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Hva så? HR transformasjon sett i lys av arbeidslivsordningene

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5. Analyse

5.3 Arbeidslivsordninger- og regelverk i Norge og USA

5.3.6 Hva så? HR transformasjon sett i lys av arbeidslivsordningene

Depois de se terem registado as diferenças intergrupos (sexo, ano de escolaridade e níveis socio-económicos), propõe-se, em seguida, um significado psicológico e social para os mesmos.

Nas raparigas, ao apresentarem uma representação da sua família mais segura e apoiante do que os rapazes pode explicar-se as diferenças às práticas de socialização; isto é, normalmente, na educação da mulher, acentua-se a transmissão de mensagens que fazem apelo a papéis expressivos: “ser amável, afectiva, acolhedora” (Block, 1983; Young et al., 1994). Nos rapazes, ao percepcionarem o contexto família menos coeso, pode ser atribuído à presença ou ausência das figuras de identificação no

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quotidiano da família. Na cultura portuguesa, o pai, modelo de referência e identificação para os rapazes, é, geralmente, uma figura ausente, enquanto que a figura materna é, na generalidade, uma presença mais continuada e disponível na família, assumindo, em grande parte as responsabilidade das tarefas da educação dos filhos. Por isso, as raparigas têm mais possibilidades de acederem a uma figura segura de identificação que os rapazes.

O facto de os jovens que participaram neste estudo apresentarem uma representação da sua família como não violenta, por um lado, pode ter a ver com uma resposta com marcas de desejabilidade social, tentando preservar uma face privada e mais problemática da sua família; daí que esta representação possa corresponder mais a um desejo do que a uma realidade, como, por vezes, acontece em instrumentos de auto-relato. Por outro lado, a delimitação do constructo conflito, que o autor define como uma componente de disfuncionalidade familiar (zangas, agressões) e não na perspectiva sistémica, pode ter uma forte componente idiossincrática e cultural, enquanto que, num determinado contexto cultural, uma discussão insultuosa entre os cônjuges ou entre pais e filhos poderá, por si só, constituir-se num comportamento com marcas de violência, noutra cultura pode não ser percepcionada com esta conotação.

O facto de os alunos do 9º ano de escolaridade terem uma representação da sua família mais elevada quanto à orientação para actividades culturais, intelectuais e recreativas do que os alunos do 12º ano pode ser justificado pelo nível de desenvolvimento dos dois grupos. Isto é, os alunos do 12º ano, pelas experiências diversificadas de vida, são mais realistas, exigentes e distanciados na avaliação do nível cultural da sua família, ultrapassando a imagem idealizada que foram construindo ao longo

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da infância sobre a sua realidade familiar, transformando-a numa visão mais diferenciada pela integração de novas experiências de vida. Além disso, como os alunos do 12º ano se encontram num momento do seu desenvolvimento de afirmação da autonomia em relação às figuras parentais para possibilitar o investimento fora da família (por ex., o grupo de pares), em ordem a reconstruírem vínculos mais adultos e maduros com os pais (Youniss & Smollar, 1985), é natural que se distanciem da família quanto aos seus interesses de lazer e culturais, tentando, assim, afirmar-se como os principais protagonistas na organização do seu espaço de recriação dos tempos livres, em função dos seus interesses e preferências.

Os alunos do 9º ano, por um lado, são mais influenciados por factores de desejabilidade social na preservação da sua família e por uma visão mais idealizada, menos diferenciada e exigente da realidade envolvente, sendo menos críticos e autónomos na afirmação dos seus pontos de vista; por outro, ainda estão bastante mais dependentes na organização dos seus tempos de lazer do projecto da família, nomeadamente dos pais.

O facto de as raparigas manifestarem uma representação mais positiva do que os rapazes, relativamente a esta dimensão, pode ter a ver com as práticas diferenciadas de socialização. Ou seja, ao experienciarem um processo de socialização mais restritivo e de protecção familiar, se, por um lado, se podem sentir limitadas nas possibilidades de realização de experiências exploratórias fora do contexto familiar (Block, 1983), por outro, também se podem preservar e sentir protegidas de possíveis vulnerabilidades “stressantes” desencadeadas por uma ordem social que é crescentemente selectiva, tornando-as mais tolerantes à frustração e mais conformistas com o projecto social estabelecido, tornando-se menos críticas e mais acomodadas aos interesses e valores da família de origem.

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Quanto aos níveis socio-económicos alto e médio terem uma representação mais positiva das suas famílias, relativamente a esta dimensão do que os de nível socio-económico baixo, a explicação pode relacionar-se com a cadeia de reprodução da cultura da comunidade de origem – NSE gera NSE – quanto às várias dimensões da existência (Schulenberg et al., 1984). É claro que as famílias com níveis socio- económicos mais elevados têm muitas mais oportunidades de acesso às ofertas culturais e de lazer que a sociedade proporciona do que as classes sociais mais desfavorecidas; por isso, os indivíduos provenientes dos contextos sociais mais favorecidos têm uma representação mais positiva.

Nas raparigas, ao manifestarem uma perspectiva mais religiosa da família do que os rapazes, pode atribuir-se ao facto de as mulheres serem mais conformistas a uma cultura, valores e práticas das famílias latinas, onde tradicionalmente se adere a uma cosmovisão cristã com marcas milenárias.

O facto de os alunos do 9º ano de escolaridade apresentarem uma percepção mais positiva que os alunos do 12º ano quanto às mensagens de sucesso transaccionadas na sua família pode explicar-se fazendo apelo às razões do desenvolvimento, relacionadas com uma perspectiva mais complexa, diferenciada e menos eivada de desejabilidade social dos alunos do 12º ano relativamente à leitura mais fina da realidade familiar.

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2. APRESENTAÇÃO E DICUSSÃO DOS RESULTADOS DAS DIFERENÇAS

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