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Hvor grundig skal vurderingen være etter NS 8407 punkt 25.2?

A escola de Praga13 do início do século 20 desenvolveu alguns estudos voltados à fonologia. Em relação aos conjuntos de características fonológicas distintivas foi na escola de Praga que este tema se desenvolveu, o que se constituiu como base para o pensamento de unidades minímas da fonologia. Esta unidade mínima foi chamada de traços pelos linguistas participantes dessa escola.

Chomsky e Halle (1968) retomam a ideia de Bloomfield (1942), no que diz respeito à descrição de um conjunto finito de traços distintivos que poderiam ser aplicáveis a qualquer fonema. Ao retomar tal ideia, a finalidade foi demonstrar a universalidade dos traços, já que os segmentos fonéticos eram construídos de unidades menores atômicas indissociáveis, o traço. E através do conjunto descrito por Chomsky e Halle (op.cit) foi possível analisar diretamente o design intrínseco a cada fonema e identificar as possíveis diferenças fonêmicas e os respectivos fenômenos fonológicos que surgissem a partir dessas diferenças.

Os traços, para a linguística gerativa, seriam partículas que carregariam informações linguísticas elencadas pelo sistema computacional, de acordo com Chomsky (1995) e Carvalho (2012). Esses traços podem se relacionar ou não com outros traços gerando informações conjuntas que serão lidas pelo sistema computacional. Os traços seriam universais e, por isso, uma constante em todas as línguas. Um dos objetivos desta pesquisa é investigar, mais especificamente, o traço de

13 A escola de Praga designa um movimento de estudo da linguagem e da literatura iniciado em 1926. Embora os primeiros estudos tivessem focado no estruturalismo Checo, os fenômenos estudados e os resultados encontrados através do estudo desses fenômenos repercutem até hoje nas diferentes teorias de estudo da linguagem, Andrade (2014). 

animacidade presente no antecedente retomado ou não por meio de diferentes estratégias. Essas estratégias são diferentes no PB e no espanhol como veremos mais atentamente na seção 3.4. Dentre essas estratégias, podemos citar a realização do objeto direto por clítico, por pronome tônico, pela repetição do Determinante (DP) ou pelo apagamento, como veremos em exemplos nossos, a seguir:

1a. Fui à livraria e comprei um livro errado, voltei depois, mas não pude trocá-lo. 1b. Fui à livraria e comprei um livro errado, voltei depois, mas não pude trocar ele. 1c. Fui à livraria e comprei um livro errado, voltei depois, mas não pude trocar o livro. 1d. Fui à livraria e comprei um livro errado, voltei depois, mas não pude trocar ø.

A presença/ ausência de um determinado item na produção linguística de um falante reflete diretamente a composição computacional da sua gramática particular. Isto quer dizer que falantes de PB têm a sua disposição diferentes estratégias de realização do objeto direto. Por outro lado, isto não significa que todas essas estratégias sejam produtivas em sua língua materna. Esta questão será tratada pormenorizadamente no capítulo 3.

Quando o léxico se torna protagonista os traços também recebem tratamento mais específico. São eles que compõem e espelham a natureza gramatical da língua. O traço selecionado pelo sistema computacional pode trazer alguma informação sobre as questões que envolvem o sistema pronominal de aprendizes de espanhol falantes de PB. Em outras palavras, podemos tecer discussões sobre o tipo de realização selecionado pelo aprendiz de espanhol falante de PB que tem em seu sistema pronominal tensões entre estratégias de realização encabeçadas por pronomes tônicos, átonos, sintagma nominal entre outras.

Para que o traço seja interpretado ou apagado, dentro do Programa Minimalista se assume que o movimento de constituintes 14se dá para a checagem das informações incrustadas em um feixe de traços. O movimento, então é a garantia de que o traço seja checado e pareado e é necessário para que a operação linguística convirja com sucesso. Dessa maneira, entendemos que traços não contidos no léxico não podem ser

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Os constituintes podem se movimentar para um local diferente da posição original na qual foram gerados para serem interpretados, checados ou até mesmo apagados.

interpretados e muito menos checados. Retomando, aqui, a questão da ausência de informação do traço antecedente do espanhol em relação ao PB, o aprendiz de espanhol estaria condicionado a realizar, apenas, sentenças que abrigassem os traços do PB, não restando a este nenhuma outra alternativa.

Em outras palavras, a conjugação dos traços de animacidade no espanhol, em relação à realização do objeto direto, preveriam uma preferência pela realização do objeto direto pelo clítico mesmo quando o traço do antecedente seja [-] animado. Em contrapartida, o PB apresenta uma conjugação que relaciona o apagamento do objeto direto ao traço de [-] animado do antecedente.

Ao detalhar tais operações a nossa intenção é a de retirar, mais uma vez, os conceitos de aquisição da linguagem somente do plano da aquisição da língua materna e trazê-los para a aquisição de língua estrangeira. É interessante pensar que o sistema computacional é “executável” na aquisição de língua estrangeira, o problema aqui seria analisar a língua estrangeira a partir de um sistema aleatório, distinto daquele que foi proposto para a língua materna. O que é importante deixar claro com isso é que os processos de aquisição de língua materna e estrangeira podem se dar de formas diferentes, mas a sua execução não parece ser feita por outro sistema que não seja o computacional linguístico.

Por outro lado, é pertinente, nesse momento, pensar que o sistema computacional leria de maneira específica cada item linguístico. Há um custo operacional linguístico envolvido em cada operação. Pode haver tanto o custo de processamento, que é aquele no qual estão envolvidas as representações nas interfaces; quanto o custo computacional, que é aquele que diz respeito à computação sintática que incide nas operações de traços formais do léxico. Mesmo que o clítico esteja localizado dentro de uma leitura sintática mais ampla como sintagma nominal, assim como o pronome tônico, há um custo linguístico maior quando se trata da realização do clítico no PB. Isto ocorre no PB devido a realização do objeto direto através do clítico não estar mais disponível na gramática nuclear do PB (GALVES, 2001). O clítico, por outro lado, faria parte da gramática periférica do PB (KATO, 1999) resultado da escolarização (DUARTE, 1989).

Sendo assim, as opções de estratégias de realização do objeto direto do PB lidas pelo sistema computacional se dariam de uma maneira distinta quando o item

linguístico fosse um pronome tônico, um pronome átono, ou seja, cada item abrigaria traços que os definiriam e pelos quais o sistema computacional os reconheceria. O mesmo se aplicaria aos traços que definiriam os tipos de realização do espanhol.

Em relação ao sistema computacional do aprendiz, que estaria diante de todas as questões que expusemos anteriormente, o seu sistema computacional abrigaria dois sistemas pronominais em execução, o sistema do PB e o sistema do espanhol, ou seja, o sistema pronominal do aprendiz estaria configurado tanto para o PB quanto para o espanhol. Esse aprendiz precisa gerar sentenças em espanhol e para isso precisa de subsídios linguísticos que deem conta de gerar sentenças que convirjam ótimas nas interfaces. A partir do que vimos sobre Faculdade da Linguagem, sistema computacional linguístico e traços, pensemos que os traços comuns à língua materna e à língua estrangeira estarão configurados no sistema de interseção, já os traços particulares, pertencentes à fixação de cada língua serão interpretados dentro do conjunto responsável pela leitura dos traços de cada língua respectivamente.

No diagrama a seguir, ilustraremos melhor as relações que podem se dar entre certos tipos de conjuntos e a interseção que exemplifica quando o elemento tem as mesmas propriedades, ou seja, quando o elemento compartilha propriedades tanto do conjunto A quanto do conjunto B:

Figura 4: representação do conjunto GU e gramáticas A e B15

O conjunto que contém os subconjuntos A e B é a GU. O conjunto de traços pertencentes à A (português do Brasil – língua materna) apresenta interseção com os traços de B (espanhol – língua estrangeira), porém os traços que pertencem só à A ou só à B, só poderão ser lidos pelo sistema computacional que contenha a informação do traço. Desse modo, os traços de A e B precisam ser reconhecidos pelo sistema

15 Represensatação através do diagrama de Venn.

computacional. Assim sendo, o sistema computacional terá a previsão de todos os traços das línguas naturais.

É pertinente entender que o Léxico16 determina os itens lexicais aos quais os traços precisam estar associados, a natureza deste traço e, por fim, a interpretabilidade que este traço vai apresentar na sintaxe (que definirá os valores dos parâmetros desta língua). Podemos elencar três diferentes tipos de traços: os semânticos, os fonológicos e os formais (CHOMSKY, 1995).

A priori, podemos entender que os traços semânticos assumem os valores de significado que estão previstos no Léxico. Os traços fonológicos proporcionam o conteúdo que será identificado no sistema articulatório-perceptual. Por fim, os traços formais nutrem o sistema computacional com as informações interpretáveis que precisam ser computadas. Os traços formais podem ser interpretáveis e não interpretáveis, os traços interpretáveis são denominados de traços phi (φ), segundo Chomsky (1995).

E quando tratamos de traços, estes podem ser definidos como um conjunto de unidades representacionais atômicas que especificam propriedades fonológicas, sintáticas e semânticas de uma língua (CARVALHO, 2012). Os traços formais são, respectivamente, gênero, pessoa, número e caso estrutural. Estes traços, também, são conhecidos como traços phi.

Os itens lexicais associados aos seus respectivos traços são acionados pelo sistema computacional pela numeração, que é justamente a associação dos itens lexicais aos seu traços correspondentes. A disposição dos traços φ de gênero, número e pessoa; traços de caso; traços categoriais [+/- Nome] [+/- Verbo]; traços semânticos e fonológicos definem como será executada dada sentença.

Aqui, interessa-nos o traço φ de Caso e o traço semântico 17de animacidade, já que a seleção desses traços distinguiriam e restringiriam o tipo de realização de objeto tanto no PB quanto no espanhol. É exatamente nesse ponto que gostaríamos de focar, a noção de traço foi trazida pelo Programa Minimalista de maneira universal, isto quer dizer que os traços linguísticos são pressupostos universais, preparados para abarcar a

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Entendemos, neste momento, de acordo com Kennedy (2012) que Léxico é o conjuntos dos traços que estão distribuídos de modo a representar as individualidades linguísticas em cada língua natural.

especificidade de cada língua. Isto significa dizer que dentro dos feixes universais as especificidades estão previstas, ou seja, na visão Lexicalista, as unidades lexicais que, necessariamente, são o input da sintaxe que, por sua vez, é composto pelos traços semânticos, fonológicos e formais desde o início da derivação18 (LEMLE, 2005).

Abordaremos brevemente o conceito de traço de caso, assim como o traço de animacidade, fazendo um recorte no que entendemos ser realmente relevante para esta pesquisa. O caso pode ser inerente ou estrutural. O caso inerente é a relação semântica estabelecida entre um DP19 e seu contexto sintático, já o caso estrutural não prevê a relação entre um DP e seu contexto sintático. Tais casos podem ser manifestados por meio da morfologia e a marcação desse traço na morfologia estabelece alguns paralelos, entre eles a marcação da função gramatical. As funções que nos interessam, aqui, são as de Acusativo e Dativo, que marcariam as posições ocupadas por um objeto direto e por um objeto indireto, respectivamente.

O traço de animacidade é valorado pela polaridade, já que pode ser marcado como [+] ou [-] animado. A animacidade pode ser considerada uma propriedade da cognição geral. Ao trabalhar animacidade, Lage (2010) comenta que este é um conceito que faz parte de outra cognição além da cognição de linguagem: a cognição de percepção que leva em consideração questões ontológicas como a hierarquia homem > animal > planta > objeto (SILVERSTEIN, 1976; DIXON, 1979; AISSEN, 2003, entre outros). Mais do que isso, o conceito de animacidade faz parte da cognição de percepção de outras espécies, além da humana.

Em relação ao traço de animacidade, este não parece conter apenas propriedades semânticas. A animacidade seria considerada também um traço sintático, visto que este traço seria relevante na sintaxe, participando das operações sintáticas e não se esgotando nela. A marcação da propriedade de animacidade seria configurada como uma operação de concordância. Para o entendimento desta questão vejamos os exemplos de Sugisaki (2007):

2.a Kooen-ni kodomo-ga iru

parqueDAT criançaNOM estarANIMADO

18 Derivação é um método utilizado para a construção de uma cadeia gramatical. 19 Sigla em inglês para Determinant Phrase.

A criança está no parque. 2.b * Kooen-ni kodomo-ga aru

parqueDAT criançaNOM estarANIMADO A criança está no parque.

2.c Kooen-ni isi-ga aru

parqueDAT pedraNOM estarINANIMADO A pedra está no parque.

2.d * Kooen-ni isi-ga iru

parqueDAT pedraNOM estarINANIMADO A pedra está no parque.

Ao analisar a língua japonesa, Sugisaki (2007) concluiu que embora a concordância entre o verbo e o DP ou até mesmo entre SN seja vista como praticamente inexistente, o autor demonstrou que mesmo em raros casos há a operação de cópia de um traço que foi expresso morfologicamente em nomes ou verbos. Segundo o autor, a exceção pode ser atrelada ao traço de animacidade.

Em japonês, existe um único par de verbos que se alternam dependendo da propriedade de seus sintagmas nominais: os verbos locativos aru (inanimado) e iru (animado) concordam em animacidade com seus sintagmas nominais. Ambos os verbos aru e iru expressam dois tipos distintos de significado que são equivalentes em inglês a have (ter) e be (ser), (SUGISAKI, 2007, p. 1 tradução nossa). 20

Isto posto, podemos sugerir, a partir de Sugisaki (2007), que as formas iru e aru parecem equivaler a apenas um verbo no qual a morfologia variaria de acordo com concordância. A forma iru corresponderia ao traço [+] animado e a forma aru, em contrapartida, quando o traço acomodasse o valor de [-] animado. Esta parece ser uma evidência clara da inserção do traço de animacidade na concordância. Para além da relação do traço de animacidade e concordância, os dados de Sugisaki (op.cit)

20 In Japanese, the locatinal verbs aru (inanimate) and iru (animate) are the only pair of verbs which alternate depending on the animacy classification of their nominative phrases. Both aru and iru express two distinct types of meanings which are equivalent to those expressed by have and be in English.

funcionam como uma demonstração da natureza sintática do traço de animacidade, sustentando ainda mais a sua importância sintática, já que parece ser o único motivador da concordância em japonês.

Outra evidência é a do redobro do clítico, agora no espanhol, na variedade da região de Rio da plata, entre a Argentina e o Uruguai, de acordo com Jaeggli (1986). O traço de animacidade é responsável também por um fenômeno de natureza sintática do redobro do clítico, segundo Jaeggli (1986). Nessa região, Groppi (1997) verificou que somente antecedentes com o traço [+] animado geram sentenças com o redobro de pronomes clíticos, sentenças que não obedeçam esta regra são consideradas agramaticais. O fenômeno do redobro de clíticos está presente em quase todas as variedades do espanhol, se não em todas as variedades, incluindo, aqui as variedades do espanhol peninsular. Para todas essas variedades, há uma única regra, na qual o elemento alvo da realização seja antecedido pela preposição a que indica o caso dativo21.

No que diz respeito ao PB, o traço de animacidade também parece ser relevante em questões de ordem sintática. Segundo Soledade (2011), o traço [-] animado favorece o apagamento de objeto, não importando a categoria sintática a que ele pertença. E ainda sobre o objeto nulo a autora destaca que a animacidade foi um dos fatores que possibilitou a alteração do clítico acusativo para o objeto nulo, já que o fenômeno do objeto nulo foi primeiro verificado em ocorrências com o traço [-] animado.

E ainda nesse viés, Cyrino (2003) afirma que haveria uma correlação entre a baixa produtividade dos clíticos acusativos e uma significativa produtividade do objeto nulo com o chamado princípio do “evite o pronome” 22. Esse princípio seria aplicado a elementos mais baixos na hierarquia de referencialidade atingindo a posição de objeto cujo os antecendentes [-] animados seriam mais propensos a esse princípio.

Em vista disso, quando falamos do sistema pronominal de 3a pessoa algumas

21 Exemplos retirados de Santos (2011, p. 51) A1. Le ayudaron a Maria

A2. * Le ayudaron ø Maria.  22 Chomsky (1981, p. 65)

diferenças parecem ser mais claras. Para o sistema pronominal de 3a pessoa, o espanhol e o PB tenderiam ao preenchimento e apagamento, respectivamente. Pensar como o traço de animacidade poderia ser um fator relevante com relação ao preenchimento versus apagamento é relevante, mesmo quando o léxico de uma língua não parece mais comportá-los.

Em relação à seleção de traços que possam ser realizados mas que não fazem parte da gramática nuclear, Sigurðsson (2005) afirma que todas as línguas naturais teriam acesso a todos os traços da GU. Os falantes, para esse autor, são dotados com estruturas e elementos sintáticos inatos, não importando se tais traços são manifestados ou não morfologicamente. Este autor advoga a favor da uniformidade dos traços. Sendo assim, os traços referentes à realização do argumento interno poderiam ser editados de acordo com a necessidade da língua, ou seja, a GU forneceria todos os traços de todas as línguas naturais caberia ao falante selecioná-lo.

Sigurðsson (op. cit.) postula que as diferenças entre as línguas seriam resultado da possibilidade da manifestação ou não dos traços, que para ele seriam universais. A opcionalidade de um traço não se manifestar morfologicamente é formulada pelo autor como “Princípio do Silêncio” (em inglês Silence Principle). O autor defende que a diferença entre as línguas seria, apenas, superfícial, ou seja, a variedade entre as línguas seria decorrente da opcionalidade da expressão ou não de alguns traços. A partir do que afirma Sigurðsson (op. cit.), no que diz respeito a realização ou não do objeto direto, algumas estratégias de realização de objeto poderiam estar silenciadas e só seriam acionadas através de um possível “engatilhamento” ou motivação. Assim sendo, o aprendiz de espanhol falantes de PB após um “engatilhamento” ou motivação expressaria foneticamente o objeto direto por meio do clítico, utilizando a estratégia mais produtiva em espanhol.

Pensando na opcionalidade de se ocupar a posição de objeto direto em relação à produção de aprendizes de espanhol, a produtividade de um determinado item no input poderia ativar a seleção, tanto do clítico como estratégia de realização para os aprendizes, como as demais estratégias que corresponderiam as da língua materna. A partir da afirmação de universalidade dos traços de Sigurðsson (op. cit.), a realização do clítico na produção dos aprendizes é significativa, funcionando como um indicativo da reorganização dos traços referentes à cliticização.

Considerando o objetivo desta dissertação, verificaremos (i) a realização do objeto direto; (ii) se a marcação do traço de animacidade presente no antecedente favorece a realização ou não do objeto direto. Tendo em vista que este aprendiz passa de um sistema pronominal tensionado por mudanças significativas não só no que diz respeito à presença/ ausência de um item linguístico na posição de objeto direto, mas, também, na seleção deste item quando o referente a ser retomado apresenta o traço [-] animado.

A Teoria Gerativa fornece ferramentas importantes para se entender a aquisição de linguagem, no que diz respeito a sintaxe e do sistema computacional. Tendo em vista que o traço de animacidade pode ser considerado um traço relevante sintaxe e a uma possível correlação entre a valoração [-] ou [+] animado com o preenchimento ou realização do objeto direto, entender a disposição dos traços em relação à arquitetura da Faculdade da Linguagem pode fornecer evidências favoráveis aos estudos descritivos na teoria da linguagem.

CAPÍTULO 2

O MODELO DE AQUISIÇÃO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA