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2.5 Forsøksansvarets nedre grense

2.5.4 Uttrykket ”handling”

2.5.4.5 Handlingens ”karakter”

A respeito de valores, Tamayo e Schwartz (1993) elaboraram estudo sobre a estrutura motivacional dos valores humanos. Os pesquisadores adotaram uma matriz, com certo corte prático e apreço ao conhecimento construído, de motivações para estruturar um conjunto de valores.

Para os eméritos estudiosos, valores são corporificados pelo querer agir, pelo desejo de algo pelo indivíduo, por metas que o ser almeja atingir, ou seja, os valores inspiram motivações que guiam o comportamento humano.

O estudo aborda valores sob o enfoque de metas e motivações modernas, práticas e vivências dos indivíduos no dia-a-dia e, talvez, nos dias vindouros. Por isso, é útil apresentar a contribuição de Tamayo e Schwartz como convite à reflexão sobre esses valores, que seriam dez ao todo:

a) o hedonismo, cuja meta motivacional seria o prazer e a gratificação sensual, serviria a interesses individuais;

b) a autorrealização é guiada por interesses individuais e pela qual o homem busca o sucesso pessoal e contribuição por intermédio de suas competências, habilidades e atitudes;

c) o poder social seria motivado por interesses individuais para atender a necessidades pessoais de poder, com o qual o homem obteria prestígio e controle sobre pessoas;

d) a autodeterminação, que seria o ânimo interno para agir, pensar e escolher, é estimulada no âmbito individual;

e) a conformidade, que seria a contenção de impulsos para conformar o agir individual aos acordos sociais, ao ordenamento institucional, atende a interesses coletivos;

f) a benevolência, que seria a compassividade e o interesse pelas pessoas próximas, atende a interesses coletivos;

g) a segurança, que busca a proteção individual e dos outros, cooperando para a segurança geral, opera no âmbito individual e coletivo;

h) a tradição, que atende a interesses coletivos, é representada pelo respeito e aceitação dos ideais e cultura da sociedade a que pertence o indivíduo;

i) a estimulação, representada pela busca do novo, da mudança, com o que o homem descobriria formas de se adaptar, de conviver e de melhor usufruir do mundo, atende a interesses individuais; e

j) a filantropia, traduzida pelo interesse do ser pelo outro e pela natureza, pelo bem-estar alheio por meio da ação, atende a interesses individuais e coletivos.

Alguns valores tipificados como de interesses individuais se oporiam aos valores de interesse da coletividade, outros teriam interesses mistos. Observa-se que os valores conformidade, segurança e tradição, que sugerem manutenção da estabilidade e zelo pela cultura, conflitam com a busca do novo representada pela estimulação.

Na esteira das linhas conceituais de valores e tentativas de categorização abordadas por diversos autores, alinham-se esforços para tipificar valores de cooperação e de competição. Como valores da cooperação, listam-se aqueles de caráter geral e com pruridos mais humanitários como liberdade, justiça, igualdade, solidariedade, respeito, responsabilidade, integridades, flexibilidade, colaboração, harmonia, paz e a própria cooperação. Já valores tipificados como mais relacionados à competição, que seriam mais apropriados ao mundo empresarial, listam-se expansão, conquista, poder, influência, progresso, liderança, eficiência, iniciativa, desafio,competência, prática e competição.

Essa tipificação deriva dos valores observáveis em práticas empresariais, da leitura dos autores que emprestam suas considerações ao tema, bem como ao que diz Dalai Lama (2006), no livro “Compaixão ou competição: valores humanos nos negócios e na economia”. Na obra, o autor discorre sobre a necessidade do emprego de valores da cooperação na gestão de empresas como forma de chamar à contemplação os leitores sobre o papel das organizações e da economia na sociedade, sobre o fazer de cada profissional acerca do alcance, simultaneamente, dos interesses pessoais e dos interesses coletivos.

De qualquer sorte, no dizer de Chauí (2005, p. 325), as normas empresariais e de categorias profissionais não “não são éticas ou morais”, mas organizacionais e administrativas”, para guiar a conduta de seus componentes com vistas à funcionalidade e eficácia das suas ações, eis que, arremata a autoria, a ética é uma só, inexistindo várias éticas.

Araújo e Puig (2007, p. 115), abordando valores, aludem “às capacidades da inteligência moral” e listam competências e respectivos valores, quais sejam: autoconhecimento e autenticidade; empatia e reconhecimento dos demais; julgamento moral e justiça; habilidades dialógicas e vontade de entendimento; compreensão crítica e tomada de consciência, autorregulação e coerência. Já Puig (2007), em obra sobre ética, aduz quatro tipos de ética, que seriam a autoética (aprender a ser), a alter-ética (aprender a conviver), a socioética (aprender a participar) e a ecoética (aprender a habitar o mundo).

Tratando de valores, e homenageando Anísio Teixeira com a abordagem, Gomes (2001) alude a dificuldades que os indivíduos demonstram para vivenciar de forma plena os valores que proclamam, hipotecando a defasagem entre o agir ético e respectivo discurso à formação histórica do Brasil, visto que herdamos dos colonizadores padrões de além mares.

Cita ainda o professor Gomes que uma das grandes dificuldades no campo dos valores é a dificuldade de estabelecer liames entre o que se diz e o que se pratica, entre os valores empregados na retórica e o dia-a-dia da pessoa. E indaga "como fazer com que valores, princípios e normas cheguem à realidade?” (2001, p. 14). E elenca documentos, declarações de conferências e tratados multilaterais que tratam de valores, a mostrar formidável conjunto de publicações que recomendam a prática de valores, em especial na educação.

Tratando da formação ética de professores, a pesquisadora Ana Paula Caetano (2010) cita que os professores se reportam a “dificuldades de organização de valores, em termos de hierarquia” (2010, p. 159), e cita na pesquisa conjunto de mudanças que seriam necessárias para superar tais dificuldades. Algumas dessas mudanças são estruturais (ao nível da organização dos valores, ao nível da reflexão, ao nível das práticas dos professores e ao nível do grupo). Outras mudanças dizem mais respeito aos indivíduos – aos professores, que seriam mudanças ao nível do conhecimento, ao nível das atitudes, ao nível da reflexão e ao nível da prática (2010, p. 161).