4 Retten til familieliv etter EMK artikkel 8
4.2 Retten til familieliv
4.2.1 Hovedregelen i artikkel 8 nr. 1
Com este questionário pretendeu-se saber qual foi a contribuição do curso de formação para as vertentes intrapessoal, interpessoal e profissional (VIIP - Anexo III,4) dos sujeitos da amostra. Primeiro foi feito o estudo de carácter quantitativo e depois o estudo de carácter qualitativo.
Procedimento de aplicação Estudo Quantitativo
Para a preparação do trabalho escrito foi solicitado aos formandos da amostra que, perante a grelha com os conteúdos de formação (VIIP, Anexo III, 4) assinalassem com uma cruz qual foi a contribuição de cada item do programa da formação, para a vertente intrapessoal, para a vertente interpessoal e para a vertente profissional. O questionário tinha três colunas à frente de cada conteúdo: a coluna 1 correspondia à vertente intrapessoal, a coluna 2 correspondia à vertente interpessoal e a coluna 3 correspondia à vertente profissional.
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Estudo Qualitativo
Para o estudo qualitativo, os sujeitos da amostra tiveram de fazer um trabalho escrito com o máximo de duas páginas A4, em que foi pedido que refletissem sobre a ação de formação nas três vertentes da vida: a intrapessoal, a interpessoal e a profissional.
O questionário com as vertentes quantitativa e qualitativa foi explicado no último dia de formação e enviado por email para os formandos.
Este trabalho tinha um prazo de um mês para chegar ao email da formadora.
Tratamento Estatístico dos dados
Considerando os pressupostos teóricos que fundamentam este trabalho e os objetivos formulados, e nestes a implementação de uma formação e sua avaliação, e porque esta emerge de instrumentos de recolha de dados com questões que solicitam respostas abertas e fechadas, selecionou-se uma metodologia complementar de análise quantitativa e qualitativa. Este tipo de análise, pode fundamentar a componente descritiva e exploratória para a amostra, para os contextos e para a variável de Competência Emocional - aqui estudada com o estatuto de estudo diagnóstico situacional para as competências emocionais do grupo em estudo – mas foi também a componente de análise qualitativa às componentes discursivas da amostra, o material usado para nos dar a compreensão de alguns fenómenos e resultados estatísticos. Assim, este trabalho de pesquisa empírica, tem, como a seguir se explicita dois tipos de tratamento de dados: quantitativo e qualitativo.
Estudo Quantitativo
Para estudar as variáveis de natureza quantitativa, utilizou-se o programa Excel para fazer as contagens de todas as celas assinaladas do programa de formação (VIIP, Anexo III, 4)
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1º - Soma feita por cada vertente (intrapessoal, interpessoal e profissional) de todas as selas preenchidas do programa de formação em educação emocional.
2º - A seguir foram feitas as somas por capítulo do programa, obtendo o resultado quantitativo nas vertentes intrapessoal, interpessoal e profissional.
Com estes procedimentos pretendemos saber:
- Para qual das vertentes (intrapessoal, interpessoal e profissional) o curso de formação teve um maior e menor efeito.
- Quais foram os capítulos que mais contribuíram para a vertente intrapessoal, interpessoal e profissional.
Não houve a intenção de correlacionar os resultados deste questionário, de carácter quantitativo, com a variável Competência Emocional (EVCE) (Veiga-Branco, 2007), com as variáveis do questionário ACC e CREA, porque, como já foi dito, a preparação deste instrumento apenas existiu para ajudar à preparação do trabalho escrito dos formados.
Estudo Qualitativo
A componente de caráter qualitativo do questionário, por inserir questões que propiciaram respostas de tipo “aberto”, originou dados textuais, de caráter descritivo e complexo, que tal como era preconizado ao tempo da decisão do rationale
metodológico, proporcionaram as visibilidades explicativas para os resultados
estatísticos encontrados. Assim, estes dados foram submetidos a uma análise de conteúdo (Coutinho, 2011), para organizar uma árvore de categorias discursivas, de cujos discursos foi preciso extrair sentido.
A análise de conteúdo é uma técnica que consiste em avaliar de forma sistemática um corpo de texto (ou material audiovisual), por forma a desvendar e quantificar a ocorrência de palavras/frases/temas considerados “chave” que possibilitem uma comparação posterior. (Coutinho, 2011, p.193)
Pelo carácter aberto e flexível, a pergunta da reflexão do curso de formação nas vertentes intrapessoal, interpessoal e profissional (VIIP - Anexo III, 4), mesmo reduzindo os sujeitos da amostra à redação de 2 páginas, produziu uma enorme quantidade de
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informação descritiva que necessitou de ser organizada e reduzida por forma a possibilitar a interpretação das respostas.
Esta redução aconteceu através de uma operação designada codificação (Wiersma, 1995; Bravo, 1998) que permitiu que o investigador soubesse o que continham os dados.
Tendo em atenção que “as categorias emergem dos dados” (Wiersma, 1995, p.217) o investigador procurou padrões de frases, que possibilitassem e justificassem a categorização. Para desvendar padrões foram tomadas anotações detalhadas (Boggan &
Bilken, 1994; Miles & Huberman, 1994) para captar a informação relevante dos dados e recolher a informação para compreender o que se pretende.
Assim, a partir dos conteúdos das respostas do questionário, foram sendo seleccionadas “unidades discursivas” que depois de organizadas e quantificadas segundo a componente semântica, geraram categorias em quatro níveis, dando corpo a um conjunto de “matrizes concetualmente ordenadas” (Miles & Huberman, 1994, p. 183) emergentes dessas categorias.
Neste caso, as categorias do 1º e 2º nível são pré definidas, pois estão associadas a um quadro teórico que as sustentam (Ghiglione & Matalon, 1997), aqui assumidas como as competências emocionais defendidas pelos autores Bisquerra & Pérez (2007).
As categorias do 3º e 4º nível foram construídas segundo a perceção dos sujeitos acerca dos efeitos da formação nas suas competências emocionais. Essa perceção emerge das vivências e reflexões que os sujeitos tiverem durante e após o curso de formação.
Para que a categorização tivesse qualidade, foram tomados em consideração os seguintes critérios (Bardim, 1997; Esteves, 2006):
Exclusão mútua – cada elemento só pode existir numa categoria.
Pertinência – as categorias dizem respeito às intenções do investigador, aos objetivos da pesquisa, às questões de investigação norteadoras do rationale
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Objetividade e fidelidade – as categorias foram bem definidas, não havendo distorções.
Produtividade – os resultados são férteis em inferências.
5. Questionário para recolha dos conteúdos prioritários para futuras formações