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3.3 Konsesjonsplikt for mellommanns-

3.3.5 Høringsutkastet

Cuidar é uma função primordial inerente à sobrevivência de todo o ser humano (Martins, 2008).

Segundo Colliére (1999) a prática do cuidar cria-se a partir de uma relação do homem no ambiente onde vive, com os elementos da natureza, aos quais se ajusta, transformando-os, assegurando em primeiro lugar a manutenção de vida, para depois as melhorar. Desta forma pode-se dizer que a prática de cuidar sofre influências culturais, políticas, religiosas e económicas das sociedades em que se desenvolve, e com ela as disciplinas que lhe estão por base (Colliére, 1999).

Durante séculos a prática médica fundiu-se à prática religiosa, sendo mantida apenas no interior dos mosteiros, praticada por sacerdotes. O aparecimento da Enfermagem surgiu na época, como uma prática leiga, desenvolvida por religiosos e por mulheres movidas pela caridade, proteção e assistência aos enfermos, marcada pela obediência, pelo espírito de serviço e a abnegação (Dornelles, 1995; Nogueira, 1990). Seria com a Revolução Industrial que a reforma da Enfermagem viria a ter início em Inglaterra, sob a direção de Florence Nightingale. A ela se deve a formação dos enfermeiros em escolas próprias, anexadas a um hospital, com seleção rigorosa de alunos e ensino metódico através da prática (Dornelles, 1995; Nogueira, 1990).

Em Portugal o exercício da profissão de enfermeiro remonta a finais do século XIX (Nogueira, 1990), sendo que a partir da segunda metade do século XX as modificações operadas nas competências exigidas aos enfermeiros e, por isso mesmo, no seu nível de formação académica traduziram-se no desenvolvimento de uma prática profissional cada vez mais complexa, diferenciada e exigente. No âmbito da prestação de cuidados de enfermagem, estes desempenham intervenções num contexto multidisciplinar, quer autónomas quer interdependentes. As intervenções interdependentes são levadas a cabo com a colaboração de outros elementos da equipa médica, no que diz respeito à implementação de tratamento médico, como exemplo. As intervenções autónomas são definidas pelos enfermeiros resultantes de um processo de tomada de decisão com base no diagnóstico de enfermagem. Atualmente os enfermeiros são um dos profissionais com mais prevalência de LMELT, tornando a problemática importante para estudo (e.g., Fonseca, 2005; Fonseca & Serranheira, 2006). Segundo Coelho (2009) são vários os fatores que interferem nas condições de trabalho hospitalar, nomeadamente o rápido desenvolvimento da tecnologia médica e do

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conhecimento teórico e prático, o ambiente físico, o stress, o sofrimento humano e a morte, como componentes que potencializam a carga de trabalho física e mental dos enfermeiros (Coelho, 2009).

Barbosa, Souza, Cavalcanti e Lucas (2004) referem que por rotina o enfermeiro, na sua prática, solicita com frequência os músculos da coluna vertebral, dos membros superiores e inferiores e adota posturas desajustadas, consequente da inadequação do trinómio formado pelo profissional, equipamento e instrumento. Assim a prevenção das LMELT está associada à utilização de equipamentos que permitam adotar e manter posições adequadas e desenvolver um trabalho auxiliado.

Segundo Baumann (2007), os sistemas de saúde são gradualmente pressionados a dar uma resposta eficiente a nível das necessidades de saúde, porém existem limitações financeiras que restringem a capacidade de consolidação de infraestruturas e recursos no sector. Em simultâneo surge a degradação das condições gerais do trabalho dos profissionais com consequentes implicações na saúde dos trabalhadores, nomeadamente o desencadear das LMELT (Baumann, 2007).

Desta forma, as barreiras arquitetónicas das instituições, quando são construídas e equipadas, não consideram os profissionais que nesta vão trabalhar. É frequente encontrar quartos, salas de trabalho, e casas de banho exíguos, onde não entram cadeiras de rodas, com superfícies de trabalho que não se adequam em altura, o que dificulta a transferência e mobilização de doentes (Barroso, Carneiro & Braga, 2007; Maia, 2002).

De acordo com Martins (2008) as posturas incorretas, carga física, manipulação de cargas pesadas, mobiliárias, equipamentos e espaços de trabalho inadequados são referenciados como fatores decisivos no desenvolvimento de LMELT nos enfermeiros. Maia (2002) ao quantificar o índice de capacidade laboral em enfermeiros encontrou valores de risco de LMELT, considerado elevado para atividades de movimentação, transferência e posicionamento de doentes.

Fonseca e Serranheira (2006) constataram ainda na sua investigação que os enfermeiros que desempenham funções em serviços sem apoio de equipamentos mecânicos de transferência de doentes apresentam risco superior de desenvolvimento de LMELT. Fonseca (2005) no estudo que realizou sobre a prevalência de sintomatologia músculo-esquelética auto-referida pelos enfermeiros refere que os níveis de desconforto, incómodo ou dor com origem no sistema músculo-esquelético estão relacionados com a atividade de trabalho e as condições em que esta é exercida. Movimentação de carga animada, frequentemente sem

recurso a equipamentos mecânicos, e

a flexão do pescoço e membros superiores, são alguns dos aspetos verificados pela autora aquando da observação das posturas adotadas pelos enfermeiros durante a prestação de cuidados ao doente. Postura

mobiliário, equipamentos e espaços de trabalho inadequados são referenciados em vários estudos como fatores preponderantes no desenvolvimento de patologia múscul

entre enfermeiros (Alexopoulos, Burdorf & Kalokerinou, 2006 2005; Murofuse & Marziale, 2005

Lipscomb, Geigen-Brown, & Brady,

Em síntese, os enfermeiros são um dos grupos profissionais que sofre músculo-esqueléticas (Baumann,

expostos frequentemente a fatores de risco,

tempos de recuperação suficientes e tempos de repouso adequados (Cail é primordial que as organizações reforcem

os comportamentos de segurança dos empregados, e permite diminuir os comportamentos de risco (Bronkhorst, 2015) e os acidentes.

enfermeiros é suscetível de conduzir a um desgaste físico e psicológico ( consequentemente a uma menor satisfação profissional e um menor bem

Face a exposto, é objetivo desta investigação,

física, dos comportamentos de segurança, da perceção de risco e do incumprimento de normas, nas LMELT, bem como

e no bem-estar psicológico, de enfermeiros

Figura 4.

recurso a equipamentos mecânicos, e posturas extremas, concretamente a rotação do tronco e a flexão do pescoço e membros superiores, são alguns dos aspetos verificados pela autora aquando da observação das posturas adotadas pelos enfermeiros durante a prestação de cuidados ao doente. Posturas incorretas, carga física, manipulação de cargas pesadas, mobiliário, equipamentos e espaços de trabalho inadequados são referenciados em vários estudos como fatores preponderantes no desenvolvimento de patologia múscul

xopoulos, Burdorf & Kalokerinou, 2006; Baumann, 2007

2005; Murofuse & Marziale, 2005; Maia, 2002; Silva & Alexandre, 2002; Trinkoff, & Brady, 2002).

enfermeiros são um dos grupos profissionais que sofre

(Baumann, 2007; Serranheira et al., 2012). Estes profissionais são entemente a fatores de risco, e, muitas vezes, a organização não permite tempos de recuperação suficientes e tempos de repouso adequados (Cail et

que as organizações reforcem o seu clima de segurança, uma vez que este regula os comportamentos de segurança dos empregados, e permite diminuir os comportamentos de risco (Bronkhorst, 2015) e os acidentes. Por outro lado, a existência de

é suscetível de conduzir a um desgaste físico e psicológico ( consequentemente a uma menor satisfação profissional e um menor bem

Face a exposto, é objetivo desta investigação, analisar a influência do clima de segurança física, dos comportamentos de segurança, da perceção de risco e do incumprimento de T, bem como a influência das LMELT no burnout, satisfação profissional estar psicológico, de enfermeiros portugueses (vide figura 4.1).

Figura 4.1 Modelo de investigação

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posturas extremas, concretamente a rotação do tronco e a flexão do pescoço e membros superiores, são alguns dos aspetos verificados pela autora aquando da observação das posturas adotadas pelos enfermeiros durante a prestação de s incorretas, carga física, manipulação de cargas pesadas, mobiliário, equipamentos e espaços de trabalho inadequados são referenciados em vários estudos como fatores preponderantes no desenvolvimento de patologia músculo-esquelética Baumann, 2007; Fonseca, Maia, 2002; Silva & Alexandre, 2002; Trinkoff,

enfermeiros são um dos grupos profissionais que sofre mais lesões Estes profissionais são e, muitas vezes, a organização não permite et al., 2000). Assim, o seu clima de segurança, uma vez que este regula os comportamentos de segurança dos empregados, e permite diminuir os comportamentos de a existência de LMELT nos é suscetível de conduzir a um desgaste físico e psicológico (burnout) e consequentemente a uma menor satisfação profissional e um menor bem-estar psicológico. nfluência do clima de segurança física, dos comportamentos de segurança, da perceção de risco e do incumprimento de , satisfação profissional

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