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Høyere utdanning og en ny internasjonal orientering

O Programa Educativo dessa instituição se iniciou em 2006, quando esse espaço foi inaugurado, como afirma em sua entrevista o responsável “J”, que acompanha o programa do artesanato desde a inauguração da Casa do Artista Popular. Ela descreve ainda que uma das ações do Programa Educativo é visitar as escolas, convidando-as para conhecerem o espaço. A instituição envia também carta convite para os diretores/gestores e faz essa visita “corpo a corpo”, divulgando o espaço e as ações lá desenvolvidas.

Para esclarecer como funciona a Casa do Artista Popular, a entrevistada (“J”) explica:

O Museu Casa do Artista Popular ele está ligado com o Programa do Artesanato Paraibano. O Programa do Artesanato, ele trabalha diretamente com os artesãos, na participação de feiras, como um facilitador entre eles enquanto mão produtiva e o mercado financeiro – a parte de empreendedorismo deles – não só na divulgação, na comercialização através de exposição, feira [...]. O Museu Casa do Artista, ele reúne peças, desses principais artesãos e mantém essa exposição – no conhecimento histórico, da história do artesanato. O programa ele trabalha com toda a parte de divulgação, promoção, comercialização, incentivo, empreendedorismo do artesão e nós fazemos essa exposição e a divulgação da história do trabalho deles. (Responsável “J”).

Em relação à formação da equipe que trabalha no Programa Educativo, a entrevistada responde:

Nós hoje temos quatro monitores – nossa demanda é que tenhamos um ou dois a mais. Nós temos dois monitores durante a semana, dois monitores nos finais de semana. Esses monitores recebem um treinamento com o nosso curador, que é o Prof. José Nilton da Universidade Federal da Paraíba, que é um grande conhecedor da arte e do artesanato paraibano. Eles recebem um treinamento, conhecem toda a história, nos temos uma biblioteca, onde eles usam também para pesquisa, além de internet e tudo mais. Mas a formação deles é feita aqui. (Responsável “J”).

Seguindo a entrevista, procuramos saber como são selecionados esses monitores e qual a sua formação:

Nesse caso é selecionado pela Secretaria de Administração, porque nós estamos vinculados ao Governo Estadual da Paraíba. Agora no atual governo foi através de currículo.

Nós temos uma pessoa que já está desde o início, desde 2006, e a outra está concluindo o curso de Relações Públicas. A que está desde o início é formada em Administração. (Responsável “J”).

Uma das observações feitas durante a pesquisa refere-se ao fato de esses “monitores” serem, em sua maioria, oriundos de cursos em outras áreas. Durante o período de pesquisa, não identificamos nenhum do curso de licenciatura em Artes. Concordamos que as equipes dos Programas Educativos desses espaços devam ser multidisciplinares, mas a ausência ou percentual mínimo de mediadores (monitores) do curso de Artes nesses espaços nos preocupam.

Em nosso entendimento, um dos problemas enfrentados pelos mediadores refere-se à falta de profissionalização na área, já que a maioria é estagiário, permanecendo nesses espaços por um ou quatro semestres. No caso da Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes, os monitores ficam por um ou dois semestres.

Não deve ser uma tarefa fácil trabalhar como mediador. Além da falta de profissionalização e de vínculo com o espaço expositivo, observamos outros fatores desfavoráveis. O desenvolvimento das atividades exige adequações, pois a exposição pode ser a mesma, mas os visitantes são sempre diferentes. Mesmo quando se recebe o mesmo grupo, o espaço e o tempo já são outros. O mediador geralmente tem 90 minutos por grupo, do qual pouco ou nada sabe. Entretanto, etapas como a do acolhimento e a própria experiência fazem com que muitos consigam estabelecer um diálogo, uma aproximação com o grupo.

Como lembra Butkus (2009), em equipe geralmente esses mediadores formam grupos de estudos, considerando as informações da curadoria, da história da arte e as relações artista/objeto, enfim formando uma rede de conhecimento.

No início da exposição esse conhecimento é apenas geral, permitindo um percurso sem brechas – sem espaços em branco –, no final essa rede está bem mais espessa e diversificada: produto de uma série de desvios que o dia a dia fez acontecer. Com o passar das semanas, a rede vai ganhando consistências diferentes, resultando numa hibridação. (BUTKUS, 2009, p. 43).

Retomando então a entrevista, quanto ao objetivo do Programa Educativo, a entrevistada responde:

É divulgar, propagar, fazer com que chegue cem por cento, se nós conseguirmos chegar ao conhecimento dos alunos, na formação desses alunos, para que eles valorizem a nossa arte. Principalmente a nossa arte, que aí eu entro no artesanato que é o nosso setor, que é onde nós estamos que é para que eles conheçam o nosso artesanato, para que eles divulguem o nosso artesanato, que para eles não passem de simples estátuas, ou de simples gravuras... Que tudo isso tem uma história, até porque o artesanato ele retrata um pouco também, um pouco do nosso passado. Têm um pouco da história do cangaço, vem a história do sertanejo, do desbravador, a história da mulher, do homem do sertão (Fig. 08), do mato, do sítio, da história do boiadeiro, então, tudo isso está aqui dentro, contado através da história do artesanato. (Responsável “J”).

Figura 8 – Fotografia

Figura 9 - Sela em exposição na Casa do Artista Popular. Fonte: autora Em continuação à entrevista, fala sobre a fundamentação do projeto

Bom, primeiro eu acredito e vejo assim, na manutenção dessa nossa cultura, é uma maneira de preservar, de manter essa nossa cultura, esse nosso seguimento da cultura, que se nós não mudarmos, se não fizermos um trabalho direto com o artesão, se nós não fizermos uma divulgação de sua história, nós não levantarmos

isso, não passarmos isso à frente, essa história morre. (Responsável “J”).

4.2.2 Estação Cabo Branco Ciência, Cultura e Artes: o Programa Educativo e