• No results found

Hvilke syn har spesialpedagogene på barns evne til å kommunisere?

4. ANALYSE AV DATAMATERIALET

4.3 G RADERING AV PÅSTANDER

4.3.3 Hvilke syn har spesialpedagogene på barns evne til å kommunisere?

Com a capacidade do design de proporcionar visualidade através de uma aparência gráfica disponibilizada em um espaço puramente visual, o leitor desse espaço não se acomoda ao receber simples estímulos que o deixem satisfeitos em compreender aquele conjunto de imagens que resultam em um “portal de comunicação”. É bem mais do que isso, são processos comunicativos complexos e que não apenas fazem ver, mas que conduzem a uma visibilidade estimulante, gerando ciclos de ações e reações no relacionamento entre usuário e site. Isto incita a compreensão não somente do visual que os olhos são capazes de captar, mas uma apreensão de estímulos visuais comunicantes que instigam a evolução cultural a partir da interação com conteúdos de interesses primários de uma visita, mas também de informações que geram

estímulos que saltam aos olhos pela visualidade que apresentam, renovando o ciclo de visibilidade e mantendo o processo de comunicação.

[...] cada espacialidade supõe distintas visualidades e comunicabilidades, ou seja, se a visualidade põe em evidencia a construção signica material e propriamente fenomenológica da espacialidade, a comunicabilidade expõe a relação diacrônica e sincrônica que se estabelece entre espacialidades, suas representações visuais e os significados que dela decorrem ou são construídos pelas relações entre indivíduos, suas interpretações e imaginários no plano da cultura e das inscrições histórica. Desse modo, espacialidades, visualidade e comunicabilidade distinguem-se enquanto manifestação, mas se deialetizam de modo constante sento possível, portanto, surpreender certa redutibilidade entre elas, na medida em que se explicam, ao deixarem-se contaminar mutuamente (FERRARA, 2007, p.13-14).

Enquanto visualidade, a imagem não é apenas canal ou efeito de uma comunicação, mas torna-se, propriamente, meio comunicativo capaz de provocar uma série de associações imprevistas através de uma polissemia de sensações experimentadas de modo dialógico e cooperativo pelos nossos sentidos. Passamos de um processo de recepção linear e mimético para outro que acontece de modo circular e contínuo. Para Lucrécia Ferrara (2007), a visualidade vai muito além da imagem, como forma de comunicação. Em consequência, não é apenas aparência, mas polissensível e híbrida, convocando energia ao seu redor. E quando dialoga torna possível à mediação, quando a troca é não linear e não foi planejada, encontrando contradições que assinalam problemas na comunicação.

Tratar da questão da “visualidade” implica, sobretudo, compreender o significado implícito na imagem. Desse modo, não são propriamente as tecnologias do virtual que vão colocar em xeque a manifestação tautológica das imagens de síntese que ao quebrar o estatuto de dependência ontológica do seu objeto põem em crise a função referencial do discurso imagético na contemporaneidade. Assim, a mensagem das imagens sintéticas é o de tornar visível o seu próprio discurso de visualidade.

Enquanto teoria da visualidade que se plasma na dificuldade perceptiva de uma espacialidade circular que se opõe à facilidade de percepções imediatas e lineares, é possível identificar as raízes da imagem tradicional e da imagem técnica oriunda do desenvolvimento dos suportes tecnológicos da informação e da comunicação. Nos dois casos, a visualidade não é simples produto planejado para atingir um efeito, ao contrário, registra, marca, assinala a espacialidade comunicativa embora, com distintas matrizes construtivas. O registro da imagem tradicional se faz pela analogia e sua capacidade de, com o recurso do imaginário, multiplicar imagens ou produzir imagens de imagens; o registro da

imagem técnica se faz pela possibilidade de reproduzir o referente. Porém, nos dois casos, trata-se de visualidade que registra uma possibilidade da expansão comunicativa, embora inusitada e imprevisível no seu ritmo, força e consequência (FERRARA, 2009, p.12).

No que diz respeito ao portal UOL, nota-se que não apenas o design do portal é capaz de conferir visualidade ao conteúdo do site, mas que essa visualidade é capaz, através do conjunto de imagens distribuídas e organizadas no espaço virtual, de oferecer visibilidade ao leitor do ambiente, possibilitando a interação do usuário a partir de suas intenções, necessidades, curiosidade e do acervo cultural que estabelece o processo de comunicação entre homem e sistema digital.

A interface gráfica do portal UOL, principalmente quando nos relacionamos à página principal, tem seu design trabalhado para que o conteúdo de notícias tenha uma visualidade mais destacada do que os demais conteúdos, o que é comum acontecer em portais de comunicação.

Quando visualizamos a coluna central do portal, que é onde a visualidade do conteúdo se destaca na forma como é distribuída e passamos a interagir através dos links com aquele espaço, somos capazes de perceber a forma como os conteúdos distintos são organizados e distribuídos em forma de “mosaico”. Um mosaico virtual implantado na interface gráfica digital do portal, onde as temáticas das notícias são à base de cada peça desse mosaico, sendo preenchidas na homepage a partir das informações diretamente relacionadas ao tema principal. Essa forma de estruturar o conteúdo da página funciona bem para a visualidade do portal UOL, fato que não exclusivo dele, mas utiliza desse recurso visual de forma bem elaborada, e que direciona a navegação do leitor a um caminho sem grandes obstáculos iniciais, fazendo com que todo o processo flua de forma mais simples.

Quando damos continuidade ao processo de navegação através de acesso aos links que encontramos na página principal, percebemos que a cada link acessado nos deparamos com uma visualidade completamente diferente, principalmente se as notícias forem referentes a editorias diferentes. Ou seja, a navegação não flui da mesma maneira de quando estamos percorrendo as espacialidades da homepage, ocorrendo estranhamento visual pelo fato do design da interface não acompanhar a construção visualidade da página principal.

Caso permaneçamos navegando na sequência de páginas e informações que nos são oferecidas, pode chegar um momento em que passaremos a nos sentir inseridos em um labirinto de páginas por já termos percorrido diversas delas, mas sem ter a noção exata de onde viemos e

até aonde podemos chegar, sem saber onde estamos nos posicionando dentro do espaço virtual do portal, o percurso que fizemos e até aonde poderemos ir. Pensando em uma sensação semelhante diante da nossa realidade física, chegaremos exatamente à conclusão de que pensaríamos estar em um espaço labiríntico, tornando o processo de comunicação dificultoso e fazendo com que uma nova visualidade precise ser captada a cada novo link acessado.

O labirinto que o usuário forma, ao navegar em redes como a internet, com seus desvios e percursos diversos, pode ser visto de duas maneiras. Primeiro, como resultado da expressão dos seus desejos. Segundo, nessa construção participam também interesses que afloram ou que são instigados por uma curiosidade súbita. [...] Como em cada página carregada temos também a possibilidade de ir saltando para outras através das palavras iluminadas ou com cores diferentes do bloco do texto (que indicam que são portas para outros endereços da rede), a possibilidade de se perder e de percorrer caminhos inesperados é bastante grande (LEÃO, 2005, p.99-101).

O usuário inevitavelmente vai se deparar com situações onde observará formas de mosaico a partir da distribuição dos conteúdos nos sites e se sentir em labirintos circunstanciais durante a navegação, fatos que fazem parte do processo de comunicação e do relacionamento do usuário com o ambiente do portal, na totalidade de seu espaço e nas especificidades das espacialidades por onde circulamos enquanto navegamos, através da visualidade elaborada pelo design de cada site ou portal. Nessa conjuntura, os leitores do portal UOL vão se deparar e vivenciar tais experiências como qualquer um que resolva interagir com o ambiente virtual e terão que não apenas se adaptar com a visualidade que encontrará, mas, principalmente, se submeter a um processo de interação e relacionamento que capacita o usuário a estabelecer com o tempo uma comunicação possível, através de autoconfiança, de sua carga cultural e da capacidade da visualidade proporcionada por um design específico para o ambiente de um portal.

3 AS BASES DA VISUALIDADE NO AMBIENTE DIGITAL