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A maneira de coletar os dados é variável para cada estudo. Contudo, é necessário que esta coleta seja bem feita, a fim de proporcionar ao pesquisador respostas consistentes, que lhe permitam tirar conclusões significativas ao final da pesquisa. Nesse estudo, especificamente, houve a utilização de diferentes procedimentos para a obtenção de dados qualitativos, tais como: questionários, produções dos estudantes (por meio de textos e desenhos, principalmente), diários de classe e entrevistas.

Esta prática de diversificação dos procedimentos para uma investigação é chamada de triangulação por alguns autores. Alves-Mazzotti e Gewandsnadjer (1998, p. 173) definem que: “[...] quando buscamos diferentes maneiras para investigar um mesmo ponto, estamos usando uma forma de triangulação”. Para André (1983, p. 69), a “triangulação significa a combinação de múltiplas fontes de dados, vários métodos de coleta e diferentes perspectivas de investigação”. Essa técnica permite fazer uma interpretação mais assertiva e oportuniza um maior envolvimento e, por consequência, uma impregnação com os fatos a serem compreendidos. Assim, foram utilizados vários instrumentos de coleta de informações, para

que posteriormente fosse possível reorganizar, comparar e interpretar as falas dos sujeitos. Em suma, pode-se descrever cada instrumento da seguinte maneira:

1) Questionário: Primeiramente, o questionário deve ser um mecanismo breve para a coleta de dados, ou seja, deve ser objetivo, não muito extenso ou cansativo para quem o responde. No entanto, é necessário ter cuidado para que o questionário não seja muito simplista, ao ponto de não coletar informações fundamentais; nem seja demasiadamente complexo, ao ponto de tangenciar os objetivos propostos. De acordo com Gil (1999, p. 128) o questionário: é uma “[...] técnica de investigação composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas por escrito, tendo por objetivo a verificação de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas". Segundo o mesmo autor “construir um questionário consiste basicamente em traduzir os objetivos da pesquisa em questões específicas. As respostas a essas questões é que irão proporcionar os dados requeridos para testar as hipóteses ou estabelecer o problema de pesquisa”.

As perguntas, por sua vez, devem ser claras e previamente elaboradas pelo pesquisador, para que os sujeitos da pesquisa respondam, preferencialmente, de forma escrita. Esse formato de instrumento visa perceber os conhecimentos de cada aluno sobre determinado assunto, seus interesses e suas perspectivas.

Ao longo da pesquisa foram propostos dois questionários aos estudantes. O primeiro teve como objetivo principal verificar os conhecimentos prévios sobre os temas meio ambiente e geotecnologias. Já o segundo foi aplicado por meio de entrevista, e objetivou captar se houve aprendizado significativo pelos estudantes após a aplicação da pesquisa, e se a utilização de novas tecnologias motivou-os e foi eficaz para a construção e reconstrução de novos conhecimentos.

2) Produção dos alunos: As produções realizadas pelos sujeitos durante o desenvolvimento da pesquisa serviram também como instrumentos de coleta de dados. Ocorreram diversas atividades teóricas e práticas para que os estudantes pudessem expressar seus conhecimentos com relação ao tema do estudo (meio ambiente).

A pesquisa solicitou aos sujeitos, entre outras coisas, que representem de forma gráfica (desenhos) determinados ambientes. Dentre as atividades também ocorreram produções textuais dos alunos com base na multitemporalidade, ou seja, com a comparação de imagens de um mesmo local em diferentes épocas. Para Garcia (2006, p. 301): "aprender a

escrever é aprender a pensar". Em suma, todas as produções desenvolvidas durante a investigação foram utilizadas como dados dos sujeitos pesquisados.

3) Diário de classe: Esse é um instrumento que permite ao pesquisador um acompanhamento detalhado durante toda a pesquisa, por meio de observações diretas dos sujeitos. Segundo Oliveira (2007, p.80): “a técnica da observação direta ainda pode lançar mão de filmagens com produção de vídeos ou simples fotografias, que posteriormente podem ser analisados tanto por abordagem quantitativa como em termos qualitativos”. Esse acompanhamento foi relatado em forma de apontamentos e descrições, considerando todos os acontecimentos (fatos, opiniões, comentários, perguntas, etc.) que o investigador vê, escuta e percebe ao longo de todo o processo.

Ao utilizar esse instrumento, o pesquisador registra não apenas as informações referentes aos alunos, mas também suas próprias impressões e interpretações das atividades, anotando tudo o que foi observado. Zabalza (2004, p. 18) lembra que: “[...] o diário cumpre um papel importante como elemento de expressão de vivências e emoções”. Pode-se dizer que o diário é uma ferramenta estritamente pessoal, pois ultrapassa a visão e a reflexão do investigador. Portanto, cada pesquisador pode ter uma visão distinta sobre um mesmo acontecimento, fato, tema ou estudo.

Na presente pesquisa utilizou-se não apenas um diário, mas vários deles. Além do diário pessoal do pesquisador, houve também anotações em um diário coletivo, na qual todos os mediadores do Clube de Ciências tinham a incumbência de realizar suas observações ao término de cada encontro. “No diário o professor expõe, explica, interpreta sua ação diária na aula ou forma dela” (ZABALZA, 2004, p. 41). Já os alunos, por sua vez, tinham um diário pessoal, individualizado, onde podiam se expressar conforme suas vontades ou necessidades. O diário dos alunos não só serviu como instrumento para coleta de dados, como também para exercitar a escrita dos estudantes, visando o crescimento e evolução durante os encontros do Clube de Ciências.

Os estudantes não gostavam de escrever em seus diários, e sempre que era solicitada a escrita ao final dos encontros semanais havia muita reclamação por parte dos alunos. “Parece que a primeira razão para esse sofrimento está naquilo que é, ao mesmo tempo, causa e efeito da crise em que se encontra a comunicação escrita: a pouca eficácia do ensino de redação nas escolas e a falta de treinamento específico para a redação científica [...]” (FEITOSA, 1991, p. 12).

Segundo Costa (2000, p. 68): essas atividades - ler e escrever - são muito importantes, pois “os processos de leitura e de escrita envolvem um conjunto de capacidades linguísticas e psicológicas, em que o escritor produz sentidos sobre o objeto de sua escrita, tentando transmitir seus significados ao leitor”.

Uma vez terminada a etapa de coleta por meio do diário, os dados foram reagrupados pelo investigador para análises, reflexões e reorganização das ideias expressas pelos sujeitos.

4) Entrevista gravada: A entrevista foi o último instrumento aplicado para a coleta de dados. Foram selecionados quatro estudantes para a realização dessa atividade, sendo que todos concordaram em conceder a entrevista voluntariamente. As perguntas foram previamente elaboradas pelo autor da pesquisa, com auxílio e contribuição do orientador e dos demais mediadores do Clube de Ciências do Colégio Marista Champagnat 2014, no qual o projeto foi aplicado.

Realizada ao término da pesquisa, a entrevista foi coletiva e simultânea, ou seja, os 4 alunos voluntários foram para uma sala separada do restante da turma, onde concederam a entrevista. Visou-se a deixar os alunos à vontade para coletar o máximo de informações na linguagem deles, buscando compreender de maneira espontânea a percepção dos mesmos sobre as diversas atividades realizadas ao longo da pesquisa.

Bogdan e Biklen (2006, p. 134) relatam que a entrevista “[...] é utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo”.

Como a entrevista foi realizada coletivamente, os estudantes diziam seus nomes antes de responder as perguntas, para que o pesquisador pudesse identificar o autor de cada relato posteriormente, na fase de transcrição das falas. A entrevista foi gravada em arquivo de áudio por meio de um gravador de voz, com total sigilo assegurado pelo aplicador da pesquisa.

Conforme alerta Oliveira (2007), é indispensável que o pesquisador garanta sigilo de identidade e de conteúdo ao entrevistado. Ainda de acordo com Oliveira (2007), para obter uma maior precisão dos dados, é aconselhável gravar e transcrever as fitas gravadas. Por conseguinte, as entrevistas gravadas foram transcritas e analisadas, buscando a compreensão das falas dos sujeitos.

Todo o material transcrito foi posteriormente submetido à Análise Textual Discursiva (ATD), de Moraes e Galiazzi (2007). Os sujeitos foram informados diversas vezes sobre a gravação de seus depoimentos, e puderam optar pela desistência da entrevista a qualquer momento.

3.5 METODOLOGIA DE ANÁLISE DE DADOS

A análise dos dados foi baseada na Análise Textual Discursiva (ATD), de Roque Moraes e Maria do Carmo Galiazzi. A ATD consiste em uma metodologia de análise de dados qualitativos, muito utilizada em trabalhos acadêmicos relacionados à educação, tais como artigos científicos, dissertações de mestrado, e teses de doutorado. Conforme Moraes e Galiazzi (2007, p. 97), essa técnica tem por finalidade “produzir novas compreensões sobre os fenômenos e discursos”.

Nas áreas que têm a educação como foco principal de pesquisa, essa ferramenta analítica é hoje considerada uma das mais importantes para analisar os dados, e por isso, é muito utilizada nesse tipo de estudo. Esse método permite que vários instrumentos de coleta de dados da pesquisa qualitativa sejam utilizados. Permite ainda que um mesmo ponto, um mesmo assunto, seja analisado por diferentes ângulos e de diferentes formas. Porém, é importante ressaltar que os diferentes instrumentos de coleta de dados devem agir de forma conjunta, complementar, de maneira que enriqueçam a análise.

O grande desafio para o pesquisador que utiliza esse método - ATD - é fazer com que todos os dados coletados sejam analisados de maneira agrupada, uniforme, homogênea; e não separadamente, de modo fragmentado, pois isso enfraquece a análise, podendo inclusive distorcer alguns resultados.

Segundo Moraes e Galiazzi (2007, p.14), a análise textual é um exercício de construir e expressar sentidos. Mostra-se, assim, a importância da interpretação nesta análise. Os autores ressaltam que “os resultados obtidos dependem tanto dos autores quanto do pesquisador”, e que “a validade e confiabilidade dos resultados de uma análise são construídas ao longo do processo. O rigor com que cada etapa da análise é conduzida é uma garantia delas” (MORAES; GALIAZZI, 2007, p. 39).

A ATD baseia-se em coletar informações dos sujeitos da pesquisa, misturá-las, reorganizá-las, para, ao final, fazer a interpretação das percepções desses sujeitos através do conteúdo analisado. Conforme Moraes e Galiazzi (2007, p. 22), “a categorização é um processo de comparação constante entre as unidades definidas no momento inicial da análise, levando a agrupamentos de elementos semelhantes”.

Os mesmos autores ainda afirmam que “a categorização constitui um processo de classificação em que elementos de base são organizados e ordenados em conjuntos lógicos abstratos, possibilitando o início de um processo de teorização em relação aos fenômenos investigados”. Esse processo, como um todo, se constitui, basicamente, na organização dos

materiais utilizados na pesquisa e na posterior análise dos resultados obtidos pelo pesquisador. Na ATD, cabe salientar que as respostas e opiniões também não são dadas prontas, e devem ser interpretadas. Essas informações são incertas e instáveis, mostrando que ideias e teorias não refletem, mas traduzem a realidade (MORAES, 2004, p. 199).

Esta metodologia de análise foi considerada mais adequada para esse estudo, pois foram utilizadas diferentes formas para coletar os dados, e a ATD trouxe maior riqueza e veracidade aos resultados, bem como menor distorção da realidade. Moraes (2004, p. 242) afirma que “sabemos por experiência própria, que em toda tradução existe alguma traição e que em toda interpretação existe reconstrução por parte daquele que interpreta”. Isso se aplica à Análise Textual Discursiva, pois, conforme Moraes (2007) é impossível fazer uma pesquisa na qual se almeje a neutralidade do pesquisador. De acordo ainda com o mesmo autor, toda análise é subjetiva, fruto da relação íntima do pesquisador com seu objeto pesquisado.

A metodologia de análise de dados qualitativos por meio da Análise Textual Discursiva é um processo complexo e trabalhoso, que implica na organização, reorganização, e interpretação dos dados coletados. A prática desse tipo de análise pode ser demonstrada em momentos distintos, fazendo com que esse processo possa ser explicado mais facilmente, de uma maneira esquemática, em 6 passos (A-F):

a) Fragmentação dos textos e codificação de cada unidade: quebrar / desconstruir as respostas dadas pelos sujeitos pesquisados e atribuir um código numérico único para cada unidade de significado, unitarizando as ideias trazidas pelos sujeitos da pesquisa;

b) Reescrita de cada unidade: reescrever cada unidade de significado de modo que assumam um significado mais completo possível;

c) Atribuição de um nome ou título para cada unidade: após feitas as etapas A e B, deve-se atribuir um nome ou título para cada unidade assim produzida;

d) Criação de novas categorias: surgimento de categorias novas, baseadas no encontro de particularidades e relações entre ideias, nos dados fornecidos pelos sujeitos pesquisados;

e) Produção de um metatexto: elaborar textos a partir da reorganização das ideias dos sujeitos pesquisados;

f) Reorganização e compreensão do todo: compreensão das ideias de maneira mais aprofundada a partir da nova organização das mesmas.

Este processo permite a compreensão e organização de ideias, fazendo assim com que o pesquisador possa ter diversas interpretações que dêem sentido a determinado contexto, além de construir novos significados para os dados obtidos. Segundo os próprios autores da ATD “a validade e confiabilidade dos resultados de uma análise são construídas ao longo do processo. O rigor com que cada etapa da análise é conduzida é uma garantia delas mesmas” (MORAES; GALIAZZI, 2007, p. 39).

Nesta metodologia de análise, os textos são unitarizados ou desmontados de acordo com as ideias contidas em cada frase, formando unidades de significados. Estas unidades são agrupadas juntamente a outras unidades com significados semelhantes e arranjadas em categorias intermediárias e reagrupadas em categorias finais. As categorias finais são base para a elaboração de metatextos, que descrevem e interpretam as ideias emergentes em cada categoria analisada.

Uma vez executado todo o processo descrito, as categorias emergidas contribuíram de forma significativa para os resultados da investigação, e deram subsídios suficientes para responder aos objetivos e questionamentos propostos por esta pesquisa.

4 RELATO DAS ATIVIDADES (1-8) E RESULTADOS PRELIMINARES

O capítulo 4 consiste no relato e descrição das oito atividades desenvolvidas ao longo da investigação. O quadro 2, abaixo, apresenta primeiramente, o número da atividade, a semana na qual ocorreu o encontro, e a data de aplicação da mesma. A segunda coluna descreve brevemente as atividades, de acordo com as respectivas datas.

Quadro 2 - Planejamento e descrição das atividades desenvolvidas ao longo da investigação

ATIVIDADE DESCRIÇÃO

Atividade 1 9º Encontro 03/06/14

Explicação da pesquisa aos alunos do Clube de Ciências Champagnat; Entrega do TCLE e TALE para assinatura dos alunos e responsáveis;

Atividade 2 10º Encontro

10/06/14

Retirada de dúvidas sobre a pesquisa; Recebimento do TCLE e TALE assinados;

Atividade 3 11º Encontro

17/06/14

Exploração de questões sobre Meio Ambiente, GPS, Google Earth TM; I) Atividade para levantamento de conhecimentos prévios dos sujeitos; II) Apresentação de 1 localidade de P. Alegre (antes e depois) e discussão. III) Levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre o tema plantas. Atividade 4

12º Encontro 24/06/14

Saída de campo com auxílio de geotecnologias (GPS);

Oficina utilizando aparelhos de GPS para localizar os pontos da atividade;

Atividade 5 13º Encontro

01/07/17

Apresentação de cinco localidades de Porto Alegre (antes e depois);

Comparação das imagens e percepção dos estudantes por meio de ilustração e produção textual sobre modificações ambientais ao longo do tempo;

Atividade 6 14º Encontro

08/07/14

Apresentação de quatro estádios que sediaram a Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014;

Comparação das imagens e percepção dos estudantes por meio de produção textual, pesquisa, confecção de cartaz e apresentação em grupo;

Continuação:

ATIVIDADE DESCRIÇÃO

Atividade 7 15º Encontro

15/07/14

Visita ao Laboratório de Tratamento de Imagens e Geoprocessamento (LTIG) e exploração do software Google Earth TM;

Traçado do trajeto percorrido na atividade 4 (oficina de GPS) com base nas imagens do software no computador, seguida de pesquisa livre;

Atividade 8 16º Encontro

05/08/14

Entrevistas gravadas em áudio;

Avaliação das atividades desenvolvidas com uso de tecnologia;

Fonte: O autor (2014).

Atividade 1: Explicação da pesquisa e entrega do TCLE e TALE para assinatura

Primeiramente, o projeto de pesquisa foi enviado para avaliação ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da PUCRS. No dia 05/05/14 houve a aprovação do projeto pelo CEP. Já no dia 24/05/14 foi emitido o parecer consubstanciado do CEP, sob o número 665.099, autorizando a aplicação integral da pesquisa.

O Programa Clube de Ciências do turno da manhã iniciou-se dia 08/04/14. Nesse dia ocorreu o primeiro encontro do calendário 2014. Os alunos que mostraram interesse em participar do programa foram selecionados por meio de sorteio ocorrido no colégio, com a presença de todos os alunos, para dar transparência ao processo de seleção. Ao todo, foram ofertadas 20 vagas, das quais 17 foram preenchidas.

Devido aos tramites legais dessa pesquisa, os oito primeiros encontros não foram utilizados para aplicação do projeto. Contudo, o pesquisador participou desses encontros a fim de conhecer e traçar um perfil da turma. Com base nesse perfil foi possível planejar as atividades da pesquisa bem como conhecer cada aluno individualmente. Esses 8 encontros prévios favoreceram o processo investigativo, tanto para o pesquisador quanto para os sujeitos.

No 9° encontro com os alunos da turma 2014, no dia 03/06/14, ocorreu o início das atividades da presente pesquisa. Houve a entrega de envelopes contendo o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) e o termo de assentimento livre e esclarecido (TALE). Foram realizadas explicações gerais sobre a pesquisa e sobre os procedimentos fundamentais necessários para que a investigação fosse viabilizada, de acordo com as normas

da instituição. Foi explicado que o TCLE deveria ser assinado pelos pais ou responsáveis, enquanto o TALE deveria ser lido pelos pais e alunos e assinado por ambos.

Os dois termos traziam conteúdos semelhantes, contudo a linguagem era diferenciada, possibilitando e facilitando a interpretação do TALE pelos alunos, uma vez que a linguagem deste era mais acessível, enquanto que o TCLE trazia termos mais técnicos e formais. Os dois documentos contemplavam diversas informações, como: texto descritivo sobre a pesquisa, objetivos do estudo, protocolo do estudo, modo de coleta de dados, benefícios, confidencialidade, direito de cancelar a participação, entre outros. Constavam ainda nesses documentos o nome e o telefone dos pesquisadores responsáveis, bem como do Comitê de Ética da PUCRS, para retirada de quaisquer dúvidas sobre o estudo.

Foi explicitamente reiterado que, sem a devolução dos documentos devidamente assinados, os alunos não poderiam participar da pesquisa. O tempo desse processo levou ao todo 3 semanas, onde na primeira houve a explicação e entrega dos termos, e nas duas últimas houve a devolução de ambos os termos assinados. Somente após serem recolhidos todos os documentos a pesquisa iniciou-se de fato. Os documentos TCLE e TALE encontram-se na íntegra nos apêndices A e B, respectivamente.

Atividade 2: Retirada de dúvidas sobre a pesquisa e recebimento do TCLE e TALE

No 10º encontro, ocorrido dia 10/06/14, a maioria dos alunos devolveu os documentos assinados. Os poucos que não devolveram alegaram ter esquecido. Foi novamente reiterado que, sem a devolução dos documentos devidamente assinados, esses alunos não poderiam participar da pesquisa. Assim, aqueles que haviam esquecido, levaram os documentos assinados na semana seguinte.

Atividade 3: Exploração de questões sobre Meio Ambiente, GPS e Google Earth TM

I) Atividade para levantamento de conhecimentos prévios dos sujeitos

No 11° encontro, ocorrido dia 17/06/14, foi novamente solicitada a devolução dos envelopes contendo o TCLE e o TALE devidamente assinados. O restante da turma entregou- os, o que possibilitou incluir todos na pesquisa, e iniciá-la naquele dia. Para esse dia foi elaborado um questionário inicial, que tinha por objetivo fazer um levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos sobre os temas: meio ambiente, GPS (Sistema de

Posicionamento Global) e software Google Earth TM. Essa atividade serviu como ponto de partida, pois de acordo com Moraes e Gomes (2007, p. 264) “[...] em qualquer processo de aprendizagem há sempre um conhecimento inicial do qual é preciso partir”. As perguntas eram mistas, com questões abertas e fechadas. Participaram dessa atividade 14 alunos, de um total de 17. Abaixo, segue o questionário aplicado, com análise preliminar dos resultados obtidos. As falas dos sujeitos estão grifadas em itálico, enquanto as observações do pesquisador estão em negrito, a fim de facilitar a compreensão do leitor sobre a análise dos resultados. As respostas que mais apareceram estão listadas primeiro, pela ordem de frequência de aparição no questionário. A atividade completa encontra-se no apêndice C.

Questionário para levantamento de conhecimentos prévios dos sujeitos (número de alunos respondentes: 14)

1. Qual a importância de preservarmos o meio ambiente e seus recursos naturais? Sobreviver; ter vida na Terra; respirar melhor; viver em um lugar limpo; ter água; ter oxigênio; garantir