eu não contei, que eu acho que tem a ver com isso..eu comecei a dar aula na [x] em [x], em [x], se eu não me engano, ou em julho de 95, alguma coisa assim, eu era, eu tava recém contratada na [Cultura Inglesa], nós fomos para um [x] em [x] e eu tinha, tenho até hoje, um grande amigo na [x], que é o [x] e eu me lembro que nós chegamos de manhã, nós fomos de carro, fui dirigindo e tal, chegamos de manhã bem cedinho, colocamos nossas coisas no hotel e o curso já tava começando, mas a gente chegou atrasado, eu lembro muito disso, foi uma coisa bem marcante na minha vida, éh..e fomos, nos dirigimos rapidamente né pro lugar onde tava sendo feito o curso, o [x], e quando nós chegamos, claro né, já tava começando e havia, éh, uma mesa, uma mesa redonda acontecendo e tinha uma mulher, eu não sei quem era, não me lembro realmente, tinha uma mulher, uma americana ou uma inglesa, sei lá o que, aquilo que a gente pode considerar de nativo né [riso], éh, fazendo uma palestra e eu sentei e o que ela, o jeito como ela falava do que ela fazia era tão...impactante que eu, eu fiquei tão impactada pelo modo como ela falava de dar aula e de ensinar inglês que eu virei pro [x] que tava do meu lado
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assim eu disse assim: [x], cara! eu já sei o que eu quero fazer pro resto da minha vida, eu quero fazer o que aquela mulher tá fazendo, ah como assim [x]? eu falei: não, quero chegar no lugar onde ela chegou, éh..e aí é claro né, essa mulher não era qualquer mulher, ela era uma pessoa que, éh, tinha vindo, éh, do exterior, ela era uma professora em uma faculdade, que eu não me lembro mais, mas ela era, ela era uma pessoa, éh, que tinha feito um doutorado e aí o [x] me disse: [x], pra fazer isso você tem que fazer no mínimo um mestrado e você tem que dar aula na universidade, eu falei ok! então daquela, daquele dia em diante, todas as minhas ações, éh, profissionais, foram nesse sentido, de fazer o mestrado e de ir dar aula numa faculdade, num curso superior, porque eu queria transmitir um pouco dessa paixão que eu tinha por dar aula e é claro né, não vamos ser inocentes, é claro que eu queria fazer isso de uma maneira que eu também pudesse ganhar e pagar as minhas contas, que é uma coisa que é recorrente aqui no meu dizer né, mhm...então acho que esse foi o meu maior objetivo, eu realmente não me via fazendo outra coisa na minha vida senão ser uma pesquisadora, o mestrado me ajudou muito nisso, éh, quando eu acabei o mestrado eu adorei o percurso de escrita, embora tenha sido extremamente angustiante, extremamente confrontador, eu o adorei meu percurso de escrita no doutorado, no mestrado e eu saí do mestrado cheia de fôlego, eu queria mais, eu queria..escrever, eu queria..mhm, éh, publicar, eu queria pesquisar mais, eu...e eu só podia fazer isso mesmo dentro de um curso de Letras..né. [Bom, já falei porque que eu decidi, a 4, 5 também, acho que eu também já respondi a 6].
6. Respondida na 5.
7. Éh..minha formação no curso de Letras? éh, olha, como a minha motivação, né principal de fazer o curso de Letras era conseguir um certificado, eu tenho que confessar que eu ia, pra os, no meu primeiro ano, muitas vezes eu saía de casa e eu ia pra aula chorando, porque...eu não via nenhum sentido naquilo que eu tava éh...tendo que estudar no primeiro..primeiro e segundo ano né, principalmente no primeiro ano, eu tive alguns entraves com...um professor do primeiro ano, que nem dá mais aula no curso da [x], éh...mas eu tinha excelentes amigos, éh, eu, a gente, eu me dava muito bem com todo mundo e eu também queria ser uma boa aluna, mas assim...o primeiro ano pra mim foi muito ruim, éh..porque eu não via nenhum sentido em nada do que eu tava fazendo, então eu consigo entender muito quando os alunos, éh, hoje né, falam essas coisas, a gente escuta muito isso, mhm...depois eu comecei a me ver no curso de Letras a partir do meu terceiro ano e foi praticamente o final, porque eu fiz o curso todo em três anos e meio né, éh, então no meu último ano do curso de Letras é que eu comecei a me encontrar no curso e eu só não larguei o curso antes porque eu tinha a ideia fixa de que eu queria era ser professora, na, num curso de Letras, na verdade na época eu nem achava que eu ia querer fazer alguma coisa, dar aula na [x], eu pensava em outra faculdade, mas no terceiro ano isso foi..foi muito bom, porque eu tive professores, aí eu comecei a fazer matérias que..eram mais, diretamente ligadas e que contribuíam pro que eu tava fazendo né, pra o que eu já fazia, eu já era professora, quando eu estava no terceiro ano eu já era professora há..quase...quase 10 anos né, então assim, era meio osso ouvir algumas coisas...mas ah, eu tive matérias que me marcaram muito, por exemplo, éh, Metodologia do Inglês para Fins Específicos com a [x], em que ela me apresentou a [x] e a [x] até hoje é uma..uma voz muito preponderante na minha formação, éh...eu tive aula com a professora [x], que na época deu Metodologia do Inglês Geral e eu aprendi muito com ela e também ela deu uma matéria chamada...mhm, ai sobre estratégias de, de..aprendizagem, que também...foi basicamente a matéria que me, realmente me fez ter certeza que eu queria prestar o mestrado, na [x] e..éh, fiz estágio também com professores muito bons, um com a [x], o outro estágio eu fui dispensada por causa da minha experiência em sala de aula, mas eu pude contribuir com a turma do estágio, fazendo workshops, então o meu último ano do curso de Letras foi muito legal, eu posso dizer assim que..contribuiu, principalmente a [x] foi uma pessoa assim que foi muito decisiva na minha formação, pela experiência dela e pelos textos que ela levou pra gente ler, éh, me apresentar essa perspectiva discursiva, que na época eu achei que não era muito a minha praia mas [riso discreto] né, Freud explica, e teve também uma [x], que era uma jornada de, éh, línguas estrangeiras modernas que a gente tinha antigamente, o [x] tava voltando do doutorado, isso foi no ano de...no ano [x] mesmo, no próprio ano [x], ele tava voltando do doutorado e ele foi o palestrante dessa [x] e ele levou pra gente trechos de um texto da [x], que é aquele texto, éh, da língua estrangeira, éh, éh, do desejo ao risco do exílio e eu fiquei encantada com aquele texto né, aquele texto...eu falei caraca meu! como é que alguém escreve isso né, isso pode, éh, explicar uma série de coisas, que eu enfrento na minha prática, na minha relação com a língua, eu fiquei muito impactada com aquele texto, não é a toa que
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ele aparece demais em toda minha trajetória acadêmica até hoje aquele texto é muito marcante pra mim, eu uso bastante..esse texto né, eu me, eu me inscrevo muito nele, então, eu acho que éh...foi isso, na pós-graduação, éh...eu definiria a minha formação como uma formação muito..responsável, eu sabia muito o que que eu queria, éh...eu não sabia, não tinha a menor ideia do que que eu queria pesquisar exatamente no mestrado, porque na época a gente não precisava fazer um projeto de mestrado pra entregar, mas...aos poucos né, eu fui achando meu caminho, então, éh, eu tenho certeza que desde o início da minha trajetória na pós-graduação eu sempre me interessei pela relação sujeito e língua, sujeito-língua, sendo, seja ela materna, estrangeira e isso pra mim fica muito claro quando eu começo a fazer essa retrospectiva do impacto que a fala do [x] teve sobre mim, do efeito que as discussões que a [x] levava em sala de aula com os textos da [x] também tiveram sobre mim, então acho que isso foi muito importante.
8. Um professor formador, bom na psicanálise tem um con-, uma definição uma noção de