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Historisk tilbakeblikk på utviklinga av planleggingen

In document Plan- og bygningslovens §§ 65 - 116 (sider 11-18)

1.2 Hvorfor planlegge? Begrunnelser for og ideer bak planlegging

1.2.1 Historisk tilbakeblikk på utviklinga av planleggingen

Epistemologicamente o termo preceptor vem do latim praeceptor definido como “o que lança mão de algo antecipadamente, o que ordena, instrui, mestre” (FERREIRA, 1986, p. 362) mentor, formador, orientador e professor. Esse conceito é usado para designar o profissional que não é da academia, mas que tem um papel fundamental na inserção e socialização do recém-graduado no trabalho. O termo era utilizado para denominar os mestres das ordens militares. A partir do século XVI, passou a ser usado para designar aquele que dá preceitos ou instruções, educador. Posteriormente, identificava as pessoas que educavam crianças ou um jovem, geralmente na casa do educando.

De fato, além de ensinar, o preceptor aconselha, inspira e influencia seus discípulos, servindo-lhes de modelo para o desenvolvimento e crescimento pessoal e ético por certo período. Ao buscar as características do preceptor em Del Priore (2008), encontra-se o perfil de uma pessoa com conhecimento a ser transmitido. Não era formada para o exercício da função e o ensino viabilizado pelo preceptor não era formalizado, pois o bastante era o domínio do conteúdo para ensinar, visto que não havia uma exigência formal que validasse a aptidão ou não para a tarefa. A avaliação do preceptor está estreitamente condicionada às concepções de educação da família contratante ou de alguém de sua confiança.

Ainda em Del Priore (2008), apontam-se como características essenciais do preceptor a boa conduta moral, bom comportamento, princípios religiosos, conhecimentos de Literatura, Gramática, Aritmética, Artes, História, Geografia, Língua Estrangeira e assuntos diversos. O alto nível de conhecimento do preceptor era o fator que incidia sobre a valorização do seu trabalho. Geralmente, o preceptor residia na casa da família que o contratava ou nas proximidades.

Cotidianamente organizava seus métodos de ensino e modos de avaliação. Alguns autores defendem a ideia de que desde sua origem, a relação pedagógica preceptorial representou uma condição de distinção das elites, não obstante reconhecer que no decorrer da história, o preceptor e seu discípulo são pessoas sociais distintas. Para estes, a relação pedagógica preceptorial não representou uma relação escolar, pois seu contorno social não era a escola e sim a casa, o convento, o castelo, etc.

Embora, a escola pública brasileira em sua origem tenha recebido marcas do estilo “preceptorado coletivo”, a relação pedagógica no modelo preceptorial foi substituída como instituição educativa pela relação professor-aluno. Fato este que direciona esta reflexão para uma interpretação complexa. Arendt (1972, p. 238-239) apresenta a escola como sendo:

A instituição que interpomos entre o domínio privado do lar e o mundo com o fito de fazer que seja possível a transição, de alguma forma, da família para o mundo. Aqui, o comparecimento não é exigido pela família, e sim pelo Estado, isto é, o mundo público, e assim, em relação à criança, a escola representou em certo sentido o mundo [...].

O que leva a entender que enquanto o preceptor era um agente da família, atuando em nome desta, o professor atua na escola em nome de um mundo público. Daí porque não seja conveniente reduzir a uma questão didática a transição do ensino preceptorial para o ensino escolar. Ou ainda, contrapor o caráter individual do ensino preceptorial ao caráter coletivo do ensino escolar.

O mais importante é compreender o significado da contribuição dos professores preceptores no desenvolvimento do sistema oficial de ensino, buscando conhecer especificamente o sentido de continuidade do lar, da família, envolvendo os seus sentimentos, do preceptor, nas relações socioculturais. É reconhecer a dificuldade em delimitar as fronteiras entre a família e a “escola” do preceptor, destacando que não eram apenas os conteúdos que apareciam como prioridade, mas os valores morais, cívicos, religiosos e culturais que limitavam aquele ambiente através de significados e apropriações traduzidos em subjetividade da relação.

Assim, admitimos que sob as mais adversas condições sociais, políticas e culturais a atuação do preceptor foi fundamental, tendo em vista que estavam inseridos na sua ação os seus valores culturais, morais, éticos, a sua capacidade de interpretar os signos (os significados) e de se comunicar, incluindo também o seu comportamento, sua maneira de ser, pensar e agir que eram repassados aos seus alunos.

Norte-CE destaca-se Isabel Montezuma da Luz, diretora da escola particular feminina organizada pelo apoio do Padre Cícero e que funcionou entre 1896 e as primeiras décadas do século XX.Aluna da beata Isabel da Luz, Amália Xavier de Oliveira, educadora juazeirense de fundamental importância para a história da educação dessa cidade, a prestigia com a seguinte descrição:

Minha Mestra era Beata, termo que hoje tem sentido pejorativo, mas que, para nós, àquele tempo, equivalia a uma religiosa ou freira, destas que hoje são as educadoras preferidas em todos os lugares, porque cuidam com esmero da formação integral da juventude (OLIVEIRA, 2001, p. 288-289).

Assim, é assinalado o sentido da relação entre preceptor e aluno. Ao formar para vida, o preceptor ultrapassa o limiar da transmissão dos conteúdos. Conhecimentos religiosos, morais e práticos eram contemplados nos programas escolares com a mesma responsabilidade destinada à arte de ler, escrever e contar.

NãoobstantedesconhecerDidática,Pedagogia e Psicologia, Isabel da Luz influenciou a educação desse lugar. Conforme Oliveira (2001, p. 291-292):

Foi Isabel da Luz a pioneira, em Juazeiro, do movimento renovador da educação da juventude, começando com o seu método espontâneo a transformação da escola que hoje caracteriza as escolas régias pelos métodos modernos, que visam a educar a jovem para o meio social a que se destina [...].

Exercia sobre suas discípulas tão grande ascendência que, até mesmo depois que deixávamos os bancos escolares, pedíamos-lhe a benção e acatávamos suas ordens. E esta influência que teve ‘Minha Mestra’ em meio a sociedade local entendeu-se até quase nossos dias.

Fica clara a admiração, a obediência à preceptora que “abria os horizontes da inteligência” das alunas preparando para a vida e para a participação na sociedade. Mais tarde, a Escola Normal Rural de Juazeiro do Norte-CE, fundada em 1934, faz avançar os fundamentos pedagógicos da formação docente. Em um passado mais próximo escutamos o seguinte relato:

Tenho doces lembranças. A sala era dividida em três grupos de carteiras triplas. Eu estudava a tarde. Ela era muito animada, brincava e cantava muito com a turma. No outro cômodo da casa, tinha uma segunda sala de aula. A professora era D. Alice. Não me lembro dela, e sei que tinha alunos. [...] Sempre gostei muito de D. Toínha. Achava muito bonita. E lembro que tinha a música da marreca que ela cantava pra gente. ‘Ela canta, ela pula [...]. Ela faz requebradinho [...]. Lá vem a D. marreca [...]’. D. Toínha cantando me encantava. Só nas horas da tabuada o bicho pegava [...]. Tinha bolo! Palmatória. Andei tomando alguns [...] Não dela e sim dos coleguinhas. [...] Que tomava a tabuada uns aos outros. [...] Era uma excelente alfabetizadora. Só não consegui mesmo foi a danada da tabuada. Eu morria de medo. E mesmo assim não aprendi. A maioria das crianças da Rua Padre Cícero passou por lá. [...] Ela costumava sentar as meninas de um lado e os

O depoimento da ex-aluna Nilce Vasconcelos abre a porta de um contagiante cenário que conta a história dos preceptores de Juazeiro do Norte-CE através de suas práticas pedagógicas. Num misto de saudade e alegria volta a “ver” a sala de aula, a escola, os colegas, a primeira professora. Como ela mesma afirmou: “Recordações de criança” que mais tarde se transformam em história de vida.

4 MEMÓRIAS DOS PROFESSORES PRECEPTORES DE JUAZEIRO DO NORTE –

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