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Hva kjennetegner, og hvem er den diffuse pasienten?

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217. A Teoria Serial de Proudhon é uma teoria do conhecimento. Ela oferece, até certo ponto, uma descrição psicológica de como se dá o processo do conhecimento, ou de como se dão os raciocínios utilizados nesse processo, portanto se confunde ao mesmo tempo com uma teoria do aprendizado, que pode ser pensada (e Proudhon não deixa de pensar) no campo da filosofia da educação. Contudo não parece haver, para ele, qualquer distinção entre o modo como esse processo se dá na psicologia de um indivíduo e o modo como se dá na construção do pensamento teórico, em ciência ou na filosofia, compreendida esta última como atividade intelectual que serve de preparação para a ciência.

Mas não é exatamente isso o que Proudhon focaliza em primeiríssimo plano: o que ele focaliza, tomando essa teoria do conhecimento como base e pano de fundo, é a sua dialética serial, uma parte da Teoria Serial que tem o caráter normativo de uma proposta para orientar o modo como se desenvolve o conhecimento nas ciências humanas, especialmente nos estudos políticos e sócio-econômicos.

Por outro lado, deve-se observar que mesmo o caráter de descrição psicológica da Teoria Serial em seu conjunto já apresenta traços normativos, pois Proudhon não pretende que ela seja a descrição dos processos de conhecimento tal como se presentam, e sim um modelo descritivo possível pelo qual esses processos podem ser representados — o modelo que ele, especificamente, propõe como norma a ser seguida. Portanto, sua Teoria Serial do conhecimento se confunde com um método, no qual se aplica aos processos de conhecimento um certo modelo de descrição, e em seu livro ele a trata quase indiferentemente ora como uma teoria acerca do modo como se desenvolve o conhecimento, ora como um método para descrever esse processo. Mas apresentar o processo do conhecimento por meio desse modelo descritivo, segundo Proudhon, também deve auxiliar no próprio desenvolvimento desse processo (processo do conhecimento) — portanto, para Proudhon, o modo como se descreve o processo de conhecimento conforme se dá esse conhecimento, se for um bom modo de descrição, ajuda a conhecer esse algo, ou, fazendo uma analogia simples, extraída dos próprios textos de Proudhon, se há um bom mapa percorre-se melhor o caminho.

218. Qual é, para Proudhon, a finalidade do conhecimento? O conhecimento tem sua finalidade em si mesmo? Para responder a isto é preciso compreender que o conhecimento se dá, para ele, mediante a construção de teorias — compreendendo também que em termos proudhonianos, teoria é toda e qualquer formulação de pensamento, deliberada ou não, acerca das características de um objeto de conhecimento. Mas também mediante a correção sucessiva das teorias, e sobretudo mediante o preenchimento dessas teorias com informações empiricamente coletadas. Para responder ao questionamento quanto à finalidade do conhecimento, é preciso portanto esclarecer em primeiro lugar qual é, para Proudhon, o preciso papel das teorias, assim compreendidas — como pensamentos que oferecem modelos de descrição do real, que sujeitos a correções sucessivas, e que são também receptáculos organizados para informações empíricas.

Há teorias do conhecimento com propensões para a contemplação — ou que se filiam a tradição contemplativa na história da epistemologia — e há teorias que consideram, pelo contrário, a teoria como um instrumento a ser utilizado com alguma outra finalidade, que não o próprio conhecimento em si mesmo. Proudhon filia-se a essa segunda tendência, portanto a uma tradição instrumentalista e utilitarista no que diz respeito às teorias. No entanto, seu utilitarismo e instrumentalismo teórico não é radical, e apresenta fortes traços característicos de um posicionamento de tipo mais contemplativo. A saber: considera as teorias como formulações que procuram construir-se mediante uma correspondência com a realidade, enquanto um instrumentalismo mais radical poderia considerá-las como puros instrumentos explicativos pouco importando essa correspondência, desde que oferecessem alguma explicação satisfatória, e um utilitarismo aliado a esse instrumentalismo faria das teorias ficções instrumentalmente úteis não necessariamente para o efetivo conhecimento, mas para alguma outra finalidade, por exemplo política, firmando-se na busca de resultados eficazes ou algum outro critério prático, e não de “verdades” aproximadas ou completas, ou mesmo de “explicações satisfatórias”.

Para Proudhon, diferentemente disto, o trabalho teórico, embora tenha em última instância finalidades práticas e deva ser considerado como um instrumento em função delas, em primeira instância desempenha, por outro lado, um papel correspondencial em relação à realidade, que é mais característico da tradição contemplativa — e deve “corresponder” a ela em um sentido forte e direto: deve oferecer uma espécie particular de descrição ou imagem da realidade.

219. Essa postura intermediária de Proudhon não é incomum na história da teoria do conhecimento. Trata-se da idéia, bem simples, de que as teorias devem corresponder à realidade para que, por meio delas, se possam orientar as ações de maneira realista e eficaz. O dado talvez mais inovador está em que as próprias ações em questão não são consideradas um elemento externo à realidade examinada: segundo Proudhon, não são por completo ações deliberadas de intervenção

do agente na realidade examinada, mas em grande parte ações espontâneas e impensadas, condicionadas por forças presentes na própria realidade que examinam e na qual se realizam; ações cujo caráter de deliberação consciente, além disto, pode se apresentar em diferentes graus dependendo, justamente, da capacidade de correta teorização que as acompanhe para orientá-las. Deste modo, se trata de examinar não uma realidade externa ao agente, mas uma da qual faz parte e que atua sobre ele: o próprio agente — “usuário” da teoria — e suas interações com a realidade teoricamente examinada são também parte do objeto de exame, e a teorização figura, portanto, como instrumento não apenas de orientação, mas de conscientização do seu usuário quanto à sua própria condição de agente e quanto às condições da realidade em que age.

220. O que parece sustentar, para Proudhon, essa concepção do papel a ser desempenhado pelo trabalho teórico, é precisamente sua indistinção entre a “teoria” e qualquer pensamento corriqueiro que procure formular uma imagem da realidade em que se vive que seja útil para as ações, ou para o desenrolar da vida prática nessa realidade. Proudhon compara toda e qualquer teoria, ou pensamento que se desenvolva deste modo, com uma espécie de “mapa”. Para ele, a teorização é um mapeamento da realidade, e é neste sentido que desempenha o seu papel orientador. Esse mapeamento pode ser mais formalizado, tal como um modelo propositalmente formulado para corresponder à realidade e orientar as interações do agente com ela, ou pode ser menos formalizado, menos preciso e determinado nas suas formas características e na sua qualidade de “mapeamento”, e menos claramente abstraído da realidade mapeada — menos abstrato na medida em que menos claramente delineado como uma região à parte no pensamento, direcionada para estes fins, e mais diluído em outras formações de pensamento de caráter não-teórico. A rigor, bem delineado ou não, pode ser até mesmo uma imagem inconsciente que se tem da realidade, sob a forma de pressupostos embutidos na ação. Mas é sempre em alguma medida uma abstração construída a partir dessa realidade, de modo a corresponder a ela também em alguma medida.

221. O pensamento teórico, portanto, é descritivo. Procura corresponder à realidade tal como uma imagem ou descrição dela. No entanto não é uma descrição qualquer: do mesmo modo como um mapa, o pensamento teórico é seletivo na sua descrição, seleciona do descrito apenas alguns elementos, fazendo abstração do resto — e também por isso é abstrato, além de abstrair-se em alguma medida do caldo geral dos pensamentos, por assim dizer, como uma região dele que é dotada de finalidade específica. O pensamento teórico não descreve por completo e em todos os seus detalhes a realidade teorizada, porque a descreve a partir da consideração do que é relevante e do que não é. Pode-se dizer que é como se houvesse, por debaixo deste mapa, uma outro, um primeiro “rascunho”, por assim dizer que é o mapamento de relevâncias, que irá determinar quais os

traços da realidade a serem considerados no mapa final. O pensamento teórico, portanto, é em primeiro lugar um mapeamento daquilo que é relevante para a orientação da ação com relação à realidade examinada, levanta pontos de referência nela.

222. É importante observar que a própria comparação da teoria com um mapa já coloca o sujeito do conhecimento no interior do objeto teorizado, ou mais precisamente, como um sujeito que pretende “penetrar” nele, e que segue com o mapa nas mãos quando já está em seu interior. O processo de mapeamento exige um trabalho inicial de abstração que implica, também, uma postura de distanciamento do sujeito em relação ao mapeado, mas Proudhon tem em mente, com seu método, a teorização de situações que rodeiam o sujeito, e não de objetos externos a ele. O objeto a ser teorizado é sempre um contexto no qual deve circular o agente teorizador, e não só como teorizador, mas interagindo com os demais elementos desse contexto — porque a finalidade da teoria é precisamente a de orientar essa interação — e sendo ele próprio parte do contexto, ainda que uma parte não necessariamente mapeada , decisão que depende em cada caso do levantamento das referências relevantes.

O que se descreve, então, não é uma situação em que há de um lado o sujeito e de outro o objeto, mas uma em que, havendo sim essa distinção, o conhecimento se dá, contudo, a partir do momento em que essa distinção — ou esse distanciamento entre o sujeito e o objeto do conhecimento — se reduz pela inserção do sujeito, como um foco móvel de atenção perceptiva e de ação, no interior do próprio objeto.

Em seu interior, o sujeito toma o objeto como um campo heterogêneo, ou mais precisamente um campo composto de uma diversidade de elementos inter-articulados, percorrido por ele com suas ações e sua percepção. conforme age nesse campo, o campo pode sofrer alterações, as condições que determinam o que é relevante ou não podem se alterar, e o mapeamento pode exigir correções sucessivas — portanto novos momentos de distanciamento capaz de situar no conjunto aquilo que se observou pontualmente e de perto.

223. Apesar dessa imersão do sujeito na realidade examinada, algum grau de alienação dele em relação a essa realidade permanece como um dado incontornável, inscrito na própria necessidade de distanciamento e abstração que o processo de conhecimento exige em diversos momentos. Há sempre, por exemplo, sujeito de um lado, e de outro objeto em algum medida ainda externo a ele. Mas por “externo”, neste caso, não se deve entender propriamente que esse objeto está “de outro lado”, e sim “ao redor” do sujeito. O objeto em exame está, por assim dizer, “de outro lado”, apenas nos momentos em que se exige maior distanciamento e abstração, para operar correções no mapeamento que exijam a sua consideração como um todo.

Conforme se desenvolve o conhecimento, com a crescente coleta de informações empíricas sobre a realidade examinada, pode-se dizer que, para além do mapeamento inicial e de suas correções, o objeto de conhecimento — aquela região da realidade que está sob exame em seu conjunto — está cada vez menos distanciadamente “de outro lado” e cada vez mais proximamente “ao redor” do sujeito. Está cada vez mais “ao redor” dele, na medida em que ele aprofunda o seu exame, como que mergulhando em crescente detalhamento das características empiricamente assimiladas dessa realidade — assim como também na medida em que esse sujeito efetivamente se utiliza da teoria na orientação de suas ações.

São também essas ações, é essa interação com a realidade examinada, o que fornece e determina mais claramente as percepções do sujeito acerca dessa realidade e portanto o que colhe dela empiricamente, de modo que permanecer nela apenas e estritamente como observador quando já não se trata daqueles momentos específicos em que tal distanciamento se faz necessário, é pernicioso para a própria teorização.

224. Em outras palavras, não há, para Proudhon, uma observação distanciada e uma observação próxima dos fatos, que possam ser diferenciadas por outro lado da interação com o observado: não interagir com o observado já é também parte do que caracteriza esse “distanciamento” às vezes teoricamente necessário, além do esforço em busca de uma percepção ampla e de conjunto daquilo que se examina. O distanciamento, sem essa percepção de conjunto, é apenas um distanciamento incompleto, em geral insatisfatório para as correções freqüentemente necessárias no mapa, e possível fonte de compreensões parciais e distorcidas. Ademais, essa externalidade nunca se realiza por completo, porque o próprio sujeito e suas ações, conforme já dito, constituem parte do objeto de conhecimento.

225. Note-se que segundo Proudhon a alienação — enquanto abstração e distanciamento assumido em relação ao objeto de exame —, o tornar-se em alguma medida alheio ao examinado, não deixa de ser útil e mesmo importante no processo de conhecimento. Ela portanto colabora, paradoxalmente, com o processo de conscientização do agente quanto às suas próprias ações e quanto às condições de ação que enfrenta — que é característico de todo esforço teórico bem realizado.

Essa alienação é útil e mesmo necessariamente presente nos momentos de construção e correção dos mapeamentos teóricos, e os seres humanos estão sempre lidando, deliberadamente ou não, conscientemente ou não, eficaz e realisticamente ou não, com “teorias” — isto é, com “mapas” desse tipo — não apresentam jamais uma completa inserção no contexto. Importa que o pensador se aproprie desses seus “mapas” abstratos da realidade, e os faça mais deliberados, conscientes, eficazes e realistas em seus resultados, ao invés de ser dominado por eles e induzido a erros. Trata-

se de aprender a detectar, na construção desses “mapas”, aquilo que é efetivamente relevante como referência para a coleta de informações úteis e para orientação geral das ações, e inclusive especificamente para aquelas ações que se pretende empreender.

Uma vez que avalia o que é relevante para determinadas ações, pode-se dizer que o pensamento teórico, além de orientador, é avaliador. E é também um instrumento de intervenção na realidade, pois Proudhon entende que as ações a serem teoricamente orientadas são aquelas que pretendem produzir alguma alteração nos fenômenos que constituem a realidade. Mesmo a ação conservadora, aquela que pretende manter determinadas condições atualmente vigentes no contexto ou objeto examinado, é também uma ação de intervenção, uma ação alteradora, uma vez que a realidade está, para Proudhon, constantemente em fluxo, em transformação. Procurar conservá-la é também uma intervenção, é intervir no processo pelo qual a realidade se dá, alterando as condições que ela apresenta espontaneamente. A avaliação proudhoniana é a de que quase sempre é mais eficaz a intervenção que se realize integrando-se à própria dinâmica dos acontecimentos, acompanhando tanto quanto possível o sentido das transformações e o seu ritmo — e se necessário provocando, estimulando ou inibindo sua própria emergência espontânea e suas próprias alterações espontâneas de ritmo — e não aquela que procura romper com essa dinâmica e impor-lhe um outro ritmo ou um sentido que lhe é estranho e artificial.

No entanto admite que há situações em que é útil ou mesmo necessária uma ruptura, uma intervenção mais drástica. Em última instância, o que pretende é que a teoria se altere tentando acompanhar as alterações do teorizado, pois os erros emergem na margem do descompasso entre esses dois movimentos, o da teoria e o da realidade teorizada, e quanto maior essa margem, maior a chance de erro — entenda-se “erro”, aqui, sobretudo no sentido prático, ou seja, no sentido de uma orientação ineficaz para as ações, ou por alguma outra razão prejudicial para o agente. Erra-se quando se procura acelerar os processos reais de maneira forçada e artificial — em vista de uma orientação teórica mais acelerada, por assim dizer, do que eles — ou quando se procura conservar por demais em teoria o que já não pode mais ser conservado sem irrealismo, porque já está em grande mudança no nível da própria realidade.

Mas uma pequena parcela da realidade — por exemplo um grupo social, ou então um conjunto de circunstâncias — pode atuar no sentido de promover a conservação de uma imagem ilusoriamente estática do que efetivamente se processa em termos de transformações no conjunto da mesma realidade. E neste caso, quando se pretende intervir rompendo com essa imagem ilusória, pode ser necessária uma atuação mais drástica e agressiva junto a essa porção da realidade que atua conservadoramente, pode ser necessária uma ação drástica de caráter desmascarador, uma que seja suficiente para provocar um “choque” de esclarecimento entre as principais forças teóricas e

atuantes envolvidas, um “choque de conscientização”. A ação interventiva de impacto é então considerada legitimamente válida, por Proudhon, quando necessária para dissolver focos de conservação ilusória do real em favor da conscientização dos agentes e teorizadores envolvidos quanto ao descompasso com o ritmo de transformação que se desenrola nessa realidade em um nível mais profundo, em uma camada mais profunda dessa realidade, por assim dizer.

226. Note-se que o mesmo pode ser dito em relação a pequenas parcelas da realidade — tais como um grupo social ou um conjunto de circunstâncias — que atuam de algum modo como focos do estabelecimento de acelerações forçadas, abruptas e artificiais naquilo que, em um nível mais profundo da realidade, demonstra seguir seu curso espontâneo em ritmo mais lento. Segundo Proudhon, esse tipo de descompasso ilusoriamente acelerador é também ele conservador, do mesmo modo como o anteriormente mencionado, em vista de seus resultados. Mas além disto, é também auto-contraditório, porque seu movimento espontâneo, se considerado em si mesmo e abstratamente, seria progressista: é um movimento que se apresenta como progressista, mas resulta conservador uma vez que atua igualmente contra a progressão espontânea do real em suas transformações.

227. O que efetivamente tende a acelerar o fluxo das transformações é torná-las conscientes para os agentes envolvidos, que então tendem a encaminhá-la por um caminho mais límpido, direto e sem desvios. Mas aquilo que promove uma imagem distorcida desse fluxo, seja por apresentá-lo mais acelerado do que é, seja por apresentá-lo mais lento ou mesmo fixo, não contribui para isso, pelo contrário, desinforma, e tende inclusive a gerar a reação contrária das forças que participam do movimento espontâneo.

O conservadorismo de um grupo social, de uma teoria ou de um conjunto de circunstâncias, segundo Proudhon, não está no ritmo que esse grupo, teoria ou conjunto de circunstâncias assume ou de algum modo promove frente ao resto da realidade, mas em fazê-lo de fora do ritmo de transformações do resto da realidade, em descompasso com ela — portanto como que de uma posição desconectada, alheia a esse fluxo de transformações. Atua de modo conservador aquela porção de realidade que, de algum modo, atua como que desconectada do fluxo espontâneo das transformações que move o conjunto mais amplo da realidade desde suas camadas mais profundas, conjunto em em cuja dinâmica espontânea essa porção como que desconectada deveria estar melhor inserida e melhor integrada.

É fator conservador, em suma, aquilo que se desprende do fluxo espontâneo das transformações para atuar sobre esse fluxo em descompasso com ele. Para o bom acompanhamento dos movimentos espontâneos do real, os fatores de conservação que acaso coloquem barreiras a

esse acompanhamento precisam ser desmascarados, e para tanto, pode ser útil usar contra eles, por assim dizer, o seu próprio remédio, impondo-lhes uma intervenção forçada e artificial de modo a provocar um choque de conscientização entre os agentes e teorizadores envolvidos.

228. No caso particular em que o foco de conservação é um agente ou grupo de agentes políticos, Proudhon chega a declarar explicitamente o conservadorismo assumido como algo mais sincero ou mais coerente do que o esforço para impor à realidade um progresso que ainda lhe é artificial, porque esse progressivismo desconectado das condições reais de progresso ou é hipócrita

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