4. Metode
5.4 Utvalgte artikler
5.4.2 High-growth SMEs versus non-high growth SMEs: a discriminant analysis
Propriedades estruturais
Emnossoprimeiromodelo, onsideramos adeiasmonoatmi asdeNien apsuladasem
um CNT(8,0), omo pode ser visto nas geometrias relaxadas apresentadas na gura 3.3.
Tanto para o o on êntri o omo para o deslo ado, os átomos de níquel permane eram
alinhados omoeixodotubo. Quantoàgeometriade menorenergia,os ál ulosindi aram
que aquela mais próxima da parede do nanotubo é a mais estável. A tabela 3.1 mostra
asdiferençasentre asenergiasdas três onguraçõesgeradaspelos ál ulos,tomandooo
on êntri o omo referên ia.
x
(Å)∆
Energia (eV)0,00
0,00
1,20
−0,47
1,64
−0,62
Tabela 3.1: Diferenças entre as energias das geometrias para o o de Ni en apsulado por
um nanotubo(8,0) perfeito. A posição
x
indi a oquantoooestá deslo adodo entrodo tubo.As geometrias paraas três posiçõesdoo resultantes dos ál ulospodemser vistasna
gura3.3. Podemos veri ar quepara oo on êntri o, mostrado nagura3.3(a), otubo
não sofre nenhuma deformação e não há a formação de ligações entre Ni e C, sendo esta
a geometria de maior energia. Para o aso onde o o está a
1,20
Å do entro, mostrado na gura 3.3(b), o tubo também prati amente não sofre deformações porém já o orre ao metale o tubo.
(a)
x= 0,00
Å (b)x= 1,20
Å ( )x= 1,64
ÅFigura 3.3: Estruturas obtidas para o o linear de níquel en apsulado por um nanotubo
(8,0) perfeito.
Os parâmetros de rede sofreram pou as variações para os três asos, sendo que os
valores aramem
4,31
Åparaoo on êntri o,4,34
Åparaaestrutura omdeslo amento intermediário e4,35
Å para a estrutura mais estável. Comparando-se o maior e o menor desses valores, a diferençaper entual é inferior a1%.Como ageometriamostradanagura3.3( )é amaisestávelpormaisde
0,6
eV doque aestrutura omoo on êntri o,issonospermitedizerqueadiminuiçãodaenergiadevidoà formaçãode ligaçõesven e o aumentode energiadevido à deformação dotubo. Essas
ligações, portanto, temum papelfundamentalna determinaçãodaestruturamais estável.
A formação delas seria então apaz de mudaras propriedades eletrni ase magnéti as de
maneira tão signi ativa omo o aso das propriedades estruturais? Esses pontos serão
tratadosem sequên ia.
Propriedades eletrni as
O primeiro ponto a ser observado é se há uma transferên ia de arga entre o o e o
houve uma transferên ia de arga do níquel para os átomos de arbono, sendo que os
valores podem ser observados na tabela3.2.
x
(Å) Cargatransferida (e
)3d
(e
)4s
(e
)0,00
0,27
16,99
2,74
1,20
0,37
17,09
2,54
1,64
0,36
17,18
2,46
Tabela3.2: Valoresda argatransferidapor élulaunitáriaeaspopulaçõeseletrni asdos
orbitais
3d
e4s
dosistema Ni2
CNT(8,0).Nota-se que nas duas situações onde há a formação de ligaçõesquími as entre níquel
e arbono a transferên ia de arga é de aproximadamente
0,36 e
, e a estrutura om o o on êntri o apresenta uma transferên ia de arga 23% menor que a situação de maisbaixa energia. Isso enfatiza a importân iadas ligações para a mudança nas propriedades
do sistema, uma vez que bastou que ligações fossem formadas para se ter uma maior
transferên iade arga. Comesse valorde argatransferidapor élulaunitárianasituação
de mais baixa energia teríamos um elétron sendo transferido do o para o CNT a ada
nanometro de omprimentrodo sistema. Ainda de a ordo om osresultados dos ál ulos,
a argatransferida distribui-se igualmenteaolongo do CNT.
É interessante saber quais elétrons estão saindo do o e indo para o CNT. Para isso,
devemos analisar a população eletrni a nos orbitais de valên ia do níquel:
3d
8
4s
2
. Os
resultados dos ál ulos indi am que os elétrons saem do orbital
4s
e vão para o orbital3d
e também para o CNT. Essa transferên ia vai aumentando a medida que partimos da estrutura menos estável para a mais estável, omo pode ser a ompanhado pelas popula-ções eletrni as dos orbitais de valên ia doníquel mostradas nas duas últimas olunas da
tabela 3.2. Como a transferên ia de arga o
→
tubo ainda aumenta nesse mesmo sen-
o
→
tubo eoutra interna4s → 3d
.Como o CNT é semi ondutor, os elétrons responsáveis pela ondução no material são
os elétrons de valên ia do níquel. Como o CNT re ebe arga, isso deve se reetir na
densidade de estados (DOS), fazendo om que agora haja estados eletrni os dos átomos
de arbono no entorno da energia de Fermi. Para determinar quais são exatamente os
elétronsqueestãolo alizadospróximosaoníveldeFermi, devemos geraraDOSprojetada
sobreosorbitais
3d
,4s
enoselétronsdos átomosde arbono, omo feitonagura3.4. Ela mostra que os elétrons que onduzem no material nas três ongurações en ontradas sãomajoritariamenteos elétrons doorbital
3d
om uma ontribuição se undária dos elétrons doCNT euma uma ontribuiçãoprati amentedesprezível dos elétrons4s
.Notamos pela gura 3.4 que há a presença de estados na energia de Fermi para as
estruturas om o o on êntri o e na posição
x = 1,20
Å, mostradas nas guras 3.4(a) e 3.4(b),respe tivamente, enquantoqueparaaestrutura omooemx = 1,64
Å,mostrada na gura 3.4( ), não há estados no nível de Fermi. De a ordo om o ritério de Stoner,devidoapresençadeestadosnaenergiadeFermiparaasgeometrias omoo on êntri oe
em
x = 1,20
Å, essas estruturas podem apresentarmagnetismo,enquantoque ageometria om o o emx = 1,64
Å não. A seguir, exporemos mais detalhes sobre as mudanças nas propriedades magnéti as.Propriedades magnéti as
Como foi mostrado pela DOS, existe um desemparelhamento de spins nas duas es-
truturas om maior energia que gera um momento magnéti o total não-nulo. Os valores
desses momentosmagnéti os podem ser onferidos natabela 3.3. Nela tambémpodemos
onferir que a origem do magnetismo (para as estruturas om
µ 6= 0
) vem dos elétrons3d
, omo o orre naturalmente om outros materiais magnéti os. Tambémnotamos que o desemparelhamentodos elétronsdos átomosde arbono ébempequenoemtodos os asos(a)
x= 0,00
Å (b)x= 1,20
Å( )
x= 1,64
ÅFigura3.4: DOSprojetadasnos orbitais
3d
e4s
enoselétronsdosátomosde arbonopara o sistema Ni2
CNT(8,0). Os valores da DOS positivos referem-se aos elétrons om spin up, enquanto que os valores da DOS negativos referem-seaos elétrons om spin down. Aenergiade Fermi édenida omo ozero da es alade energia.
investigados.
x
(Å)µ
(µ
B )µ
3d
(µ
B )µ
4s
(µ
B )0,00
2,52
2,38
0,12
1,20
0,66
0,69
0,03
1,64
0,00
0,00
0,00
Tabela 3.3: Valores do momento magnéti o total por élula unitária e as ontribuições
devido aos orbitais
3d
e4s
.É fá ilper eber umatendên ia natabela3.3. Omomentomagnéti o
µ
vaidiminuindo a medidaque saímosda estrutura menos estável para amais estável,semelhantementeaoque a onte e om as populações eletrni as dos orbitais
3d
, mostradas anteriormente na tabela 3.2. Isto é, a transferên ia de arga interna visa emparelhar os elétrons que antesestavamdesemparelhados até ulminar naanulação de
µ
.Comparando-seomomentomagnéti odoodeníquellivre(
µ = 2,60 µ
B) omosvalores
mostrados na tabela 3.3, vemos que mesmo na situação onde o o está on êntri o om
o CNT, ou seja, sem nenhuma ligação quími a formada, já há uma redução do momento
magnéti o. Issoquer dizer queo CNT propi iou aos elétronsdoníquel um ambiente onde
foi possível haver uma transferên ia de arga