore filogenética mostrando as relações de parentesco entre espécies e seu aumento numérico ao longo do tempo. Daí pode-se concluir a importância desse tipo de representação na biologia. Antes de Darwin, porém, havia outros tipos de representações da história da vida.
Figura 1. Árvore filogenética presente no livro “Origem das Espécies” de Charles Darwin.
Aristóteles (384-322 a.C.) dispunha os seres vivos em ordem linear e decrescente de perfeição, dentro de uma mesma cadeia de perfeição, a scala naturae. Para ele, natureza passava dos objetos inanimados, por meio das plantas até os animais, numa seqüência ininterrupta. O mundo de Aristóteles era estático e essa ordenação não implicava qualquer relação evolutiva entre os seres vivos. Era muito mais uma forma prática de organizar o mundo vivo. A scala naturae também foi utilizada por naturalistas que, como Lineu (1707 – 1778), eram fixistas e a viam apenas como uma forma de ordenar os seres vivos, sem qualquer conotação evolutiva. Durante muito tempo, a escala da perfeição parecia ser o único esquema concebível para trazer uma ordem à diversidade. Para muitos ela mostrava uma seqüência contínua, do mais imperfeito átomo da matéria, passando pelas plantas, animais inferiores, animais superiores até chegar ao homem (e idealmente, por meio dos anjos, até Deus).
Leibniz (1646 – 1716) foi um dos grandes divulgadores da scala naturae no século XVIII. Para ele todos os seres podiam ser arranjados em ordem de perfeição crescente. Associado à scala naturae, “princípio da plenitude” também era destacado. Esse princípio afirma que Deus criou todas as coisas possíveis de forma que não existem lacunas na scala
naturae. Da mesma forma, todos os seres foram criados perfeitos e, por isso, não poderia haver um movimento em direção a maior perfeição. Qualquer mudança seria uma deterioração. Mesmo assim, Leibniz abriu as portas para o pensamento evolutivo, pois da
filosofia natural faziam parte os conceitos de continuidade e gradualismo: “Tudo na natureza
avança gradualmente, e não faz saltos, e essa regra controladora das mudanças faz parte da minha lei da continuidade” (LEIBNIZ, 1712, citado por MAYR, 1998, p. 366).
Lamarck também adotou a scala naturae, com uma visão evolutiva, em seus trabalhos. Porém, para Lamarck, não havia continuidade entre os reinos da natureza e a matéria bruta, apesar de ter postulado a origem dos seres vivos por geração espontânea. Para ele, os seres vivos eram divididos em dois reinos, os animais e os vegetais. Lamarck organizava os grandes grupos naturais de seres vivos, as massas, em ordem linear de perfeição. Contudo, as extremidades da escala teriam uma aparência ramificada devido às
“variações das circunstâncias e dos hábitos adquiridos” (MARTINS, 1997, p. 42). Essas ramificações de Lamarck já eram incompatíveis com a idéia da scala naturae.
Para Lamarck, a seqüência de seres vivos na scala naturae representava a ordem em que eles surgiram na natureza. Lamarck, assim como muitos de sua época, era adepto da abiogênese e, para ele, os organismos se originavam por geração espontânea no início da escala animal ou vegetal. A geração espontânea explicaria a origem constante de novas espécies. A explicação da origem da vida por meios unicamente naturais foi um dos méritos de Lamarck. Basta dizer que Charles Darwin não se deteve nessa discussão (MARTINS, 1994).
Conforme aumentava o conhecimento sobre a natureza, a idéia de escala de perfeição se desintegrava. Isso foi reforçado quando Cuvier afirmou existirem somente quatro filos distintos de animais, sem qualquer ligação entre eles. Esse fato abriu caminho para as classificações evolutivas (MAYR, 1998).
Como mostram Kawasaki e El-Hani (2002), a scala naturae é a forma como são organizados os conteúdos relativos aos seres vivos nos livros didáticos de biologia. Como os seres vivos são ordenados a partir dos menos complexos aos mais complexos, esse tipo de organização favorece uma visão de progresso e aperfeiçoamento evolutivos dos organismos e não mostra uma relação evolutiva mais próxima do que é aceito atualmente pela sistemática.
A partir da “origem das espécies” a metáfora da escada foi substituída pela de árvore.
Ernst Haeckel, no seu Generelle Morphologie der Organismen, de 1866, mostra uma das primeiras árvores filogenéticas publicadas (Figura 2) e que sofreu várias modificações durante a sua vida. A árvore, muito presente em livros de biologia, é um ícone para a diversidade, mas incorre no mesmo erro de passar a idéia de progresso (GOULD, 1997). O tronco da árvore corresponderia ao tempo e os ramos à diversidade. A idéia de progresso é inevitável, pois os seres “superiores” são colocados no alto da árvore, o local indicador de maior desenvolvimento.
Figura 2. Árvore filogenética publicada em Generelle Morphologie der Organismen, de
Na figura 2, a árvore de Haeckel, os mamíferos, um grupo pequeno, com cerca de 4000 espécies, aparecem justamente no topo da árvore. Além disso, Haeckel cria outros galhos para os grupos de mamíferos como baleias, carnívoros e os primatas no centro com o homem no topo. Já os insetos, com cerca de um milhão de espécies, concentram-se em um mísero raminho, pois as formas primitivas devem ser inseridas em um nível inferior da árvore (GOULD, 1997). Na verdade, a árvore da vida de Haeckel ainda trazia implícita a idéia de progresso presente na scala naturae.
Na década de 1950, surgem outras metáforas ligadas às árvores: Os fenogramas e os cladogramas. Os primeiros são diagramas que unem os indivíduos de acordo com suas semelhanças. Já os cladogramas trazem inerente a idéia de filogenia. Segundo O'Hara (1998), o desenvolvimento dos conceitos e ferramentas da cladística foram o mais importante avanço do período. Além disso, o “pensamento de árvore” é um modo de ver a biodiversidade através de eventos que ocorreram ao longo da evolução, e não por meio de classificações e agrupamentos de seres vivos. Portanto, a informação que um cladograma traz é muito relevante para o estudo da biodiversidade (O'HARA, 1994, 1998)
Figura 3. Cladograma mostrando a história evolutiva de três táxons.
Um cladograma é uma árvore evolutiva e, portanto, representa uma história e não deve ser confundido com outros tipos de diagramas como fenogramas, por exemplo.
A figura 3 mostra a relação histórica entre três táxons terminais A, B e C. O Cladograma mostra que A e B têm um ancestral em comum, não compartilhado com C, representado pelo nó que os une. A e B são mais relacionados entre si do que com C.
A e B tomados juntos com seu ancestral, formam um clado que representa o grupo irmão de C. A, B e C tomados juntos com seu ancestral comum mais recente formam outro clado. O estilo do cladograma pode variar de um autor para outro, mas representam a mesma história evolutiva entre os mesmos táxons (figura 4).
Figura 4. Diferentes estilos de cladogramas mostrando a mesma história evolutiva de três
táxons.
Os cladogramas mostram a origem da biodiversidade e a história evolutiva dos seres vivos sem, contudo, estabelecer relações de superioridade e inferioridade e muito menos uma direção rumo ao progresso. Por isso são uma boa representação para a compreensão da evolução dos seres.
Mais recentemente, surgiu a metáfora da “moita” filogenética (figura 5) que ainda parece sugerir uma descendência comum para os seres vivos (HOFFMANN; WEBER, 2003). A moita divide o mundo vivo em três grandes domínios: Bacteria, Archae e Eucarya. O primeiro grupo engloba as populares bactérias; o segundo grupo encerra organismos que vivem em ambientes extremos e eram conhecidos como bactérias termófilas e metanogênicas; o último grupo abrange os organismos eucariontes como os animais, os fungos e as plantas (WOESE et al, 1990).
Figura 5. “Moita” mostrando as relações filogenéticas entre os três domínios propostos por
Woese et al (1990).