• No results found

4. Partido Verde and the Emergence of Green Values in Brazil: Empirical Analysis and Findings

4.2 Is Inglehart’s Thesis on Postmaterial Values Applicable to the Partido Verde’s Electorate?

4.2.4 Green or Postmaterial Values

Com relação ao comportamento sexual observamos, na tabela 11, que 78% dos entrevistados já mantiveram relações sexuais com penetração vaginal e apenas 28% com penetração anal. Verificamos que 48% teve algum contato genital sem penetração, 51% teve sexo oral e 48% teve contato sexual com penetração do dedo na vagina ou no ânus. Em todas essas práticas sexuais, verificamos uma diferença significativa entre os gêneros, onde menor quantidade de mulheres teve diversas práticas sexuais com relação aos homens, e uma quantidade significativa de mulheres ainda não teve nenhum tipo de prática sexual, em comparação aos homens. No total, 14% nunca teve nenhuma prática sexual, sendo que dentre aqueles que já tiveram, 76% teve contato sexual nos últimos 6 meses.

Tabela 11. Porcentagem de homens e mulheres que tiveram as seguintes práticas sexuais, na 1ª coleta de dados (304 estudantes):

Práticas sexuais Afirmação

Mulheres Homens Total

(n=163) (n=141) (304)

Penetração vaginal.*** 68% 91% 78%

Penetração anal.*** 11% 47% 28%

Contato genital sem penetração.*** 43% 55% 48%

Sexo Oral.*** 43% 61% 51%

Penetração do dedo na vagina ou ânus.*** 35% 62% 48%

Nenhuma prática sexual.*** 21% 05% 14%

*** P < .05, Qui-Quadrado Pearson, grupo de homens versus mulheres.

Observamos, na tabela 12, que 10% dos entrevistados já ofereceram dinheiro em troca de sexo e 6% já recebeu dinheiro, indicando algum tipo prostituição. A região central, onde a maioria desses jovens morava, concentrava muita prostituição. Também verificamos que apenas 16% afirmou que não precisaria amar a pessoa para ter relações sexuais. Existe uma diferença grande nas respostas entre os sexos, onde as mulheres nunca receberam dinheiro em troca de sexo e maior quantidade de

homens pagaram para ter sexo. O sexo para as mulheres está mais associado ao amor, pois maior quantidade concorda que só faria sexo por amor.

Apenas 5% dos jovens afirmaram que, no momento da relação sexual, nunca ficam mais excitados quando a relação acontece de surpresa. Este poderia ser um fator importante para a prevenção pois, a partir do momento em que a relação sexual fica mais excitante se não está prevista, poderíamos supor que também existiria a possibilidade que esses jovens não tivessem a camisinha disponível no momento.

Como afirma Paiva126, muitas dessas relações acontecem de surpresa, na rua, dentro de casa, ou no máximo na casa emprestada onde não havia ninguém. Nas entrevistas em profundidade esse dado foi confirmado, pois esses jovens não tinham um lugar tranqüilo e aconchegante para ter relações sexuais, nem dinheiro para ir a motéis ou hotéis.

Apenas 12% dos entrevistados afirmaram que não precisariam ter penetração na hora da “transa”. Verificamos que para os homens a “penetração” durante o ato sexual era mais necessária do que para as mulheres. Observamos que 33% dos jovens afirmaram que já transaram após terem consumido grande quantidade de álcool e 8% após ter usado algum tipo de droga, o que poderia ser um fator de risco para a infecção pelo HIV.

Tabela 12. Porcentagem do contexto das práticas sexuais de homens e mulheres, na 1ª coleta de dados (200 jovens que tiveram relações sexuais nos últimos 6 meses).

Afirmações Concordância Mulheres Homens Total (n=163) (n=141) (304)

Recebeu dinheiro em troca de sexo.*** 00% 10% 05% Deu dinheiro em troca de sexo.*** 02% 17% 10% Não precisa amar a pessoa para fazer sexo.*** 07% 27% 16% Nunca fica mais excitado(a) quando a relação

acontece de surpresa. 06% 03% 05%

Não precisa ter penetração no ato sexual.*** 16% 08% 12% Consumiu álcool antes de transar. 28% 38% 33% Consumiu drogas antes de transar. 05% 10% 08% *** P < .05, Qui-Quadrado Pearson, grupo de homens versus mulheres.

126 Paiva (1996).

A análise que se segue refere-se apenas aos jovens que tiveram prática sexual nos últimos 6 meses (200 pessoas). Segundo o gráfico 1, nos últimos 6 meses, 67% teve apenas parceiros regulares (n=127), 12% teve apenas parceiros casuais (n=22) e 21% teve parceiros regulares e casuais (n=40). A maioria das mulheres (80%) teve relações sexuais apenas com parceiros regulares, enquanto que maior quantidade de homens teve com parceiros regulares e casuais.

Gráfico 1: Tipo de parceria sexual nos últimos 6 meses, na 1ª coleta de dados (n = 200). 67% 12% 21% parc.regular parc.casual parc.regular/casual

Quanto ao tipo de relacionamento com os parceiros regulares, em 58% dos

casos era um namoro, em 26% era um caso, em 10% era um casamento e em 6% moravam juntos. Observamos que uma quantidade significativamente maior de homens tinha um caso e que maior quantidade de mulheres era casada. Com relação à fidelidade, observamos que 56% acreditava que o parceiro só transava com ele(a), 7% achava que o parceiro transava com mais gente e 37% tinha dúvidas em relação à fidelidade do parceiro.

Cerca de 4% manteve relações com pessoas do mesmo sexo nos últimos 6 meses (4 homens e 3 mulheres). O fator de maior importância para o estudo era a adoção de práticas preventivas, independentemente da opção sexual. Por esse motivo, e também por se tratar de uma amostra muito pequena, esses dados foram analisados conjuntamente com o restante.

Com relação às práticas sexuais com parceiro regular nos últimos 6 meses, observamos que 7% dos entrevistados não tiveram penetração vaginal, 26% usou camisinha em todas as vezes e 67% teve penetração sem usar camisinha. Com relação ao sexo anal, 75% não teve penetração anal, 10% nunca usou camisinha e 15% não usou em todas as relações. No total, 70% dos jovens que tiveram parceiros

regulares nos últimos 6 meses tiveram relações sexuais com risco127.

127 Essa variável foi composta com os dados das relações sexuais com penetração vaginal e anal do “

Gráfico 2: Uso de camisinha nas relações vaginais com parceiros regulares, nos últimos 6 meses, na 1ª coleta de dados. (n=167)

44% 23% 26% 7% Nunca Ás vezes Sempre Não teve penet.vaginal

Gráfico 3: Uso de camisinha nas relações anais,com parceiros regulares, nos últimos 6 meses, na 1ª coleta de dados. (n=167)

10% 7% 8% 75% Nunca Às vezes Sempre Não teve penetr.anal

As próximas questões se referem apenas aos entrevistados que tiveram prática sexual nos últimos 6 meses com parceiros casuais (62 pessoas, 20% da amostra). Como podemos observar, estes jovens mantiveram práticas sexuais arriscadas em relação ao HIV com seus parceiros casuais. Um total de 56% dos entrevistados tiveram penetração vaginal com risco e 13%, penetração anal com risco com esses parceiros.

Gráfico 4: Uso de camisinha nas relações vaginais com parceiros casuais, nos últimos 6 meses, na 1ª coleta de dados. (n=62)

26% 30% 13% 31% Nunca As vezes Sempre Não de aplica

Grafico 5: Uso de camisinha nas relações anais com parceiros casuais, nos últimos 6 meses, na 1ª coleta de dados. (n=62)

11% 2% 69% 18% Nunca Às vezes Sempre Não se aplica

Compondo todos os dados obtidos sobre o risco sexual para infecção pelo HIV observamos, na tabela 13, que 67% dos jovens tiveram relações sexuais de risco, sendo que 70% dos jovens que tiveram parceiros regulares e 64% dos jovens que tiveram parceiros casuais não utilizaram o preservativo. Realizamos um cruzamento da variável risco sexual com a questão sobre fidelidade128, e verificamos que 36% de nossa amostra (n=200 jovens que tiveram relações sexuais nos últimos 6 meses) teve relações de risco com parceiros que eles julgavam não serem monogâmicos.

Tabela 13. Porcentagem de homens e mulheres que mantiveram relações sexuais arriscadas, na 1ª coleta de dados.

% Homens % Mulheres % Total

Risco sexual (n=200) 64 69 67

Risco Parc.regulares (n=167) 73 66 70

Risco Parc.casuais (n=62) 67 63 64

Risco Parc. não monogâmicos (n=200) 32 40 36