4.2 Lærerens trygghet er avgjørende
4.2.2 Hva vekker bekymring?
Há muitos estudos sobre o perfil do aluno dos ambientes de educação a distância. Palloff & Pratt, discorrendo sobre esse novo aluno e o seu perfil, afirmam que “há um debate contínuo no mundo acadêmico sobre quem está interessado pela aprendizagem online (PALLOFF & PRATT, 2004, p.23). Eles declaram que os alunos:
(...) na sua maioria, são aprendizes adultos que fazem cursos online porque essa modalidade permite que eles continuem trabalhando em tempo integral e possam dar assistência à família enquanto participam do processo de aprendizagem de qualquer lugar, e a qualquer hora. O “típico” aluno online é geralmente descrito como tendo acima de 25 anos, empregado, tendo já um nível superior de educação e provavelmente masculino ou feminino (Gilbert, 2001, p. 74.). Estudantes online podem ser de forma não tradicional, tais como: estudantes de graduação, de pós-graduação, ou de educação continuada. Contudo, as estatísticas recentes publicadas pelo Centro Nacional para Estatística da Educação (2002) indicam que o interesse e a matrícula em cursos online se estendem em grupos de todas as idades.(PALLOFF & PRATT, 2004, p.23)38
Ainda em relação às necessidades requeridas de um aluno virtual, e focando, de forma mais pontual, em seu possível perfil e atribuições, Palloff & Pratt (2004), elencam alguns dos requisitos a ele necessários, os quais contribuem para o bom andamento de um curso ministrado na modalidade online:
38 There is an ongoing debate in the academic world about who is attracted to online learning. It has been assumed that it is predominantly adult learners who take online courses because online learning allows them to continue working full time and attend to their family obligations through the delivery of anytime, anywhere education . The “typical” online student is generally described as being over twenty-five years of age, employed, a caregiver, with some higher education already attained, and equally likely to be either male or female (Gilbert, 2001, p. 74). Online students may be non traditional undergraduate, graduate, or continuing education students. However, recent statistics published by the National Center for Education Statistics (2002) indicate that interest and enrollment in online courses spans all age groups (tradução nossa).
(1) ter a mente aberta;
(2) ver a necessidade de uma dedicação semanal às atividades realizadas em um curso;
(3) pensar criticamente;
(4) ter a capacidade de reflexão;
(5) acreditar que a aprendizagem de qualidade pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento.
Quadro 3 – Necessidades do aluno virtual tendo em vista Palloff & Pratt (2004)
Outras características que refletem bem os requisitos necessários ao aluno virtual são: autonomia, administração do tempo, colaboração e cooperação, interação, participação virtual, responsabilidade e determinação. O aluno virtual deve se configurar como sendo aquele que, tendo a mente aberta às novas possibilidades e aos novos horizontes, está disponível a partilhar e a construir o conhecimento de forma colaborativa e conjunta, estando motivado a uma autodisciplina, através de dedicação e de disponibilidade às leituras e às interações, mediações e intermediações múltiplas. Além disso, o aluno virtual é aquele que pensa, faz reflexões, repensa suas práticas, constrói, desconstrói e reconstrói a partir de sua vivência e de sua prática reflexiva. Somando-se a tudo isso, é importante apontar que na interação entre professores, tutores a alunos, um conceito fundamental a ser destacado é o de Intermediação Pedagógica Múltipla. Tal conceito, introduzido por Okada (2009, p. 55) configura-se como sendo uma “técnica centrada no processo ensino-aprendizagem, intermediada de forma colaborativa, argumentativa, dialética e investigativa”. Enquanto a Mediação Pedagógica tem o professor como mediador, e o aluno como o mediado, na Intermediação Pedagógica Múltipla, temos uma docência compartilhada. Nela, o aluno:
É convidado a tornar-se mediador pedagógico, ao lado de seu professor, diante de todos os presentes. Essa metodologia, que implica diversas outras, pode ser levada a efeito tanto na sala de aula tradicional, quanto em cursos de EaD online ou não, com uso das TIC. O objetivo é o aprender ensinando e o ensinar aprendendo (OKADA, 2009, p.55)
É necessário, nesse sentido, um espírito de indagação sempre presente quando do enfrentamento de propostas, impasses e dilemas nas interações entre os interlocutores aluno-aluno, aluno-tutor e aluno-professor. É só na intermediação Pedagógica Múltipla que os saberes passam a ser construídos de forma coletiva, na prática das interações nas plataformas de EaD.
Um ponto final, mas não menos importante: o aluno virtual, para Palloff & Pratt (2004) é aquele que, acima de tudo, acredita na aprendizagem mediada a distância, nas possibilidades dessa nova modalidade de educação, e no seu crescimento a partir dela.
Neste capítulo tecemos algumas considerações sobre a Educação a Distância, focando em suas origens, desenvolvimento, na filosofia pedagógica do MOODLE, e nas atribuições de professores, tutores a distância e alunos da modalidade a distância. A seguir a atenção é centrada em alguns aspectos teóricos de importância para a construção do diálogo na sala de aula virtual: as concepções de linguagem, a interação verbal, o dialogismo e a compreensão responsiva ativa, vertentes conceituais importantes para a construção coletiva do saber em sala de aula, e base teórica que fundamenta as pesquisas e estudos da linguagem de Bakhtin deste trabalho.
2 LINGUAGEM, INTERAÇÃO E DIALOGISMO NA TEORIA ENUNCIATIVA
A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar de um diálogo: interrogar, escutar, responder, concordar, etc. Neste diálogo o homem participa todo e com toda a sua vida: com os olhos, os lábios, as mãos, a alma, o espírito, com o corpo todo, com as suas ações. Ele se põe todo na palavra, e esta palavra entra no tecido dialógico da existência humana, no simpósio universal.
(BAKHTIN, 2006, p. 348)