Del 3 Styrker og svakheter ved dagens prosedyre
3.3 Hva mangler?
Materiais e Métodos
Para a implementação da coluna de vácuo no simulador ASPEN PLUS® é necessário a recolha dos dados operacionais da unidade, recorrendo para isso à base de dados da Refinaria de Sines.
Para o caso de design e para o Test Run foram utilizados os dados fornecidos pelo licenciador, para o Test Run foram utilizados alguns dados operacionais reais verificados durante a execução do teste das garantias da unidade.
Para os casos reais de operação foram extraídos os dados operacionais da base de dados através do recurso às Tags dos medidores de pressão, de caudal e temperatura existentes na unidade.
Após a recolha dos dados operacionais eram necessárias análises analíticas à alimentação e aos prin- cipais produtos, com o objetivo de comparar os resultados obtidos na simulação com os resultados obtidos nas condições reais.
Os ensaios que foram necessários realizar no Laboratório foi a massa volúmica para a alimentação e para os produtos, a destilação atmosférica do destilado de vácuo e a destilação de vácuo para a ali- mentação e para os gasóleos de vácuo.
Os principais métodos de comparação são a destilação atmosférica pelo método ASTM D 86 e a destilação de vácuo pelo método ASTM D 1160.
As destilações dos métodos são efetuados em batch sendo que no caso do método ASTM D86 é possível efetuar a caracterização da amostra para as temperaturas de ebulição entre os 20 °C e os 400 °C, para o método ASTM D 1160 é possível destilar as amostras até um temperatura máxima de 400
34 °C no líquido do balão, normalmente a destilação de vácuo são efetuadas a uma pressão de 1mmHg para destilar o máximo possível da amostra.
Para a implementação no simulador, a introdução da corrente de quench efetuou-se da mesma forma que o licenciador efetuou nas suas simulações, logo para o caso da simulação assumiu-se que a com- posição da corrente de quench é igual à do resíduo de vácuo da coluna que se está a simular. Posteriormente com recurso aos dados recolhidos do Test Run foi implementado no mesmo modelo do caso de design, só havendo alterações da alimentação para o caso do Test Run, todas as outras variáveis foram mantidas iguais às do caso de design, nomeadamente a pressão da coluna e os reflu- xos dos pumparounds.
Após a implementação do caso do Test Run efetuaram-se a implementação de quatro casos reais da coluna de vácuo. Para esta implementação foram recolhidos, como anteriormente referido, os dados reais das variáveis de processo, como: a pressão de topo, as temperaturas e caudais dos pumparounds, do caudal de quench, do caudal de reciclo do fundo e de destilado. Para cada caso real a perda de carga entre leitos foi ajustada para que a temperatura de topo seja semelhante à de cada caso real, uma vez que o simulador necessita de pelo menos duas pressões, ao longo da coluna, para efetuar a simulação.
Implementação do caso de design da coluna
Como caso base para a implementação da coluna de vácuo da Refinaria de Sines recorreu-se aos dados da coluna como, balanços de massa, refluxos, pressões, alimentação e produtos com que a empresa licenciadora da unidade efetuo as simulações após o revamping da coluna.
Caracterização da alimentação
Para a simulação do caso de design a empresa licenciadora da unidade utilizou como alimentação uma carga direta da destilação atmosférica, em que a alimentação à destilação atmosférica era com- posta pelos seguintes crudes: 50% Iranian light e 50% Ural.
A alimentação ao forno da coluna de vácuo deveria ser caracterizada da forma mais completa possí- vel uma vez que é uma corrente fundamental no processo de implementação da simulação. Por isso, deveria introduzir-se no simulador a massa volúmica, a destilação pelo método D1160 ou D2887 que são respetivamente a destilação de vácuo em batch e a destilação simulada por cromatografia e a
35 composição do Off Gas que sai no topo da coluna, para a realização desta simulação só foi possível utilizar os dois primeiros parâmetros.
O simulador com base nos parâmetros inseridos efetua uma estimativa dos compostos existentes através da criação de pseudocomponentes. Estes pseudocomponentes são componentes que não exis- tem na realidade mas que são gerados de acordo com a curva de destilação. Com base na temperatura de cada corte da destilação é gerado um pseudocomponente que tem como ponto de ebulição médio um valor próximo do ponto da curva de destilação que está a modelar.
Os pseudocomponentes para cada temperatura média de ebulição tem vários parâmetros que são utilizados nos modelos, como por exemplo as condições críticas. Assim é determinada a composição da corrente em cada pseudocomponente.
Na Tabela 5.1 estão apresentados três pseudocomponentes dos vinte e seis que o simulador utiliza para modelar a alimentação à coluna. Estes tem por base a temperatura média de ebulição, sendo depois utilizados os dados termodinâmicos para o cálculo dos restantes parâmetros através as equa- ções de estado.
Tabela 5.1 - Exemplos de pseudocomponentes
A alimentação da coluna de vácuo para o caso de design tem as características apresentadas na Tabela 5.2.
36 Tabela 5.2 - Características do Resíduo atmosférico para o caso de design [19]
D1160 Design IBP °C 253 5% °C 357 10% °C 393 30% °C 460 50% °C 521 70% °C 604 90% °C 741 95% °C 793 Massa volúmica a 15ºC Kg/dm3 0,960
Para a caracterização não é possível ter a composição do gás de saída da coluna de vácuo, logo a modulação na fase inicial da destilação de vácuo tem um pequeno desvio no ponto inicial, como se pode verificar na Figura 5.1.
Figura 5.1 - Resíduo atmosférico (design vs simulação)
200 300 400 500 600 700 800 900 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% °C %(v/v) Simulação Design
37
Simulação
Para a implementação da coluna utilizou-se o software Aspen Plus®, utilizando uma coluna do tipo PetroFac que é um modelo rigoroso e adequado a simulações de unidades petrolíferas como é o caso da unidade de Vácuo, na Figura 5.2 pode-se verificar o flowsheet da coluna de vácuo.
A coluna é composta por 5 leitos de enchimento em que abaixo do 1º, 3º, 4º e 5º são retirados, o Destilado, o LVGO, o HVGO e o WO, respetivamente. Existem 3 pumparound na coluna, no leito de destilado, de LVGO e HVGO e existem 2 refluxos à coluna, um de destilado acima do leito de fracionamento e outro de HVGO acima do leito de lavagem.
A corrente de Quench é uma corrente que é proveniente da armazenagem ou da outra coluna de vácuo existente, na simulação está representada como refluxo de fundo uma vez que a composição dessa corrente não é conhecida com rigor então considera-se que a composição é semelhante à do fundo da coluna que se está a simular. O permutador de calor nesta linha tem como objetivo replicar a temperatura real da corrente de quench.
As correntes PA-Destil, PA-LVGO, PA-HVGO e Flash são pseudo-correntes uma vez que só tem o objetivo de fornecer dados para comparação, as primeiras 3 correntes são utilizadas para comparar os caudais e temperaturas dos pumparound com o caso base e a corrente flash tem como objetivo comparar a temperatura na zona de flash da coluna.
38 Optou-se como configuração uma única coluna com todos os leitos no seu interior em vez de uma simulação com os vários leitos separados por colunas porque, para os casos da bibliografia existente a simulação com uma coluna única obteve-se resultados mais precisos em termos de caudal. Foi possível verificar esta situação através da simulação do caso de design para uma coluna com os vários leitos separados por colunas, onde se obtiveram grandes desvios em relação ao caso de design. Na Figura 5.3, Figura 5.4 e Figura 5.5 apresenta-se o flowsheet da simulação para os leitos separados para o caso de design, utilizando-se exatamente as mesmas condições na coluna que foram utilizadas na configuração com uma coluna única.
Figura 5.3 - Simulação com leitos separados (Forno, zona de flash, zona de stripping, zona de lavagem e leito de HVGO)
39 Figura 5.4 - Simulação leitos separados (leito de LVGO e leito de fracionamento)
40 As diferenças mais significativas entre os dois tipos de simulação são os caudais de produtos da coluna representados na Tabela 5.3, em relação ao perfil de temperatura ao longo dos leitos são bastante semelhantes.
Os cálculos dos rendimentos são efetuados com base na carga à unidade, não sendo utilizados no cálculo os caudais vapor de stripping e de quench que são alimentados à unidade.
Tabela 5.3 - Comparação de produções entre as duas configurações em relação aos dados de design [19]
Rendimento (% m/m) Design Coluna Única Leitos Separados
Off Gas 2% 2% 2% Destilado 8% 8% 10% LVGO 24% 24% 20% HVGO 29% 29% 29% WO (m3/h) 9% 6% 18% Resíduo de Vácuo 53% 53% 55%
Como os resultados obtidos com a configuração com os leitos todos juntos numa única coluna são melhores do que com a configuração dos leitos separados efetuaram-se as simulações seguintes com uma coluna única. Na bibliografia obtiveram-se resultados com menores diferenças em relação aos resultados desejados com este tipo de configuração, como se pode verificar no Capítulo 2.
Configuração da coluna
A elaboração da simulação da coluna de vácuo necessita da execução de alguns passos fundamentais, como a caracterização da corrente de entrada, o número de pratos teóricos da coluna que simularão os leitos de enchimento, os pratos de extração, os pratos de entrada dos pumparounds, dos reciclos e das alimentações.
A coluna é composta na simulação por 23 pratos teóricos, sendo que os pratos de entrada e saída estão identificados na Tabela 5.4.
41 Tabela 5.4 - Configuração da coluna
N.º de prato Entrada Saída
1 Pumparound destilado
3 Pumparound destilado, destilado
4 Reciclo destilado 6 Pumparound LVGO
8 Pumparound LVGO, LVGO
9 Pumparound HVGO
10 Pumparound HVGO, HVGO
11 HVGO lavagem
13 WO
14 Alimentação (zona flash) 22 Quench e Reciclo de RV
23 Vapor de Stripping
A pressão utilizada na implementação da coluna é de 25 mBar no topo da coluna e uma pressão de 43 mBar na zona de Flash.
Seleção do modelo termodinâmico
Os responsáveis pelos simuladores da Aspen Plus® sugerem a utilização de alguns modelos termodi- nâmicos para a determinação das propriedades físicas dos vários compostos presentes numa indústria petrolífera. Sendo esses os seguintes: BK10, Grayson, Peng-Robinson, Mxbonnel, Chao-Sea e SRK, descritos no Capítulo 2.
Como os modelos Chao-Sea, Grayson e SRK estão fora das condições de operação da coluna de vácuo, uma vez que o método Gayson e SRK são mais eficientes a pressões altas e o método Chao-
42 coluna decidiu-se excluir estes métodos das comparações de resultados, efetuando-se assim as simu- lações com os métodos, Mxbonnel, Peng-Rob e BK10 com o objetivo de selecionar o que melhor modela a situação de design.
O modelo Peng-Rob segundo a bibliografia é mais eficiente para temperaturas altas e pressões altas, mas como existem em estudos realizados, simulações de colunas de vácuo com resultados bastante satisfatórios decidiu-se efetuar as simulações também com este modelo.
As variáveis manipuladas são constantes para todos os métodos utilizados como se pode observar na Tabela 5.5.
Para o caso de design considerou-se uma carga à unidade de 290,5 Ton/h com uma temperatura de entrada no forno de 305 °C.
Tabela 5.5 - Variáveis manipuladas
Caudal/Carga unidade (% m/m) Design Peng-Rob Mxbonnel BK10 T (°C)
Vapor 2% 2% 2% 2% Quench 15% 15% 15% 15% 140 Reciclo VV-E-1 5% 5% 5% 260 PA-Destilado 46% 46% 46% 46% 40 PA-LVGO 19% 19% 19% 19% 180 PA-HVGO 114% 114% 114% 114% 250
Na Tabela 5.6 e na Tabela 5.7 são representados os resultados obtidos nas simulações com os três métodos atrás referidos.
Tabela 5.6 - Rendimentos das simulações
Rendimentos (% m/m) Design Peng-Rob Mxbonnel BK10
Off Gas 2% 4% 2% 2% Destilado 8% 9% 8% 8% LVGO 24% 24% 24% 24% HVGO 29% 29% 29% 29% WO (m3/h) 9% 32% 6% 10% Resíduo de Vácuo 53% 51% 53% 53%
Para os rendimentos obtidos com os vários métodos, verifica-se que os três métodos tem rendimentos muito semelhantes para os três produtos principais (Destilado, LVHO e HVGO), para o Off Gas o rendimento é superior para o Peng-Rob tanto em relação aos valores de design como em relação aos outros dois métodos. Para a produção de resíduo de vácuo verifica-se também algumas diferenças
43 para este método em relação ao design, mas em sentido inverso, concluindo-se então que os métodos MXBONNEL e BK10 modelam melhor as condições de design.
Tabela 5.7 - Temperaturas da coluna
Temperaturas (°C) Design Peng-Rob Mxbonnel BK10
Topo 63,0 64,1 -19,3 -16,5 Destilado 155,0 39,4 -14,7 -6,1 LVGO 265,0 9,6 -1,4 1,2 HVGO 321,0 1,4 -3,7 -1,7 WO 386,0 -8,8 -8,8 -8,8 Resíduo de Vácuo 310,0 0,4 -0,6 4,0 Flash 398,0 0,0 0,0 0,0
Em relação aos perfis de temperatura obtidos para os vários métodos verifica-se que o Mxbonnel e o BK10 têm temperaturas de corte semelhantes entre si, sendo a maior diferença no corte do destilado. Apresentam algumas variações em relação aos valores de design no topo e no corte de destilado, as temperaturas obtidas para o método Peng-Rob são muito superiores às pretendidas, concluindo-se então que os métodos que representam melhor as condições de design são novamente o Mxbonnel e o BK10.
Na implementação da coluna de vácuo num simulador é importante que a qualidade dos produtos obtidos sejam semelhantes aos resultados obtidos neste caso para os dados de design da coluna, então na Tabela 5.8 apresentam-se os resultados para os três principais produtos retirados da coluna: des- tilado, LVGO e HVGO.
Tabela 5.8 - Resultados do destilado de vácuo
D86
Destilado Design Peng-Rob Δ Mxbonnel Δ BK10 Δ R
IBP °C 254 299,5 -45,5 274,2 -20,2 274,2 -20,2 14,0 5% °C 291 320,2 -29,2 281,3 9,7 281,4 9,6 10% °C 304 328,7 -24,7 284,2 19,8 284,2 19,8 6,7 30% °C 330 347,6 -17,6 308,1 21,9 308,1 21,9 50% °C 343 359,6 -16,6 329,4 13,6 329,2 13,8 3,0 70% °C 355 370,5 -15,5 346,3 8,7 346,0 9,0 90% °C 369 383,0 -14,0 362,2 6,8 361,5 7,5 5,5 95% °C 375 393,7 -18,7 373,1 1,9 372,4 2,6 9,9 FBP °C 387 404,5 -17,5 384,1 2,9 383,3 3,7 7,1
44 Figura 5.6 - Comparação da destilação para os vários modelos (destilado)
Como se verifica na Tabela 5.8 e Figura 5.6 os modelos que melhores descrevem o comportamento da destilação do destilado são o BK10 e o Mxbonnel, uma vez que as diferenças apresentadas para o caso de design em comparação com o modelo de Peng-Rob são inferiores. Entre os modelos BK10 e Mxbonnel as diferenças são muito reduzidas podendo para este produto utilizar-se qualquer um destes dois modelos. No ponto dos 95 % da destilação, que é o ponto mais importante para a carac- terização dos produtos petrolíferos, uma vez que é um ponto muito mais preciso nos ensaios labora- toriais que o ponto final, verifica-se que para o Mxbonnel e BK10 as diferenças para o caso design são aceitáveis devido ao facto de estas serem inferiores à reprodutibilidade do método ASTM D86, enquanto que para o modelo Peng-Rob a diferença é superior à reprodutibilidade do método.
Tabela 5.9 - Resultados do LVGO
D1160
LVGO Design Peng-Rob Δ Mxbonnel Δ BK10 Δ R
IBP °C 361 381,8 -20,8 365,0 -4,0 368,4 -7,4 55,9 5% °C 392 409,0 -17,0 394,2 -2,2 395,4 -3,4 23,9 10% °C 399 418,9 -19,9 405,0 -6,0 405,3 -6,3 10,9 30% °C 420 435,0 -15,0 425,2 -5,2 425,3 -5,3 9,7 50% °C 436 448,5 -12,5 439,0 -3,0 439,3 -3,3 9,8 70% °C 458 470,4 -12,4 458,8 -0,8 459,5 -1,5 2,8 90% °C 494 505,0 -11,0 491,4 2,6 494,0 0,0 3,5 95% °C 511 525,2 -14,2 505,7 5,3 509,2 1,8 6,3 FBP °C 547 563,8 -16,8 536,2 10,8 542,7 4,3 31,2 240,0 270,0 300,0 330,0 360,0 390,0 420,0 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% °C %(v/v)
45 Figura 5.7 - Comparação da destilação para os vários modelos (LVGO)
Como se verifica na Tabela 5.9 e Figura 5.7 os modelos que melhores descrevem o comportamento da destilação do LVGO são o BK10 e o Mxbonnel, uma vez que as diferenças apresentadas para o caso de design em comparação com o modelo de Peng-Rob são inferiores. Os modelos BK10 e
Mxbonnel não apresentam diferenças entre si podendo para este produto utilizar-se qualquer um des-
tes dois modelos. Como no caso do destilado verifica-se que nos 95 % da destilação as diferenças dos modelos Mxbonnel e BK10 para o caso design são aceitáveis devido ao facto de estas serem inferiores à reprodutibilidade do método ASTM D1160, enquanto que para o modelo Peng-Rob a diferença é superior à reprodutibilidade do método.
Tabela 5.10 - Resultados do HVGO
D1160
HVGO Design Peng-Rob Δ Mxbonnel Δ BK10 Δ R
IBP °C 397 425,3 -28,3 415,2 -18,2 416,3 -19,3 55,9 5% °C 446 455,3 -9,3 448,7 -2,7 448,2 -2,2 33,3 10% °C 461 466,9 -5,9 461,5 -0,5 460,4 0,6 15,4 30% °C 494 500,7 -6,7 493,6 0,4 492,7 1,3 12,6 50% °C 517 523,6 -6,6 514,8 2,2 514,2 2,8 11,7 70% °C 544 548,1 -4,1 539,0 5,0 538,5 5,5 2,9 90% °C 579 577,8 1,2 567,6 11,4 566,3 12,7 3,3 95% °C 593 594,8 -1,8 585,9 7,1 584,4 8,6 5,3 FBP °C 619 616,0 3,0 605,6 13,4 605,1 13,9 31,2 350,0 380,0 410,0 440,0 470,0 500,0 530,0 560,0 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% °C %(v/v)
46 Figura 5.8 - Comparação da destilação para os vários modelos (HVGO)
Como se verifica na Tabela 5.10 e Figura 5.8 o modelo que melhor representa a destilação do HVGO é o Peng-Rob uma vez que ao longo da destilação apresenta menores desvios que os outros dois modelos. Os modelos BK10 e Mxbonnel apresentam na fase inicial da destilação uma boa represen- tação do caso de design, apresentando apenas no final da destilação uns ligeiros desvios a esse caso de comparação. Neste produto o modelo Peng-Rob é o único que cumpre os limites da reprodutibi- lidade nos 95 % da destilação do método ASTM D1160.
Conclusão sobre os modelos termodinâmicos
Em relação aos modelos BK10 e Mxbonnel verificando-se que os caudais obtidos para os produtos são muito semelhantes aos pretendidos no caso de design, verifica-se ainda que as temperaturas de topo são ligeiramente inferiores ao do caso de design, mas que para os restantes cortes as tempera- turas obtidas não apresentam diferenças significativas. Em relação às características dos produtos obtidas por estes dois modelos verifica-se que entre eles estas são muito semelhantes, apresentando assim algumas diferenças na parte inicial da destilação do destilado, mas que no final as diferenças já são inferiores à reprodutibilidade do método D1160. Apenas na destilação do HVGO estes mode- los apresentam diferenças superiores à reprodutibilidade do método no ponto dos 95% da destilação. Rejeita-se o modelo Peng-Rob pois apresenta desvio consideráveis em muitas da comparações efe- tuadas. 380,0 420,0 460,0 500,0 540,0 580,0 620,0 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% °C %(v/v)
47 Entre os modelos BK10 e Mxbonnel selecionou-se o modelo Mxbonnel por apresentar melhores re- sultados que o BK10 na maioria das características dos produtos obtidos.
Implementação do caso de Test Run
Na implementação do caso de Test Run foram utilizados como condições de operação exatamente as mesmas que tinham sido anteriormente utilizadas na implementação do caso de design. Neste caso só já foi utilizado o modelo termodinâmico MXBONNEL que foi anteriormente selecionado como sendo o que melhor modela a coluna em estudo.
A coluna utilizada para este caso tem exatamente a mesma configuração que a coluna utilizada para a implementação do caso de design, mantendo-se as condições operatórias e utilizadas no caso ante- rior.
As pressões utilizadas na coluna na implementação do Test Run são as mesmas que foram utilizadas do caso de design (25 mBar no topo e 43 mBar na zona de Flash).
O Test Run foi efetuado durante dois dias com carga direta da destilação atmosférica, em que a carga à destilação atmosférica era composta pelos seguintes tipos de crudes: 47% Iranian light, 46% Ural, 4% Escravos e 3% de Iranian heavy.
Na Tabela 5.11 apresentam-se as características da alimentação nos dois momentos do Test Run utilizados para efetuar a implementação da simulação da coluna.
Tabela 5.11 - Características da alimentação no Test Run [20]
D1160 Test Run 1 Test Run 2
IBP °C 277,7 260,8 5% °C 362,0 362,8 10% °C 397,4 395,4 20% °C 436,0 434,7 30% °C 464,9 462,7 40% °C 493,2 491,2 50% °C 527,1 524,4 60% °C 562,4 559,8 FBP °C 565,5 563,7 Recuperado % 61,0 61,5 Massa volúmica a 15ºC Kg/dm3 0,9657 0,9649
48 Em relação às características da alimentação nas duas situações pode-se verificar que estas são bas- tante semelhantes, existindo apenas uma ligeira diferença entre os pontos iniciais das duas, sendo de prever que no caso 2 exista uma maior produção de produtos mais leves, como o destilado, ou que estes tenham pontos iniciais de destilação inferiores ao outro caso, uma vez que através das destila- ções se verifica que o segundo caso tem uma composição superior em hidrocarbonetos leves. Para o caso de Test Run 1 considerou-se uma carga à unidade de 293,8 Ton/h e para o Test Run 2 uma carga à unidade de 294,4 Ton/h, os dois casos com uma temperatura de entrada no forno de 305 °C.
Na Tabela 5.12 apresentam-se as correntes de entrada na coluna para dois momentos do Test Run, sendo estas variáveis de processo que podem ser alteradas em termos de caudal.
Tabela 5.12 - Variáveis manipuladas
Caudal/Carga unidade (% m/m) Design Test Run 1 Test Run 2 T (°C)
Vapor 2% 2% 2% Quench 0% 0% Reciclo VV-E-1 5% 5% 260 PA-Destilado 45% 45% 45% 40 PA-LVGO 18% 18% 18% 180 PA-HVGO 113% 113% 113% 250
Como só existem registos da alimentação durantes os dias da realização dos testes, estes valores foram ajustados para os valores reais. Enquanto que os restantes valores, das correntes de entrada e refluxos, foram mantidos iguais ao caso de design.
Como não existe o registo do perfil de temperatura da coluna ao longo do Test Run não é possível fazer a comparação entre as temperaturas simuladas e as temperaturas reais. Logo não se pode con- cluir se o modelo representa o caso de Test Run de forma aceitável para as temperaturas de topo e dos pratos de extração de produtos.
Na Tabela 5.13 é possível verificar as produções da coluna de vácuo para os dois momentos dos Test
49 Tabela 5.13 - Rendimento da coluna de vácuo (Test Run [20])
Rendimentos (% m/m) Test Run 1 Test Run 2
Test Run Simulação Test Run Simulação
Off Gas 1,7% 1,8%
Destilado 8,3% 8,3% 8,1% 8,1%
LVGO 29,0% 29,0% 29,5% 28,0%
HVGO 22,7% 22,6% 22,3% 22,2%
Resíduo de Vácuo 40,4% 40,1% 39,5% 41,6%
Pode-se constatar que os rendimentos para o primeiro caso não apresentam diferenças muito signifi- cativas, existindo apenas pequenas variações nos rendimentos de HVGO e de resíduo de vácuo que são inferiores a 0,3% para o primeiro caso, o que para os rendimentos apresentados não tem qualquer relevância uma vez que são diferenças muito reduzidas.
No segundo caso verifica-se apenas uma diferença rendimento de LVGO, não existindo diferenças significativas nos restantes rendimentos, essa variação pode ser resultante do facto de a unidade ter