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Heterogeneous Effects

4 Empirical strategy

5.2 Heterogeneous Effects

Ao longo d as visitas d e cam p o e d o d esenvolvim ento d a p esqu isa, p ercebeu -se qu e existem vários fatores interligad os nas u nid ad es d e abastecim ento, com o p or exem p lo: a configu ração d o esp aço, qu e d ificu lta a circu lação d e trabalhad ores e m ercad orias, o arm azenam ento d elas, o p ad rão d e m ovim entação d e carga e as embalagens.

O grand e p roblem a qu e enfrenta tod o o p rocesso p rod u tivo é a falta d e visão conju ntu ral na im p lem entação d e ações p rod u tivas p ara o agronegócio. Se antes não se articu lou a p rod u ção d e d eterm inad o p rod u to em fu nção d as regras geográficas, hoje se fala em criação d e p ólos p rod u tores sem se p ensar em novas

estocagem p róp ria p ara a p orção a ser com ercializad a nos m ercad os internos e externos. Esta p esqu isa focalizou as lacu nas d eixad as p or essas ações ineficazes e a ação p rojetu al viciad a em inserir no m ercad o os m esm os m ecanism os d e embalagens e transporte que são problemáticos e persistem por décadas.

É im p ortante ressaltar aind a, qu e as estru tu ras d e arqu itetu ra e transp orte d esfavorecem os carregad ores e p õem em risco a qu alid ad e d os p rod u tos, red u zind o a vid a ú til d esses. Trata-se, p ortanto, d e u m sistem a com p lexo, u m a red e d e fatores interligad os, interd ep end entes, e ind issociáveis, qu e se relacionam entre si e se potencializam.

É neste contexto qu e esta pesquisa p rop ôs u m a reflexão sobre os p rojetos d e em balagens d e p rod u tos d a fru ticu ltu ra, e inovação tecnológica. Du rante tod o o processo, foram levantados inúmeros fatores, e ressaltou-se sua interdependência.

A p artir d o levantam ento d e d ad os foram feitos d os m ap as sistêm icos p ara m elhor com p reend er a situ ação. O map mind sistêm ico 1 m ostra a red e na qu al está inserid a a em balagem p ara p rod u tos d a fru ticu ltu ra. N ele estão envolvid os os m ecanism os d e transp orte e m ovim entação d e carga, centrais d e abastecim ento, p rod u tores, carregad ores, feiras e feirantes, su p erm ercad os e trabalhad ores, e p or fim , os consu m id ores. Algu m as em balagens chegam até o consu m id or, ou tras vão apenas até as feiras e aos supermercados.

Map mind sistêmico 1: a rede em está inserida a embalagem de produtos da fruticultura.

Dentro d essa red e, notou -se qu e, conform e p reconiza a legislação, as em balagens retornáveis d evem ser higienizad as, o qu e nem sem p re ocorre, com o visto no cap ítu lo anterior. Logo, em balagens não-higienizad as tornam -se

d issem inad ores d e p ragas e d oenças entre vários p rod u tos e tam bém d e m aterial em d eterm inad os casos. O transp orte inad equ ad o agrava a p erd a d e alim entos p or injú rias m ecânicas e p elo sol. A form a com o esses fatores se relacionam p od e ser observada no map mind sistêmico 2.

Map mind sistêm ico 2: red e d e fatores interligad os a u m p rojeto d e em balagem com falhas.

Tod os esses fatores p resentes no map mind sistêm ico 2 são consequ ência d e u m p rojeto falho, qu and o observad o no contexto sistêm ico (map mind 1). As embalagens com projeto falho possuem material inadequado, pois não garantem ao fru to u m bom estad o d e conservação e não garantem ao m aterial a higienização necessária qu and o retornáveis. Possu em tam bém transp orte inad equ ad o, qu e têm por consequência perda de material e de alimentos por esmagamento.

O map mind sistêm ico 2 é o conju nto d as relações vincu lad as à em balagem p ara p rod u tos d a fru ticu ltu ra e, qu and o observad o no contexto d o map mind sistêm ico 1, afeta-o p or com p leto. Logo, conclu i-se qu e u m p rojeto d e em balagem falho afeta tod a u m a red e d e fatores e d e relações entre esses fatores, interferind o na qu alid ad e d o p rod u to a ser transp ortad o e p rotegid o d u rante seu p ercu rso d o produtor até o consumidor.

N ão obstante, reafirm am os qu e os p rojetos p ara as atu ais em balagens consid eram m ais as d im ensões d o pallet e d o conteiner d o qu e d o p rod u to qu e nelas estarão contid os. Por esta razão, p rod u tores, com erciantes e d escarregad ores acom od am d iversos tip os d e p rod u tos nu m pequeno lequ e fechado d e m od elos d e

d os p rod u tos não se relaciona d e m aneira coerente com os form atos d as estruturas com as quais ele está em contato.

M ap mind sistêm ico 3: o form ato d os p rod u tos não se relaciona d e form a coerente

com o formato da embalagem, dos armazéns e das estruturas de transporte.

Deste m od o, o cond icionad or d o form ato d a em balagem é o p ad rão d e

unitização d e carga e não o p rod u to em si. E, u m a vez qu e a em balagem está

inserid a nessa red e, nesse sistem a, os fatores cond icionad ores d o form ato d as em balagens e d os m ateriais estão interligad os aos m od elos d e transp orte e arqu itetu ra d os arm azéns. Pod em os, p ortanto, inferir qu e u m a m u d ança só será possível se for feita em conjunto.

Os fatos p recisam ser analisad os com o u m tod o, com o u m conju nto d e relações, ou seja, red es d entro d e red es. É necessário qu e m u d em os nossa p ercep ção p ara qu e haja m u d ança no tod o e não apenas nas p artes. Embora p ossam os d iscernir p artes ind ivid u ais em qu alqu er sistem a, a natu reza d o tod o é sem p re d iferente d a m era som a d e su as p artes, com o já p reconizavam os teóricos d a Gestalt. Um ou tro asp ecto im p ortante d os sistem as é su a natu reza intrinsecam ente d inâm ica. Su as form as não são estru tu ras rígid as, m as m anifestações flexíveis, em bora estáveis, d e p rocessos su bjacentes. (CAPRA, 1982). Desta form a, os fatores d evem ser vistos d e m od o integrad o e interd ep end ente, ond e su a com p reensão e solu ção requ erem não ap enas u m a abordagem analítica, mas uma abordagem sistêmica integrativa.

Tem os então, a necessid ad e d e u m a reorganização d e algu ns fatores relacionad os no m ap as sistêm icos 1, 2 e 3. Em u m a fu tu ra socied ad e su stentável, o form ato d a em balagem estaria relacionad o d e m aneira coerente com o form ato d os

p rod u tos. Seu m aterial d eve facilitar a higienização, e o transp orte d eve assegu rar aos p rod u tos u m bom estad o d e conservação d u rante seu p ercu rso, conform e mostra o map mind sistêmico 4:

Map mind 4: A sustentabilidade como centro da teia de relações.

Deste m od o, u m a solu ção d e em balagem p ara p rod u tos d a fru ticu ltu ra nu m a socied ad e qu e visa a su stentabilid ad e não seria u m a solu ção isolad a, e sim u m a solu ção integrad a a u m a red e interconectad a d e fatores qu e caracteriza o pensamento sistêmico, holístico ou ecológico.

A p resente reflexão bu scou com p rovar a carência na área d e em balagens p ara p rod u tos d a fru ticu ltu ra. Esp era-se qu e o d iagnóstico ap ontad o p ossa contribuir p ara o d irecionam ento d e fu tu ros p rojetos, alertand o a consciência coletiva, d esd e d esigners aos agrônom os, d os p rod u tores aos d istribu id ores, e demais envolvidos no sistema descrito.

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