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Hva sier informantene om radikalisering av muslimer

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5. HVORDAN OPPLEVES DEN SUBJEKTIVE INKLUDERINGEN TIL INFORMANTENE, OG HVORDAN

5.1 Hva sier informantene om radikalisering av muslimer

Para muitos que não têm direito à infância, a juventude começa mais cedo. Por outro lado, o aumento da expectativa de vida e as mudanças na demanda do mercado de trabalho, permitem que alguns possam alargar o chamado „tempo da juventude‟, até além dos 29 anos (Novaes 2003, p.121).

Nos anos da adolescência e da juventude a mídia tem grande influência. De certa maneira, indica ao jovem como agir e como pensar, e passa à sociedade uma visão estereotipada de como é “ser jovem”, quais são suas formas de consumo, enfatizando suas tendências à rebeldia, à violência e a um “egocentrismo” que o distancia das questões centrais da sociedade. No capitalismo exacerbado, essa pressão é muito grande: os jovens e a sociedade não conseguem fazer uma crítica destes “modelos” e acabam reproduzindo essa visão no seu espaço social.

Nessa perspectiva, duas características unificariam o modo de ver o jovem e constituiriam o que passou a ser conhecido como „condição juvenil‟. Essas características são a transitoriedade e o conflito. Ou seja, a juventude é um período de transição, marcado pelo conflito entre mundos distintos: o mundo „protegido‟ do meio familiar e o mundo „aberto‟ dos espaços sociais, seja de trabalho, seja de pertencimento. É onde se dá o processo de formação da personalidade do indivíduo e onde são feitas suas principais opções filosóficas, políticas, estéticas, religiosas, profissionais, entre outras. Nesse processo de transição e de conflito, a contestação e os novos movimentos sempre tiveram jovens como protagonistas. A exemplo, temos os hippies15, os punks16, os rappers17 e os clubbers18. Como resultante desse protagonismo, os jovens passaram a ter o estigma de “rebeldes”.

15 De acordo com Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hippie -Os "hippies" (no singular, hippie) eram parte

do movimento de contracultura ocorrido nos anos 1960. Esse movimento, nos EUA nos anos 1970 teve relativa queda de popularidade, embora tenha permanecido com muita força em países como o Brasil. Uma das frases associadas a este movimento foi a célebre máxima "Paz e Amor" (em inglês "Peace and Love") que precedeu a expressão "Ban the Bomb", a qual criticava o uso de armas nucleares.

16 Wikipédia define como cultura punk – no contexto da produção cultural - os estilos que possuem certas

características como, por exemplo, o princípio de autonomia, do faça-você-mesmo, o interesse pela aparência agressiva, a simplicidade, o sarcasmo niilista e a subversão da cultura. Entre os elementos culturais punk estão: o estilo musical, a moda, o design, as artes plásticas, o cinema, a poesia, e também o comportamento (podendo incluir ou não princípios éticos e políticos definidos), expressões linguísticas, símbolos e outros códigos de comunicação. Surge dentro do contexto da contracultura, como reação à não-violência dos hippies e a um certo otimismo daqueles.

17 Para a Wikipédia, Rap (em inglês, também conhecido como emceeing) é um discurso rítmico com rimas e

poesias, que surgiu no final do século XX entre as comunidades negras dos Estados Unidos. É um dos cinco pilares fundamentais da cultura hip hop. Os cantores de rap são conhecidos como rappers ou MCs, abreviatura para mestre de cerimônias.

Para compreender os processos que incidem na transição da condição juvenil para a condição adulta, é necessário ver que ela ocorre não só em função de sua vida como estudante – válida apenas para pouco mais da metade dos jovens – mas, simultaneamente, pela sua vida no mundo do trabalho - com o qual a grande maioria já tem ou busca contato. Em muitos casos, nessa perspectiva, uma das maiores dificuldades dos jovens tem sido a sua necessidade de compatibilizar estas condições - de estudante e de trabalhador.

Para Albuquerque (2003) o perfil do estudante trabalhador é marcado por preceitos de moralidade que norteiam toda a família. Ao contrário do trabalho infantil, este trabalho juvenil traz um valor moral e serve como indicador da dignidade do ser humano. O fato de assumir responsabilidades, mesmo sem estar preparado para tal e, ainda, entrar nesse mundo do trabalho caracterizado pela instabilidade, precariedade e incertezas, é encarado pelo estudante trabalhador como parte fundamental de suas obrigações familiares.

Quanto menor a renda familiar, mais rápida é a inserção do jovem no trabalho. Até recentemente, a idade mínima para obter a carteira de trabalho era de 14 anos, hoje, essa exigência teve a elevação para 16 anos. Não podemos negar que alguns jovens trazem experiências anteriores no mercado informal, sozinhos ou juntamente com suas famílias. Percebemos, contudo, que a questão principal é a inserção social que esse trabalho proporciona. As vantagens dessa inserção são ainda maiores quando os jovens têm essa experiência no mercado formal.

Albuquerque destaca ainda que os jovens não vivenciam esta experiência sem traumas. Moradores de bairros periféricos, eles têm na locomoção diária um fator desgastante, o qual lhes dificulta também a conciliação do seu trabalho com os estudos que estejam fazendo. Como resultado, muitos vivenciam situações de falta de estímulo para apreensão do conhecimento e, algumas vezes, dormem em sala de aula. Nos finais de semana, o lazer também fica prejudicado devido ao cansaço físico e à longa distância até os pontos de diversão.

Esta mesma pesquisadora acrescenta que, nos últimos vinte anos, cresceu o número de jovens que desejam trabalhar. Ainda que o contexto do mercado de trabalho brasileiro venha penalizando todos os trabalhadores, os estudos mostram que os segmentos de jovens, 18 Wikipédia - Clubber, termo em inglês, atribuído a pessoas que frequentam danceterias (os clubs em inglês),

que foram comuns nos anos 90. Os clubbers, em geral, se vestem de maneira extravagante e é possível reconhecer um pelas blusas coloridas, com personagens de desenhos japoneses, saias e calças coloridas, leggings, tênis coloridos. O seu armário é geralmente 50% verniz, maquiagens que brilham no escuro, estrelinhas, glitter, glimmer, sombras coloridas (de rosa-choque a azul-piscina), piercings, tatuagens tribais, cabelos estranhos que variam de verde-limão a rosa-choque.

mulheres, negros e idosos são os que mais sofrem com as transformações no mundo do trabalho. A remuneração das mulheres e dos jovens é quase sempre inferior à dos homens adultos e o mesmo acontece em relação aos direitos e condições de trabalho.

Normalmente, a inserção destes segmentos ocorre no universo de trabalho desregulamentado. Aos jovens restam alternativas ocupacionais que não exigem muita qualificação - como a de vendedores ambulantes, trabalhadores da construção civil, dos serviços de limpeza, de garçons.

Citando o economista Pochmann, Albuquerque (2003, p.09) comenta: “as ocupações que mais absorveram os jovens na década de 1990 foram os postos de trabalho por conta própria (autônomos), sem vínculos empregatícios, com alta rotatividade e elevada precariedade”.

Essa realidade da juventude brasileira é um indicativo de quanto é importante que as políticas públicas estejam sintonizadas com a realidade, com a dimensão da diversidade: regional, de gênero, etária, de orientação sexual e a tudo que constitui as questões da diferença e da diversidade.

No entanto, não basta apenas perceber a diversidade, é preciso ter políticas concretas que privilegiem cada um dos diversos segmentos juvenis para garantir-lhes o acesso aos direitos de que são credores.

Há também um aspecto que faz com que a juventude mereça uma atenção particular por parte dos governantes e da sociedade em geral, como sujeito de políticas públicas: suas demandas, ainda que incidam nas mesmas questões, são diferenciadas em relação a outras faixas etárias. A questão do emprego, da formação profissional, de aspectos específicos da saúde, do lazer, por exemplo, tendem a ter demandas bastante particulares nos jovens. Também, mesmo quando existem coincidências na demanda há especificidade na ação - como no caso da prevenção ao uso indevido de drogas. Existem, ainda, desafios que precisam ser enfrentados pela juventude, como: inserção no mercado de trabalho, gravidez na adolescência/juventude, capacidade de superação de situações impregnadas de violência a que estão expostos, entre outros. Acresce-se a essas particularidades, as diferenças quanto à forma de atuar junto ao jovem - esta tende também a ser bastante específica.

Outro aspecto de interesse na análise de políticas adequadas à juventude é a convergências de necessidades: a juventude é um momento em que se combinam uma série de necessidades particulares: busca de socialização e de afirmação de gênero, ansiedade pela entrada no mercado de trabalho e pelo inicio da vida adulta. Esses desafios colocados para o jovem são interligados entre si. Nesse momento de transição as diversas necessidades de

atendimento - à saúde, à moradia, ao emprego, entre outros - convergem de forma crítica. Atuar em uma esquecendo-se das restantes dificilmente é eficaz.

Com base nessa percepção de nossas juventudes, podemos dizer que elas nos apontam um otimismo: a certeza do começar e do recomeçar a construção de um país melhor. Esse momento é resultado de uma nova condição do crescimento econômico do país, da eficácia de programas de inclusão social, de participação e principalmente de mudança de mentalidade em relação ao olhar direcionado aos jovens, de reconhecimento de que eles são sujeitos de direitos, portadores de novas identidades coletivas. Novos paradigmas de participação estão sendo colocados e novos cenários estão sendo trabalhados nesse sentido e vivenciados pela população juvenil.

É importante dizer que esse momento pode possibilitar ao jovem a retomada de sua possibilidade e capacidade de sonhar, de viver plenamente sua juventude e de ocupar um espaço para expressar sua filosofia, seus desejos.

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