4 Drøfting
4.3 Hva slags type lederskap er mest effektivt i forhold til organisasjonsendring?
4.3.3 Hva kreves det for å sikre optimal og effektiv ledelse i Avinor?
Segundo Porter (2000):
“clusters são concentrações geográficas de empresas interconectadas, fornecedores especialistas, prestadores de serviços, empresas e setores relacionados, e instituições associadas (universidades, organizações de padronização, associações setoriais) num campo particular, que competem, mas também, cooperam entre si...”. (p.16, tradução nossa)
Como Powell (1990), Porter (2000) sustenta que clusters representam uma nova maneira de pensar em produção e eles necessitam de novos papéis das empresas, dos governos e de outras organizações para aumentar a competitividade. Clusters sugerem que boa parte da vantagem competitiva está fora das fronteiras da empresa e até do setor, existindo, em vez disso, no local geográfico onde estão baseados. O modelo mental do cluster sugere que as empresas têm interesses tangíveis e importantes no ambiente onde estão localizadas. A saúde do cluster é importante para a saúde da empresa. As empresas podem, na verdade, se beneficiar por terem mais competição local. Associações setoriais e comerciais podem ser ativos de vantagem competitiva, além de organizações para encontros sociais e de lobby governamental.
Segundo Amato Neto (2000), o cluster é uma nova forma de organização industrial, voltada para a cooperação de empresas, que pode oferecer elementos novos para instruir políticas industriais e públicas. Uma política baseada na dinâmica das eficiências coletivas, das cadeias de suprimentos, e não simplesmente na empresa. Enfatiza, ainda, a composição por pequenas e médias empresas independentes, que produzindo em conjunto são competitivas dentro e fora do país. Oferece exemplos dos clusters bem sucedidos em países como Itália, Japão, Alemanha, México, Chile, Argentina e o próprio Brasil.
Porter (2000) publicou o Esquema 5 contendo o cluster de vinho da Califórnia. Este esquema representa a rede de empresas que participam do processo de produção do vinho na Califórnia, composto por: (1) produtores de vinho (vinícolas), neste cluster consideradas as empresas focais da rede, que, por outro lado, fazem parte do cluster de turismo e alimentos; (2) fornecedores de primeira camada (agricultores de uvas, fabricantes de equipamentos de produção de vinho, barris, garrafas, rolhas, rótulos, agências de propaganda e publicações especializadas), que fazem parte de outros clusters, como, por exemplo, o cluster agrícola da Califórnia; (3) fornecedores de segunda camada (equipamentos agrícolas de plantio, irrigação, colheita; fertilizantes, pesticidas e herbicidas; e armazéns); (4) agências do governo, relacionadas aos assuntos da produção de vinho; (5) organizações e instituições de apoio ao
cluster, tais como: instituições de educação e treinamento, pesquisa, tecnologia, associações
de ação coletiva, entre outros. Para as finalidades desta pesquisa este esquema será utilizado como modelo para construção de um esquema de mapeamento da rede da construção civil no Brasil.
Equipamento/vinho Barris
Armazém de uvas Agências do Governo (ex. comitê de economia e produção
de vinho) Garrafas Fertilizantes, pesticidas e herbicidas Rolhas Rótulos Agricultores de
uvas vinho (vinícolas) Produtores de
Equipamento de colheita Propaganda e RP Tecnologia de irrigação Publicações especializadas Clusterde Turismo Cluster agrícola da
Califórnia Organizações de Educação, Pesquisa, Associações...
Clusterde
Alimentos
Esquema 5 – O cluster de vinho da Califórnia. Fonte: PORTER, 2000, p. 17, tradução nossa.
A maioria dos membros dos clusters não são concorrentes diretos, e cumprem papéis diferentes ao longo da cadeia de suprimentos do cluster. Eles compartilham várias necessidades comuns, oportunidades, restrições, e obstáculos à produtividade. O cluster fornece um fórum eficiente e construtivo para diálogo entre empresas relacionadas, fornecedores, governo, e outras instituições e criam justificativas para ações coletivas. (PORTER, 2000)
O Esquema 6 resume a teoria das fontes de vantagem competitiva, conhecida como diamante de Porter (2000), que impulsionam a produtividade e competitividade dos clusters. Nela são representados quatro conjuntos de fatores que oferecem as condições para tornar as empresas produtivas e competitivas: (1) o contexto de concorrência intensa cria um ambiente propício para investimento em inovação e melhoria contínua; (2) clientes locais exigentes e sofisticados, que antecipam as exigências do mercado externo ao cluster; (3) presença de
fornecedores locais capacitados, e setores relacionados ou complementares competitivos e proativos; (4) qualidade e especialização dos fatores (e condições) de entrada de insumos, tais como, recursos naturais, humanos, capital, infra-estrutura física e administrativa, envolvendo o capital social (incluindo as instituições e organizações de apoio) e intelectual do local. Fatores insumos têm grande amplitude, desde infra-estrutura física a informação, sistema legal, institutos de pesquisa universitários, até fatores que tendem a ser menos comercializáveis e disponíveis em outras localidades.
Contexto para estratégia e concorrência
da empresa
Contexto local que encoraja formas apropriadas de investimento e melhoria sustentável Condições da demanda Fatores (entradas)
Condições Concorrência acirrada entre competidores locais
Clientes locais exigentes e sofisticados
Fatores (entrada): quantidade e
custos: Clientes que antecipam as demandas
de mercado -Recursos naturais Setores relacionados e apoiadores -Recursos humanos -Recursos de capital -Infraestrutura física -Infraestrutura administrativa Presença de fornecedores locais capacitados Fator qualidade Presença de setores relacionados competitivos Fator especialização
Demanda local incomum em
segmentos especializados que
podem ser atendidos globalmente
Esquema 6 – Diamante – Fontes de vantagem competitiva Fonte: PORTER, 2000, p. 20, tradução e destaques nossos.
Os clusters afetam a competitividade de três maneiras: (1) aumentando a produtividade atual (estática) das empresas e setores; (2) aumentando a capacidade de inovar e melhorar dos membros; (3) estimulando a formação de novos negócios, que apóiem a inovação e crescimento do cluster (PORTER, 2000).
exposições, eventos, delegações, missões, entre outros, que aumentam a competitividade dos
clusters; (2) acesso a instituições e bens públicos como escolas e programas locais de
treinamento, que reduzem os custos internos de treinamento e disponibilizam o tipo de trabalhador necessário; (3) investimento coletivo, através de associações comerciais, dos membros em bens sociais comuns, como escolas e programas de treinamento, programas de qualidade, infra-estrutura, centros de pesquisa; e (4) investimento privado em negócios que encontram mercado no cluster. (PORTER, 2000)
No cluster as pessoas convivem em sociedade, regulados por mecanismos sociais: orgulho e desejo de parecer bem na comunidade local motivam as empresas a competirem; facilidade de comparar as funções internas com fornecedores externos da mesma função, geralmente disponíveis nos clusters; as instituições financeiras da região acumulam informação sobre as empresas e fazem um monitoramento do desempenho de seus clientes; clusters limitam os comportamentos oportunistas; e as interações entre os participantes das comunidades locais tendem a ser mais construtivas e refletirem interesses de longo prazo, em função de relacionamentos repetidos, facilidade de espalhar informação e reputação, e desejo de pertencer ao local. (PORTER,2000)
Segundo Porter (2000), deve ser dada atenção especial para relacionamentos pessoais. Muitos dos benefícios dos clusters fluem dos relacionamentos pessoais, que facilitam conexões, fomentam comunicação aberta, e constroem confiança. Informação é essencial para a produtividade e relacionamentos melhoram seu fluxo. O convívio de pessoas nas redes sociais, inclusive os clusters, e seu intenso inter-relacionamento criam as condições para desenvolvimento de conhecimento e melhores práticas, e facilitam a estrutura de produção em rede.
Desta forma, o cluster é um tipo de rede de suprimentos concentrada geograficamente. E, portanto, objeto de estudo desta pesquisa.