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2 Samspillet mellom penge- og finanspolitikken

2.3 Handlingsregelen

Os factores que contribuem para o sucesso, nos desportos individuais, não são os mesmos que nos colectivos. Os desportos de equipa requerem interactividade, perícia e entrosamento com o contexto e habilidades de outros jogadores. Depende também do tipo e da qualidade dos oponentes. Nos desportos individuais como: golfe, tiro com arco e mergulho, o desempenho do atleta é exibido em condições isoladas. Apesar de ser atractivo agarrarmo-nos à ideia de que a “prática faz a perfeição”, esta ideia não parece ser uma assunção realista (Singer & Janelle, 1999).

O movimento não é concebido como sendo resultante da prescrição a priori por programas motores ou geradores de padrões espinais. Pelo contrário, o movimento emerge a posteriori largamente porque o corpo segue as leis naturais do movimento, ou da dinâmica (Whitall, 1989).

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As implicações para a prática no desporto incluem a necessidade de reconsiderar o papel do treinador como facilitador ou guia da procura individual do atleta e que a conotação normalmente negativa, ligada às diferenças individuais e à variabilidade nos padrões de movimento dos indivíduos, poderá ter que ser radicalmente revista (Davids, & Button, 2000).

Os atletas reportam que a diversão foi a razão pela qual continuaram envolvidos no seu desporto de escolha durante um longo período de tempo. Os peritos não encontram necessariamente mais experiências de divertimento, mas tendem a ver as situações difíceis como positivas e desafiantes (Durand-Bush & Salmela, 2001).

Com experiências suficientes, as situações não precisam de estimular decisões conscientes sobre intenções e acções. Por outras palavras, a aprendizagem explícita, com suficiente prática repetitiva, envolve produzir o desempenho implícito. Estratégias para propósitos específicos podem ser mais claramente compreendidos e aplicados apropriadamente para servirem certos objectivos (Singer, 2000).

A mudança na organização de uma forma estável para outra é referida como transição de fase. Uma das tarefas chave para os cientistas do desporto e movimento é identificar outros parâmetros de ordem potencial. Os emparelhamentos de informação- movimento são específicos aos constrangimentos localizados de certas tarefas e contextos e são desenvolvidos através da prática da tarefa (Williams, Janelle, & Davis, 2004a).

Compreender a influência dos constrangimentos na acção é importante porque podem ser vistos como outra forma de interpretar os graus de liberdade numa dada situação de tarefa. Esta realização é importante não só para definir as fronteiras físicas da acção nos vários níveis da análise, mas também para compreender a informação disponível ao actor. Elucidar os constrangimentos na acção e na tarefa em particular, permite-nos a oportunidade de definir totalmente as propriedades tipo do espaço de trabalho perceptivo-motor (Newell, 1989a).

A intenção pode ser formalizada como informação comportamental que permite a modelação, mais ou menos permanente, das dinâmicas intrínsecas. O ponto central desta “dinâmica intencional” consiste na competição entre aquilo que o actor quer ou é instruído a fazer e as tendências naturais do sistema preferir certos modos de coordenação (Temprado & Laurent, 2000).

O conceito fundamental para a teoria dos sistemas dinâmicos é de que é desnecessário assumir a existência de um programa ou de uma prescrição que preceda a

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emergência de um padrão de acção. Mudanças num subsistema crítico ou no contexto, podem levar a mudanças espontâneas no comportamento ou mudá-lo para que se forme um novo comportamento (Ulrich, 1989).

Numa relação defensiva o jogador, para ser bem sucedido, tem de estar no tempo e no espaço certo. A percepção é essencial porque pode fornecer informação decisiva. A informação visual acerca do adversário e da trajectória da bola “dizem” ao jogador para onde, como e quando deve agir.

O processo de perceber a direcção do passe do oponente pode estar divorciado da respectiva resposta por parte do jogador que decidiu movimentar-se para interceptar outro oponente em vez de interceptar a bola no seu plano de voo (i.e., percepção para a identificação mais do que para a acção) (Williams, Ward, Smeeton, & Allen, 2004).

O objectivo mais importante é determinar formas em que os indivíduos possam usar os processos cognitivos de forma sábia e eficiente. Isto é verdade durante o processo de aprendizagem e quando se desempenha em situações stressantes (Singer, 2002). Para Buekers (2000), o uso de facilitadores ambientais pode ser um pilar sobre o qual construir a metodologia.

Gibson (1979) apresentou como propostas provisórias, para aumentar a percepção e consolidar os ganhos de percepcionar: o movimento, a manipulação, movimentos abertos que possam ser medidos, a extracção de invariantes (mais difíceis de aferir) e o conhecimento através das imagens.

A habilidade do treinador, para construir um ambiente que nutra aprendizagens óptimas, constitui uma das chaves mais importantes no desenvolvimento do atleta (Horton, Baker, & Deakin, 2005).

Mais do que o treinador preocupar-se com a determinação de regras para os caminhos de acção, convém identificar o fluxo de jogo, facultando ao jogador a descoberta, exploração e criação das diversas vias de coordenação do movimento.

Um ponto-chave é o reconhecimento de que os padrões óptimos de coordenação são específicos da interacção das três fontes de constrangimentos, ou seja: praticante, tarefa e ambiente (Newell, 1986). As situações não podem ser resolvidas na “cabeça” do desportista, nem são resolvidas exclusivamente por este. Mesmo com planos de acção, explora e alcança aquilo que o contexto permite (Araújo, 2006).

Parece razoável poder pensar-se de que pressupostos muito semelhantes, na mesma linha de princípios associados ao “treino do atleta”, poderão ser vistos como solução quando se “persegue” a perspectiva de “treinar o treinador”.

Treino da tomada de decisão do treinador: Análise da influência dos constrangimentos metadecisionais 84 6.2. Aplicar o treino das habilidades decisionais no futebol

O desenvolvimento do perito implica iniciar o processo de o tornar cada vez mais apto a realizar interacções com o seu domínio, interacções essas que constituirão subsequentes experiências de sucesso. Apenas através do reconhecimento da natureza ecológica do desempenho do perito podem os contextos significativos de prática serem promovidos (Araújo, 2007).

Se o objectivo é fomentar o desempenho cognitivo necessitamos de apreciá-lo. Devemos compreender que tipos de funções cognitivas têm de ser fortalecidas, perceber as dificuldades dos treinadores e como ajudá-los na transição para o próximo nível de proficiência, desenhando contextos de treino facilitadores.

Temos de saber como as pessoas vêm o funcionamento das situações, onde ficam confusas, a razão pela qual ficam paradas quando utilizam modelos conceptuais com falhas, que tipos de relações os peritos vêm quando olham apenas de relance e que os principiantes nunca reparam (Crandall, Klein, & Hoffman, 2006).

Ao pretender-se que os treinadores sejam ensinados a aprender como peritos, é necessário compreender os contextos de prática a que os treinadores peritos estão expostos e como tomam decisões críticas. É fundamental clarificar expectativas e pistas, as suas formas de entender a situação, de decidir e as estratégias.

Um dos mais poderosos métodos de eliciação do conhecimento do método de análise da tarefa cognitiva (ATC), é sondar as ocorrências reais. As pessoas contam todos os detalhes, desafios, pistas subtis, influências de fundo e estratégias que poderiam nunca ter aparecido numa entrevista geral ou numa simulação controlada. Os tomadores de decisão habilidosos têm inúmeras e diferentes experiências, tendo assim formado o seu conhecimento e a aquisição de habilidades. As suas histórias podem ser uma porta para essa experiência (Crandall, Klein, & Hoffman, 2006).

Uma das questões que se pode colocar é que tipos de acontecimentos podem ser procurados e encontrados nas histórias? 1) As pistas e os padrões que os peritos percepcionam; 2) As regras funcionais que os peritos inventaram; 3) O tipo de decisões que têm de tomar; 4) As características que tornam as decisões difíceis e que fazem com que os casos sejam típicos; 5) As características de casos raros.

A informação contida nas histórias pode ser eliciada em qualquer domínio, tal como as aplicações realizadas com este método demonstram. Líderes militares, gestores de projecto, enfermeiros, pessoal de vendas, bombeiros, consumidores e, neste caso, até treinadores de futebol podem descrever incidentes passíveis de estudo.

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O método de decisão crítica (MDC) foi desenvolvido para se aprender através de incidentes específicos (Hoffman, Crandall, & Shadbolt, 1998; Klein, Calderwood, & MacGregor, 1989). A ATC é a descrição da perícia necessária para executar tarefas complexas. Os passos da ATC são necessários para localizar fontes de perícia e adquirir conhecimentos no processo, avaliar a qualidade da perícia, executar a eliciação do conhecimento para entrar dentro da cabeça dos decisores especializados e processar as descobertas para que possam ser interpretadas e aplicadas (Klein, 1998).

O programa de treino das habilidades decisionais (THD) consiste, primeiro: em métodos para destrinçar o conhecimento de base dos peritos numa especialidade, para que esse conhecimento esteja disponível pelo facilitador do treino. Segundo: são cuidadosamente construídos cenários de decisão, histórias (pequeno ensaio, fotografia ou esboço escrito) que incluem pistas realísticas nesse contexto. Terceiro: são usadas várias ferramentas para ajudar os participantes a praticar a tomada de decisão e a reflectir sobre as suas experiências (Ross, Lussier, & Klein, 2005).

Primeiro, identificam-se os tipos de juízos e decisões, clarificando a razão pela qual estes juízos e decisões são difíceis. Depois, cria-se um conjunto de tabelas de requisitos de decisão que guiam a forma como se desenha o treino. O terceiro passo é construir cenários – exercícios de tomada de decisão que foram especificamente criados à medida da situação (Crandall, Klein, & Hoffman, 2006).