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Hva har arbeidsgiver rimelig grunn til å forvente?

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4.2 Hva har arbeidsgiver rimelig grunn til å forvente?

A geologia (Figura 7) pertence ao Grupo Bambuí, com abrangência do subgrupo Paraopeba, constituído por sequência metassedimentar, cujo início se deu no Neoproterozóico Superior, apresentando sedimentação glaciogênica, seguidos por três

megaciclos regressivos, desenvolvidos em rochas metamórficas neoproterozóicas, com pouca resistência a erosão, como siltitos, argilitos e calcários (PIMENTA et al., 2015).

Estratigraficamente, abaixo do Grupo Bambuí, está o Grupo Paranoá, situado (final da era Mesoproterozóico). Segundo Fernandes (1982), é constituído por quartzitos, metarenitos, metassiltitos, metargilitos, ritmitos, filitos e ardósias com lentes de calcários, dolomitos, silexitos, e conglomerado basal, nos substratos caracteriza as coberturas consolidadas, detritos e carbonáticas, desenvolvidas respectivamente nos períodos (terciário e quaternário e formado principalmente pelo desgaste das rochas. Na região, os dois estão em contato por falhamentos tectônicos de baixo ângulo, quando o Paranoá mais antigo, cavalgou sobre o Bambuí (LATRUBESSE, 2005).

Os aspectos relacionados à litoestratigrafia, sistemas deposicionais e geotectônica do Grupo Paranoá foram apresentados por Faria (1995) que o caracterizam como uma sequência de posicional em ambiente marinho, subdividida em doze litofácies de formação e incorporadas em quatro megaciclos sedimentares. Os dois primeiros transgressivos, um intermediário, regressivo, com várias oscilações e o último novamente transgressivo. Faria (1995) ainda nomeou os megaciclos, da base para o topo, em: Unidade Conglomerática Quartzítica Inferior constituída por paraconglomerado, metarritmitos e quartzitos; Unidade Síltico-Ardosiana; constituída pelas unidades síltica e ardosiana; Unidade Rítmica Quartzítica Intermediária; composta pela unidade rítmica e quartzítica intermediárias e Unidade Rítmica Pelito-Carbonatada, constituída por um conjunto interestratificado de siltitos, argilitos, silexitos e quartzitos, contendo lentes de calcário (PIMENTA et al., 2015).

A Geomorfologia é constituída pela Superfície Regional de Aplainamento IV-A - SRAIVA localiza-se no Vão do Paranã e na região norte do Estado de Goiás, especificamente no eixo Porangatu - Crixás (LATRUBESSE; CARVALHO, 2006). No eixo Porangatu - Crixás, há ocorrência de rochas do Arco Magmático de Mara Rosa e porção norte do Greenstone Belt de Crixás (LATRUBESSE, 2005).

A Superfície Regional de Aplainamento - SRA é uma unidade denudacional, gerada pelo arrasamento/aplainamento de uma superfície de terreno dentro de um determinado intervalo de cotas e este aplainamento se dá de forma relativamente independente dos controles geológicos regionais (litologias e estruturas). Uma SRA, na sua distribuição espacial, pode seccionar/aplainar sobre limites litológicos e estilos estruturais erodindo diversas unidades geológicas. (LATRUBESSE; CARVALHO, 2006, p. 21).

Geomorfologicamente, a área de estudo é o início da formação do Vão do Paranã (Figura 7), cujas depressões pediplanadas são caracterizadas como superfícies do aplainamento interplanaltico, localizada entre a Chapada do rio Maranhão, Planalto do Distrito Federal, Planalto do divisor Rio Preto/Paranã (CAMPOS et al., 2013). O modelado apresenta superfície plana, entalhada pela organização da drenagem que compõe a bacia do Rio Paranã. O contato com a Chapada do Alto Maranhão (planalto central goiano) acontece por meio de escarpa de falha, onde são visíveis as facetas triangulares (CORREIA et al., 2001).

Dentro da unidade geomorfológica do Vão do Paranã predominam 10 classes de solos, dentre elas destacam-se os latossolos, argissolos, cambissolos, gleissolos, neossolos e plintossolos (PIMENTA et al., 2015). Na bacia hidrográfica do Rio Bandeirinha, onde se localiza a área de estudo, de acordo com Pimenta et al. (2015), são encontrados basicamente 3 tipos de solos: latossolos, cambissolos, neossolos (Figura 7).

Os latossolos são solos profundos, superiores a 2 m, possui aspecto maciço poroso, são macios quando secos e muito friáveis quando úmidos. São solos suscetíveis à erosão junto aos cursos d’água e nas bordas das chapadas (LEPSCH, 2016). Já os cambissolos são bem drenados, álicos e pouco profundos. Possuem fases pedregosa e não pedregosa. Desenvolvem-se em relevos ondulados a fortemente ondulados, sobre rochas dos grupos Paranoá e Bambuí (LEPSCH, 2016).

Neossolos são solos poucos evoluídos, constituídos por material mineral, não hidromorficos, ou por material orgânico, geralmente possui menos de 20 cm de espessura, não apresentam horizonte B diagnostico (EMBRAPA, 2013). Predominam em relevos planos a suavemente ondulados, são associados a latossolos, áreas de nascentes e veredas e são muito suscetíveis à erosão. Os plintossolos caracterizam-se pela presença de manchas ou mosqueados avermelhados, são ricos em ferro e têm consistência macia, são facilmente individualizados da matriz do solo (plintitas), apresentando, também, nódulos e concreções ferruginosas duríssimas, que podem formar camadas espessas, contínuas e endurecidas (EMBRAPA, 2006).

A vegetação que predomina na região, e em especial no local da área de estudo, pertence ao bioma do cerrado, que corresponde a mais de 23% do território brasileiro (MARTINS et al., 2015). As fitofisionomias típicas da paisagem do cerrado no local de estudo, são espécies vegetais caducifólias ou semi-caducifólias, uma vez que mais de 50% dessas árvores perdem suas folhas nas estações das secas (OLIVEIRA, 2014).

Figura 7 - Mapa dos aspectos físicos da área de estudo

De acordo com a classificação de Köppen, a área objeto de estudo pertence ao domínio de clima tropical, possuindo duas estações bem definidas Aw e variações para clima tropical de altitude CWa (SUESS et al., 2013). É constituída por clima tropical chuvoso, com característica marcante, decorrente das massas de ar Tropical Atlântica e Equatorial Continental, apresentando duas estações bem definidas, uma bastante chuvosa e com temperaturas altas e outra seca com temperaturas mais baixas. As chuvas concentram-se de outubro a maio e o período de estiagem vai de junho a setembro (PIMENTA et al., 2016). Na região como um todo, as variações espaciais de temperatura acontecem em função do relevo, enquanto nas serras e planaltos as temperaturas do mês mais frio são inferiores a 18ºC, nas regiões elevadas e nas áreas de planície, ou seja, nas áreas mais baixas da bacia do Rio Bandeirinha, circundada por relevos elevados dos planaltos, são registradas temperaturas médias superiores a 21ºC e ocorrem acréscimos de 2° a 5°C (LAMBRECHT et al., 2016; PIMENTA et al., 2016).

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