4.2 Lærerens trygghet er avgjørende
4.2.1 Faktorer som påvirker lærerens trygghet
No âmbito da EaD, Belloni (2003) ressalta que várias são as funções do docente, sendo importante apontar que nem todas as atribuições ocorrem simultaneamente e/ou em todas as experiências educativas. A lista proposta, e por ela apresentada, tendo em vista tais funções e atribuições, não pretende ser exaustiva, definitiva e/ou única. Seu objetivo, assim, é o de mostrar como se dá o desdobramento e como se apresentam as múltiplas facetas da função do professor no módulo de Ensino a Distância. O professor, dentro da perspectiva da EaD, e conforme sua categorização, passa a atuar como:
(1) professor formador;
(2) professor realizador de cursos e de materiais;
(3) professor pesquisador;
(4) professor tutor;
(5) tecnólogo educacional;
(6) professor recurso;
(7) monitor.
A partir de cada uma dessas funções, novas atribuições surgem e/ ou transformam-se, conforme detalhado e comentado por Belloni (2003), no quadro 2:36
36A tabela foi elaborada pela pesquisadora e tem por base os estudos de Belloni (2003). Belloni é professora do Departamento de Metodologia de Ensino e do Programa de Pós-Graduação do Centro de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
FUNÇÕES DO PROFESSOR NA
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR NA EaD, TENDO EM VISTA SUAS FUNÇÕES PROFESSOR FORMADOR
Responsável pela orientação no que se relaciona ao estudo e aprendizagem. A função
do professor formador pode ser
correlacionada a sua função pedagógica nas salas de aula do ensino presencial.
PROFESSOR REALIZADOR DE CURSOS E DE MATERIAIS
Responsável pela preparação de planos, currículos e programas. Tal função se relaciona à função didática de elaborador de cursos e de materiais, se consideramos, novamente, o ensino presencial.
PROFESSOR PESQUISADOR
Responsável por sua constante atualização através de pesquisas, atualização na disciplina que leciona, conhecimento das novas teorias e metodologias de ensino, entre outros.
PROFESSOR TUTOR
Responsável por orientar os seus alunos em seus estudos, esclarecer dúvidas relativas ao conteúdo da disciplina e participar das atividades de avaliação.
TECNÓLOGO EDUCACIONAL
Também denominado “designer” ou pedagogo especialista em novas tecnologias, tal função se insere, entre as demais, como sendo nova, o que justifica sua dificuldade terminológica. O profissional da EaD, tendo em vista tal função, é responsável pela adequação dos conteúdos aos suportes técnicos utilizados.
PROFESSOR RECURSO
O professor se torna responsável por respostas a dúvidas pontuais, estando frequentemente presente na época anterior aos exames de avaliação.
MONITOR
Tal função se relaciona, prioritariamente, à capacidade de liderança, sendo mais de caráter social do que pedagógico. Está relacionada a ações de atividade popular com vistas a atividades presenciais.
Quadro 2 – Funções e atribuições do professor de EaD – ( BELLONI, 2003)
Na perspectiva da EaD e das novas tecnologias, e diante das mudanças e transformações no que se relaciona aos novos focos de atuação do professor, conforme apontado por Belloni no quadro anterior, as ações docentes precisam e devem, de fato, ser repensadas. Fogli & Fontes (2004), nesse sentido, corroboram com Belloni (2003) e ressaltam o fato de que as novas tecnologias de informação e comunicação37 possibilitam novas formas de interação através da utilização de uma infinidade de recursos:
O trabalho do professor de cursos a distância está estreitamente ligado ao uso que se faz dos recursos proporcionados por essas tecnologias. Conhecer melhor, tanto o meio digital como espaço educacional, como também as representações e as perspectivas do profissional da educação que nele atua pode contribuir para uma compreensão mais profunda das necessidades específicas dos docentes atuantes em ambientes digitais de aprendizagem(FOGLI & FONTES, 2004, p.97).
Paralelamente a isso, Fogli & Fontes (2004) apontam para o fato de que diante dos novos saberes que se impõem ao professor nos módulos de EaD, é necessário que haja um conhecimento e familiaridade relativo às diversas ferramentas passíveis de utilização e disponíveis no meio digital :
(...) ministrar um curso on-line pode implicar ações que envolvem o gerenciamento dessas ferramentas comunicacionais na organização e planejamento das ações docentes. Em outras palavras, o professor, além de dominar conteúdos e estratégias de apresentação desses últimos, também deve pensar quais ferramentas usar para cada uma de suas ações( FOGLI & FONTES, 2004, p. 98).
Ainda sobre as atribuições do professor on-line, Palloff & Pratt (2004) apontam alguns pontos de relevância:
a necessidade de que o professor possa assumir a posição de orientador do aluno em relação ao conhecimento básico da internet e da informática;
a importância de que o professor partilhe com o seu público-alvo as diferenças e peculiaridades existentes entre os alunos on-line e os alunos presenciais;
a importância de que o professor, através de sua prática, possa promover, a partir de estratégias, a interação dos professores com os alunos e dos alunos entre si; além disso, o professor deve estimular o feedback do aluno aos colegas, mostrando a ele como se envolver em debates, e interagir de forma adequada através da netiqueta.
Palloff & Pratt (2004, p. 91) ressaltam, sobretudo, que “além de compreender os papeis do professor e do aluno no curso on-line, é necessário entender a natureza da interação on-line”, ou seja, entender o que o professor espera das interações, o que são mensagens substanciais e relevantes para o contexto da construção de conhecimento. Sobre isso, eles apontam que as mensagens substanciais seriam aquelas que contribuem no processo de aprendizagem, e não simplesmente aquelas que testam se o canal de comunicação está aberto e propício à interação (função fática da linguagem). Eles observam, entretanto, que as mensagens não substanciais são também necessárias; a interação, todavia, deve ultrapassar o limite da superficialidade, o nível raso das trocas, para dar lugar a um intercâmbio reflexivo e consciente de saberes, através da colaboração e construção coletiva de conhecimento. É, pois, diante de tais mudanças, que precisamos parar para repensar nossas ações a partir dos novos horizontes que já começam a se configurar na grande área da educação. Precisamos nos dar conta de que a educação, e por consequência, seus paradigmas educacionais, estão, continuamente se transformando. Novas visões e novos ambientes cognitivos estão, assim, se construindo. Diante disso, e tendo em vista o panorama que se configura, é importante que o professor se posicione frente à tecnologia digital em uso na educação. Dentro desse novo paradigma ilustramos, na Figura 8, a necessidade de que, no processo educativo, as relações entre professor, aluno e tecnologia sejam revistas e consideradas:
Figura 8 – Tríade necessária rumo à construção de conhecimento na EaD
Conhecimento
Aluno
Professor
Novas Tecnologias
Palloff & Pratt (2004) também apontam algumas questões que devem ser consideradas pelos professores de ambientes virtuais. Tais questões referem-se, sobretudo, às seguintes necessidades:
de professores estarem constantemente atentos às mudanças nos níveis de participação e motivação dos alunos;
de uma maior atenção às possíveis dificuldades dos alunos em começar o curso online;
de que os professores levem em consideração, na condução das atividades dos cursos, os diferentes estilos de aprendizagem e modos de aprender dos alunos, bem como as diferenças culturais e de gênero, que exercem, também, influência no processo de aprendizagem on-line, como podemos observar no trecho que segue:
(...) Se o professor utilizar múltiplas abordagens para o material apresentado em todo o curso on-line, juntamente com vários tipos de tarefas, os diferentes estilos de aprendizagem serão parte do processo de aprendizagem. (PALLOFF & PRATT, 2004, p. 51)
Essas observações são obviamente aplicadas ao ambiente presencial, nas interações face a face, entretanto, são mais observadas e perceptíveis no ambiente virtual de aprendizagem.
Verificamos, aqui, o perfil do professor enquanto um elemento importante nas plataformas de EaD, a partir dos estudos de Belloni (2003) e de Palloff & Pratt (2004). A seguir situamos outros atores que surgem nesse contexto: os tutores presenciais e os tutores a distância, focando de forma mais pontual, os tutores a distância, elementos importantes nesta pesquisa.