5 Hevd, alders tids bruk og samisk sedvanerett som
5.2 Reglene om hevd og alders tids bruk generelt
5.2.4 Hva skiller reglene om alders tids bruk
Segundo Schneuwly, Noverraz e Dolz (2007) uma “Seqüência Didática” é um conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito. .
Entende-se por gênero textual:
Uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sócio- comunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica. (MARCUSCHI, 2002, p. 23).
Os gêneros textuais correspondem há realizações concretas definidas na sócio – comunicação e apresentam-se de formas inúmeras.
Quando falamos em trabalhar em sala de aula com a metodologia da sequência didática e o domínio de gêneros discursivo-textuais podemos evidenciar que tais conhecimentos não são específicos da disciplina de geografia, muito menos são de responsabilidade do professor de geografia. Porém, quando admitimos o vínculo entre Educação e Geografia por meio do ato de ensinar tem de se ter um olhar transcendente a este respeito.
Consta registrado no Currículo Oficial do Estado de São Paulo e nos PCNs a importância e dever de todas as áreas do conhecimento em trabalhar com as competências leitoras e escritoras da sua língua materna e o trabalho pedagógico com a sequência didática permite esse aperfeiçoamento linguístico da aprendizagem dos alunos em qualquer componente curricular.
A seqüência didática tem por finalidade:
Ajudar o aluno a dominar melhor um gênero de texto, permitindo-lhe, assim, escrever ou falar de uma maneira mais adequada numa dada situação de comunicação. O trabalho escolar será realizado, evidentemente, sobre gêneros que o aluno não domina ou o faz de maneira insuficiente; sobre aqueles dificilmente acessíveis, espontaneamente, pela maioria dos alunos; e sobre gêneros públicos e não privados. (SCHNEUWLY, NOVERRAZ e DOLZ, 2007, p. 97).
Nesse sentido, além de ensinar conteúdos e categorias específicas da ciência geográfica, o professor estará estimulando em seus alunos a melhoria do desenvolvimento da oralidade e da escrita.
Para melhor apurar e detalhar o olhar sobre o instrumento analisado (sequência didática) propôs-se aos professores aplicadores dessa pesquisa o esquema abaixo identificado. Porém, a utilização desse modelo, não se limita ao que ele propõe, pois, a análise feita a partir da produção inicial e posteriormente da produção final do aluno prevê etapas de desenvolvimento cognitivo que nele não aparecem.
Portanto, não se trata aqui, de cair em contradição e prescrever ao docente um modelo didático, mas, ao contrário, a partir de uma exemplificação experimental, criar possibilidades e estímulos cognitivos ao docente para preparação de seus próprios modelos e métodos.
Segundo os autores Schneuwly, Noverraz e Dolz (2007) o trabalho desenvolvido por sequência didática segue o esquema abaixo:
Fonte: Schneuwly, Noverraz e Dolz (2007)
Explicitando o esquema acima, não só por análise teórica, mas por experiência própria de aplicação, podemos afirmar que o professor é o autor de sua aula, é ele quem dentro do currículo anual de trabalho pedagógico irá selecionar o
conteúdo e organizar as sequências de atividades didáticas pertinentes à determinada série.
Nesta pesquisa, foi solicitado ao professor que escolhesse a série a ser aplicada a sequência, o conteúdo e categorias geográficas a serem estudadas. A seguir no item denominado Apresentação da situação, o professor explicou aos alunos o tipo e gênero textual escolhido (dissertação)23 e elaborou uma situação-
problema pertinente ao conteúdo e conceitos geográficos escolhidos inicialmente. O professor, previamente, por meio da oralidade apresentou para a turma a situação- problema a fim de investigar o conhecimento que os alunos já tinham sobre o conteúdo a ser abordado. Essa apresentação já possui o caráter de mediação intencional24, ou seja, a mediação já é presidida pelo professor com uma
determinada intenção, a priori, levantar os conhecimentos prévios sobre o tema e verificar o domínio do gênero textual escolhido. Após a apresentação da situação- problema, o professor entregou aos alunos a produção inicial, ou seja, um enunciado escrito contendo a situação-problema apresentada antes oralmente, com a finalidade de analisar a produção escrita dos alunos. De posse da produção inicial escrita por todos os alunos o professor após leitura de cada uma delas organizou os módulos a partir das considerações feitas pela análise individual de cada produção.
A partir da leitura individual de cada atividade referente à produção inicial, o professor terá subsídios para diagnosticar as dificuldades apresentadas pelos alunos. Por exemplo, pode aparecer uma dificuldade de escassez de vocabulário específico ao tema proposto, desde dificuldades básicas de ortografia, gramática e
23 Diante dos indicadores abordados na introdução deste trabalho, referente à dificuldade dos alunos
em dissertar, a escolha do tipo e gênero textual foi decidida em comum acordo entre a pesquisadora e os docentes participantes.
24 Denominação utilizada para caracterizar um processo de mediação que não ocorre instintivamente
e/ou intuitivamente pelo professor, pelo contrário, o professor já prevê por meio do planejamento de suas aulas onde pretende chegar objetivamente com seus alunos.
regras de produção textual, que efetivamente correspondem ao conteúdo de Língua Portuguesa, mas são aperfeiçoados por todas as áreas do conhecimento. O professor de geografia ou mesmo o professor de outras áreas do conhecimento ao se dedicarem a percepção quanto às produções textuais do aluno asseguram em sua prática o princípio da interdisciplinaridade.
Após todo esse processo analítico o professor elaborou os módulos de aprendizagem que compuseram a sua sequência didática. A quantidade de módulos fica a critério do professor. Cada módulo pode conter diferentes situações de aprendizagem que necessitaram de diferentes recursos didático-pedagógicos desde a utilização de recursos audiovisuais, a visualização ou elaboração de mapas, jornais, charges, cartazes, diagramas, gráficos e tabelas, exposição oral, dentre outros. Após a aplicação de todos os módulos o professor aplicou a atividade que representa a produção final. Esta, por sua vez, não é a mais ou a menos importante do processo, porém, ela exerce um papel bastante significativo nele. Ela juntamente com a inicial foi comparada para observar os progressos obtidos pelos alunos. Ambas demonstraram se o conhecimento apreendido possui um caráter dialético e dialógico na aprendizagem de cada um. Um ponto chave e fundamental nesta comparação é que o enunciado deve ser o mesmo, sem nenhuma alteração, para podermos avaliar os níveis de progresso entre uma produção e outra.