GUIÃO DA ENTREVISTA A APLICAR ÀS MÃES
GUIÃO DA ENTREVISTA A APLICAR ÀS MÃES
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4 - Na localidade onde reside existem espaços adequados ao convívio entre as pessoas (crianças e adultos)? Quais?
4.1 - Que medidas são tomadas por parte da autarquia no sentido de promover os contactos entre a população?
4.1.1 - São organizadas festas comunitárias ou outro tipo de eventos? Quais? 4.2 - Considera que o contacto do seu filho com outras crianças e adultos poderá ser benéfico em termos de desenvolvimento de competências pessoais e sociais? Contribuirá para a sua socialização?
5 – Tendo consciência de que existem algumas crianças em pequenos aglomerados populacionais sem acesso à educação pré – escolar, considera que futuramente poderão vir a manifestar-se carências em termos de desenvolvimento humano?
5.1 - Julga que é ou não necessário um ambiente adequado para que a criança e o adulto se desenvolvam na globalidade?
5.1.1 - No sentido de proporcionar à criança um contexto propício ao seu desenvolvimento que aspectos considera mais relevantes?
6 - O seu filho fala sobre o que faz neste espaço onde são desenvolvidas actividades promovidas pela E.P.E.I?
6.1- Que actividades julga que mais lhe interessam?
6.2 - Recorda-se de algum comentário do seu filho sobre actividades desenvolvidas? (Em caso afirmativo) Qual?
Muito obrigada pela colaboração Laura Valongo
1 – Identificação da Educadora de Infância entrevistada 1.1 – Referência
1.2 – Numero de anos de serviço
1.3 - Concelho onde exerce a actividade profissional 1.4 – Agrupamento de escolas a que pertence
2 – Data da entrevista
3 – Sitio onde decorreu a entrevista
4 – Tempo da entrevista: Menos de uma hora 1-2 horas
Mais de três horas
Questões a colocar:
1 – O que é para si a Educação Artística?
2 – Considera que a Educação Artística deve ou não encontrar o seu lugar próprio e assumir o seu papel formativo específico a par de outras áreas fundamentais do conhecimento? Porquê?
GUIÃO DA E NT RE VISTA A APLICAR ÀS E DUCADO RAS DESTACADAS NO PRO GRAMA DE E DUCAÇÃO
3 – Têm vindo a ser realizados estudos que afirmam que as artes ajudam os estudantes na resolução de problemas, a pensar criativamente e a desenvolver a disciplina mental. Concorda?
3.1 – Considera que é ou não necessário ampliar a experiência, a vivência da criança para que sejam criadas bases sólidas para a sua actividade criativa? Porquê?
4 – Tendo em conta o processo de desenvolvimento humano constata que existem diferenças inter-individuais e socioculturais entre a população apoiada pela E.P.E.I.? 5 – Poderemos considerar que diferentes ambientes familiares e sociais darão lugar a diferentes condutas dos sujeitos?
6 – Como se poderá caracterizar o isolamento dos pequenos grupos sociais? 6.1 – Quais as consequências do isolamento?
7 – No âmbito da sua prática que estratégias de intervenção preconiza no sentido de minimizar as consequências do isolamento?
8 – Tendo em conta que é na família e no meio social mais próximo que a criança inicia o seu desenvolvimento pessoal e social que estratégias utiliza no sentido de valorizar a família e as comunidades locais como recurso educativo?
8.1 – Potencializa e optimiza os conhecimentos e competências das famílias e comunidades locais? Como? (recorre à sua participação e solicita a sua disponibilidade?)
Muito obrigada pela colaboração Laura Valongo
Reportando-nos ao terceiro momento são realizadas entrevistas a profissionais de Educação de Infância em exercício de funções no Jardim de Infância da Rede Pública, tendo em vista a recolha de dados sobre o desenvolvimento de actividades de Educação Artística.
Nota: Este instrumento de recolha de dados atende às Áreas de Conteúdo contempladas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, nomeadamente no que concerne aos domínios que compreendem a Área de Expressão/Comunicação.
1 - Identificação da Educadora de Infância entrevistada: 1.1 - Referência
1.2 - Número de anos de serviço
1.3 - Concelho onde exerce a actividade profissional 1.4 - Agrupamento de escolas a que pertence
2 – Data da entrevista
3 - Sítio onde decorreu a entrevista
4 - Tempo de entrevista: Menos de 1 hora ... 1-2 horas ...
GUIÃO DA E NT RE VISTA A APLICAR AOS PRO FISSIO NAIS DE EDUCAÇÃO DE I NFÂNCI A E M E XE RCÍCIO DE FUNÇÕ ES NO
Mais de três horas ... Questões a colocar:
1 - Relativamente ao domínio da expressão motora que actividades desenvolve com mais frequência no âmbito da sua prática educativa?
1.1 - Que competências considera de maior relevância adquirir neste domínio? 1.2 - Na sua opinião a «motricidade global» está ou não associada à «expressão corporal»?
1.2.1 - Considera ou não relevante atender não só à habilidade física mas também a fenómenos como a percepção e a sensibilidade?
1.3 - Que práticas preconiza no sentido de promover a expressão corporal tendo em conta os horizontes criativos e comunicativos do movimento?
2 - No que diz respeito ao domínio da expressão dramática que actividades desenvolve com mais frequência na acção educativa?
2.1 - Considera que na sua prática ocorrem com frequência situações de jogo simbólico?
2.2 - Participa nesse processo?
2.3 - Existe participação e disponibilidade por parte de outros elementos? (em caso afirmativo) Quais?
2.4 - No que respeita a dramatizações mais complexas que impliquem encadeamento de acções, em que as crianças desempenham diferentes papéis, como por exemplo a dramatização de histórias (conhecidas ou inventadas) em que medida, na sua opinião, poderá o educador promover o desenvolvimento da imaginação e da linguagem verbal e não verbal?
2.5 - Considerando que a expressão dramática abrange a utilização de fantoches e sombras chinesas, verifica que a promoção de actividades neste âmbito facilita a expressão e a comunicação das crianças em grande grupo?
2.5.1 - Criam-se histórias? Desenvolvem-se diálogos?
3 - No que concerne ao domínio da expressão plástica, que actividades promove regularmente no âmbito da sua prática?
3.1 - Nomeadamente no que reporta à representação gráfica considera que existe alguma relação entre as produções das crianças e o conhecimento que têm do mundo?
3.2 - No sentido de incentivar a expressão plástica que instrumentos ou materiais costuma disponibilizar no desenvolvimento da acção pedagógica?
3.2.1 - Considera que a diversidade e a acessibilidade dos materiais poderá contribuir para o desenvolvimento da imaginação e capacidade de expressão?
3.3 - Atendendo a que a diversidade de situações que enriquecem a expressão plástica implica o contacto com diferentes formas de manifestação artística, que eventos poderão ser promovidos nesse sentido?
4 - Que competências lhe parecem essenciais adquirir no domínio da expressão musical?
4.1 - Considera significativo desenvolver actividades de expressão rítmica? Porquê? 4.2 - Promove actividades de identificação de sons? Que sons?
4.2.1 - Desenvolve sequências sonoras ou elabora musicogramas? 4.2.2 - Como é que as crianças representam os sons?
4.3 - Encontra articulação entre as actividades de expressão rítmica e o desenvolvimento da memória auditiva?
4.5 - Tendo em conta os aspectos que caracterizam os sons: intensidade (fortes e fracos), altura (graves e agudos), timbre (modo de produção), duração (sons longos e curtos) considera que a exploração de sons e ritmos poderá conduzir à sua identificação e produção?
4.6 - Atendendo a que a expressão/educação musical se desenvolve em torno de cinco eixos fundamentais (criar, tocar, dançar, cantar, escutar) que actividades promove com mais frequência neste sentido?
4.6.1 - Recorda-se de alguma actividade, recentemente desenvolvida na sua prática, onde estivessem implícitos conceitos musicais?
4.6.2 - Identifique os conceitos musicais abordados com mais frequência na sua prática educativa.
4.7 - Tendo em conta a interdisciplinaridade considera que a educação musical poderá promover outras áreas de conteúdo pr’alem da Expressão/Comunicação?
4.7.1 - (Em caso afirmativo) Que áreas?
5 - Atendendo ao domínio das expressões, qual lhe parece ser abordada com mais frequência na prática de Educação de Infância? E com menos frequência?
Muito obrigada pela colaboração. Laura Valongo
A informação recolhida através das entrevistas será sujeita a análise de conteúdo.
Capitulo IV
Apresentação e Interpretação dos resultados
Ao ser encarado como problema o isolamento definem-se objectivos, como referido anteriormente, atendendo às necessidades da população alvo. Deste modo, pretende-se:
- Criar condições para a integração dos grupos sociais isolados, partindo de uma formação social de base (cívica, moral, cultural e pedagógica);
- Fomentar e dinamizar «redes de solidariedade» através do envolvimento da autarquia e outros parceiros interventivos, no sentido de uma mobilização activa e permanente, tendo em vista a gradual responsabilização dos grupos apoiados;
- Prevenir formas de exclusão através da formação de pessoas no combate à indiferença e á passividade social e cultural;
- Estimular a participação activa da população - alvo na resolução dos seus problemas, tendo por base o envolvimento dinâmico da sociedade civil;
- Rentabilizar os recursos endógenos existentes;
- Criar canais de comunicação e facilitar redes de sociabilidade entre as populações.
Considerando-se que os dados não são apenas aquilo que se recolhe no decurso de um estudo mas acima de tudo a maneira como as coisas aparecem quando abordadas com um espírito de investigação, há a referir que os detalhes específicos são pistas úteis para a compreensão do mundo dos sujeitos.
Bogdam e Biklen (1994) afirmam que a investigação qualitativa envolve pegar nos objectos e acontecimentos e levá-los ao instrumento sensível da mente de modo a discernir o seu valor como dados, saber quando não os considerar por serem de valor duvidoso e quando os manter.
Para além de se proceder à análise de dados aquando da sua recolha, torna-se essencial relacioná-los com o objectivo do estudo em curso, pois se por dados entendemos os materiais descritivos recolhidos no processo de trabalho de campo não se duvida que deverão ser manipulados, o que pressupõe organização e classificação.
Segundo Bogdam e Biklen (1994) «(...) um passo crucial na análise dos dados diz respeito ao desenvolvimento de uma lista de categorias de codificação depois de ter recolhido os dados e de se encontrar preparado para os analisar» (p.221).
O processo analítico conduzirá à necessidade de reduzir os dados e limitar os códigos. Assim, há que decidir a que códigos pertence o material recolhido, há que esboçar diferentes maneiras de pôr as coisas juntas, escrevendo listas e diagramas.
Será pois de salientar que o grande tópico de análise são os indicadores de integração social.
Uma vez que a abordagem para a classificação pressupõe categorias de codificação bem definidas será com base na categorização dos objectivos educacionais defendida por Katz e Chard (1989) que se procederá à classificação referida. Estes
autores defendem que é necessário categorizar os objectivos educacionais em quatro tipos: Conhecimento; Capacidades; Disposições; Sentimentos (considerando que os mesmos coincidem muitas vezes entre si e que deverão estar presentes na planificação de um currículo).
Assim, é tendo como referência os referidos objectivos educacionais e a sua categorização que se pretende prosseguir na organização dos dados recolhidos.
Objectivos educacionais/categorias definidas:
- Conhecimentos (ideias, factos, conceitos, acção sobre acontecimentos, troca de informação).
- Capacidades/competências (pessoais e sociais) no que respeita aos domínios físico, social, comunicativo, cognitivo (descoberta de potencialidades, democracia, cooperação, negociação).
- Disposições (interesse, participação).
- Sentimentos (auto-estima, aceitação/respeito pelo outro, partilha).
Deste modo o plano de estudo em curso visa uma reflexão sobre as categorias definidas e o registo de indicadores de integração social projectados no exercício de práticas de educação/expressão artística entre grupos de pares.
Na verdade, a Educação Pré Escolar Itinerante procurou assumir-se como estrutura de apoio à família na educação das crianças em situação de isolamento.
A constituição dos grupos com que as educadoras trabalham, dado o reduzido numero de crianças que os compõem propicia uma interacção individualizada que conduz a um ambiente securizante e informal em que cada criança se sente valorizada, o que conduz à construção de aprendizagens significativas.
Conscientes de que é importante para o desenvolvimento global da criança a interacção entre pares, possibilitando o confronto de saberes, partilha de vivências, colaboração na resolução de problemas... propiciamos momentos de interacção entre crianças e famílias, alargando as oportunidades educativas e minimizando as consequências do isolamento (Acções descritas nos relatórios anuais de actividades enviados à D.R.E.Alg, Agrupamento de escolas, Juntas de Freguesia do Concelho, Câmara Municipal).
Assim, não se duvida que na raiz e desenvolvimento do processo metodológico encontra-se a problemática da investigação na prática profissional do professor, considerando-se pertinente abordar o conceito de investigação sobre a prática, a atitude de investigação e a prática de investigação sobre a prática.
A observação participante no quotidiano do público - alvo permitiu-nos registar actividades de expressão artística desenvolvidas na comunidade isolada. Deste modo, observaram-se locais, objectos, símbolos, pessoas, actividades, comportamentos, interacções verbais, maneiras de fazer, estar e dizer.
Por outro lado, transcritas na integra as entrevistas aplicadas às mães das crianças apoiadas bem como às profissionais de educação de infância em exercício de funções na rede pública do Ministério da Educação (E.P.E.I e Jardim de Infância no concelho de Tavira), obtiveram-se dados que depois de tratados constituíram-se resultados a apresentar.
Deste modo, o registo de unidades de significação e a definição de categorias revelou-se essencial no que concerne à organização do material recolhido no processo de pesquisa no terreno:
- Entrevista realizada às profissionais de Educação de Infância
- Notas de campo relativas ao desenvolvimento de actividades de expressão artística na comunidade isolada.
Assim, determinamos blocos e definimos objectivos específicos relativos a cada um.
Bloco A
A1 - Refere-se à legitimação da entrevista e motivação das entrevistadas. Objectivos específicos:
- Legitimar a entrevista - Motivar a entrevistada
- Informar acerca do trabalho em curso, tema e objectivo geral da entrevista
- Solicitar e agradecer a colaboração referindo a importância da mesma - Assegurar a confidencialidade das declarações prestadas
- Pedir autorização para gravar em áudio
Bloco B
B1 - Reporta-se à recolha de dados sobre o desenvolvimento de actividades de Educação Artística.
Objectivos específicos:
- Conhecer características da prática de cada educadora - Identificar estratégias educativas
- Reflectir sobre Educação Artística - Estimular a reflexão crítica
- Promover o debate em Educação de Infância
B2 - Refere-se ao problema «O isolamento e suas consequências» (Aplica-se exclusivamente às Educadoras da E.P.E.I. e mães de crianças apoiadas em situação de isolamento).
Objectivos específicos:
- Questionar sobre as consequências do isolamento
- Registar indicadores relativos ao contacto da E.P.E.I com os grupos humanos isolados
- Identificar actividades de Educação Artística desenvolvidas na comunidade isolada
Bloco C
Recolha de dados sobre indicadores de integração social Objectivos específicos:
- Aprofundar observações sobre a influencia da Educação Artística na promoção das relações interpessoais
- Referir aspectos do comportamento social face ao desenvolvimento das práticas educativas norteadas pela Educação Artística.
1 - Tratamento dos dados das entrevistas
Após transcrição das entrevistas aos profissionais de Educação de Infância (anexo) surgem unidades de significação que permitem identificar a promoção do
debate em Educação de Infância, a reflexão critica, a reflexão sobre práticas de Educação Artística bem como a identificação de estratégias educativas e práticas pedagógicas.
Contudo, no que reporta às consequências do isolamento, ao contacto da E.P.E.I. com os grupos humanos isolados e à identificação de actividades de Educação Artística desenvolvidas na comunidade isolada são inevitavelmente as entrevistas às mães das crianças apoiadas e às educadoras da E.P.E.I. que nos permitem um levantamento significativo de unidades.
1.1 – Tratamento dos dados das entrevistas aplicadas às Educadoras de Infância
1.1.1 – O papel da Educação de Infância na promoção da Educação Artística
A Educação de Infância assenta numa dinâmica lúdica que remete à promoção de actividades de Expressão Artística - «(...) todos estes aspectos de expressão que são muito utilizados em jardim de infância são de algum modo... Educação Artística (Educadora «A»).
Reflectindo sobre o que é a Educação Artística as educadoras de E.P.E.I. acreditam no seu potencial como contributo para o desenvolvimento do ser humano - «(...) tem é que se dar estímulos à criança ou ao adulto para ele libertar todas as potencialidades que tem e exprimir-se a todos os níveis»; «(...) pensar criativamente dá abertura e flexibilidade para que a criança consiga resolver os seus problemas e ter maior disciplina mental» (Educadora «B»).
As Educadoras da E.P.E.I. reconhecem a importância da criatividade e associam-na às actividades desenvolvidas no âmbito da Educação de Infância - «(...) contactar com as crianças dando mais valor à criatividade. (...) actividades relacionadas com pintura, com teatro, todo aquele tipo de actividades em que a criança se possa expressar (...)» (Educadora «C»).
Assim, consideram essencial que a Educação Artística encontre o seu lugar próprio a par de outras áreas fundamentais do conhecimento - «Para mim é fundamental haver de facto uma Educação Artística no currículo da criança (...)» (Educadora «C»); «(...) a expressão pela arte dá-lhes uma...uma maneira de ver as coisas de forma diferente, (...) um alargamento dos horizontes (...)» (Educadora «A»); «(...) só diversificando as suas experiências e vivências é que a criança consegue ter maiores horizontes e representação.» (Educadora «B»).
As Educadoras da E.P.E.I. consideram que as artes ajudam na resolução de problemas , a pensar criativamente e a desenvolver a disciplina mental o que implica ampliar a experiência e vivência da criança no sentido de criar bases solidas para a sua actividade criativa - «(...) a criatividade é essencial para que a criança vá encontrando a resolução de problemas (...) e maior organização (...) quanto mais vivencias a criança tiver mais a sua criatividade se desenvolve (...)» (Educadora «C»).
1.1.2 – As diferenças inter-individuais e socioculturais no processo de desenvolvimento humano
As Educadoras consideram que diferentes ambientes familiares e sociais dão lugar a diferentes condutas dos sujeitos - « (...) nem todas as crianças apoiadas pela E.P.E.I. têm o mesmo tipo de conhecimento (...)»; «Os pequenos grupos sociais
apresentam algumas características muito particulares, uma das que se verifica bastante é ao nível da socialização (...) verifica-se alguma inibição (...)» (Educadora «A»); «Um grupo de crianças mais isolado tem certas dificuldades principalmente em termos de socialização e integração noutros grupos. São grupos com carências a nível das relações interpessoais e com carências em termos globais; (...) são crianças inibidas em grande grupo (...); Revelam alguns medos em explorar e experimentar aquilo que não conhecem.» (Educadora«B»).
Conscientes das consequências do isolamento as Educadoras afirmam que os pequenos grupos sociais manifestam características específicas - «(...) algumas crianças estão muito isoladas (...) isso vai alterar os seus comportamentos e a sua maneira de estar. O isolamento tem as suas características específicas (...) principalmente na parte social, da socialização (...); Não há partilha entre as crianças do mesmo grupo etário (...) não conhecem outra realidade senão a realidade onde estão, há coisas que elas não conseguem depois representar» (Educadora «C»)
1.1.3 – A valorização das famílias e comunidades locais como recurso educativo
Atendendo ao desenvolvimento pessoal e social as Educadoras da E.P.E.I. potencializam e optimizam os conhecimentos e competências das famílias e comunidades locais recorrendo à sua participação e solicitando a sua disponibilidade - «(...) tentamos de algum modo minimizar estas situações que são provocadas pelo isolamento (...); (...) tentamos juntar as famílias, fazemos momentos de encontro (...) não só as crianças mas também as famílias têm hipótese de contactar com outros grupos sociais (...); (...) valoriza-se a família, valoriza-se aquele contexto, valoriza-se o meio (...)» (Educadora «A»); «Tento proporcionar momentos de encontro com outras crianças
e adultos (...) levar crianças de domicílios a núcleos mais alargados (...); (...) o contacto entre a Educadora e a família ajuda a que o próprio adulto se sinta mais valorizado (...); Valorizar (...) nunca dispensar os seus saberes, tanto em termos de família como da comunidade» (Educadora «B»); «(...) muitas vezes a família interage comigo (...) a avó conta uma história daquele sítio (...). É uma forma de estimular e valorizar aquilo que eles têm.» (Educadora «C»).
1.1.4 – A motricidade global associada à expressão corporal atendendo não só à habilidade física mas também a fenómenos como a percepção e a sensibilidade
As Educadoras em exercício de funções no Jardim de Infância desenvolvem actividades no domínio da expressão motora e preconizam práticas no sentido de promover a expressão corporal tendo em conta horizontes criativos e comunicativos do movimento - «(...) a forma como a criança utiliza a sua motricidade global para comunicar algo.» (Educadora «AR»); «(...) promover a expressão corporal de uma forma cada vez mais abrangente e enriquecedora» (Educadora «CR»); (...) deixando que a criatividade surja (...) de maneira a que possamos diversificar e enriquecer a expressão corporal.» (Educadora «BR»).
1.1.5 – A expressão dramática como forma de expressão
As Educadoras em exercício de funções no Jardim de Infância privilegiam na sua acção educativa actividades de expressão dramática - «(...) jogo de faz de conta, jogos de imitação e reprodução, escolha de papeis e dramatizações de histórias» (Educadora «AR»); «A expressão dramática está inserida no Jardim de Infância em
diversas actividades, muitas vezes sem ser planificada, surge voluntáriamente.» (Educadora «CR»)
1.1.5.1 – A ampliação de propostas como estratégia de enriquecimento da acção
As Educadoras consideram que a intervenção educativa promove a expressão dramática - «(...) ampliar as suas propostas, dialogando e avaliando em conjunto» (Educadora «CR»); «Dialogando sempre com as crianças e ajudando-as a enriquecer a actividade com sugestões ou propostas adequadas à situação vivenciada (...)» (Educadora «BR»); «(...) adultos envolvidos na prática educativa (Educadora «AR»).
1.1.5.2– No encadeamento de acções mais complexas desenvolve-se a linguagem verbal e não verbal - «(...) desde o reconto da história à livre escolha das personagens a trabalhar, à criação de cenários, de guarda-roupa, de falas (...)»