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GRØNSAKDYRKINGA PÅ FRILAND A. ATI'ERSYN OVER UTVIKLINGA

C. KOMMUNIKASJ ONAR, SAMFERDSEL

III. GRØNSAKDYRKINGA PÅ FRILAND A. ATI'ERSYN OVER UTVIKLINGA

O símbolo do Cristo abre a porta para todas as demais dimensões do mistério. A primeira dimensão que esse símbolo apresenta é a dimensão da mediação; não se trata apenas de uma função salvífica por parte daquele que representa o Cristo e sim da salvação concedida pelo divino que se manifesta por meio desse símbolo. Na imagem do símbolo do Cristo, o seu sofrimento e a sua redenção deixa claro que tanto a salvação quanto a mediação provem de Deus.

Portanto, embora o Cristo seja esperado como mediador e salvador, ele não é esperado como uma terceira realidade entre Deus e o ser humano, mas como aquele que representa Deus diante do ser humano. Ele não representa o ser humano diante de Deus, mas mostra o que Deus quer que o ser humano seja. Ele mostra aos que vivem sob as condições da existência aquilo que o ser humano é essencialmente e, portanto, o que ele deveria ser sob essas condições.211

Junto ao símbolo do Cristo apresenta-se com a mesma intensidade o símbolo do Messias, forma hebraica do “Cristo”, que é dotado de um grande acervo de material simbólico procedente da organização social do mundo semita e egípcio, e, sobre tudo, da

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TILLICH, 2002, p. 35.

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instituição política da monarquia. O Messias/Cristo é o rei que vence os seus inimigos e estabelece a paz e a justiça. Quanto mais se transcendeu o sentido político dessa ideia, tanto mais a figura do rei tornou-se simbólica e mais traços mitológicos foram incorporados a ela. O símbolo do Messias é um símbolo histórico ele sempre se manteve ligado à história em toda a sua plenitude.

O messias não salva os seres humanos conduzindo-os para fora da existência histórica; o messias deve transformar a existência histórica. O individuo entra numa nova realidade que abrange a sociedade e a natureza. Segundo o pensamento messiânico, o Novo Ser não exige sacrifício do ser finito; pelo contrário, ele leva todo ser finito á plenitude ao vencer sua alienação.212

O símbolo do Cristo aponta para a transformação da realidade por meio do Novo Ser. Ele indica o poder do Novo Ser que, de muitas maneiras, vence a condição humana. O símbolo do Cristo cria o elo entre o ser humano e divino que conduz o ser humano a transcender a esfera inteira da existência.

O Cristo é Deus para nós! Mas Deus não é somente Deus para nós, mas o é para tudo que foi criado. De forma análoga, devemos dizer que Jesus como o Cristo pertence àquele processo histórico do qual ele é o centro, determinando seu inicio e fim. Este processo inicia no momento em que os seres humanos começam a perceber sua alienação existencial e formulam a questão do novo ser.213

O ser de Jesus é o Cristo porque possui qualidades do Novo Ser. O Cristo é aquele que traz o novo éon e a transformação histórica por parte dele deve-se ao fato do Cristo ser o fim da história, ou seja, é o fim do período preparatório da história e seu alvo. A transformação histórica por meio do Cristo demonstra que ele detém o controle por toda a história, mas isso não significa que ele interfira imperativamente na história.

O símbolo do Cristo como o senhor da história não significa uma interferência externa por parte de um ser celestial, nem a plena realização do Novo Ser na história, nem a transformação desta em reino de Deus; significa, isso sim, a certeza de que nada pode acontecer na história que impossibilite a atuação do Novo Ser.214

De fato, o símbolo do Cristo traz na sua revelação a continuidade histórica, pois a sua manifestação torna evidente o poder do Novo Ser no ser de Jesus como o Cristo que participa em todos os eventos decorrentes a partir do evento do seu esvaziamento e da auto- doação que venceu todas as formas da existência humana.

212 TILLICH, 2005, p. 380. 213 TILLICH, 2005, p. 391. 214 TILLICH, 2005, p. 448.

Além de revelar o caráter mediador para a salvação do ser humano e o caráter histórico, o símbolo do Cristo apresenta também o caráter da ressurreição. O mistério da ressurreição apresenta Jesus como o portador do novo ser em uma relação especial com a existência.

A certeza de que o portador do novo éon não podia ter sucumbido de forma final sob os poderes do velho éon converteu a experiência da ressurreição no teste decisivo do caráter crístico de Jesus de Nazaré. Graças a uma experiência real, os discípulos puderam aplicar a Jesus o símbolo conhecido da ressurreição, reconhecendo-o assim definitivamente como o Cristo.215

A ressurreição exposta no símbolo do Cristo não se refere ao relato de um milagre ocorrido no inicio dos séculos; trata-se da ressurreição daquele que como o Cristo submeteu-se a morte da alienação existencial, ela é uma combinação de evento e símbolo; trata – se de uma experiência misteriosa de uns poucos que creram em Jesus como o Cristo e por isso transformaram o símbolo em um acontecimento. Mas, a única afirmação concreta e factível a respeito da ressurreição é a entrega de Jesus à consequência última da existência, ou seja, à morte sob as condições da alienação; as demais informações são dados históricos elaborados a partir de uma interpretação lendária.

A fé na ressurreição do Cristo não depende, nem positiva nem negativamente, desta reposta. A fé só pode dar certeza à vitória do Cristo sobre a conseqüência última da alienação existencial à qual ele se sujeitou. E a fé pode conferir esta certeza porque ela própria se baseia nela.216

A mensagem da ressurreição depositada no símbolo do Cristo está baseada na experiência de ser possuído pelo poder do Novo Ser por meio do qual foram vencidas as consequências destrutivas da alienação. Ela descarta a manifestação da alma de Jesus para aqueles que estão vivos e tão pouco acredita que o evento tenha acontecido tão somente na mente daqueles que receberam a experiência da ressurreição.

O fato de que um individuo humano reviva ou reapareça como espírito não constitui o evento da ressurreição. O evento da ressurreição não é um evento espiritualista e tão pouco um evento psicológico, ele pode ser descrito como a confirmação extática da unidade indestrutível do Novo Ser com o ser de Jesus de Nazaré. Sobre o prisma dessa confirmação extática a ressurreição está sustentada na restituição da unidade pessoal entre Jesus e Deus e no impacto desta unidade sobre a mente dos apóstolos.

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TILLICH, 2005, p. 440.

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Assim como a ressurreição do Cristo corrobora para apresentação do novo Ser em Jesus como o Cristo que aparece vitorioso sobre a alienação existencial a qual ele esteve sujeito, também o seu nascimento virginal corrobora para a transmissão da mensagem do símbolo do Cristo.

Enquanto o nascimento de Jesus em Belém pertence aos símbolos que corroboram com a cruz, o relato de seu nascimento pertence aos símbolos que ratificam a ressurreição. Este relato expressa a convicção de que o Espírito divino, que fez de Jesus de Nazaré o Messias, já o havia criado como recipiente seu, de modo que a aparição salvífica do Novo Ser é independente das contingências históricas e dependentes só de Deus.217

Em todas as suas variantes o símbolo do Cristo não remete à figura de um ser celestial, o Cristo é a manifestação do mistério para totalidade da existência humana; por isso a sua revelação não esgota sua mensagem. O símbolo do Cristo, como manifestação do mistério, revela a reintegração do ser humano a Deus e, como símbolo do mistério, traz consigo outros símbolos que corroboram para o significado do sentimento religioso, como por exemplo, o símbolo da cruz.