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Heat map illustrating log 2 ratio in metabolite levels between recombi-

3.2 The effects of expression vector presence on the amino acid and TCA cycle metabo-

3.2.6 Heat map illustrating log 2 ratio in metabolite levels between recombi-

O espaço público não possui uma forma ou dimensão específica, e conforme observado ao longo da história, este pode ser caracterizado por diferentes elementos desde que possuam como significado o mesmo conceito. Nesse sentido, surge a necessidade de classificar os seus diferentes elementos a partir de tipologias.

Francisco (2005) defende que a diversidade e a multiplicidade dos elementos integrantes dos espaços públicos originam complexidade em termos de análise tipológica. Para Alex (2008), o espaço público na cidade assume inúmeras formas e tamanhos, compreendendo desde uma calçada até a paisagem vista da janela, abrange lugares designados ou projetados para o uso cotidiano, cujas formas mais conhecidas são as ruas, as praças e os parques.

O espaço público é classificado por diversos autores em diferentes tipologias, considerando suas características, funções ou utilizações como parâmetros na classificação. Entre as muitas classificações existentes, optou-se por apresentar três metodologias, a primeira elaborada pela CCDR-LVT (2001), a segunda por Mora (2002) e a terceira pelo DGOTDU (2008).

As metodologias são apresentadas a partir da ordem cronológica da sua elaboração, e não por ordem de importância. O presente trabalho não pretende estudar exaustivamente todas as tipologias de espaço público existentes, pelo o que se apresenta uma breve descrição de cada componente em formato de quadros para melhor visualização dos conceitos.

A primeira classificação tipológica dos espaços públicos apresentada é baseada no documento “Critérios de Avaliação de Projetos de Desenho do Espaço Público”, realizada pela Comissão de

20 Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) (2001), onde os espaços públicos são divididos em 6 diferentes grupos:

1. Parques Urbanos, Jardins Públicos e Áreas Ajardinadas de Enquadramento 2. Avenidas e Ruas

3. Praças, Largos, Pracetas, Terreiros e Recintos Multifuncionais 4. Espaços Canais – Vias Férreas, Autoestradas e Vias Rápidas 5. Parques de Estacionamento

6. Margens Fluviais e Marítimas

Com o objetivo de uma melhor definição de cada grupo de tipologia, é elaborado um quadro com as principais características de cada elemento constituinte do grupo. (Tabela 1)

Tabela 1. Tipologias do espaço público segundo CCDR-LVT (2001)

TIPOLOGIA CONCEITO

PARQUES URBANOS

Espaços livres de elevada dimensão e constituídos por áreas ajardinadas intercaladas por passeios, áreas de repouso, de recreio, miradouros, lagos, fontes, monumentos, etc.

JARDINS PÚBLICOS

Espaços livres de dimensão e composição variadas constituídos por áreas pedonais intercaladas por áreas ajardinadas de elevada proporção. Possuem também áreas de recreio, áreas de repouso, quiosques com esplanadas, miradouros vinculados a vistas panorâmicas, tanques, etc.

ÁREAS AJARDINADAS DE RECREIO

Espaços residuais que promovem a integração de infraestruturas, equipamentos, edifícios ou vias no tecido urbano e constituídos por zonas verdes sem uso definido.

AVENIDAS E RUAS

Conjunto de espaços lineares destinados a circulação e permanência de pessoas, além da circulação e estacionamento de veículos. Destinam-se ao uso misto de pessoas e veículos e distinguem-se pela dimensão e fluxos de tráfego.

PRAÇAS, LARGOS, PRACETAS, TERREIROS

E RECINTOS MULTIFUNCIONAIS

Espaços livres que podem ter formas e dimensões diversos, e a maior parte do seu contorno é delimitado por edifícios.

21 ESPAÇOS CANAIS

São “corredores cativados para infraestruturas que ligam pontos distantes e têm um efeito de barreira física mais ou menos condicionante dos espaços marginantes. ” (COSTA LOBO, 1995)

PARQUES DE ESTACIONAMENTO

Concentra-se em grandes plataformas, compostas geralmente por ruas e fileiras de lugares para automóveis de ambos os lados, localizados em quarteirões de edifícios e em zonas de grandes equipamentos. Os estacionamentos subterrâneos ou em silo também constituem o espaço público.

MARGENS FLUVIAIS E MARÍTIMAS

"Entende-se por margem uma faixa de terreno contígua ou sobranceira à linha que limita o leito das águas." (Decreto-Lei 468/71)

“Entende-se por faixa costeira (ou margem marítima) a banda ao longo da costa marítima, cuja largura é limitada pela linha de máxima praia-mar de águas vivas equinociais e pela linha situada a 2Km daquela para o interior. ” (Decreto-Lei 302/90)

Essa metodologia de classificação é baseada principalmente nas características físicas do espaço público, como suas dimensões e elementos constituintes, formando grandes grupos de tipologias. Apresenta facilidade para identificação em qual tipologia um espaço público deve ser enquadrado, mas ao mesmo tempo pode apresentar características muito amplas e vagas a respeito de cada um. Esse tipo de classificação pode não considerar alguns aspectos importantes como a relação direta que a população possui com cada tipo de espaço público, e suas influências para com esse espaço. A segunda metodologia é fundamentada na autora Mora (2002) que identifica em seu livro “Los Cien…..del Espacio Publico para la Vida Sociocultural Urbana” seis diferentes tipologias de espaços públicos (Tabela 2). A autora classifica quatro tipologias como básicas e tradicionais: a praça, a rua, o parque e as frentes de água. E defende que a partir do contexto contemporâneo, adicionou mais duas tipologias que cumprem muitas das características do que é considerado um espaço público e que dão resposta a várias das suas funções, mas que não são necessariamente em áreas externas como as primeiras quatro tipologias: o espaço público interior e o espaço público informal. Mora ressalta que essas tipologias se manifestam de formas diferentes dependendo da sua localização e da cultura da sociedade em que estão inseridas.

22 Tabela 2. Tipologias do espaço público segundo Mora (2002)

TIPOLOGIA CONCEITO SUBTIPOS

TRA D IC IO N AI S PRAÇAS

“Estar” urbano testemunho da história e da cultura; lugar de referência que relaciona diferentes componentes da estrutura urbana.

Central, simbólica – cívica, corporativa, de mercado, de bairro, praceta e praça-parque

PARQUES

Espaço livre destinado à recreação, ao embelezamento espacial, ao desporto, ao descanso, ao contato com a natureza.

Nacional, metropolitano, central, desportivo, temático, proteção de canal viário, estacionamento, cemitério e local.

RUAS

Lugar utilitário, fundamental para a mobilidade e estruturação física. Limita o público do privado e propicia iluminação e ventilação natural. Lugar de encontro espontâneo.

Autoestrada, avenida, acesso local, calçada/caminho, pedonal

FRENTES DE ÁGUA

Franja costeira, último arruamento urbano, suporte de diversos serviços associados.

De intercâmbio comercial, industrial, recreativo, protetor. C O N TEMP O RÂ N EO S ESPAÇO PÚBLICO INTERIOR Enquadrado/confinado entre diversas edificações e

equipamentos com certos níveis de controlo, que cumprem funções públicas para a população.

Átrios, pátios de edificações, clubes privados, áreas comuns residenciais, igrejas, teatros, casas culturais, ou da comunidade, edifícios patrimoniais, centros recreativos e centros comerciais.

ESPAÇO INFORMAL

Uso espontâneo de outro espaço, por inexistência ou condições precárias de desenho dos espaços

tradicionais.

Escadas/escadarias, corredores/passadiços, portadas,

esquinas, ruas, paragens de transportes públicos, vazios urbanos

ou sectores de outros espaços públicos, parques de estacionamento,

passeios amplos, sobras de árvores, terrenos baldios, espaços residuais,

etc.

A classificação elaborada por Mora (2002) pode ser considerada mais ampla quando comparada com a classificação analisada anteriormente, elaborada pela CCDR-LVT (2001). Além de apresentar as

23 tipologias gerais e seus conceitos vinculados diretamente com a forma de apropriação das pessoas no espaço em destaque, Mora ainda apresenta alguns subtipos possíveis para enquadramento de cada espaço público. A metodologia busca demonstrar que todas as tipologias dos espaços públicos são originadas a partir de quatro principais grupos, e que ao longo dos tempos evoluem em conjunto com as civilizações e se ajustam aos novos cenários criados.

A terceira classificação de tipologias do espaço público é apresentada pelo instrumento da Política de Cidades intitulado “A identidade dos lugares e a sua representação coletiva, bases de orientação para a concepção, qualificação e gestão do espaço público”. Este documento é elaborado pela Direção- Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano, DGOTDU (2008), e de autoria de Brandão (2011), que faz a classificação também presente em seu livro “O sentido da cidade”. O autor defende que essa simples classificação de espaços públicos tem implícitas noções de valor, traduzindo em papel uma performance ou um sentido esperado, trazendo reconhecimento para o valor do próprio espaço público e relevância na política. A metodologia classifica o espaço público a partir dos seus significados e das suas características, tanto tipológicas quanto morfológicas, em 15 tipologias organizadas em 6 referências estruturais. (Tabela 3)

Tabela 3. Tipologias do espaço público segundo DGOTDU (2008)

Espaços – traçado Encontro 1. Largos, praças

Circulação 2. Ruas, avenidas

Espaços – ´paisagem´ Lazer – natureza 3. Jardins, parques

Contemplação 4. Miradouros, panoramas

Espaços – deslocação

Transporte 5. Estações, paragens, interfaces

Canal 6. Vias-férreas, autoestradas

Estacionamento 7. ´Parking´, silos

Espaços - memória

Saudade 8. Cemitérios

Arqueologia 9. Industrial, agrícola, serviços

Memorias 10. Espaços monumentais

Espaços comerciais

Semi-interiores 11. Mercados, centros comerciais, arcadas Semi-exteriores 12. Mercado levante, quiosques, toldos

24 Espaços gerados

Por edifícios 13. Adro, passagem, galeria, pátio

Por equipamentos 14. Culturais, desportivos, religiosos, infantis Por sistemas 15. Iluminação, mobiliário, comunicação, arte

As diferentes tipologias elaboradas para o DGTODU são classificadas a partir de grupos de afinidade, de características semelhantes e com funções de mesmo sentido, proporcionando um maior leque de possibilidades para enquadrar cada espaço público. Uma classificação mais apurada como essa permite agrupar os espaços públicos com características semelhantes, facilitando a identificação de casos semelhantes quando realizada a elaboração, manutenção ou gestão de um espaço público, obtendo assim referencias quanto as suas possíveis deficiências e potencialidades.