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Hvilke vedtak kan bringes inn for domstolene?

4. Rettslig prøving i tingretten

4.2 Hvilke vedtak kan bringes inn for domstolene?

A minha relação com os estudos do campo do lazer vem desde o segundo período da graduação. Naquela ocasião, fazia a disciplina Os Estudos do Lazer I, do curso de Educação Física da Universidade Federal de Viçosa e acabava de entrar em um projeto cujo nome era Conhecer21. Vinculada à extensão, essa atividade me

possibilitava novos meios de se ensinar e vivenciar a natação para crianças e jovens, através do lazer.

Por uma grande falta de conhecimento das inúmeras vias de estudo de meu curso – pensava que ele era restrito a atividades em academia, esportes e escola –, entusiasmei-me na expectativa de conhecer e poder atuar, também, nessa “nova” área que me era apresentada, os estudos na perspectiva do Lazer. Esse momento, aliado à experiência no Conhecer, muito me marcou, o que acabou por me instigar a procurar e entender mais sobre a área.

21 Segundo Natali et al (2006), o Projeto Conhecer, vinculado à extensão da Universidade Federal de

Viçosa, tem como intuito proporcionar às comunidades de baixo poder aquisitivo de Viçosa o acesso a um equipamento específico de lazer. O projeto trabalha na perspectiva de ser um espaço qualificado para a vivência do lazer, possibilitando a socialização do saber acadêmico.

Nessa mesma época, no ano de 2006, participei do VII Seminário “O Lazer em Debate”22 e do XVIII Enarel23, sendo que nos dois eventos apresentei pôsteres

do projeto. Esses encontros, além de muito ricos, proporcionaram-me um contato maior com grandes pensadores dessa temática.

Nesse mesmo período, chegamos a montar, entre colegas de curso, uma equipe que fornecia Ruas de Lazer24 e, durante dois anos, trabalhamos em várias

cidades próximas a Viçosa, oferecendo esse tipo de atividade. Nosso grupo era muito atraente, pois possuía um ambiente bastante agradável, em que, mais que arrecadar dinheiro, viam-se jovens estudantes a fim de aprender. Esse trabalho foi de grande valia, uma vez que me proporcionou boa experiência, conhecimento, troca de saberes, além da possibilidade de atuar com os diversos conteúdos que são mediados pelo lazer.

No ano seguinte, durante o quinto período, firmei ainda mais o ideal de seguir nessa área de conhecimento. Através de outra disciplina que cursava na ocasião – Os Estudos de Lazer II – pude entender mais sobre esse tema e ainda desvelar alguns campos desconhecidos. Nessa oportunidade, lembro-me de que estudamos sobre as possibilidades de intervenção no lazer, como: acampamentos, gincanas, as próprias ruas de lazer, colônia de férias, dentre outros.

Ao longo de todo esse tempo de graduação, permaneci no Projeto Conhecer, no qual fiquei até um pouco antes de me formar. Nele também aprendi muito, principalmente com os saberes compartilhados e no contato e gosto de lidar com as crianças e os jovens que o frequentavam. Como nos ensina Morin (1996), o desenvolvimento da afetividade está ligado ao desenvolvimento superior do sujeito. Isso porque o afeto está intimamente conectado ao intelecto, e as tentativas tradicionais de separá-los representam um processo de pensamento como um fluxo autônomo de pensamentos que não se ligam, dissociado da plenitude da vida, das necessidades, das inclinações e dos impulsos daquele que pensa (VYGOTSKY, 1988).

Acredito que a vivência dos sujeitos e seus processos de crescimento pessoal são pautados a partir dos laços que estabelecem e de seus respectivos contextos

22

O VII Seminário “O Lazer em Debate” aconteceu em 2006 na UFMG, em Belo Horizonte, de 25 a 27 de maio e teve como tema: as políticas públicas de lazer.

23 O XVIII Enarel aconteceu na Puc-PR, em Curitiba, de 1 a 4 de novembro de 2006, tendo como

tema: lazer no espaço urbano: transversalidade e novas tecnologias.

24 De acordo com Munhoz (2004), a Rua de Lazer é um evento de curta duração que, geralmente,

varia de quatro a oito horas e constitui um espaço adaptado para a vivência de atividades relacionadas aos diferentes conteúdos desse fenômeno histórico chamado lazer.

sociais. Frente a isso, creio que minhas experiências durante a faculdade ajudaram- me a trilhar os passos seguintes, dentre esses, os estudos do lazer e o trabalho com os jovens.

Faltando um ano para encerrar o curso de Educação Física, comecei a pensar no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Como já havia vivenciado muito o projeto em que trabalhava, já que permaneci três anos nessas atividades, entendi que já tinha explorado experiências relevantes naquela época. Dessa maneira, resolvi me voltar à minha cidade natal – Alvarenga25 – para tentar buscar novos

estudos no campo do lazer.

Assim, acabei realizando meu TCC naquela cidade, em que procurei compreender as relações entre as atividades de lazer praticadas pela população jovem e as ações municipais destinadas a esse público. Foi interessante perceber que os próprios sujeitos da pesquisa ficaram confusos acerca de suas possibilidades de lazer e, em sua maioria, não souberam explicar se a prefeitura atuava nessa área. Esse trabalho também foi de suma importância para que eu continuasse a me aventurar na busca do entendimento de algumas das possíveis relações entre lazer e juventude.

Antes de ter morado em Viçosa, passei boa parte da minha juventude em Belo Horizonte (BH), dos 14 aos 20 anos. Essa experiência revelou- se como outro fator que me levou a prosseguir nos estudos dessa área, isso porque naquela época não me adaptei bem à Capital mineira. Percebia as diversas possibilidades de lazer que eram oferecidas e, por outro lado, sentia-me decepcionado com o acesso difícil e desigual a essas atividades.

Em uma pesquisa com jovens belo-horizontinos, Pinto (2004, p. 84) também aborda esse assunto: “Depois da posse do próprio tempo, os jovens enfatizaram as dificuldades que enfrentavam para ter acesso às experiências culturais múltiplas de que a cidade dispõe”. Na ocasião, os argumentos quanto a essa adversidade foram a falta de dinheiro, o transporte ineficiente e a violência. Outro fator preponderante dessas queixas, percebi, ano passado, em um evento organizado pelo Observatório da Juventude da UFMG, que contou com jovens dos diversos segmentos culturais e regiões de BH, o A juventude okupa a cidade. Através dessa atividade, foi possível constatar que essas situações ainda estão presentes, evidenciadas pelos inúmeros protestos da juventude quanto aos vários obstáculos (preço das passagens de

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A cidade de Alvarenga fica na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, e possui, segundo o IBGE (2007), 4.444 hab.

ônibus, falta de diálogo dos governantes na ocupação dos espaços da cidade pelos grupos culturais, dentre outros) enfrentados em suas vivências de lazer.

Destarte, depois de alguns anos fora, ao voltar a frequentar Belo Horizonte, época em que tentei entrar no Mestrado, esses fatos me voltaram e, do mesmo modo, influenciaram-me a tentar buscar algumas relações. Dessa forma, fiquei com muita expectativa em realizar um trabalho que envolvesse os jovens e o lazer em BH – uma das formas pelas quais cheguei a esta pesquisa e ao Coltec, como irei relatar melhor no tópico posterior.

Essas práticas, encontros e aprendizados proporcionaram-me, de forma crescente, um enorme desejo de estabelecer pontes entre essas experiências pelas quais passei.