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Holistisk læring til forskjell fra indoktrinering

4. ANALYSE

4.3 Avisartikkel 2: Opprør i økonomifaget

4.3.2 Holistisk læring til forskjell fra indoktrinering

Os Encontros Nacionais de EJA surgiram a partir da necessidade de reunir os diferentes fóruns em torno de temáticas comuns. Consolidaram>se como espaço de troca de experiências e de elaboração de documentos e recomendações para a formulação de políticas para EJA. Os encontros também contribuem para o estudo de metodologias e princípios para a elaboração do currículo para EJA. Até 2009, o Eneja acontecia anualmente, preferencialmente no mês de setembro em que são comemorados o Dia Internacional da Alfabetização (08/09) e o aniversário de Paulo Freire (19/09). A partir deste ano, chegou>se ao consenso sobre a realização a cada dois anos, intercalando com os Encontros do MOVA>Brasil.

Até 2011, foram realizados 12 Encontros Nacionais de EJA, como podemos ver no quadro a seguir.

ENCONTRO LOCAL PERÍODO TEMAS I Eneja SESC Copacabana –

Rio de Janeiro – RJ

8 a 10 de setembro de 1999

Em busca de uma política integrada de Educação de Jovens e Adultos: articulando atores e definindo responsabilidades

II Eneja Centro de Tecnologia Educacional – Campina Grande – PB

07 a 09 de setembro de 2000

Ampliação e melhoria da qualidade da educação de pessoas jovens e adultas no Brasil

III Eneja Centro de Convenções do Anhembi – São Paulo – SP

05 e 06 de setembro de 2001

Educação de Jovens e Adultos como Direito Fundamental: a quem cabe cumprir

IV Eneja SESC Venda Nova – Belo Horizonte – MG 21 a 24 de agosto de 2002 Cenários em mudança V Eneja

Hotel Fazenda Mato Grosso – Cuiabá – MT

3 a 5 de setembro de 2003

Educação de Jovens e Adultos para a Cidadania: comprometimento e continuidade

VI Eneja Hotel Ritter – Porto Alegre – RS

8 a 11 de setembro de 2004

Políticas públicas atuais para a Educação de Jovens e Adultos: financiamento, alfabetização e continuidade

VII Eneja Centro de Treinamento em Educação / CNTI – Luziânia – GO 31 de agosto a 3 de setembro de 2005

VIII Eneja Universidade Federal de Pernambuco – UFPE – Recife 30 de agosto a 2 de setembro de 2006

EJA – uma política de Estado: avaliação e perspectivas IX Eneja Centro de Capacitação de Faxinal do Céu, município de Pinhão – Paraná. 18 a 22 de setembro de 2007 A atualidade do pensamento de Paulo Freire e as políticas de EJA

X Eneja Colégio Municipal Professora América Abdalla Rio das Ostras – Rio de Janeiro

27 a 30 de agosto de 2008

História e memória dos Encontros Nacionais dos Fóruns de EJA no Brasil: dez anos de luta pelo direito à educação de qualidade social para todos

XI Eneja Centro de

Convenções e Feiras da Amazônia –

Hangar Belém do Pará

17 a 20 de setembro de 2009

Identidades dos Fóruns de EJA: conquistas, desafios e estratégias de lutas

XII Eneja Salvador/Bahia 20 a 23 de setembro de 2011

A Educação de Jovens e Adultos nos cenários da VI Confintea ao PNE (2011 a 2020). Avanços, desafios e

estratégias de lutas dos Fóruns de EJA Quadro 4 – Histórico dos Enejas

Fonte:Quadro elaborado pela autora.

Os encontros nacionais de EJA acabaram por assumir um caráter mais político, embora saibamos que o político e o pedagógico são indissociáveis. Essa opção, no entanto, não foi aleatória. A EJA, a partir do fortalecimento dos fóruns e da mobilização que ele oportunizava, percebeu a necessidade de ações mais incisivas no campo das políticas públicas e os Enejas surgiram como um campo fértil de diálogos com o governo federal.

Analisando os temas dos encontros realizados, percebemos uma forte ênfase na realização de balanços, no sentido de mapear as conquistas e levantar os desafios ainda presentes, bem como as estratégias de superação.

Nesses balanços, algumas questões merecem nosso destaque:

• a questão do financiamento, que envolve aspectos legais (Fundeb), foi pauta prioritária no VI Eneja; no entanto, esteve presente nos demais encontros, uma vez que é impossível discutir a qualidade social da EJA sem relacionar com a questão do financiamento;

• a relação da EJA com as demais ações em curso como PNE, Confintea, Conae, Anped, etc., mostrando a necessidade de inserir essa modalidade na pauta de discussão da educação nacional e de prover políticas

integradas com outras modalidades;

• o mapeamento da configuração do campo da EJA, que fortaleceu a discussão acerca da diversidade dos sujeitos e apontou a necessidade de políticas específicas que atendam essa diversidade;

• embora tenha sido dedicada, enquanto tema, uma maior atenção às questões pedagógicas no IX Eneja, é fato que em todos os encontros foram discutidas questões metodológicas e curriculares, motivo pelo qual a participação nos encontros era bastante disputada pelo coletivo de educadores, que buscava, prioritariamente, um espaço de formação e de troca de experiência sobre práticas metodológicas, materiais didáticos, projetos etc.;

• vale destacar também o balanço dos fóruns, pauta dos três últimos

encontros, mostrando a necessidade de avaliar os mais de dez anos de lutas dos Fóruns em favor da EJA.

Um outro fator que merece destaque é com relação à dimensão intercultural dos Enejas, possibilitado, entre outras coisas, pela presença identitária das regiões que o sediam. A análise em relação a esta questão passa pela nossa participação em seis dos encontros realizados. Pudemos estar presentes nos encontros das cinco regiões e foi possível perceber a cultura, as práticas, os fazeres de cada região. Essa imersão nas diferentes culturas nos permite perceber os muitos brasis; portanto, não cabe uma percepção hegemônica dessa modalidade, principalmente quando se trata do currículo.