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Historia om «Ola» – eit døme på manglande dokumentasjon ved plassering og opphald i ein

Finda a implementação das diversas atividades, estratégias e metodologias já abordadas, para o desenvolvimento da autonomia, motivação e de um grande leque de aprendizagens, eis que chegou o momento de aferir sobre a evolução ocorrida ao longo do tempo da intervenção. Assim sendo, nesta seção, irei falar sobre a avaliação dos projetos desenvolvidos pelos alunos e sobre a avaliação dos projetos à luz dos objetivos.

2.7.1 Avaliação dos projetos desenvolvidos pelos alunos

Em relação aos projetos desenvolvidos pelos alunos pode-se dizer que a qualidade deles variou mediante o empenho e dedicação que cada um dos grupos de trabalho incutiu nesses projetos. Esta situação já era expectável devido à heterogeneidade dos alunos. Ao longo das aulas foi visível a autonomia que os alunos iam adquirindo, pois, cada vez menos solicitavam a minha ajuda. A nível do comportamento e empenho era variável. Tinha alunos muito bem comportados e trabalhadores, assim como tinha outros que eram o oposto destes. Esta realidade é representada no Gráfico16a seguir:

Gráfico16 – Síntese dos dados recolhidos relativamente ao Comportamento, Autonomia e Empenho

Pela análise do gráfico podemos verificar que a autonomia foi crescendo ao longo das aulas, assim como o comportamento e empenho, o seu crescimento foi mais lento. Ao nível do desempenho de cada um dos turnos (1 e 2) também há discrepâncias. Esta realidade é comprovada com os gráficos a seguir.

Turno 1 Turno 2

Gráfico 17 e 18 – Comportamento, Empenho e Autonomia do turno 1 e 2 Comparando os dois turnos concluímos o seguinte:

 A autonomia vai aumentando ao longo do tempo em ambos os turnos, no turno 1 mais lentamente que no outro turno.

 O comportamento de ambos os turnos vai oscilando ao longo do tempo em ambos os turnos, sendo que o turno 1 tem um comportamento ligeiramente pior que o turno 2.

 A nível do empenho também se verifica que é bastante oscilante e de salientar que o turno 1 na última aula teve um bom empenho enquanto que o turno 2 foi mais constante ao longo do tempo.

As notas atribuídas aos projetos refletem o bom aproveitamento obtido e apesar de ser um trabalho de grupo a nota foi atribuída individualmente. Essas notas são as que constam na Tabela que apresento em seguida. Elas resultaram do preenchimento da grelha de avaliação dos trabalhos de grupo (cf. Anexo 10). As notas apresentadas na Tabela 10 contemplam as notas atribuídas ao projeto dos alunos.

Tabela 10 – Avaliação final dos projetos

Turno 1 Turno 2

Aluno Avaliação do projeto Aluno Avaliação do projeto

1T1 12 1T2 17 2T1 15 2T2 13 3T1 6 3T2 8 4T1 16 4T2 10 5T1 11 5T2 17 6T1 13 6T2 17 7T1 8 7T2 13 8T1 8 8T2 17 9T1 17 9T2 16 10T1 12 10T2 11 11T1 10 11T2 15 12T1 17 12T2 17 Média 12,08 Média 14,25

Pela análise da Tabela 10 verificamos a diferença que, em média, existe entre as notas de ambos os turnos, essa diferença é superior a 2 valores de um turno para o outro, isto resulta pelo facto dos alunos do turno 2 serem alunos mais empenhados, melhor comportados e até mais motivados.

2.7.2 Avaliação do projeto de intervenção à luz dos objetivos

Vamos aqui apresentar da concretização dos objetivos definidos no início do projeto de investigação.

a) Diversificar as estratégias de ensino e aprendizagem;

Os alunos usaram o Excel 2010, PowerPoint 2010 e Camtasia, ferramentas distintas para a apresentação dos seus conhecimentos. Os alunos puderam, assim, usar outras ferramentas que não conheciam, nomeadamente, o Camtasia. Na minha opinião esta foi a ferramenta que mais curiosidade despertou porque usaram imagem, som e os seus próprios relatos, o que foi uma mais- valia para os colegas.

b) Proporcionar a aprendizagem em situações práticas;

Os alunos foram confrontados com realidades associadas a situações com que lidam no seu dia-a-dia. Foram exemplo disso: a criação de uma base de dados a partir dos seus contactos da lista telefónica e o tratamento da informação decorrente dos resultados da liga portuguesa de futebol. Estas analogias permitiram que o aluno construísse ativamente o conhecimento fazendo aproximações entre algo familiar (que ele domina) e o que tinham de ser apreendido e compreendido. (Harrison & Treagust, 2006)

c) Promover a autonomia dos alunos;

Os alunos da 1.ª sessão do Focus Group disseram que uma das estratégias que resulta sempre no ensino dos conteúdos era serem os próprios a investigarem, a tratarem e transmitirem os conhecimentos que adquirirem, sempre com a orientação do professor. Foi essa linha de atuação que segui. No início, e como era de esperar, solicitavam a minha ajuda e a minha opinião, mas com o avançar do trabalho tornaram-se mais autónomos.

d) Propor atividades de trabalho colaborativo entre alunos;

Ao propor trabalhos de grupo já estava a incentivar diretamente o trabalho colaborativo entre os colegas de grupo. Os alunos desenvolveram capacidades de entreajuda e de partilha de informação e conhecimentos ao longo dos seus projetos, quer no seu grupo quer mesmo com os outros colegas. Foram exemplos disso: a utilização dos mesmos exemplos em projetos diferentes; a partilha de conhecimentos de software para a elaboração das apresentações e a proposta de

e) Desenvolver projetos de aprendizagem com interesse na comunidade.

Foi minha pretensão incentivar o convívio direto em sala de aula entre os alunos e os seus pais. Alguns autores da área da sociologia defendem que este convívio deve ser incentivado, pois segundo palavras de Polonia e Dessen (2005) citando (Leite & Tassoni, 2002) “pais e professores devem ser estimulados a discutirem e buscarem estratégias conjuntas e específicas ao seu papel, que resultem em novas opções e condições de ajuda mútua”(Polonia & Dessen, 2005, p. 304). Tal como já foi referido, os pais manifestaram a sua concordância a este tipo de iniciativas e incentivaram à sua repetição.

Por tudo o que foi relatado anteriormente, considero que todos os objetivos propostos no meu plano de intervenção pedagógico foram atingidos na íntegra.