5.1 Presenting findings from document analysis
5.1.1 Presenting the IEPs and their foreign policy relevance
No que respeita aos ensaios físicos do solo, passou-se primeiramente, à recolha de várias amostras não perturbadas de solo no litoral Algarvio, Ludo (coordenadas: 37° 2'15.23"N; 7°58'43.60"W), que foram, posteriormente, colocadas em caixas metálicas com dimensão 50x50x25 cm.
As quatro amostras de solo foram cortadas lateralmente e confinadas de seguida, de modo a que o solo não fosse perturbado. Posteriormente, cortou-se a base da amostra através da cravação horizontal de estacas de madeira. Finalmente colocou-se a base da caixa, construída em chapa metálica perfurada, entre as estacas de madeira e a amostra, de modo a permitir o seu transporte para o laboratório.
Figuras 4.2 – a) Corte e cravação das estacas; b) Colocação da base da caixa
Conforme apresentado no Capítulo 3, determinou-se, no laboratório de Geotécnia, do Departamento de Engenharia Civil, do Instituto Superior de Engenharia, da Universidade do Algarve, a granulometria do solo, através do ensaio granulométrico por peneiração, verificando-se que este é constituído por 91% de areia, 8% de argila e 1% de limo. Determinou-se também a percentagem de matéria orgânica do solo, sobre 12 amostras, antes da combustão, obtendo-se uma média de 16.42 gKg-1, o que representa 1.64% em massa. A
porosidade foi também determinada para 4 amostras, antes da combustão, sendo que 2 delas foram retiradas, no mesmo local, mas a três metros de distância, obtendo-se uma porosidade média de 20% para duas delas e 39% para as outras duas, o que nos faz concluir, desde já, que o mesmo solo, distanciado de apenas de poucos metros, pode possuir características e porosidades distintas. Para a porosidade volumétrica, = Vv/V (volume de vazios sobre o
volume total da amostra) obtiveram-se valores médios de 30% para duas das amostras e 48% para as restantes duas amostras. Foi também determinada a densidade das partículas sólidas do solo, antes da combustão, tendo-se obtido um valor médio de 2.58.
Os ensaios para a determinação da condutividade hidráulica e sorvidade do solo, foram realizados, no laboratório de Hidráulica da mesma instituição, sobre 4 amostras onde em 3 delas a simulação de incêndio foi realizada com diferentes massas de material combustível, M, sendo esta constituído, na sua maioria, por pinheiro e caruma. A amostra A não foi sujeita a incêndio nem foi colocado qualquer tipo de material combustível, enquanto as restantes amostras foram sujeitas ao incêndio e com as seguintes massas de material combustível: Amostra B, M = 1kg, amostra C, M = 2kg e amostra D, M=4kg, sendo M a massa total de material combustível sobre a amostra de solo.
O Quadro 4.1 apresenta as variáveis características dos ensaios:
Quadro 4.1 – Variáveis características dos ensaios de simulação de incêndio em laboratório sobre o solo do litoral Algarvio
Amostra A B C D
Material combustível total, M (kg) 0 1 2 4 Material combustível total, m (kgm-2) 0 4 8 16
Teor em água médio no solo, após combustão (%) 0.80 0.55 0.65 0.38 Duração da combustão (min) -- 5 20 25 Temperatura máxima durante a combustão (ºC) -- 254.5 -- 308.5
Para a amostra C, não foi possível realizar a medição da temperatura, durante a combustão. Relativamente à medição da taxa de infiltração recorreu-se ao ensaio com infiltrómetro de duplo anel, possuindo os respetivos anéis um diâmetro interior de 20 cm e um diâmetro exterior de 30 cm, sendo que os mesmos foram cravados na amostra, até uma profundidade de 5 cm. Durante a realização do ensaio foi mantida uma carga hidráulica constante, com recurso a duas válvulas de nível, uma no anel interior e outra no espaço entre o anel exterior e o anel interior, conforme mostrado na Figura 4.4 e Figura 4.5.
Fig.4.3 – Ensaio com recurso a infiltrómetro de duplo anel: a) Amostra A, b) amostra B, c) amostra C e d) amostra D
a)
b)
d)
c)
Foram também efetuadas medições do volume de água no reservatório que alimentava o anel interior (Figura 4.4), a cada minuto, durante 20 minutos, a cada 2 minutos, durante 14 minutos, a cada 5 minutos, durante 25 minutos e a cada 10 minutos durante o resto do ensaio. Os ensaios tiveram durações aproximadas de três horas, sendo que no final do ensaio a taxa de infiltração permanecia aproximadamente constante.
Fig.4.4 - Esquema hidráulica dos ensaios realizados com recurso a infiltrómetro de duplo anel, adaptado de Lança, et al (2014)
4.3. INSTALAÇÕES EXPERIMENTAIS E PROCEDIMENTOS PARA OS SOLOS DA SERRA ALGARVIA
Os ensaios físicos referentes ao solo da serra foram realizados por Lança, et al, sendo que o procedimento de recolha das amostras, realizado nos solos do litoral Algarvio, seguiu o mesmo protocolo.
As amostras relativas a este ensaio foram retiradas na Serra do Caldeirão, num local com as coordenadas WGS84: 37
º
12'
0.6´´N; 7º
55'
32.5''
W). A granulometria do solo, determinada através do ensaio granulométrico por peneiração, consiste em 49% de cascalho anguloso, 31% de partículas finas e 20% de areia. A matéria orgânica do solo, determinada sobre 6 amostras, antes da combustão, apresenta um valor médio de 26.51 gKg-1, o que representa2.65% da massa de solo. A porosidade foi determinada sobre 4 amostras, antes da combustão, obtendo-se uma porosidade média de 45%. A porosidade volumétrica apresenta um valor médio de 55%.
Foi também determinada a densidade das partículas sólidas do solo, antes da combustão, tendo-se obtido um valor médio de 2.53.
O procedimento experimental adotado por Lança et al. (2014) para a determinação da condutividade hidráulica e sorvidade do solo, foi idêntico ao que se descreveu para os solos do litoral algarvio. As variáveis características, obtidas por Lança, et al. (2014) são apresentadas no Quadro 4.2:
Quadro 4.2 – Variáveis características dos ensaios da serra algarvia, Lança et al. (2014)
Amostra A B C D
Material combustível total, M (kg) 0 1 2 4 Material combustível total, m (kgm-2) 0 4 8 16
Teor em água médio no solo, após combustão (%) 2.49 2.02 1.73 1.55 Duração da combustão (min) -- 19 16 18 Temperatura máxima durante a combustão (ºC) -- >300 >300 >300
Para a medição da taxa de infiltração foi utilizado um infiltrómetro de duplo anel, sendo o seu procedimento idêntico ao descrito nos ensaios aos solos do litoral algarvio.
Ao longo destes ensaios, foram realizadas medições do volume de água no reservatório que alimentava o anel interior, a cada minuto, durante uma hora, e a cada cinco minutos, durante o resto do ensaio, detendo estes ensaios durações aproximadas de quatro horas.
Figura 4.5 – Ensaio com recurso a infiltrómetro de duplo anel em Solos da Serra Algarvia: a) Amostra A, b) amostra B, c) amostra C e d) amostra D, Lança et al. (2014)