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Hva kjennetegner en god sikkerhetskultur?

2. TEORI

2.3. Hva var bakgrunnen og konsekvensene av endringene?

2.3.3. Hva kjennetegner en god sikkerhetskultur?

Moysés Alberto Simantob

Muito obrigado. Obrigado a todos. Queria dizer que foi a maneira mais original que já me apresentaram, farei uso dessa validação. Quando questio- narem o meu currículo vou dizer que o Prof. Pinho, da UFBA, já validou.

Queria dizer também que fiquei com um baita sentimento de culpa. Eu adoro a Bahia, minha mulher é baiana, e eu não estou com vontade de ir embora, ao contrário, estou morrendo de vontade de per- der o voo. E na verdade tenho que sair daqui correndo para o aeroporto em pouco tempo.

Eu queria registrar que estamos realizando um sonho. Todos vocês perceberam que estamos entre amigos, pela fala emocionada. Realmente é um empreendimento na base do “transformar sonho em realidade”. Tenho muita satisfação em compor esse grupo de pessoas, e dar os pa- rabéns a todos os organizadores.

Quando Claudio nos ofereceu os 20 minutos para falar, resolvi refletir um pouco sobre esse tempo e imaginei que estaríamos por volta desse horário, de final de tarde. Resolvi planejar essa seção em três tempos. O primeiro momento em um único slide (Figura 1), o segun- do, um longo vídeo, e o terceiro uma pergunta. Talvez eu faça a indelicadeza de deixá-la no ar, e ir embora para que o pessoal da mesa ajude a respondê-la.

A primeira reflexão que eu gostaria de trazer é que, de todas as apresentações que eu ouvi aqui, ficaram marcadas para mim três di- mensões importantes.

A primeira, a reflexão da dimensão sobre a inovação, que em si daria, certamente, um extenso seminário. Um segundo momento, a re- flexão sobre organização inovadora, que por sua vez também tomaria o interesse de vocês pelos sete anos de estudos já realizados pelo Fórum de Inovação, e pela perspectiva de criar algo novo. Há uma terceira dimen- são. Essa eu gostaria de fazer uma referência mais detalhada, que é a reflexão sobre as organizações inovadoras sustentáveis. Eu ouvi pontual- mente, em algumas falas e nas apresentações que a gente pôde assistir, menções a questões sociais e ambientais. Esse slide (Figura 1) faz refe- rência a um desafio maior que nesse momento acredito que todos nós

vivamos. Como conseguimos fazer com que as organizações que já exis- tem e as novas que serão criadas possam incorporar naturalmente o DNA de uma organização inovadora e sustentável, simultaneamente.

As ideias aqui expostas nesse slide (Figura 1) são retiradas de um livro, publicado no ano passado, organizado pelo Prof. Barbieri e por mim. O livro conta a experiência de uma empresa brasileira, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e as ideias centrais tra- tam de três questões que são o tripé desse livro. A primeira questão entende que a palavra sustentável não é um modismo. A palavra sustentabilidade deve ser tratada de uma maneira profunda. Essa pro- fundidade está ligada à concepção sócio-ambiental de desenvolvimen- to. Portanto, não apenas ao sucesso do vetor econômico, mas, sobretu- do às condições de competitividade para utilizar, cada vez mais, o uso de tecnologias limpas na produção.

As organizações inovadoras sustentáveis precisam atender a dife- rentes e múltiplas dimensões, em bases sistemáticas. Não adianta ter um produto verde. A proposição é que tenha todo um ciclo, o ciclo total de vida dos produtos. Sabe-se que tudo que é matéria provém da natureza e a ela volta. Da mesma forma, tudo que é produzido nas empresas. Por isso, é fundamental que o planejamento e a produção contemplem uma análise do ciclo de vida do produto. O custo total de produção de um produto deveria contemplar todos os custos do ciclo de vida, em toda a cadeia de valor, que inclui a extração, transformação, transporte, uso, reuso, manutenção, reciclo, retorno e deposição final. Os custos de um produto envolvem a produção passada, presente e futura, em todo o seu ciclo de vida, logo, uma adequada avaliação permitirá gerir os custos pre- sentes e futuros e, com isso, sua otimização. No processo de avaliação, estão incluídos todos os participantes diretos da cadeia de valor, como os fornecedores e consumidores, e aqueles indiretamente interessados no desempenho ambiental da cadeia de valor, os stakeholders ambientais, incluindo-se entre eles governos, sociedade, ambientalistas, comunida- de, vizinhança, população em geral e até as gerações futuras, conforme proposto pela ONU, no conceito de desenvolvimento sustentável.

A chamada aqui é para um processo novo de inovação. Um proces- so que inclua, desde o nascimento da organização, um filtro que possa selecionar ideias, modelos e planos a serem implementados de tal forma que essa organização cumpra seu papel econômico, social e ambiental.

Essa é a ponta de um iceberg para o início de uma discussão. Eu conheci no ano passado um vídeo que está na Internet, no YouTube,

chamado “A história das coisas”. A autora desse vídeo é uma pessoa comum, não uma cineasta. Chama-se Annie Leonard. Ela fez da frase do Gandhi, “você deve ser a mudança que quer ver no mundo”, a sua própria proposição de vida. Eu acho que esse vídeo cria uma possibili- dade de reflexão profunda sobre a origem das organizações, o processo produtivo dentro das organizações e, sobretudo, qual a face das organi- zações do futuro.

Vou convidar vocês para assisti-lo e depois, se houver tempo, gos- taria de fazer essa reflexão com a pergunta que esse vídeo provoca.

Neste momento foi projetado o filme “The story of stuff ”, produ- zido pelo Free Range Studio, e escrito e narrado por Annie Leonard. O filme está disponível na internet no endereço web www.storyofstuff.com.