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Vurdering av ulike faktorer for konkurranse mellom bane og bil

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No que tange às considerações acerca da postura, LM considera que ela é ponto precípuo à construção da técnica do instrumento e, mais ainda, que implica diretamente na condução correta do arco. Uma boa postura determinará a naturalidade no manejo do arco, fator estrutural na construção de uma boa sonoridade.

Passemos à questão concreta. Ao discorrer sobre a maneira de empunhar o instrumento, LM assinala que o músico “deve manter uma postura descontraída e agradável” (εηZART, 1848, p. 54), e, vale aqui lembrar, que na época existiam duas formas básicas de segurar o violino: uma mantinha o instrumento mais abaixo do ombro, contando com o auxílio do polegar e do indicador da mão esquerda para realizar as passagens nas posições altas. A outra, assegurada por LM como a mais confortável e eficiente, afirmava que se deveria apoiar o violino em cima do ombro e contra o pescoço, o que dava à mão esquerda mais segurança e agilidade nas passagens em posições altas.

Desse modo, o violino ajusta-se ao corpo do músico e dispõe-se naturalmente. Dois são os pontos observados no Capítulo II do Tratado como relevantes para um bom posicionamento do violino: 1) a altura do violino no ombro deve levar em conta a relação da voluta face à boca, de

modo que o instrumento não fique nem alto nem baixo; 2) deve-se manter o violino o mais imóvel possível, sem movimentos excessivos para frente ou para trás, algo que, caso ocorresse, dificultaria os movimentos do arco. O conforto da boa postura com o instrumento nasce de um ajuste ao corpo, e não apenas de uma postura que obedeça a determinismos ou regramentos técnicos. Ou melhor, obedecer a certos regramentos supõe o corpo do executante, que deve estar ciente de si para que consiga segurar o violino sem esforços desmedidos e prejudiciais ao próprio corpo e à sonoridade. A adaptabilidade do executante ao violino é uma via de mão dupla: do corpo para o violino, do violino para o corpo.

1.1 Da colocação da mão esquerda

Ao tratar da colocação da mão esquerda, LM destaca que se deve sustentar o braço do violino disposto entre o polegar e o indicador, mas nunca com o polegar projetando-se sobre o espelho. Alerta ainda que, para que se alcance a extensão máxima dos dedos, é preciso manter o pulso e a parte interior da mão livres. No mesmo capítulo II, aponta para duas regras básicas sobre a mão esquerda: 1) são as pontas dos dedos que devem ser colocadas sobre as cordas, com o que se consegue pressioná-las bem; 2) os dedos devem permanecer na corda até que a nota não precise mais ser tocada, ao mesmo tempo que se deve evitar levantar os dedos em demasia, pois isso levaria à contratura da mão esquerda. Para melhor fazer entender tais orientações, LM propõe o seguinte exercício:

(...) coloca-se o primeiro dedo na nota fá da corda mi, o segundo na nota dó da corda lá, o terceiro dedo na nota sol da corda ré e o quarto na nota ré da corda sol, de tal forma que nenhum dedo será levantado, mas mantidos todos no lugar certo. Então, tente levantar primeiro o indicador, depois o terceiro dedo; em seguida, o segundo e depois o quarto, deixando-os, em seguida, cair de novo e imediatamente, mas sem tirar os outros três do lugar. O dedo deve ser levantado o tanto suficiente para não tocar a corda e você verá que este é o caminho mais curto para conquistar a posição correta da mão esquerda e que, dessa maneira, se adquirirá uma extraordinária facilidade para tocar cordas duplas afinadas quando isso for necessário81. (MOZART, 1948, p. 57).

81

Place the first finger on the F of the E string, the second on the C oh the A string, the third on the G of the D string, and the fourth or little finger on the D of the G string, but in such a fashion that none are lifted, but all four fingers lie simultaneously on the right spot. Then try to lift first the index-finger, then the third; soon the second, and then the fourth, and to let them fall again at only, but without moving the other three from their places. The finger must be lifted at least so high as not to touch the string and you will see that this exercise is the shortest way to acquire the true position of the hand and that thereby one achieves an extraordinary facility in playing double- stopping in tune when the moment arrives.

Na prática, tal exercício serve para alongar os dedos dando-lhes flexibilidade e ajuda a posicionar a mão esquerda em toda a extensão da primeira posição nas quatro cordas. Parece-nos claro que esse mecanismo prescreve a forma mais segura de se trabalhar a mão esquerda no que se refere à afinação, pois quanto mais bem colocada a mão, melhores condições terá o músico para produzir a nota e ajustar sua afinação. LM chama a atenção, inclusive, para o fato de que muitos músicos acabam dificultando certas passagens exatamente por não colocarem a mão esquerda de uma forma correta no violino. Assim, tanto mais fácil tecnicamente será a peça quanto melhor o aluno alcance as condições corretas de postura. Nesse sentido, não se trata, para o executante, de uma questão menor. Ao contrário, empunhar devidamente o violino é condição estrutural para a produção de uma sonoridade artística. Se não se atenta para este fato, afirma LM, tudo fica comprometido, falho, tecnicamente insuficiente, de modo que, conquistar conforto e propriedade na empunhadura é questão fundamental, de base, sem a qual, a evolução do aprendizado do aluno não ocorrerá devidamente, ou com qualidade. Assim, o estudo não pode negligenciar esses passos iniciais, os quais, de fato, condicionarão toda a performance posterior. Para LM, a formação das bases técnicas é questão fundamental.

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