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Grading synthesized programs

Improving Competitive Differential Evolution

6.1 Competitive differential evolution

6.2.2 Grading synthesized programs

O objetivo da perspectiva sociossemiótica é compreender a construção do sentido, ou ainda de forma mais ampla, a questão do “sens de la vie”, expressão esta que, segundo Eric Landowski (2005, p. 07), era freqüentemente citada por A. J. Greimas. Na direção deste pensar, constatamos que este “sentido da vida” está presente nos discursos e práticas que se produzem nas relações comunicativas estabelecidas nas mídias, ou seja, nos meios de comunicação de massa, como exemplo, a coluna Figurinos, constituída de imagens de moda, integrada à revista semanal O Cruzeiro, o nosso “texte-objet” sendo esta uma expressão utilizada também por Landowski (2005, p. 08).

Para nossa análise, interessante é englobar este “texto-objeto” em um “mundo humano que nos parece se definir essencialmente como o mundo da significação” conforme Greimas citado por Landowski (2005, p. 08). Estamos, assim, direcionando nosso compreender, do âmbito de um conhecimento do social para um âmbito sócio- semiótico. Eric Landowski, que se ocupa dos estudos dos textos visuais construídos a partir dos discursos publicitários e políticos, dá-nos também subsídios para entender os

Seguramente, a moda não intervém apenas no plano temporal por uma renovação continua dos princípios de reconhecimento interindividual através da duração. No momento em que ela põe em circulação formas que podem ter valor de signos de afiliação facilitando a constituição ou a afirmação de grupos sociais qualitativamente distintos uns dos outros, ela é também um fator de segmentação e de articulação do

espaço social (2002, p. 94).

Assim, ao mesmo tempo que reflete globalmente a segmentação do corpo social, e até, enquanto contribui para estabiliza-la sob a forma de maneiras de ser de fazer colocadas diferencialmente para cada grupo como norma do momento, a moda contribui, pelos jogos do parecer que torna possíveis, para certa labilidade das relações sociais: diferenciação das identidades no interior do espaço das relações intersubjetivas e regulação temporal das formas e manifestação dessas identidades não são dissociáveis (2002, p. 96).

[...] a moda só existe mesmo enquanto imprime um ritmo num devir coletivo, do qual ela é ao mesmo tempo um dos motores das manifestações mais visíveis (2002, p. 98).

É neste complexo das competências modalizadoras de ser e fazer que utilizaremos um método descritivo da construção do sentido do texto. Na dinâmica desta construção ocorre uma passagem do nível narrativo ao nível discursivo quando identificamos as isotopias constituídas nos temas e figuras dos modos visíveis do feminino, como as mulheres se vestem e se mostram por meio da roupa, do corpo, do gesto, do penteado, dos acessórios variados entre eles adereços de cabelo, adornos do corpo como brincos, colares, pulseiras e ainda calçados, bolsas, buquês, luvas, e chapéus. Todos estes elementos fazem parte de um “mecanismo de reconhecimento” segundo o pensamento de E. Landowski (2002, p. 98), produzindos os efeitos de sentido e colocando em circulação valores e papéis adotados, concernentes a um discurso, a um texto visual: a moda.

Para dar continuidade ao empreendimento de nossa discussão e análise, eis que nos deparamos em outra etapa deste processo de construção do sentido, o “fazer semiótico” que como propõe Landowski (2001, p. 25) ampara-se na dinâmica do nosso

transcender, ir além numa descrição, compreensão da construção do sentido em que nele se produz.

Assim embasados na teoria geral da semiótica discursiva francesa desenvolvida por A. J. Greimas, que a partir das suas postulações abriu possibilidade para outras problemáticas do estudo da significação, procurando estender para uma abordagem sociossemiótica na qual Eric Landowski (2001, p. 24) nos leva a compreender certas “manifestações significantes” como objetos abertos para melhor conhecer o mundo, o estar no mundo, ou seja, como entender estas manifestações, considerando-as:

[...] abertas, “dinâmicas”, ainda por vir, isto é, que não oferecendo o caráter de unidades fechadas, só se deixaram captar em ato. Não são textos (mesmo em sentido amplo), mas interações em curso, práticas, por exemplo sociais (micro ou macro sociais), se fazendo: uma greve que nunca termina, uma crise internacional que ameaça chegar, uma nova moda que se espalha repentinamente , ou, num outro plano, a cena doméstica que , de tanto se repetir, transforma-se em um estilo de vida, ou ainda, menos trivial talvez, certa paixão que sentimos nascer em nós ou, ao contrário, que vemos se desfazer no outro. Tais processos captáveis somente in vivo, gostaríamos também de poder analisá-los – tanto mais que, em vez de sermos suas simples testemunhas (como o espectador de olhar distante diante de sua catedral), somos agora, de maneira direta, partes interessadas no resultado da sua própria maneira de fazer sentido ao se realizarem (2001, p. 24 e 25).

De maneira geral, lidar com os modos do fazer semiótico, sendo um deles a sociossemiótica que nos proporciona procedimentos para um refletir do percurso gerativo do sentido, constituído de três níveis, a saber: o primeiro é o nível fundamental onde surgem as categorias semânticas de oposição, o segundo nível é o narrativo, constituído da organização da narrativa do ponto de vista de um sujeito e, por fim, o terceiro nível discursivo onde a narrativa é assumida pelo sujeito da enunciação.

e um fazer ver.

Ao partirmos do discurso,e do desenrolar do percurso gerativo do sentido, constatamos uma dinâmica da produção deste sentido através de relações entre um sujeito e um objeto de valor, que se colocam em níveis subseqüentes, do simples e abstrato – o nível fundamental, ao intermediário – o nível narrativo até tornar-se mais complexo e concreto – o nível discursivo em que as qualidades sensíveis são manifestadas no plano da expressão que materializa o plano do conteúdo. Desenrolar- se-á assim a nossa descrição do texto sincrético escolhido por uma metodologia que propõe um método descritivo para a análise do arranjo visual e verbal do texto.