4 ST. HALLVARD OG ST. OLAV I OSLO BISPEDØMME
4.2 H ALLVARD O SLO BISPEDØMMETS MOTSTYKKE TIL O LAV ?
O último ponto a ser abordado para a determinação completa dos entraves ao desenvolvimento das economias periféricas, portanto, se refere aos determinantes das inovações tecnológicas que, segundo as equações (9b), (11b) e (25b), influenciam não somente a taxa de crescimento da produtividade de ambos os setores, como também – e talvez mais importante – a taxa de crescimento do investimento. Entretanto, além dos efeitos diretos ressaltados, a consolidação de um NIS eficiente, que se reflita em elevada criação de inovações, também influencia os parâmetros φ1, φ2 e φ3 da equação (25b).
Para simplificar, vamos supor que a elasticidade-demanda do investimento (φ1) e das exportações (φ3) são maiores do a elasticidade-lucro (φ2), uma vez que pressões de demanda representam incentivos mais claros ao empresariado em geral. Elevações de lucro seriam mais perceptíveis aos empresários mais experientes, com maior inserção nos mercados, e maior habilidade de investir. Dessa forma, teríamos φ1=τ3φ3 =τ2φ2, com τ3 >τ2<1. Os parâmetros,
portanto, seriam influenciados positivamente por um aumento da habilidade de investir do empresariado. Essa habilidade, como já discutido, está associada à consolidação de um NIS eficiente. Além disso, supõe-se aqui ainda que, ao se tratar do investimento em um setor de alta tecnologia, torna-se necessário também um acúmulo de conhecimento relacionado às atividades foco do investimento. A ênfase no acúmulo de conhecimento, por outro lado, representa outro pilar na construção de um NIS eficiente. Desse modo, a variação desses parâmetros é dada pela variação das inovações, que representa uma proxy para o nível de desenvolvimento do NIS:
(36b) φˆ1 =φˆ2 =φˆ3 =φ4t.
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Resta, portanto, descrever os determinantes do nível de inovação. Como se considera que as mesmas são fruto do desenvolvimento do NIS, e como no capítulo anterior foram propostos os quatro fatores120 que colaboram para o desenvolvimento do NIS, então temos:
(37b) t =ζ1+ζ2q+ζ3educ+ζ4GAP
onde
* T
T
GAP = , que representa a razão das produtividades do país líder (T*) e do país periférico (T). A variável educ representa a influência da educação da população sobre o crescimento das inovações. A variável q, por sua vez, procura medir o impacto da política industrial.
Com relação ao impacto do investimento sobre as inovações, esse impacto (normalmente associado ao learn-by-doing) é incorporado através do GAP. Através do modelo apresentado na seção anterior, percebe-se que o aumento do investimento impulsiona o aumento do produto121, o qual influencia positivamente a produtividade do setor de alta tecnologia. Esse ganho de
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Linearizando φ1=τ3φ3 =τ2φ2, temos que φˆ1 =φˆ2 =φˆ3.
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São eles: (i) política educacional; (ii) política industrial; (iii) política de crédito; (iv) política de distribuição de renda. Dentre esses quatro determinantes, os dois últimos tem impácto indireto sobre as inovações. Os impactos do crédito e da distribuição funcionam através de seu impacto sobre o investimento, incorporados à equação (15b). Políticas de redução da desigualdade, em especial, seriam introduzidas ao modelo na forma de elevação exógena da masssa de salários, ou seja, aumento de w na equação (23b). Restam assim, os dois primeiros fatores a serem incorporados como determinantes diretos das inovações.
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produtividade reduz o GAP, tendo, portanto, impacto positivo sobre o crescimento das inovações, uma vez que o conhecimento se aproxima da fronteira tecnológica122.
Dessa forma, percebe-se que a geração de inovações, que é fruto do desenvolvimento do NIS, representa um forte impacto ao desenvolvimento do país. Ela não só propicia ganhos de produtividade em ambos os setores da economia123, como também influencia o investimento124 e as elasticidades-lucro e demanda do investimento125. Percebe-se assim, portanto, que a configuração de um NIS eficiente é fundamental para o desenvolvimento dos países periféricos, dado o impulso que fornece para o crescimento.
É fundamental destacar, nesse ponto, a diferença entre um modelo dual e um modelo multi-setorial. Em um modelo com muitos setores, embora o investimento esteja associado à mudança estrutural, ele não necessariamente está associado a aumento do teor tecnológico da produção. Pode apenas representar aumento de setores manufatureiros tradicionais já existentes. Em um modelo dual como o aqui apresentado, considera-se que o investimento representa simultaneamente mudança estrutural, aumento da produtividade e aumento do teor tecnológico da produção. Tal quadro é resultado da elevada agregação do modelo, que apresenta apenas dois setores. Maior desagregação, contudo, implicaria grande elevação da complexidade do modelo.
Nesse sentido, considera-se que o desenvolvimento do NIS é fundamental para que esses três fatores realmente aconteçam de forma simultânea. Em linhas gerais, é possível argumentar que sem o desenvolvimento do NIS o investimento não será capaz de atingir magnitude suficiente para que haja mudança estrutural126. Por outro lado, ao se desenvolver o NIS, garante- se que o investimento não represente apenas a modernização da maquinaria existente, mas sim o aumento do teor tecnológico dos bens produzidos.
Dessa forma, percebe-se que o desenvolvimento do NIS é crucial para o sucesso da estratégia de desenvolvimento e garante que o investimento seja associado à mudança estrutural e desenvolvimento tecnológico da produção, conforme implícito no modelo.
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É importante ressaltar que no modelo de Fagerberg (1988), o GAP é utilizado para demonstrar a possibilidade de aquisição de conhecimento livre, sendo portante negativamente relacionado à fronteira tecnológica. Ou seja, quanto menor o GAP, menos se pode incorporar de conhecimento livre. Aqui a relação é com a inovação: quanto menor o GAP, mais perto se está da fronteira, e portanto maior a possibilidade de criar inovações.
123 Equações (9b) e (11b). 124 Equação (21b). 125 Equação (36b). 126
É importante lembrar que é preciso que o investimento seja grande o bastante não só para repor o capital que se deprecia, mas também para incorporar o crescimento da população e ainda incorporar parte da população empregada no setor de baixa tecnologia.