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Hva har blitt gjort i EcoManage på dette temaet?

2 Konklusjoner og anbefalinger basert på resultater fra EcoManage

4.3 Hva har blitt gjort i EcoManage på dette temaet?

O arquiteto optou pelo uso de vigas treliçadas (fig. 67) em todo a estrutura externa do edifício, cujos elementos estruturais se conectam por sistema de ligação direta, ou seja, os elementos estruturais, vigas e pilares, são soldados uns aos outros. A escolha desse modelo de treliça, que Zanettini denominou de macro-treliças, se deu, entre outras propriedades, por permitir uma liberdade estrutural no qual o arquiteto pôde trabalhar com grandes vão de esquadrias em alumínio e vidro, possibilitando uma maior integração do interior do edifício com o exterior, e garantindo índices adequados de iluminação e ventilação natural. Essa especificidade do projeto, segundo Zanettini (2011), foi uma solicitação do próprio cliente, que requereu a integração visual com os espaços internos do edifício, propiciando que os transeuntes pudessem ver as atividades dos ateliês e laboratórios.

(...) a escola deveria ser uma vitrine que pela sua transparência pudesse mostrar ao cidadão que por ali passa, que trata-se de uma escola de artes e de vanguarda. E o aço favoreceu com sua leveza e linearidade essa transparência, assim as atividades da escola ganham em caráter didático e com um papel urbano importante que a arquitetura pode desempenhar (Zanettini, 1999, p.2)

Fig. 67 Perspectiva enfatizando as estrutura aparente nas quatro fachadas do edifício, caracterizada por vigas treliçadas. Fonte: Wladimir Capelo Magalhães (2014).

Segundo o arquiteto, existiram outros aspectos determinantes para a adoção da estrutura metálica no projeto da EPA. O primeiro deles foi a necessidade de se inaugurar a nova unidade em um curto espaço de tempo, cuja previsão era de 9 (nove) meses, do inicio da obra para o funcionamento da escola. Além disso, o canteiro de obras tinha que ser estabelecido em um espaço limitado, que encontrou na racionalidade da estrutura metálica, um forte condicionante para a sua viabilização. O modelo estrutural proposto se caracteriza por um sistema de quadro contraventado (fig.68), combinando uma estrutura de quadro rotulado com a presença de contraventamentos ou macro-vigas, em todas as fachadas, possibilitando uma maior rigidez estrutural e absorvendo as cargas verticais e horizontais. Segundo Zanettini (1999), a modulação estrutural foi concebida para vencer vãos de oito metros. Os elementos estruturais que compõem as vigas e os pilares, externos e internos, são definidos por perfis de seção “I”, tendo os perfis dos pilares a dimensão de 300x300 mm e das vigas 200x400mm. As quatro escadas e os túneis cilíndricos de acesso ao edifício utilizaram chapas metálicas de 6,3 mm e 12,5 mm.

Fig. 68 Detalhes das conexões soldadas dos elementos estruturais. Fonte: Wladimir Capelo Magalhães (2014).

A est rut ura int erna se conect a com as t reliças ext ernas a part ir do prolongament o das vigas secundárias (fig. 68), que por sua vez, dão sust ent ação as laj es de concret o pré- moldado prot endidas (fig. 69). Na mont agem, inicialment e as laj es t inham 4cm de espessura e, post eriorment e, receberam um novo capeament o em concret o com 6cm. O processo de mont agem da obra se deu primeirament e pela est rut ura principal, sendo as vigas secundárias, mont adas em conj unt o com as laj es pré-moldadas em sequencia por paviment os, do 2º sub solo at é a cobert ura.

Fig. 69 Perspectiva explodida evidenciando o sistema de treliças e contraventamento nas quatro fachadas do edifício, e o esqueleto metálico interno. Fonte: Wladimir Capelo Magalhães (2014).

A est rut ura ext erna evidencia a linguagem do aço e suas qualidades. As esquadrias de alumínio e vidro são fixadas na est rut ura secundária int erna (fig. 70), o que possibilit ou ao arquit et o, proj et ar as esquadrias com uma maior liberdade de modulação e abrir grandes vãos, que possibilit aram a ent rada da iluminação e vent ilação nat ural, sem a int erferência das diagonais das vigas ext ernas t reliçadas, mant endo uma independência formal e visual.

A colocação das esquadrias de alumínio coincidindo com a trama ortogonal e de diagonais da treliça estrutural resultaria numa serie de encontros complicados e de resolução precária quanto a questão da estanqueidade das mesmas.

Internamente não se trata de estrutura propriamente dito, mas apenas um leve esqueleto para a fixação das esquadrias. (Zanettini, 2014)

Fig. 70 Fotografia interna evidenciando a laje de concreto apoiada nas vigas secundárias e a modulação das esquadrias em vidro e alumínio. Fonte: Zanettini (2002)

Os elementos estruturais externos receberam uma pintura na cor vermelha, que a destaca na fachada de todo o edifício, evidenciando a intenção do arquiteto de explicitar a linguagem do aço.

Ao todo foram utilizadas cerca de 330 toneladas de estruturas metálicas na construção do edifício, cujos pilares e vigas foram concebidos em aço USI FIRE, que possibilita uma maior resistência a ação do fogo. Ainda segundo o portal Metálica, “a obra atendeu as exigências da Instrução Técnica CB 02.33-94 do Corpo de Bombeiros, que determina a Proteção Passiva contra Incêndio, nos elementos estruturais em edifícios construídos em aço”.

Todo o aço  utilizado na estrutura foram perfis USI-Fire 400 Mpa da Usiminas, por apresentar maior resistência ao calor, resultando economia no revestimento para proteção  passiva contra incêndio, no caso utilizado o sistema Unitherm. (Zanettini, 2014)

Fig. 72 Detalhe da fachada e da modulação e fixação das esquadrias. Fonte: Wladimir Capelo Magalhães (2014).

As circulações verticais ganham destaque na fachada da rua Pará, cuja escada metálica (fig. 73), pintada em amarelo, sobressai a modulação imposta pelas treliças do contraventamento lateral por sua forma e cor. Para vencer o pé direito, a escada foi projetada em dois lances intermediados por um patamar circular. A estrutura é suportada por dois pilares em aço com seção circular, apoiando diretamente o centro do patamar que se projeta em balanço na extremidade, permitindo uma maior liberdade

estrutural, enfatizando a leveza estrutural e surgindo como um importante elemento plástico na composição da fachada. Logo ao lado da escada metálica, encontra-se a torre com os dois elevadores panorâmicos.

Fig. 73 Fotografia apresentando em detalhe a escadaria externa com os patamares em balanço. Fonte: Wladimir Capelo Magalhães (2014).

As vedações verticais utilizadas foram, na parte interna do edifício, divisórias “dry-wall”, os banheiros eram enviados praticamente prontos para o canteiro, fabricados em “fiberglass”. Na parte externa do edifício, foram utilizadas esquadrias de alumínio e vidro. A interface entre os diversos tipos de materiais foi um fator que exigiu uma atenção especial no projeto.

O aço é um material com um coeficiente térmico diferente de outros materiais que normalmente constituirão as superfícies de fechamento externo e interno. Isso implicou que estudássemos vários detalhes de junções verticais e horizontais possibilitando os trabalhos de dilatação e retração diferenciados em função da mudança de temperatura entre o aço e os paramentos. Portanto é necessário conhecer como acontecerão as soluções expostas à variações de temperatura. Entendido essas condições, não há dificuldade na concepção do projeto arquitetônico. (Zanettini, 2014)

O projeto foi desenvolvido adotando algumas medidas que ajudaram na questão da manutenção e conservação do edifício. Segundo Zanettini (2014), uma delas foi adoção de “shafts” verticais com acesso para inspeção das redes de instalações em todos os pavimentos, que horizontalmente se distribuem em instalações aparentes ou em “busways” visitáveis, ou ainda entre forros com acesso. Outra medida adotada foi a

escolha de “materiais de pisos de grande durabilidade e fácil conservação”. Na área dos banheiros, uma medida tomada para facilitar a manutenção das área dos sanitários, foi a adoção de painéis desmontáveis de “fiber glass”. No bloco externo da escada enclausurada, foi utilizado um revestimento ACM esmaltado.