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Gresk og latin ved universitetene i 90-årene

In document Klassisk Forum, 1997:2 (sider 40-46)

Atualmente a equipe gestora é composta por três profissionais, diretora, vice- diretora e coordenadora pedagógica, conforme indica a tabela 3:

Tabela 3: Equipe gestora atuante na escola no segundo semestre de 2008

Função Professora

Diretora Isis

Vice-diretora Mirian Coordenadora pedagógica Leila

Fonte: Dados construídos no trabalho de campo em 2008

Entre as profissionais, a que ocupa o cargo por mais tempo é a diretora. Em sua narrativa, revela quando chegou à escola e, consequentemente, o tempo de permanência nela, conforme diz: “Em 2004 pedi remoção para a atual escola” (Isis: narrativa, 10/2008).

Apesar de ter assumido o cargo de vice-diretora em 2008, Mirian chegou à escola em 2004 como professora, e logo assumiu a coordenação pedagógica, permanecendo neste cargo até 2007, como relata:

Enquanto coordenadora (2004 à 2007) fiquei responsável pelo HTPC, que é muito importante para os professores, procurei dar assistência, ajuda aos professores, passando um pouco de minha experiência e auxiliando-as nas dificuldades através de testemunho, leitura de texto para reflexão, parceria com as professoras e uma professora de Matemática da Unicamp12 para fazer o grupo de estudo aqui na escola (Mirian: narrativa, 10/2008).

Leila é a mais recente integrante da equipe gestora porque passou a exercer a função de coordenadora pedagógica em julho de 2008. Ela atuou na escola como professora nos anos de 2004, de 2005, de 2007 e no primeiro semestre de 2008. Em 2006, Leila se efetivou como professora na rede estadual paulista, porém somente havia vaga para ingresso no quadro docente em escolas da capital, onde foi registrada sua sede. Mesmo tentando a transferência temporária, não conseguiu retornar para a escola, pois não havia classes disponíveis e suas aulas foram atribuídas em outra escola do município de Campinas. No ano de 2007, através do processo de remoção de cargo, sua sede foi transferida definitivamente para essa escola, onde pôde novamente exercer a docência, da qual saiu para assumir a função de coordenadora pedagógica.

4.3.1. Influências das políticas públicas na equipe gestora: a falta de profissionais

Ainda no primeiro semestre de 2008, a escola sofreu com mais uma influência das políticas públicas: a falta de um profissional na equipe gestora. Conforme já apontado anteriormente, ela iniciou o ano letivo sem a coordenadora pedagógica, porque ao final de 2007, devido à mudança no processo de contratação de professor coordenador pedagógico implementada pela Resolução SE-88 de 19/12/2007, a professora que exercia essa função deixou-a para assumir a vice-direção e poder continuar a trabalhar na mesma escola durante o ano letivo de 2008.

A professora poderia até continuar atuando na coordenação pedagógica da escola por mais um semestre, porém, ao iniciar o segundo semestre, deveria deixar a função e retornar para a escola onde está registrada sua sede como professora efetiva da rede estadual paulista. E como esta foi registrada em outro lugar, a professora deixaria de trabalhar nessa escola.

Apesar da mudança de função e a falta de uma profissional na equipe gestora, o compromisso com a Educação fez com que a vice-diretora, além de cumprir sua função, pudesse auxiliar pedagogicamente os professores, como ela mesma relata em sua entrevista:

No primeiro semestre nós não tínhamos coordenadora, então eu como vice, fiz a parte de coordenação [...] a gente também estudava alguns textos, conversávamos bastante sobre o que as professoras estavam fazendo e como estavam fazendo... (Mirian: entrevista, 10/12/08).

Construindo suas histórias nessa escola desde 2004, a diretora e, atualmente, a vice-diretora trabalharam juntas nesse período. A relação que estabeleceram e a postura que assumiram permitiram apoiar o trabalho docente e ajudar os professores da escola em busca da melhoria da qualidade de ensino.

Uma das ações mais significativas foi tentar garantir espaço de formação para os professores, preferencialmente nas “HTPC, na hora em que o grupo está reunido e o professor pode colocar seus questionamentos, suas angústias, e tem o suporte pra ele trabalhar” (Isis: entrevista, 12/12/08).

O incentivo às gestoras da escola para realizarem esse trabalho de apoio ao professor, segundo Mirian, vinha da experiência de anos anteriores. Percebia que esse contribuía para a melhoria da prática docente e do ensino oferecido pelos professores na escola, conforme fala durante sua entrevista:

[...] esse trabalho já é um trabalho que vem acontecendo na escola há tempo e quando chega no final, na nossa avaliação final, os professores pedem pra que continue esse espaço, esse momento pra que possam se reunir e trocar experiência. E quando eu estava na coordenação, eu ia em todos os grupos naquele dia que era pra troca de experiência e percebia que realmente estava acontecendo, então o envolvimento dos professores estava sendo muito bom. (Mirian: entrevista, 10/12/2008).

A pesquisadora concorda com Fiorentini quando este afirmou, durante o Exame de Qualificação desta pesquisa ocorrido em junho de 2009, que o comprometimento e o envolvimento dos gestores também na parte pedagógica, no apoio aos professores é algo muito positivo, mas não é prática comum nas escolas.

No segundo semestre, após ser aprovada no processo de seleção e de credenciamento, em julho, Leila passou a exercer a função de coordenadora

pedagógica. Pela formação que recebeu na escola, enquanto desempenhava a atividade de professora e por sempre colaborar com a gestão, a atual coordenadora pedagógica integra a equipe gestora mantendo bom entrosamento com as outras profissionais e agindo de acordo com a Proposta Pedagógica da escola, além de empenhar-se em ajudar os professores na formação para o ensino da Matemática nas séries iniciais.

Ainda no segundo semestre, a coordenadora pedagógica começou a participar das capacitações para o ensino da Matemática oferecidas pela Diretoria de Ensino (DE). Na visão da vice-diretora, a coordenadora pedagógica tornou-se agente multiplicadora dessa formação na escola conforme diz:

Depois, a partir de agosto, veio a coordenadora, e a DE também preocupada com o ensino da Matemática na rede estadual, começou a oferecer uma capacitação para os coordenadores e a coordenadora Leila começou a capacitar os professores (Mirian: entrevista, 10/12/2008).

Um registro no diário de campo da pesquisadora ratifica a observação feita pela vice-diretora:

Disse [a coordenadora pedagógica] com bastante empolgação que iniciará um curso na DE (Diretoria de Ensino) com o ATP (Assessor Técnico Pedagógico) de Matemática e que ministrará um curso de Matemática nas HTPC de quarta-feira para os professores da escola quando o grupo está reunido, baseando-se nas informações e estudos que ela fará na DE e mostrou-me animadamente, uma lista de referências para leituras e textos já entregues pelo ATP (Monike: diário de Campo, 18/08/2008).

A coordenadora pedagógica revela seu compromisso com a Educação e seu desejo de superação ao enfrentar uma dificuldade pessoal “não gostar muito da Matemática”, visando à melhoria do ensino dessa disciplina na escola quando afirma:

Continuei conversando com Leila e ela me falou sobre sua proposta enquanto coordenadora pedagógica: realizar estudos e ações para alavancar o ensino de Matemática na escola. E que apesar de não gostar muito da Matemática, ela irá se dedicar bastante a essa área do conhecimento, considerando que os maiores esforços da Secretaria de Educação são para as questões de alfabetização na língua materna, diminuindo-os em relação à Matemática. Por isso ela resolveu se dedicar à Matemática (Monike: diário de Campo, 18/08/2008).

Poucas semanas depois, a coordenadora pedagógica relatava em uma das conversas que teve com a pesquisadora que o Assistente Técnico Pedagógico (ATP) responsável pela capacitação dos coordenadores pedagógicos na DE havia se exonerado. O fato poderia ter influenciado negativamente a formação e o trabalho da coordenadora pedagógica, pois ela contava com as orientações matemáticas desse profissional, porém isto não abalou o compromisso de Leila com a formação dos professores, como se observa no trecho:

Passada a correria do recreio conversei com a Leila. A primeira notícia que ela me deu foi que o ATP de Matemática da Diretoria de Ensino, responsável pela capacitação dos coordenadores, exonerou- se. Ela disse ainda, que apesar do ocorrido, continuará com seu “curso” de Matemática para os professores da escola durante as HTPC (Monike: diário de Campo, 01/09/2008).

Ao contrário, a coordenadora pedagógica dispôs-se a aprender mais sobre o ensino de Matemática nas séries iniciais e procurou suporte para seus estudos com outros profissionais que trabalhassem com a área conforme diz no trecho: “Ela sabe que não é professora licenciada e nem especialista em Matemática, mas disse ter boa vontade e disposição para aprender, além de contar com a minha ajuda” (Monike: diário de Campo, 01/09/2008).

Mesmo sendo pedagoga, o fato de desenvolver esta pesquisa envolvendo a área do ensino de Matemática, mantendo-a em contato com pesquisadores e professores de Matemática nos grupos de estudos, tornavam-na, na visão de Leila, apta a auxiliá-la.

Tanto quanto Leila, a pesquisadora sentiu a necessidade de estabelecer parceira com professores de Matemática que tivessem formação específica para poder estudar questões do ensino dessa disciplina, pois, mesmo desenvolvendo pesquisa na linha de Ensino de Ciências e Matemática, tinha pouca formação inicial e muitas coisas ainda para aprender.

Assim como elas duas, outros profissionais das séries iniciais devem sentir a mesma necessidade: a de estabelecer parcerias e a de ter o apoio de profissionais com formação específica na área do Ensino de Matemática para continuarem a sua formação e seu desenvolvimento profissional nessa área.

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