3. KONSESJONSPROSESSEN
3.5. Søknadsrunde
3.5.3. Hvilke krav stilles til detaljplan
Ao ensinarmos uma língua estrangeira, devemos levar em consideração a idade dos alunos, pois estes possuem características de aprendizagem diferentes em relação ao seu desenvolvimento cognitivo, atenção, insumo sensório, fatores afetivos e autenticidade da língua para cada idade.
Os professores devem saber quem são seus alunos, em que contexto eles estão aprendendo inglês e o motivo de o estarem aprendendo. Devem considerar a idade, o nível de proficiência e outras variáveis complexas de fatores sociopolíticos como o país, as expectativas sociais, fatores culturais, restrições políticas e o status do inglês. Devem saber o tipo de escola que estão lecionando (escola regular, universidade, instituto de idiomas, etc.) e o objetivo do aprendizado da língua (acadêmico, técnico, social, imersão cultural, engrandecimento pessoal, sobrevivência). Cada um desses aspectos é importante para a escolha de técnicas, planejamento de aula e material de suporte.
Brown (2001) salienta algumas diferenças entre lecionar crianças e adultos: 1 Crianças prestam mais atenção nas formas espontâneas e periféricas da
língua enquanto que o adulto tem mais consciência da língua, focalizando em suas formas.
2 Os adultos não necessariamente obtêm menos sucesso que a criança nos seus esforços de aprender uma língua. Na verdade eles podem ser superiores em vários aspectos na aquisição da língua, tais como na retenção de vocabulário e utilização de vários processos dedutivos e abstratos para facilitar o aprendizado da gramática e conceitos lingüísticos. E em sala, seu intelecto superior geralmente os ajuda a aprender mais rápido que a criança. Apesar dos adultos invejarem a fluência e a naturalidade das crianças, elas podem apresentar mais dificuldades no aprendizado de segunda língua no contexto de sala de aula.
3 Muitos fatores influenciam no aprendizado de uma segunda língua da criança entre seis e doze anos de idade, como fatores pessoais, sociais, culturais e políticos na educação infantil.
Segundo o mesmo autor, cinco categorias devem ser levadas em consideração. O primeiro, é o ‘desenvolvimento intelectual’ que se refere ao desenvolvimento cognitivo da criança, a qual se apresenta no estágio que Piaget chama de “Operações Concretas” (de 7 a 11 anos). Nesse estágio a criança usa a lógica de raciocínio elementar, por isso que para fazer uma representação de algo, é preciso passar pelo concreto, ou seja, por operações concretas como pegar o objeto, senti-lo, cheirá-lo, etc. Desta forma, algumas regras para a sala de aula são sugeridas pelo autor:
Não se deve explicar termos gramaticais como “presente progressivo” ou “oração subordinada adjetiva”;
Regras explicadas de forma abstrata devem ser evitadas;
Conceitos gramaticais que demonstrem certos padrões podem ser eficientes principalmente para crianças mais velhas;
Alguns conceitos ou padrões devem ser repetidos mais vezes para que o cérebro e o ouvido cooperem, mas tais repetições devem fazer sentido para a criança.
Em relação à atenção, a duração da atenção da criança é curta quando a atividade não é interessante, inútil ou muito difícil para ela. Assim, o papel do professor de línguas é fazer com que as aulas sejam interessantes, alegres e divertidas. Para isso é preciso:
Focalizar as aulas no ‘aqui’ e ‘agora’ com atividades planejadas para obter o interesse imediato da criança;
Variar as atividades em sala de aula para manter o interesse e a atenção da criança;
Ser animado, alegre e entusiasmado em relação à matéria;
Ter senso de humor para manter a criança sorrindo e aprendendo; Instigar a curiosidade natural da criança para manter sua atenção e foco. Quanto ao insumo sensório, a criança precisa ter todos os seus sentidos estimulados. Suas atividades devem ir além dos sentidos visuais e auditivos. É necessário:
‘Temperar’ as aulas com atividades físicas, com muitos movimentos (Total Physical Response), jogos e interpretações de diálogo;
Realizar projetos e outras atividades práticas porque ajuda a criança internalizar a língua;
Materiais sensórios – como cheirar flores, tocar plantas e frutas, sentir o gosto das comidas, utilizar vídeos, figuras, CDs e música de vez em quando ajudam a criança a internalizar conceitos;
Lembrar que a linguagem não-verbal é muito importante para a criança, já que ela é muito sensível à gestos, toques e expressões faciais.
No que diz respeito aos fatores afetivos, Brown (2001) relata que um mito comum é de que as crianças não são inibidas como os adultos e por isso aprendem mais fácil. Porém, apesar de serem inovadores nas formas das línguas, elas ainda são muito inibidas, muito mais frágeis que os adultos e muito sensíveis ao que os seus colegas pensam. Seus egos ainda estão sendo formados e por isso qualquer nuance de comunicação pode se negativamente interpretada. Para superar tais barreiras, Brown (2001) diz que o professor deve:
Ajudar os alunos a rir com os erros que cometem;
Ser paciente e dar respaldo para construírem auto-estima, mas ser firme quanto ao que se espera deles;
Obter o máximo possível de participação oral dos alunos
Crianças do município realizando atividades no livro didático “Time for English” na aula de inglês.
Finalmente, a última categoria que deve ser levada em consideração é o da língua autêntica. As crianças querem saber em como elas podem aplicar essa nova língua no aqui e agora. Por isso, aquilo que aprendem deve fazer sentido para elas, deve ter uma utilidade imediata. Algumas sugestões ainda sugeridas por Brown (2001) são:
Não usar uma linguagem muito infantil;
A língua precisa ser ensinada de forma contextualizada; Uma abordagem de língua total é essencial;
O professor deve ter sensibilidade e desenvolver sua intuição ao longo de sua experiência.
Adultos possuem habilidades cognitivas superiores que os fazem ter mais sucesso em certas tarefas em sala de aula. O seu insumo sensório pode ser mais baseado em sua imaginação. Adultos podem ser tímidos, mas geralmente possuem mais confiança em si mesmo e não dependem do contexto inserido no aqui e agora. Segundo Brown (2001), os adultos conseguem suportar mais conceitos e regras abstratas; a duração da atenção do adulto é maior mesmo quando o material não é intrinsecamente interessante para ele; o insumo sensório do adulto não depende tanto de atividades variadas; adultos costumam ter mais autoconfiança; adultos entendem melhor os segmentos de linguagem restritos de contexto. Porém, apesar de não possuírem o domínio da nova língua, os adultos são seres inteligentes com maturidade cognitiva e emocional e devem ser tratados como tal; adultos não devem ser tratados como crianças; adultos precisam ter oportunidades de escolhas para que possam fazer um investimento mais efetivo no processo de aprendizagem; um adulto não deve ser disciplinado da mesma forma que uma criança. (op.cit.)
Já na adolescência, o autor defende que no geral os alunos estão em um período de transição, confusão, autoconsciência, crescimento com mudanças no seu corpo e mente. Por isso, é importante lembrar que o raciocínio operacional abstrato se desenvolve por volta dos doze anos (Piaget) e por isso o adolescente já é capaz de resolver problemas complexos. Porém, se o jovem estiver mais preocupado com sua aparência, desejos sexuais, etc., sua atividade intelectual pode ser afetada. A duração da atenção aumenta devido ao amadurecimento intelectual, porém sua atenção pode ser menor devido às distrações. Variar o insumo sensório ainda é importante, mas não é tão necessário estimular os cinco sentidos. Fatores acerca do ego, auto-imagem e auto-estima estão no auge. Os adolescentes são supersensíveis de como os outros concebem suas mudanças físicas e emocionais assim como suas capacidades mentais. Por isso o professor deve sempre manter sua auto-estima alta não o
envergonhando, não acentuando talentos e forças de alunos, permitindo erros, evitando competições e encorajando trabalhos de grupo. É importante balancear contextos comunicativos imediatos com gramática e vocabulário. Não se pode tratá-los como crianças e nem entediá-los com atividades que requerem muita análise.
Lecionar diferentes idades requer mais que descrever características presentes em crianças, adolescentes e adultos. Porém estar consciente de tais características e analisá- las, associando-as à prática pedagógica, pode ser um instrumento de muita utilidade para o professor de línguas estrangeiras.
Todavia, é importante frisar que muitos outros fatores além do desenvolvimento intelectual (cognitivo), da duração da atenção, do insumo sensório, dos fatores afetivos e do uso autêntico da linguagem influenciam no sucesso do aprendizado da LE. É preciso levar em conta as considerações neurológicas (plasticidade do cérebro), psicomotoras (sotaque), lingüísticas (proficiência) e sociais (influências culturais).
Enfim, qualquer material utilizado, qualquer metodologia ou abordagem escolhida dependerá de muitos fatores e por isso não é uma boa idéia possuir um ‘pacote fechado’. O professor deve ser flexível, ter boa intuição e percepção do que será melhor para seu grupo de alunos depois de conhecê-los e entender qual é o objetivo principal do aprendizado do idioma.