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Hemofagocytisk Lymfohistiocytose

In document NAF orum (sider 25-28)

Leiper (1979, in Pender, 2008: 7) define a indústria do turismo como o conjunto de “todas as empresas, organizações e instalações que servem as necessidades e desejos específicos dos turistas". Neste sentido, Henderson (1994, in Pender, 2008) sublinha que esta indústria inclui uma grande rede de organizações não só comerciais como não-comerciais ligadas pelo objetivo comum de servir as necessidades dos viajantes e turistas.

Apesar deste consenso quanto à definição de indústria turística, há menos acordo entre os especialistas em relação a que empresas, organizações e instalações estão incluídas no turismo.

O turismo é um fenómeno complexo. É multissectorial, incluindo diferentes vertentes industriais. Entre eles contam-se os setores do alojamento (que pode ser alargado e incluir a restauração), transporte, operadores de viagem, atrações (parques, museus, centros históricos, etc.) e organizações não-comerciais que monitorizam e apoiam o turismo. (Adaptado de Lavery, 1987, e de Middleton,1994, in Mason, 2009). É multifacetado, já que ultrapassa os setores convencionais, requerendo contributos de natureza económica, social, cultural e ambiental. Falta-lhe uma estrutura comum representativa da indústria em cada país pelo que é difícil avaliar o impacto desta indústria com uma estrutura amorfa.

O turismo inclui setores que podem ser vistos como indústrias independentes, como o setor do transporte, ou mesmo o da aviação, ou do alojamento. Tem limites difíceis de traçar. É uma atividade coletiva que pode ser vista como uma indústria ou não e que consiste em vários subsetores que podem ser considerados indústrias por si só e que podem operar fora do turismo. O turismo consiste em atividades tanto sociais como económicas.

A visão sobre o turismo também depende da disciplina: a economia vê-o como indústria enquanto o marketing vê-o como serviço.

Em relação a esta dissertação, há dois subsetores que interessa esmiuçar. Trata-se do setor do alojamento e o dos recursos humanos.

O alojamento é um dos mais importantes subsetores do turismo, já que todos os turistas precisam de passar pelo menos uma noite num alojamento que não constituí a sua morada principal. Em todos os locais visitados por turistas há acomodações ao dispor dos turistas numa base comercial, para além da oferta particular gratuita constituída por segundas residências, time sharing e residências de amigos e família. Sobre este assunto, Sharpley (2008a) destaca três pontos importantes. O primeiro é que este é um subsetor extremamente diverso e

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fragmentado. Desde os hotéis (a face mais reconhecível) aos parques de campismo, passando também pelo alojamento em movimento, como alguns comboios e cruzeiros, cada um destes tipos de alojamento tem características e desafios próprios. O segundo ponto consiste no reconhecimento de que este é um subsetor da indústria da hospitalidade, a par da restauração. Em muitos casos, os dois estão unidos num só serviço, já que o hotel pode ser o local onde o turista faz as refeições. O terceiro e último ponto defende que o alojamento não é só parte do produto turístico, mas também da experiência turística. No geral, a qualidade e as características do alojamento representam um acréscimo à experiência. Em alguns casos, o alojamento é a experiência turística, como é o caso dos resorts.

A gestão hoteleira concentra-se na qualidade do serviço pelo aumento da importância do fator qualidade no seio da indústria turística, pelo seu destaque na experiência turística e pela possibilidade de controlo por parte da administração hoteleira face a tantos outros fatores de natureza externa.

Segundo Timothy e Teye (2009), o alojamento religioso tem uma longa tradição no contexto das peregrinações, uma das modalidades de viagem de longa distância mais antigas na existência humana, presentes desde as primeiras peregrinações budistas e hinduístas. A viagem não é feita por prazer, mas pelo esforço e sacrifício que representam a submissão às divindades ou divindade por parte do peregrino e o caminho para a absolvição dos seus pecados. Ao longo das rotas, e ao longo dos séculos, foram surgindo hospedarias, casas de repouso e outro tipo de alojamentos que recebiam os peregrinos gratuitamente em acomodações espartanas mas que supriam as necessidades básicas dos viajantes. Atualmente, peregrinos e viajantes sem intenções religiosas podem usar estas acomodações, que cobram uma taxa reduzida para o último grupo. A ligação entre alojamento e religião expandiu-se do mero apoio a rotas de peregrinação para o espectro dos retiros espirituais. Estes espaços oferecem as condições ideais para a focalização espiritual do visitante, com a beleza natural do lugar, meditação, conhecimentos nativos e exercícios religiosos.

Segundo um conjunto de autores (Mason, 2009; Pender, 2008; Baum e Kokkranikal, 2008) os recursos humanos são um dos componentes mais importantes de qualquer setor industrial. São um fator decisivo para o sucesso de um empreendimento turístico, explicando-se assim a aposta na formação e capacitação dos funcionários. Ao mesmo tempo, nesta indústria, tal como nas outras, cresce o número de soluções automatizadas, de forma a evitar os erros humanos. O serviço de qualidade, e o suporte humano que tal serviço necessita, podem ser vistos como uma

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Fonte:

http://www.mozambiqueembassy.ch/?Sobre_Mo%26%23231%3Bambique

Escala indeterminada.

oportunidade competitiva e uma questão estratégica. Simultaneamente, a indústria turística é conhecida pelas atitudes ambíguas no investimento em capital humano, nas práticas inflexíveis de empregabilidade e na forma insustentável como lida com o desenvolvimento dos recursos humanos. A gestão desta área destaca-se pela falta de planeamento a longo prazo, as repercussões ultrapassam o domínio operacional das empresas e tem impactos claros na eficácia das estratégias financeiras e de marketing.

In document NAF orum (sider 25-28)