• No results found

Hvilke interne vekstfaktorer var viktig for gasellebedriftene fra 2007 til 2012?

4. Analyse og fortolkning

4.4 Hvilke interne vekstfaktorer var viktig for gasellebedriftene fra 2007 til 2012?

Em 2006 o Ministério da Saúde publicou a PNAB pela qual estabeleceu as diretrizes de organização da APS no Brasil. Esse documento foi revisado em 2011, mantendo muito do original, como a reairmação da ESF como a estraté- gia de reorganização da APS, mas atualizou alguns conceitos e introduziu ele- mentos relacionados ao papel da atenção básica dentro do sistema de saúde.

O PNAB caracteriza a atenção básica como:

“ ... um conjunto de ações de saúde, no âmbito individu- al e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o trata- mento, a reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades. É desenvolvida por meio do exercício de práticas de cuidado e gestão, democráticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipe, di- rigidas a populações de territórios deinidos, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a di- namicidade existente no território em que vivem essas populações. Utiliza tecnologias de cuidado complexas e variadas que devem auxiliar no manejo das demandas e necessidades de saúde de maior frequência e rele- vância em seu território, observando critérios de risco, vulnerabilidade, resiliência e o imperativo ético de que toda demanda, necessidade de saúde ou sofrimento de- vem ser acolhidos. É desenvolvida com o mais alto grau de descentralização e capilaridade, próxima da vida das pessoas. Deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde. Orienta-se pelos princípios da universalidade, da acessibilidade, do vínculo, da con- tinuidade do cuidado, da integralidade da atenção, da responsabilização, da humanização, da equidade e da participação social. A Atenção Básica considera o sujeito

em sua singularidade e inserção sócio-cultural, buscan- do produzir a atenção integral”.

(BRASIL, 2012) O primeiro aspecto a ser ressaltado é o termo utilizado. O Ministério da Saúde, na contracorrente internacional, adotou a denominação “Atenção Básica”, para designar a atenção primária, em seus documentos e portarias. A opção por essa nomenclatura representou uma forma de diferenciar a pro- posta da ESF dos “cuidados primários de saúde” que se referiam a programas seletivos de APS (Testa1 citado por Brasil, 2011). Na literatura encontra-se re-

ferência aos dois termos – atenção básica e atenção primária – algumas ve- zes interpretados como sinônimos. O debate sobre essa questão não chegou a uma conclusão (Gil, 2006; Conill, 2008; Mello e cols., 2009). O próprio Minis- tério emprega os dois termos em diferentes documentos, mas pela PNAB de 2011 airma que atenção básica e atenção primária à saúde, nas atuais con- cepções, são termos equivalentes (Brasil, 2012). É interessante considerar as diferentes interpretações associadas a esses termos: enquanto para alguns “básica” se associa à ideia de “simples” e não de “fundamental”, para outros “primária” refere-se a “primitivo” e não a “principal”. Essas diferentes concep- ções possibilitam a banalização desse nível de atenção.

Outro elemento que merece ser discutido é a inclusão, na PNAB de 2011, do conceito de “Redes de Atenção à Saúde” (RAS), como o arranjo organizativo do SUS. As RAS foram propostas pela OPAS como uma alter- nativa à fragmentação dos sistemas de saúde. Nos sistemas fragmentados os diferentes níveis de atenção não estabelecem comunicação, diicultando a continuidade da atenção, e fundamentam-se na atenção pontual e centrada na doença. Dessa forma, apresentam inúmeros efeitos negativos, como: a multiplicação de serviços e infraestrutura, capacidade ociosa, diiculdade de acesso aos serviços, perda de continuidade da atenção com falta de coerência

1Testa M. Atenção primária (ou primitiva) de saúde. In: Tesa M. editor. Pensar em Saúde. Porto Alegre: Artes Médicas; 1992: p. 160 - 74

entre as ações e serviços prestados (OPAS, 2010). Por meio da construção das RAS, propõe-se que os serviços não mais se disponham em hierarquia, embora cada um possua diferentes densidades tecnológicas e exerçam distin- tos papéis no processo assistencial, o que é essencial para a integralidade. A organização do sistema fundamentado nas RAS permite a integração entre os diversos pontos de atenção, favorecendo o acesso, a continuidade assisten- cial, a integralidade e a utilização mais racional dos recursos (Lavras, 2011).

Segundo Eugênio Vilaça Mendes, as RAS podem ser deinidas como:

“... organizações poliárquicas de conjuntos de serviços de saúde, vinculados entre si por uma missão única, por objetivos comuns e por uma ação cooperativa e interde- pendente, que permitem ofertar uma atenção contínua e integral a determinada população, coordenada pela aten- ção primária à saúde – prestada no tempo certo, no lugar certo, com o custo certo, com a qualidade certa, de forma humanizada e com equidade – com responsabilidades sanitária e econômica e gerando valor para a população”.

(Mendes, 2009b) Um dos desaios mais complexos para os sistemas de saúde é a articula- ção entre os diferentes pontos de atenção. A recomendação da OPAS, adotada pela PNAB, para superar essa diiculdade é colocar a APS como protagonista, ocupando o papel de eixo organizador das RAS. Essa proposta apoia-se nas evidências relatadas pelo Observatório Europeu dos Sistemas de Saúde e Sé- ries Políticas (Saltman e cols., 2006). Para que a APS possa exercer esse papel, a rede de atenção deve garantir a resolutividade e a integralidade da atenção e os serviços de atenção primária devem funcionar como a porta de entrada no sistema e ter a capacidade de coordenar o luxo do usuário entre os diferentes níveis de atenção que compõem o SUS. Por outro lado, quando esses serviços se apresentam apenas como o primeiro nível de atenção, dentro de um sistema fragmentado, reduz-se o seu “potencial transformador” (OPAS, 2011).

Outros aspectos importantes apresentados na PNAB 2011 foram: 1. a expansão da ESF para atender a populações ribeirinhas, de áreas luviais e moradores de rua, 2. a consolidação dos Núcleos de Apoio de Saúde da Fa- mília (NASF), com equipes compostas por proissionais de diferentes áreas de conhecimento com o objetivo de ampliar o escopo das ações e a resolubi- lidade das equipes de ESF, 3. a utilização dos termos “médicos generalistas” e “médicos de família e comunidade” e 4. condicionar uma parte dos recur- sos inanceiros aos resultados obtidos no Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ), um sistema de monitoramento e avaliação da atenção básica.