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Global market: Standardization in China

Os conceitos de aprendizagem e prestação motora são difíceis de distinguir (Louro et al., 2009). De acordo com os autores, a prestação motora é uma execução observável,

38 sofrendo alterações devido à influência de vários fatores, tais como a fadiga, ansiedade, motivação, condição física, crescimento e maturação, condições de prática, drogas, etc. Por outro lado, para Schmidt (2001) a aprendizagem motora, é um processo de transformação interno, não observável, resultante da prática, cujo nível reflete a aptidão do individuo para produzir um movimento em qualquer momento. Logo, parece-me claro inferir que a aprendizagem motora está associada à expressão “aprender a habilidade”, ao passo que a prestação motora se associa a “executar a habilidade”.

A análise qualitativa na natação, surge associada à deteção e análise do erro (Campaniço & Silva, 1998). Por outro lado, Reischle (1993) considera como erros técnicos, os desvios ao modelo mais eficiente de execução de uma determinada habilidade motora. Grande parte dos alunos que ingressam no ensino da natação no CIM, provêm da ENM da CMMV. Nesta, são sujeitos ao padrão normal da AMA, a par da introdução às técnicas de nado de acordo com o programa estratégico da FPN. Esta transição, para a grande maioria destes alunos, conduz a uma deslocação do tanque “raso” para o tanque mais profundo (25 metros), a par da alteração dos técnicos de ensino.

Desta forma, o CIM entende submeter todos os recém-chegados a um processo de avaliação diagnóstica, quer estes ingressem no início, durante ou no final da época. A adoção deste comportamento, torna-se importante para o clube, uma vez que permite dar a conhecer as reais condições em que estes alunos se encontram no meio líquido. É através da análise qualitativa às técnicas de nado, que todo este processo evolutivo assenta no CIM. Os técnicos passam assim a saber qual a orientação a dar aos seus alunos, e conseguem assim integrá-los numa turma de semelhante nível de habilidade, facilitando o crescente percurso da aprendizagem.

A simplicidade de operacionalização, o número reduzido de equipamentos, a par da rápida obtenção de resultados, são fatores que sustentam o recurso a esta tipologia de análise por parte do CIM. Além da avaliação diagnóstica, no decorrer do ano letivo, o clube tem ainda calendarizados diversos momentos de avaliação qualitativa, que designa de avaliação intercalar e avaliação final (Anexo II). Estas avaliações encontram-se sob a alçada dos agentes de ensino da natação, que as concretizam através do preenchimento de fichas de avaliação existentes para esse efeito.

O clube considera que esta análise, produz resultados adequados para a validação do processo ensino-aprendizagem dos seus alunos. Logo, sendo eu um dos técnicos da

39 vertente ensino, ao longo do ano letivo coloquei em prática estas avaliações às turmas sobre a minha responsabilidade. Para tal, recorri ao método de observação direta a partir do cais da piscina, e além de recolher dados sobre a competência técnica das crianças, em primeiro lugar, tive de os conseguir reconhecer dentro de água.

No geral, em cada sessão de ensino o número de alunos oscila de entre os 16 a 20 alunos, dependente dos dias e dos períodos escolares (ex: férias escolares, exames de avaliação, etc.). Assim sendo, observar este número de crianças dentro de água, para as conseguir avaliar, manifestou-se um verdadeiro desafio. A turbulência, a distorção e a refração da imagem dos alunos imersos, tornou a análise das técnicas uma tarefa exigente e particularmente prejudicial em termos de resultados finais.

Entendo que a preparação de qualquer observação, é uma das fases que deve estar presente em qualquer modelo de análise qualitativa. A mesma consiste em conhecer as habilidades a observar, quanto ao seu objetivo, e quanto às suas componentes críticas. A minha clara falta de experiência, juntamente com os conhecimentos básicos dos conteúdos a observar, maioritariamente de cariz teórico, conduziram-me a inúmeras indecisões para atestar se os movimentos praticados se encontravam ou não próximos do modelo biomecânico desejado.

Por isto tudo, foi importante definir e implementar estratégias de observação que me devolvessem o pretendido. Para tal, considerei essencial encontrar um plano de observação que pudesse ser mais vantajoso, a par da redução do número de alunos a observar em cada sessão. Assim, constitui grupos de cinco elementos cada, e ordenei-os em sequência nas pistas. As habilidades a avaliar iniciaram-se à minha indicação, e como regra, estabeleci que os alunos não podiam ultrapassar o colega que se deslocava à sua frente. Desta forma, consegui focar-me nos aspetos considerados pelas fichas de avaliação, e pude registar o resultado produzido pelos alunos (não executa, executa parcialmente ou executa). Das fichas de avaliação fornecidas pelo clube (Anexo III), constam distintos fatores a considerar pelos avaliadores, designadamente: (i) respiração; (ii) propulsão; (iii) salto; (iv) relação sócia-afetiva.

Grande parte da minha atuação teve por base o mencionado por Barbosa & Queirós (2005), no que respeita à observação de diferentes técnicas de nado. Os autores referem, que para o estilo crol o professor deve colocar-se do lado para o qual aluno inspira, próximo da linha dos ombros ou ligeiramente atrasado em relação a estes. Por outro lado,

40 para a técnica de costas, os autores mencionam que o professor se deve colocar ligeiramente atrás da anca, voltado para o sentido de deslocamento ou junto à parede testa oposta à qual o aluno se desloca. Quando consideram as técnicas de bruços e mariposa, mencionam que o professor deve colocar-se voltado para o sentido oposto ao de deslocamento e aproximadamente a 1,5 - 2 metros à frente do aluno ou próximo da parede testa para a qual este se dirige. Já nas partidas ventrais, no rolamento (cambalhota), e na viragem de costas para bruços, o professor deve estar próximo da parede testa, voltado ara o aluno. Nas partidas dorsal e na viragem aberta, o mesmo deve estar junto da parede testa, de frente para o aluno.

Considerados que foram por mim estes entendimentos, encontrei grande dificuldade na especulação dos trajetos biomecânicos imersos (ex: o trajeto dos MS, etc.). Tornou-se para mim claro, que saber identificar e detetar desvios ao modelo mais eficiente de execução da habilidade de nado em questão, é fundamental para avaliar qualquer aluno. Suportado pela literatura, outro dos aspetos que tive em consideração, foi nunca me colocar de costas para as turmas. Barbosa (2005) refere que a observação, a identificação e a intervenção face aos erros técnicos, são fatores decisivos para uma maior qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

Outro dos aspetos que tive em consideração foi nunca me colocar de costas para as turmas. Amaro & Morouço (2013) dizem-nos que os instrutores de natação adotam muitas das vezes um incorreto posicionamento, que conduz a comportamentos desviantes dos alunos.

15.A qualidade e formação técnica no ensino da