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Governance as management in the decentralized solar PV niche in Kenya

Chapter 5: The modes of governance influencing the progress of decentralized off-grid

5.1 Governance as management in the decentralized solar PV niche in Kenya

Na matéria que aqui nos detém, revela-se de especial importância a Recomendação CM/Rec (2015) 4, do Comité de Ministros do Conselho da Europa, pois que a mesma constitui um guia para os Estados Membros do Conselho da Europa no que diz respeito à prevenção e resolução de conflitos entre os progenitores, nas situações de alteração da residência por parte daquele que tem o filho a viver consigo.

Encontramos na mesma um conjunto de princípios que devem ser tidos em conta nestas ocorrências, mormente o princípio do superior interesse da criança.

5 De 27-04-2017, proferido no Proc. 21881/16.0T8LSB 6ª Secção, relatado por Maria Teresa Pardal e, tanto quanto conseguimos apurar, ainda não publicado.

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II JORNADAS DE DIREITO E DA FAMÍLIA E DA CRIANÇA – O DIREITO E A PRÁTICA FORENSE 3. Alteração da Residência da Criança - Questão de Particular Importância?

Nesta Recomendação não se mostram incluídas as questões relacionadas com o rapto parental, mas apenas os casos em que um dos progenitores deseja, de modo legítimo, alterar a sua residência.

No seu preâmbulo faz-se referência às fontes onde foi beber os princípios que consagra e, pela sua relevância, aqui se enunciam algumas das mais relevantes, pois na sua maioria constituem textos de direito internacional a que Portugal está, igualmente, obrigado.

• Convenção para a Proteção dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais, de 4

de novembro de 1950;

• Jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em particular no que se

refere ao artigo 8º (direito ao respeito pela vida privada e familiar);

• Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, de 20 de novembro de

1989;

• Convenção Europeia sobre o Exercício dos Direitos da Criança, de 25 de janeiro de

1996;

• Convenção sobre Jurisdição, Direito Aplicável, Reconhecimento, Execução e

Cooperação em Matéria de Responsabilidade Parental e Medidas de Proteção à Criança, adotada pela Conferência de Haia de Direito Internacional Privado, em 19 de outubro de 1996;

• Recomendação Rec (84) 4 aos Estados membros sobre as responsabilidades parentais

e, em particular, o Princípio 6 que prevê a atribuição das responsabilidades parentais em caso de dissolução do casamento ou separação dos pais;

• Diretrizes sobre justiça para crianças, de 17 de novembro de 2010 e, em particular, suas disposições relativas ao direito da criança a ser ouvida e a expressar a sua opinião. A Recomendação CM/Rec (2015) 46:

Os princípios gerais

1. A lei nacional sobre deslocalização de crianças deve:

a. Oferecer segurança jurídica suficiente para prevenir e resolver disputas;

b. Fornecer flexibilidade suficiente para resolver satisfatoriamente disputas individuais; c. Incentivar o alcance de acordos amigáveis.

Sobre os Direitos da criança

2. O melhor interesse da criança deve ser uma consideração primordial na obtenção de acordos e resolução de litígios em matéria de deslocalização de crianças.

6 Tradução livre, da nossa responsabilidade.

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3. A criança deve ter o direito de ser informada e consultada, e para expressar asua opinião sobre a alteração da residência proposta. Deve dar-se um peso adequado aos pontos de vista da criança, de acordo com sua idade e grau de maturidade.

Para evitar conflitos

4. Devem existir medidas destinadas a evitar disputas sobre deslocalização de crianças ou suas consequências. Tais medidas podem incluir:

Disposições que encorajem os pais ou outros detentores de responsabilidades

parentais a refletirem sobre uma possível deslocalização futura da criança, concordando com questões de mudança, como aviso prévio, duração e limites geográficos;

 Regras sobre a notificação de que a pessoa que se propõe mudar a residência habitual da criança deve ser obrigada a informar o outro pai ou outros detentores de responsabilidades parentais, por escrito, antes da alteração proposta e dentro de prazos específicos, a fim de evitar deslocações unilaterais;

 Serviços (públicos ou privados) para aconselhamento e mediação, para ajudar pais ou outros detentores de responsabilidades parentais a chegarem a um acordo.

Resolução de disputa

5. Os meios alternativos de resolução de litígios devem ser promovidos para se chegar a acordo sobre deslocalização de crianças, sem a necessidade de recorrer às autoridades competentes, sem prejuízo do princípio 6.

6. Os pais ou outros detentores de responsabilidades parentais devem ter o direito de poder apresentar qualquer desacordo sobre a mudança de residência da criança a uma autoridade competente para decisão.

7. Na ausência de acordo, a residência habitual da criança não deve ser alterada sem uma decisão da autoridade competente, exceto nas circunstâncias previstas na legislação nacional. 8. Ao resolver as controvérsias sobre a deslocação de crianças, a autoridade competente deve assegurar que todos os fatores relevantes sejam levados em consideração, dando peso a cada fator apropriado nas circunstâncias do caso individual. O exame deve centrar-se no que sejam os melhores interesses da criança.

9. A decisão da autoridade competente deve ser feita sem recorrer a qualquer presunção a favor ou contra a alteração da residência habitual da criança.

10. Como o tempo é essencial nas disputas sobre a deslocalização de crianças, particularmente no que se refere à própria criança, os Estados membros devem assegurar que as disputas sejam resolvidas pela autoridade competente o mais rápido possível.

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11. Deve ser considerada a possibilidade de facilitar as comunicações judiciais diretas entre as autoridades dos Estados membros sobre casos internacionais de deslocação de crianças.