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3 Teori om prosjektledelse

3.1 Hva er et prosjekt?

A professora Rita foca sua reflexão em três aspectos: no conteúdo trabalhado, na organização do ensino-aprendizagem e na mediação pedagógica. Vejamos a reflexão da professora sobre o reconstruir:

Percebo que, ao trabalhar a música, seria necessário conversar, estabelecer o diálogo entre vivências e experiências artísticas. Para isso, “os saberes e fazeres da arte devem ser abordados em todos os níveis da educação formal”, segundo Barbosa (1991).

Para melhorar mais a organização do ensino-aprendizagem é necessário ler mais sobre a forma de ensino, pois lendo um apoio metodológico, “deve-se ao trabalhar a música, fazer um estudo da letra, procedendo-a de uma pequena conversa, com ela relacionado (narração de um fato, uma circunstância, uma história ou descrição de um objeto ou de um ambiente), no sentido de despertar o interesse do grupo, enunciá-la com clareza, comentando o seu conteúdo. Assim, sua memorização será tanto mais fácil quanto mais atraente tiver sido a sua apresentação. Se houver alguma palavra de difícil compreensão para a classe é preciso explicá-las, obter clareza na dicção” (Apostila Renovação MEC, CEH/UERJ, 1981).

Também, vejo que tenho dificuldade, e que é preciso melhorar os encaminhamentos e intervenções, vejo que ao fazer a confrontação, reflexão da lista no quadro não aconteceu o ponto discursivo, aconteceu somente a leitura, pois é necessário definir com clareza os objetivos. Considero importante melhorar a divisão de problemas para resolver (no caso a reconstrução das palavras), permitindo melhor participação dos alunos e entendimento produtivo (aprendizagem).

No aspecto do trabalho com o conteúdo, a reflexão desenvolvida tem como foco os saberes acerca do como fazer. Quando a professora Rita diz: “Percebo que, ao trabalhar a música, seria necessário conversar, estabelecer o diálogo entre vivências e experiências artísticas”, o conteúdo temático dessa reflexão aponta o diálogo entre vivências e experiências como necessário à abordagem do conteúdo. Mesmo quando aborda a organização do ensino- aprendizagem, a necessidade de leitura como tema de sua reflexão está relacionada a melhorar o como fazer. Nesse contexto, o como fazer assume grande importância nas suas justificativas. Para sustentar sua reflexão, a professora Rita traz o discurso da autoridade no ensino de Artes, no primeiro aspecto referente à necessidade de ensinar o saber da Arte; no segundo, ao como fazer o ensino da arte em sala de aula. Percebemos, assim, que, embora o saber teórico esteja presente nessa reflexão, não responde ao por que fazer, mas ao como fazer.

Quando reflete sobre o processo de mediação pedagógica, Rita traz o tema necessidade de melhorar no que diz respeito aos encaminhamentos e intervenção na aula, à forma de resolver os problemas e à participação dos alunos na aula. Dessa reflexão, o que nos parece importante é o reconhecimento da professora da necessidade do diálogo, de dar voz e vez ao aluno na relação do ensinar com o aprender, o que nos remete a Freire (2006, p. 120), quando nos ensina que o diálogo numa relação não é exclusivo “de um sujeito cognoscente com o objeto cognoscível. Se prolonga a outro sujeito, tornando-se, no fundo, uma relação sujeito-objeto-sujeito”. Nesse sentido, há a necessidade do reconhecimento por parte do professor de que ensinar, como diria Freire (1998), não é transmitir conhecimento, mas exige o respeito à autonomia do educando, saber escutar e disponibilidade para o diálogo.

O processo reflexivo sobre o reconstruir da professora Alice evidencia a que é necessário de rever os encaminhamentos pedagógicos em sala de aula. Além

da questão necessidade da disponibilidade de tempo para reorganizar a ação, ressalta ainda o seu esforço na busca de novas aprendizagens na tentativa de melhorar a sua prática. Vejamos a reflexão da professora:

Com certeza, faria diferente, daria outros encaminhamentos, os quais poderiam ser em grupos, duplas, que facilita tanto a aprendizagem do aluno quanto o acompanhamento do professor, para atender a todas as crianças. O que temos de fazer é procurar disponibilidade de tempo para reorganizar os planos de ação porque isso implica no fazer pedagógico e na aprendizagem dos alunos. Sempre tenho buscado estudar, participar dos cursos de formação, para que estes contribuam para minha prática, e como ensinar é um grande desafio, estarei sempre à procura de novos conhecimentos.

Olhando para a capacidade responsiva da professora Alice no que se refere ao foco da ação, percebemos que ela consegue responder aos questionamentos em termos das necessidades de reorganização da prática. Entretanto, as justificativas são colocadas apenas em termos práticos, havendo, portanto, a ausência de justificativas teóricas. Em relação à enunciação: “O que temos de fazer é procurar disponibilidade de tempo para reorganizar os planos de ação”, revela aspectos das condições estruturais do trabalho pedagógico, as quais podem estar relacionadas tanto ao espaço oferecido pela escola para discussão das propostas quanto às condições da professora. Em relação à escola, conforme discutimos no primeiro capítulo, esse ambiente não oferece as condições para que as professoras desenvolvam um trabalho coletivo, crítico e reflexivo. No que tange à professora, pelo que observamos, havia grande esforço de sua parte e um engajamento em atividades que possibilitavam o seu desenvolvimento profissional; por outro lado, as suas condições de trabalho também ficavam precarizadas, na medida em que, por razões que não chegamos a conversar, ela ocupava-se, alguns dias da semana, em jornada de trabalho complementar para ministrar aulas em outro horário.

No capítulo a seguir desenvolveremos as análises das interações dialógicas entre as partícipes, buscando construir o confronto teórico-prático.

5 ENTRECRUZAMENTO DE PRÁTICAS, SABERES E SENTIDOS

Impõe-se então, discernir a razão de ser desta prática – as finalidades, os objetivos, os métodos, os interesses dos que a comandam, a quem serve, a quem desserve, com o que se percebe, afinal, que esta é apenas uma certa prática, mas não a prática, tomada como destino dado. (FREIRE, 1981, p. 117).

Ao longo do processo reflexivo que vimos desenvolvendo com as professoras partícipes, um dos aspectos que emergem diz respeito aos sentidos que elas construíram sobre o ensinar e o aprender ao longo dos seus processos de vida, de formação e de trabalho. Ancoramo-nos na perspectiva histórico-cultural para compreender os sentidos construídos pelas professoras acerca dos saberes que mobilizam na organização do ensino-aprendizagem e que expressam a dinâmica desse processo.

Ao realizarem-se na esfera das interações sociais, esses saberes são marcados “pelo horizonte social de uma época e de um grupo social determinado”. (BAKHTIN, 2002, p. 44). E, ao assumirem uma natureza mediada (VYGOTSKY, 1991, 2005), os processos inter e intrapessoais que explicam a sua construção revelam seus avanços, limites e contradições. Desse modo, pelo caminho do diálogo reflexivo-colaborativo, buscamos explicitar e colocar em confronto esses saberes.

Assim, neste capítulo, daremos continuidade às análises do processo reflexivo desenvolvido com as partícipes a partir do olhar distanciado de suas práticas, voltado agora para os diálogos produzidos pelo grupo das partícipes nas sessões reflexivas. Nessa perspectiva, a reflexão crítica e colaborativa entre os pares sobre os sentidos do agir em sala de aula serviu como referência para que analisássemos a relação das professoras com os saberes que mobilizam o processo de organização do ensino-aprendizagem.

Ao considerarmos o conjunto dos diálogos produzidos com as partícipes nas sessões reflexivas, percebemos que deles emergiam, dentre outros aspectos, os sentidos sobre o ensinar-aprender, a mediação e a sua relação com a aprendizagem. Desse modo, com este capítulo, objetivamos refletir sobre esses aspectos, de forma que possamos explicitar os saberes que as professoras

mobilizam na organização do ensino-aprendizagem e suas implicações nesse processo.